JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

domingo, 29 de junho de 2014

DEUS DO IMPOSSÍVEL

Haveria coisa difícil para Deus ?

Há um Deus real e verdadeiro, o qual, criou todas as coisas e Ele quando opera, ninguém pode impedir, porque é um Deus soberano.  Nenhuma obra dEle pode ser impedida, quando Ele quer operar, a sua vontade é estabelecida.  Ele faz muito mais do que pedimos ou pensamos e tudo que Deus faz é para beneficiar seu povo e também aqueles que ainda não O conhecem, pelos quais o seu povo intercede em nome de Jesus.
Não  há e  nem haverá nada demasiadamente  dificil para o Criador.   Ele criou todas as coisas e sabe muito bem como é o funcionamento da sua obra criada.  Quando o ser humano abre o coração e passa a dar lugar para a obra do Criador,  que através  do seu filho Jesus Cristo,  reconciliou todas as coisas com Deus, esse mesmo homem, passa a desfrutar dos benefícios que Deus lhe proporciona, pois pela obra que Jesus Cristo fez pela humanidade, morrendo na cruz, mas ressuscitando ao terceiro dia, todo ser humano, aceitando o sacrifício de Jesus no Calvário passa a ser digno pelo sangue derramado na cruz de ser chamado filho de Deus pelo arrependimento e crença que Jesus Cristo é o Salvador.  Desde  que o homem creia na obra de Jesus, não há nada difícil para Deus realizar a sua obra na vida daquele que crê, bastando ao homem, apenas crer e obedecer a vontade do Criador e as demais coisas, Deus por intermédio do Espírito Santo que o seu filho Jesus enviou para estar sempre com aqueles que pela fé em Jesus, tiveram suas vidas transformadas, executará todas as coisas na vida do homem e da mulher que entrega a sua vida para o salvador Jesus Cristo.
Desde a criação do mundo até os dias atuais, o Deus do impossível continua operando na vida de todos que têm dado ouvido a voz do Criador e mostra a todos que coisa difícil não existe para Áquele que criou todasas coisas.  O homem estava separado de Deus por causa da queda do primeiro homem criado, mas por intermédio de Jesus, o homem perfeito, que estando aqui na terra, em tudo foi tentado, mas sem pecado deu-nos a prova do seu grande amor pela humanidade e que para Ele não há nada difícil, basta somente que nós sejamos perseverantes na presença de Deus e a Ele sempre rendamos glória, honra e louvor.

Edilberto Pereira

EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO A FILEMON


Filemom

1.1   Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador,

1.2   e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa,

1.3   graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

1.4   Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações,

1.5   estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos,

1.6   para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo.

1.7   Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio.

1.8   Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém,

1.9   prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus;

1.10   sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas.

1.11   Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim.

1.12   Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração.

1.13   Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho;

1.14   nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade.

1.15   Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre,

1.16   não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor.

1.17   Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo.

1.18   E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta.

1.19   Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei — para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo.

1.20   Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo.

1.21   Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo.

1.22   E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído.

1.23   Saúdam-te Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus,

1.24   Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.

1.25   A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.




Fonte :  Bíblia On-line, Sociedade Bíblica do Brasil, Almeida, Revista e Atualizada.

EPÍSTOLA AOS HEBREUS


Hebreus

1.1   Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,

1.2   nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

1.3   Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,

1.4   tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.

1.5   Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?

1.6   E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

1.7   Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo;

1.8   mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.

1.9   Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.

1.10   Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos;

1.11   eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste;

1.12   também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.

1.13   Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

1.14   Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?



2.1   Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

2.2   Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

2.3   como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

2.4   dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

2.5   Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando;

2.6   antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?

2.7   Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste [e o constituíste sobre as obras das tuas mãos].

2.8   Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas;

2.9   vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.

2.10   Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.

2.11   Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos,

2.12   dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.

2.13   E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.

2.14   Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,

2.15   e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

2.16   Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.

2.17   Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.

2.18   Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.



3.1   Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

3.2   o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus.

3.3   Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu.

3.4   Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.

3.5   E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas;

3.6   Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.

3.7   Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,

3.8   não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto,

3.9   onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.

3.10   Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos.

3.11   Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.

3.12   Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;

3.13   pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.

3.14   Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.

3.15   Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação.

3.16   Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés?

3.17   E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto?

3.18   E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?

3.19   Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.



4.1   Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.

4.2   Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.

4.3   Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.

4.4   Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera.

4.5   E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso.

4.6   Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas,

4.7   de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.

4.8   Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia.

4.9   Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.

4.10   Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.

4.11   Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

4.12   Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

4.13   E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

4.14   Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.

4.15   Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.

4.16   Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.


5.1   Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados,

5.2   e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas.

5.3   E, por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si mesmo.

5.4   Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão.

5.5   Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei;

5.6   como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

5.7   Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,

5.8   embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu

5.9   e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,

5.10   tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

5.11   A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir.

5.12   Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido.

5.13   Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança.

5.14   Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.


6.1   Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus,

6.2   o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.

6.3   Isso faremos, se Deus permitir.

6.4   É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,

6.5   e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,

6.6   e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.

6.7   Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus;

6.8   mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.

6.9   Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira.

6.10   Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.

6.11   Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;

6.12   para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.

6.13   Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo,

6.14   dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei.

6.15   E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa.

6.16   Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda.

6.17   Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,

6.18   para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;

6.19   a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu,

6.20   onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.



7.1   Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou,

7.2   para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz;

7.3   sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente.

7.4   Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos.

7.5   Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão;

7.6   entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas.

7.7   Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior.

7.8   Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive.

7.9   E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão.

7.10   Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste.

7.11   Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?

7.12   Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.

7.13   Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar;

7.14   pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes.

7.15   E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote,

7.16   constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel.

7.17   Porquanto se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

7.18   Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade

7.19   (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.

7.20   E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes,

7.21   mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre);

7.22   por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança.

7.23   Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar;

7.24   este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável.

7.25   Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

7.26   Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,

7.27   que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.

7.28   Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.


8.1   Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus,

8.2   como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem.

8.3   Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer.

8.4   Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei,

8.5   os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.

8.6   Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.

8.7   Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda.

8.8   E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá,

8.9   não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor.

8.10   Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

8.11   E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.

8.12   Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

8.13   Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.



9.1   Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre.

9.2   Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar;

9.3   por trás do segundo véu, se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos,

9.4   ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança;

9.5   e sobre ela, os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propiciatório. Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora, pormenorizadamente.

9.6   Ora, depois de tudo isto assim preparado, continuamente entram no primeiro tabernáculo os sacerdotes, para realizar os serviços sagrados;

9.7   mas, no segundo, o sumo sacerdote, ele sozinho, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo,

9.8   querendo com isto dar a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou, enquanto o primeiro tabernáculo continua erguido.

9.9   É isto uma parábola para a época presente; e, segundo esta, se oferecem tanto dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto,

9.10   os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.

9.11   Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,

9.12   não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

9.13   Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne,

9.14   muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!

9.15   Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.

9.16   Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador;

9.17   pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador.

9.18   Pelo que nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue;

9.19   porque, havendo Moisés proclamado todos os mandamentos segundo a lei a todo o povo, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, e lã tinta de escarlate, e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também sobre todo o povo,

9.20   dizendo: Este é o sangue da aliança, a qual Deus prescreveu para vós outros.

9.21   Igualmente também aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado.

9.22   Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.

9.23   Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores.

9.24   Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;

9.25   nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.

9.26   Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.

9.27   E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,

9.28   assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.



10.1   Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.

10.2   Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados?

10.3   Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos,

10.4   porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.

10.5   Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste;

10.6   não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado.

10.7   Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

10.8   Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei),

10.9   então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo.

10.10   Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.

10.11   Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados;

10.12   Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,

10.13   aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés.

10.14   Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.

10.15   E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito:

10.16   Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei,

10.17   acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre.

10.18   Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado.

10.19   Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,

10.20   pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,

10.21   e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus,

10.22   aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.

10.23   Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.

10.24   Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.

10.25   Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.

10.26   Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados;

10.27   pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.

10.28   Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés.

10.29   De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?

10.30   Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.

10.31   Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

10.32   Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimentos;

10.33   ora expostos como em espetáculo, tanto de opróbrio quanto de tribulações, ora tornando-vos co-participantes com aqueles que desse modo foram tratados.

10.34   Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como também aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável.

10.35   Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão.

10.36   Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.

10.37   Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;

10.38   todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.

10.39   Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma.


11.1   Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.

11.2   Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho.

11.3   Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.

11.4   Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala.

11.5   Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus.

11.6   De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.

11.7   Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.

11.8   Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.

11.9   Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;

11.10   porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.

11.11   Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.

11.12   Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.

11.13   Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

11.14   Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.

11.15   E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

11.16   Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

11.17   Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas,

11.18   a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência;

11.19   porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou.

11.20   Pela fé, igualmente Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir.

11.21   Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou.

11.22   Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens quanto aos seus próprios ossos.

11.23   Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei.

11.24   Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,

11.25   preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado;

11.26   porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.

11.27   Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.

11.28   Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas.

11.29   Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo.

11.30   Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias.


11.31   Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias.

11.32   E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas,

11.33   os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões,

11.34   extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros.

11.35   Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição;

11.36   outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões.

11.37   Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados

11.38   (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.

11.39   Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa,

11.40   por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.



12.1   Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
12.2   olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
12.3   Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.
12.4   Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue
12.5   e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;
12.6   porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.
12.7   É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?
12.8   Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.
12.9   Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?
12.10   Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
12.11   Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
12.12   Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos;
12.13   e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
12.14   Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
12.15   atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados;
12.16   nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura.
12.17   Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.
12.18   Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade,
12.19   e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais,
12.20   pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado.
12.21   Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!
12.22   Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia
12.23   e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados,
12.24   e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.
12.25   Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte,
12.26   aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu.
12.27   Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam.
12.28   Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor;
12.29   porque o nosso Deus é fogo consumidor.


13.1   Seja constante o amor fraternal.
13.2   Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.
13.3   Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados.
13.4   Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.
13.5   Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.
13.6   Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?
13.7   Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.
13.8   Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.
13.9   Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam.
13.10   Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo.
13.11   Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento.
13.12   Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.
13.13   Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.
13.14   Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.
13.15   Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
13.16   Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.
13.17   Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.
13.18   Orai por nós, pois estamos persuadidos de termos boa consciência, desejando em todas as coisas viver condignamente.
13.19   Rogo-vos, com muito empenho, que assim façais, a fim de que eu vos seja restituído mais depressa.
13.20   Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança,
13.21   vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!
13.22   Rogo-vos ainda, irmãos, que suporteis a presente palavra de exortação; tanto mais quanto vos escrevi resumidamente.
13.23   Notifico-vos que o irmão Timóteo foi posto em liberdade; com ele, caso venha logo, vos verei.
13.24   Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.
13.25   A graça seja com todos vós.

Fonte : Bíblia On-line, Sociedade Bíblica do Brasil, Almeida Revista e Atualizada.