JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CARTA PARA A IGREJA LAODICEIA (APOCALIPSE 3:14)

14 “Ao anjo da igeja de Laodicéia escreva o seguite: Esta é a mensagem do Amém, da Testemunha fiel e verdadeira, daquele por meio de quem Deus criou todas as coisas:”
Como podemos ver na última mensagem de Jesus para as principais congregações  na Ásia Menor, Jesus está sendo descrito em termos de algo verossímil  (Amém), mas também leal (fiel) e confiável (testemunha verdadeira). A última referência a Jesus Cristo sendo o princípio da criação de Deus é necessária para se referir ao conceito Judeu de Logos que está presente de forma dominante em João 1. Vamos resumir brevemente  os principais pontos que são importantes para nossa discussão aqui.
Tem sido pensado erroneamente que as ideias expressadas no prólogo de João são exclusivas do Cristianismo. Acreditava-se erroneamente que esta declaração (João 1:1) constituia nada menos do que um desvio inovador do Judaísmo. No entanto, nada poderia estar mais longe da verdade. Na verdade, não é até o versículo 14 “e o Verbo se fez carne,” que uma idéia inovadora, embora não contraditória ao Judaísmo, foi introduzida pela primeira vez. A idéia de Verbo/Logos/Memra de Deus sendo o instrumento de Deus na criação do mundo não era nova para o Judaísmo do Segundo Templo. Por exemplo, Filo, um Judeu de Alexandria, que era aproximadamente contemporâneo de Jesus, mas provavelmente nunca o conheceu, escreveu: “…a mais universal de todas as coisas é Deus; e em segundo lugar o Verbo de Deus”. (Allegorical Interpretation, II, 86); “…a sombra de Deus está o Seu Verbo, que Ele usou como um instrumento, quando Ele estava criando o mundo…” (Allegorical Interpretation, III, 96); “Este mesmo Verbo está continuamente suplicando ao Deus imortal em nome do povo mortal, que está exposto a aflição e a miséria; e é também o embaixador, enviado pelo governante de todos, ao povo subordinado… não tendo sido criado como Deus, nem ainda criado como você, mas estando no meio destas duas extremidades…” (“Quem é o Herdeiro das Coisas Divinas,” 205-6). Estes são apenas alguns exemplos dessa idéia.
Jesus, como ele se dirige a seus seguidores em Laodicéia, está  identificando a si mesmo como  o instrumento de Deus na criação do mundo.
Existem também algumas coisas importantes que devemos saber sobre a cidade de Laodicéia. É altamente provável que Jesus e o autor humano do Livro do Apocalipse estavam bem cientes delas.
map
Havia mais de uma cidade com o nome de Laodicéia no mundo Antigo, mas esta Laodicéia de Licos, localizada na Ásia Menor, foi fundada em cerca de 250 A.C. por Antíoco da Síria, em homenagem a sua esposa Laódice. Por causa de sua localização física, Laodicéia era uma cidade muito rica e importante na Ásia Menor. A estrada de Éfeso para o leste da Síria foi a estrada principal na Ásia e Laodicéia. Em seu caminho, há um desvio importante através do qual passava uma grande parte do tráfego comercial. Este fato efetivamente transformou a cidade em um provedor exclusivo de bens e serviços. Laodiceia originalmente foi construída como uma fortaleza, mesmo que ela tivesse uma deficiência significativa. Todo seu abastecimento de água tinha que vir por aqueduto subterrâneo de fontes localizadas a pelo menos 3 kms de distância. Isto não seria uma coisa boa para uma cidade sitiada por seus inimigos. Mas na época dos Romanos, a cidade prosperou devido a longa a paz estabelecida e preservada pelo Império Romano.

Diversas características da cidade de Laodicéia podem ser vistas através do discurso de Jesus à Congregação localizada lá. Primeiro, era um centro bancário e financeiro para a Ásia Menor. A riqueza da cidade pode ser vista em citações do historiador Romano Tácito: “Uma das mais famosas cidades da Ásia, Laodicéia, foi nesse mesmo ano, derrubada por um terremoto e sem qualquer ajuda nossa recuperou-se com recursos próprios”. (Tácito: Anais 14:27) Não é de se admirar que Laodicéia pudesse se gabar que era rica e tinha acumulado riquezas e não tinha necessidade de nada. Em segundo lugar, era um centro da indústria do vestuário. Ela produzia em massa casacos de lã a baixo custo. Em terceiro lugar, Laodicéia era um centro médico do mundo Antigo. Uma famosa escola de medicina estava localizada em Laodicéia. Os nomes de dois dos seus mais famosos médicos aparecem nas moedas de Laodicéia. Em particular, este estabelecimento médico foi famoso por produzir medicamento especial para os ouvidos e olhos. Por último, mas não menos importante, Laodicéia apresentava uma  população Judaica  desproporcionalmente grande. Em 62 A.C. Flaccus, o governador da província, ficou alarmado com a quantidade de dinheiro  que os Judeus mandavam para  pagar os impostos do  templo, que eram pagos por  todos os Judeus do sexo masculino. Ele impôs um embargo ao envio do dinheiro. Havia pelo menos 7.000 homens Judeus  residindo  na cidade relativamente pequena. Foram poucas as áreas onde os Judeus foram mais ricos e mais influentes.

Fonte:  Estudos judaicos para cristãos
Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

REVOLUÇÃO RELIGIOSA NO OCIDENTE E A SOBREVIVÊNCIA DE GRUPOS NÃO OFICIAIS ANTES DA REFORMA

O Ocidente por volta de 1517 passou por uma grande revoluçao religiosa, por conta da Reforma Protestante, ocasionada por Martinho Lutero, um monge agostiano, e após ele outros reformadores foram surgindo.  Porém, já havia grupos não oficiais na época da Reforma, como os anabatistas e valdenses. Lutero e os demais reformadores, segundo sites católicos continuaram crendo do mesmo modo que romanos em alguns aspectos como no dogma da Imaculada Conceição, e do batismo infantil.  O batismo infantil era um dos pontos de discordância entre os reformadores e anabatistas, que eram um grupo anterior a Reforma Protestante, como também os valdenses.  Segundo site vinculado à crentes batistas, os anabatistas existem desde Montano, que com o passar do tempo foram mudando de nome por causa da perseguição a eles pela igreja considerada oficial, e que infelizmente receberam tratamento hostil por parte dos reformadores.
Percebe-se que dois grupos sobreviveram, sendo que um grupo, se não fosse o advento da Reforma Protestante possivelmente seriam exterminados pelos romanos.  Valdenses foram perseguidos pelo romanismo de tal forma no passado, que nos dias atuais pouco se fala nesse grupo sobrevivente de massacres e tratamentos desumanos impostos pela igreja considerada oficial na época, e estão em um número bem reduzido atualmente, já os anabatistas que atualmente conhecidos como batistas apesar de também sofrerem perseguições, tendo muitos de seus adeptos mortos.  
O nome de anabatistas veio pelo fato que esse grupo por não aceitar batismo infantil, rebatizavam os que vinham para sua igreja, e um outro ponto dos anabatistas é que só aceitam a Bíblia como regra de fé e pratica, deixando de lado muitas doutrinas romanas.
Os Valdenses à principio eram apoiados pelo papado, mas com o passar do tempo também foram deixando as ideias romanas para também assim como os anabatistas terem somente os ensinamentos bíblicos como verídicos.
Um ponto comum entre valdenses e anabatistas foi o de enaltecerem a Bíblia como única fonte de fé e prática deixando os ensinamentos romanos, pois muitos desses ensinamentos não têm apoio nas sagradas escrituras, mas sim na tradição que é fortemente aceita no romanismo.
Pensa-se que alguns pré reformadores,  foram influenciados pelos valdenses.  Enquanto valdenses de uma certa maneira foram poupados de serem extintos com a Reforma Protestante, anabatistas não tiveram a mesma sorte com os reformadores.
Atualmente existem um pequeno número de valdenses, enquanto os batistas existem em grande número, provavelmente o número seria dobrado se não tivessem sido perseguidos e mortos tanto pelos romanos como pelos reformadores.
Existem três grandes grupos cristãos atualmente, romanos, ortodoxos e protestantes, sem contar com grupos menores que ainda existem no oriente, grupos que foram excluídos na antiguidade como nestorianos, coptas, etc.
O cristianismo passou por muitas transformações nesses quase 2000 anos de história, mas o certo é que a pessoa principal, o fundador do cristianismo, o homem chamado Jesus, que é crido como o filho de Deus por todos os cristãos, o salvador da humanidade, continua sendo proclamado para todos os povos.

Fonte :  Texto produzido por Edilberto Pereira (Bacharel em Teologia)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CONCÍLIOS E CREDO

Concílios e Credo

Como a Ortodoxia tem evitado qualquer tendência de restringir a visão da Revelação de Deus a apenas um aspecto de sua vida, também a Igreja tem evitado a definição sistemática ou extensiva de sua Fé. A Ortodoxia afirma que a Fé Cristã expressa e sinaliza para o benevolente e misterioso relacionamento entre Deus e a humanidade. Deus tornou-se homem na pessoa de Jesus Cristo não para instituir uma nova filosofia ou código de conduta, mas principalmente para nos conceder "vida nova" na Santíssima Trindade. Esta Verdade, que é manifesta na Igreja, não pode ser apreendida totalmente em linguagem, fórmulas ou definições. A essência da Fé não é oposta à razão, mas frequentemente está além dos limites da razão, assim como estão muitas das realidades importantes da vida. A Ortodoxia reconhece o Poder Supremo de Deus, bem como as limitações da mente humana. A Igreja está feliz em aceitar o elemento de mistério em seu caminho para Deus.
Somente quando as verdades fundamentais da Fé são seriamente colocadas em perigo pelas falsas doutrinas é que a Igreja age para definir dogmaticamente um artigo de fé. Por esta razão, as decisões dos sete Concílios Ecumênicos da antiga Igreja indivisa são consideravelmente respeitados. Os Concílios foram sínodos a que os bispos de todo o mundo Cristão reuniram-se para determinar a fé verdadeira. Os Concílios Ecumênicos não criaram novas doutrinas mas proclamaram, em um lugar determinado e num tempo determinado, o que a Igreja sempre acreditou e ensinou.
O Credo Niceno, que foi formulado nos Concílios de Nicéia, em 325 e de Constantinopla em 381, foi reconhecido desde então como a expressão oficial das doutrinas fundamentais da Igreja Ortodoxa. O Credo é muitas vezes apresentado como o "Símbolo da Fé." Esta descrição indica que o Credo não é uma declaração analítica, mas que sinaliza para uma realidade maior que si própria e à qual dá testemunho. Para gerações o Credo tem sido o critério de Fé autêntico e a base da educação Cristã. O Credo é recitado na hora do Batismo e durante cada Divina Liturgia.
O Credo
    • Creio em Um só Deus, Pai Onipotente, Criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis.

    • E em Um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos.

    • Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial com o Pai, através de quem foram feitas todas as coisas.

    • Por nós e por nossa salvação Ele desceu do céu e encarnou-se pelo Espírito Santo e a Virgem Maria e tornou-se Homem.  ***

    • Foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado.

    • Ao terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras.

    • Ascendeu ao céu e está sentado à direita do Pai.

    • Virá novamente com glória julgar os vivos e os mortos. Seu reino não terá fim.

    • E no Espírito Santo, o Senhor, Vivificador, que procede do Pai, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, que falou pelos profetas.

    • Na Igreja una, santa, católica e apostólica.

    • Confesso um só batismo para o perdão dos pecados.

    • E aguardo a ressurreição da morte; e a vida do tempo futuro. Amém.


Fonte :  Doutrina da Igreja Ortodoxa
Rev. Thomas Fitzgerald
Escola de Teologia Santa Cruz



*** O termo "Theodokos" não era utilizado, o que nós dá a entender que foi acrescentado com o decorrer do tempo, causando assim a excomunhão de Nestório.
Provavelmente no 1° século da igreja, não se conhecia, ou não era crido entre os primeiros cristãos, os ensinamentos à respeito da virgem Maria.
Em nenhum dos livros do Novo Testamento temos ensinamentos concernentes a esse assunto, ou seja, não foi ensinado por Jesus, e nem pelos apóstolos. Os apóstolos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos transmitiram somente ensinamentos cristológicos, concernentes à Jesus Cristo, nada há escrito pelos apóstolos que nos levam à devoção a Maria.  Não venerar a mãe de Jesus não significa que ignoramos a importância que ela teve, porém como ela mesma disse nas bodas de Caná:  "Fazei tudo o que Ele vos disser", obedecendo a Cristo, estamos obedecendo ao que ela disse, como Jesus não nos mandou, e nem ensinou a veneração à sua mãe, não a veneramos, não há nenhum texto nos evangelhos e nas cartas apostólicas nos orientando à respeito da veneração a ela.  Penso que não temos como ter certeza se após o parto Maria continuou virgem, pois nos evangelhos há registros que Jesus teve irmãos, irmãos esses que os antigos interpretam como parentes, porém, possivelmente esse parecer dos antigos tem como meta, sustentar a ideia de que a mãe de Jesus, após o seu nascimento continuou virgem, ou seja, não teve relacionamento físico com seu esposo, José. Mas se formos analisar biblicamente, Maria teve filhos e filhas com José, após o nascimento de Jesus (grifo nosso).


terça-feira, 22 de setembro de 2015

APRENDENDO DENTRO DA HISTÓRIA

Transmito aqui o meu parecer à respeito do que li segundo site possivelmente vinculado à crentes batistas, e penso que temos informações valiosas, porém isso não quer dizer que temos que concordar com tudo o que nos é informado.
Assuntos que outrora nos eram omitidos, hoje temos acesso por esse meio de comunicação, que é a internet, que está nos possibilitando conhecer um pouco mais dos acontecimentos passados, e no presente nos proporciona saber dos fatos com mais rapidez, e entre esses assuntos quero mencionar aqui, um pouco da História que por um motivo ou outro não nos são transmitidos, pelo menos por grupos que talvez não tenham interesse em falar sobre a outra face da História.
Particularmente, muitos assuntos me eram ocultos, não só por em outros tempos eu ter feito pouca pesquisas, como também pela não divulgação dos meios que são competentes para a transmissão de conhecimentos.
Fatos anteriormente por mim desconhecido, e que hoje através de divulgações via internet, mas que também está registrados em livros, fez com que os assuntos agora conhecidos mudassem e muito a minha maneira de pensar à respeito de várias questões, principalmente no que diz respeito à religião.
Até então, só conhecia o lado positivo dos reformadores, as grandes contribuições que eles deram não só para libertar as pessoas do jugo que lhes era imposto pelas instituições consideradas oficiais, e principalmente ajudando as pessoas a terem acesso à Palavra de Deus em sua própria língua.
Por não conhecer a outra face dos reformadores, quando tive acesso aos acontecimentos de alguns fatos, achei-me surpreendido, pois são relatos que nos são omitidos em nossas denominações, pelo menos onde congrego nunca ouvi alguém falar à respeito, isso não quer dizer que todos são ignorantes nesses assuntos, mas eu era.
Desconhecer alguns fatos faz com que tenhamos uma visão bem limitada e a olharmos e defendermos somente os interesses do nosso grupo.
Continuo crendo que a Bíblia é a regra de fé e conduta do cristão, pois é a Palavra de Deus, escrita por homens, mas inspirada pelo Espírito Santo, mas em relação à História da Religião, tenho tido mais esclarecimento devido ter me tornado de certa maneira um pesquisador, sem deixar que isso afete minha fé em Jesus Cristo e na veracidade da Palavra de Deus.
Ser um pesquisador simplesmente nos abre mais o horizonte em relação ao conhecimento, e nos faz enxergar como somos limitados, e a reconhecer que a frase de Sócrates: Só sei que nada sei, é uma realidade ou deve ser uma realidade em nossa vida, pois sempre há o que se aprender, até mesmo dentro do que já foi nos ensinado, sempre há uma interpretação diferente que pode ou não ser a correta, digo isso em relação à humanidade, e em relação as coisas espirituais, nessa vida nunca chegaremos ao pleno conhecimento, pois há assuntos que são mistérios que somente à Deus pertence.
O sofrimento de grupos deconsiderados pelas igrejas oficiais e que conseguiram sobreviver apesar das perseguições religiosas, mantendo viva à sua história pode contribuir e muito para o nosso aprendizado.
A sobrevivência dos grupos não oficiais, principalmente dos anabatistas ajuda-nos a conhecer o outro lado da história tanto em relação ao romanismo, quanto em relação aos reformadores, sendo alguns atos desse segundo grupo omitidos em nossas igrejas faz com que muitos tenham uma visão bem limitada à respeito dessa parte da História da igreja, pois essa omissão faz com que vejamos somente os erros romanos no decorrer da História, sendo que de uma certa maneira os reformadores, exceto John Wesley, segundo o site pesquisado, foram tão cruéis quanto os papas romanos.
Não sabemos o grau de veracidade do que nos é transmitido, pois sabemos que muitas coisas não há imparcialidade, mas sim cada grupo defendendo o seu ponto de vista, mas o importante que a Igreja de Cristo continua marchando, e que o Espírito Santo que nos foi enviado pelo Pai pela intercessão de Jesus Cristo, o Senhor e Salvador continua sendo vitoriosa, e que o maior legado que os antigos nos deixaram é a Palavra escrita à respeito da obra de Jesus e seus mandamentos transmitidos para os seus seguidores que chegaram até nós, e podemos dizer que isso é mais um milagre realizado por Deus, pois até os pesquisadores ficam impressionados de não haver adulteração nos escritos mais antigos já encontrados, ou seja, o que lemos hoje, é o que se lia a mais de 1500 anos atrás, e isso, creio que é obra de Deus.
Sabemos que romanos e ortodoxos se consideram os grupos fiéis, mas pesquisando os grupos que por eles eram ou são considerados "hereges" podemos deduzir que as igrejas consideradas não oficiais da época, através dos seus escritos, muito têm a contribuir para o nosso aprendizado à respeito da História da igreja.
Ortodoxos, romanos, protestantes, e até mesmo as igrejas excluidas na antiguidade nos Concílios, pois ainda essas igrejas existem,  ainda hoje podem vivenciar e continuar fazendo parte da história, contribuindo para as gerações futuras, até que Jesus volte para levar à sua Igreja, comprada e lavada no seu sangue, para morar com Ele para sempre.  Amém.
Estejamos cientes que toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para educar conforme a justiça.  Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra (2Tm 3 : 16-17).
Através do estudo da Palavra de Deus somos feitos aptos para agradar à Deus, e isso está ao alcance de todos os que entregam a sua vida à Jesus, crendo em Jesus como Salvador, através do sacrifício por Ele realizado dando a sua vida por nós, isso é privilégio de todos os que à Deus dão honra, glória e louvor, confiando e servindo à Ele "com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças".
Conhecer os fatos é muito importante, porém mais importante é sermos convictos que somos dependentes de Deus, e para que tenhamos a certeza de nossa salvação precisamos nascer de novo como disse Jesus à Nicodemos, e esse novo nascimento só ocorre quando nos arrependemos de nossos pecados, quando cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador, crendo que Deus nos aceita pela sacrifício de seu Filho Amado no Calvário, e o Espírito Santo enviado pelo Pai faz o obra em nosso ser, fazendo que sejamos novas criaturas, pois somente estando em Cristo somos novas criaturas.
Procurar conhecer sobre à História, é muito gratificante e nos deixa bem esclarecidos, mas o nosso maior prazer deve estar em servir ao Deus que criou o céu e a terra, que nos amou enviando seu Filho para morrer pelos nossos pecados, e que nos deixou através dos seus discípulos à mensagem propagada pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, que foi morto e crucificado, mas ressuscitou, e vivo está, e continua abençoando à todos que nEle confiam.

Fonte : Texto produzido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia
            Bíblia Sagrada

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

OPINIÃO

Sabemos que há discordância de opiniões a respeito dos irmãos de Jesus mencionados nos evangelhos, serem filhos de Maria e José, conforme crêem boa parte, ou a maioria dos protestantes, ou se os irmãos mencionados pelos evangelistas são filhos de outra Maria, irmã da mãe de Jesus, teoria defendida tanto pelos romanos quanto pelos ortodoxos.
Percebe-se que os evangelistas mencionam Tiago e José como sendo filhos de Maria, irmã da mãe de Jesus, enquanto que em relação aos irmãos de Jesus mencionam Tiago, José, Simão e Judas, e também se menciona irmãs. Segundo os evangelistas a irmã de Maria teve dois filhos ou pelo menos só é mencionado dois quando no evangelho fala à respeito da irmã de Maria,  e a mãe de Jesus, após o nascimento de Jesus, teve quatro filhos e filhas.
A não ser que se queira dar uma explicação para o fato de se ter mencionado somente dois filhos da irmã de Maria em relação aos demais citados no evangelho, o motivo de não ser mencionado Simão e Judas juntamente com Tiago e José.  Nas passagens no evangelho falando de Maria a irmã da mãe de Jesus, nunca foi citado Judas como filho dela, como está escrito em relação aos irmãos de Jesus. Em Mt 27 : 56; Mc 15:40 são citados como filho de sua irmã Tiago e José, Lc 24 : 10 só cita como a mãe de Tiago, esses, ao meu ver, não são os mesmos que estão escritos em Mt 13 : 55.
 Acredito que estamos diante de parentesco diferente, ou seja, os irmãos de Jesus que sempre estavam juntos com a mãe de Jesus, não são seus primos,  filhos da outra Maria, mas sim os filhos da própria Maria com seu esposo José.
Penso eu, que os irmãos mencionados pelos evangelistas sejam realmente filhos de Maria e José, pois no meu entendimento em nada mancharia a santidade e pureza da mãe do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ter tido outros filhos, pois diz as escrituras em salmos que os filhos são herança do Senhor (Sl 127:3), e que desde o princípio Deus ordenou ao homem "crescei e multiplicai" (Gn 1 : 28). Baseado nesses dois versículos, entendo que Maria foi não só agraciada pelo Pai por ser a escolhida para ser a mãe do Senhor, o Filho Unigênito do Pai, como também foi agraciada por Deus ter concedido a ela outros filhos, os quais estavam no cenáculo juntamente com Maria e os demais Apóstolos, perseverando unanimemente em oração (At 1 : 13-14).
Dá-me a entender que os irmãos de Jesus que estavam no cenáculo não são os filhos da irmã de Maria cujos filhos são Tiago e José, pelo menos a presença deles não foi mencionada aqui, fato esse que me leva a pensar que os irmãos de Jesus mencionados pelos evangelistas sejam de fato os filhos de Maria e José.
Antes de se mencionar os irmãos de Jesus no cenáculo, notamos outras pessoas com o mesmo nome de dois irmãos de Jesus, Tiago e Judas, assim descrito no versículo 13 do capítulo 1° de Atos dos Apóstolos: Tiago,..., Tiago, filho de Alfeu,..., e Judas, irmão de Tiago.  Vemos que existem várias pessoas com o mesmo nome, mas de famílias distintas.
Certamente que a nossa salvação não depende de que Maria teve mais filhos ou não, mas penso que, se acreditarmos que ela teve mais filhos, em nada afeta a santidade da mãe do Salvador e não é uma falta de respeito e consideração à mãe de Jesus, que todos sabemos ter sido à escolhida para que através dela, o Filho de Deus fosse manifestado ao mundo, e não há motivo para que interpretemos os irmãos de Jesus, como sendo filhos de outra pessoa, Maria continuou santa, honrada e serva do Senhor, seguidora fiel do Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois certamente como ela sabia que Ele veio para salvar, provavelmente ela também O aceitou como seu Salvador.
Um leitor do site católico Veritatis Splendor (Memória e Ortodoxias cristãs) pediu para que refutassem a passagem dos salmos 68(69), o versículo 9 apontado por protestantes como prova que Maria teve filhos.  Como resposta o autor da resposta disse que nem todos os versículos são messianicos, por esse motivo esse versículo não garante que Maria teve mais filhos.  Penso que através desse versículo também não há garantia que os irmãos de Jesus mencionados nos evangelhos não sejam filhos legítimos de Maria.  Certamente que o objetivo de negar esse fato, é sustentar a doutrina da Imaculada Conceição, doutrina essa, aceita pelos romanos, porém não é aceita por ortodoxos que também acreditam que os irmãos de Jesus mencionados nos evangelhos, em Atos, e outras cartas apostólicas, sejam parentes.
Não sou dono da verdade e nem almejo ser, pois o único homem perfeito, é Jesus Cristo, o Deus encarnado, que na forma humana nunca pecou, e é o único que foi concebido sem pecado.  Ele é fiel e verdadeiro. Somente exponho aqui o meu pensar à respeito de quem são os irmãos de Jesus mencionados nas escrituras.  Possívelmente a razão para que se não interprete os irmãos de Jesus, como filhos de Maria e José,  provavelmente tem o objetivo de se defender a ideologia criada pelos antigos, ideologia essa, que não é embasada nos ensinamentos apostólicos.


Fonte :  Bíblia Sagrada
             Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia
             Site católico  Veritatis Splendor

domingo, 20 de setembro de 2015

EXALTANDO À JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS PAI

Jesus Cristo, o filho primogênito de Maria, desde o ventre de sua mãe foi chamado por Isabel, que era prima de Maria, de meu Senhor, quando Isabel disse: "Donde me vem esta honra vir a mim a mãe de MEU SENHOR ? (Lc 1:43).
Após seu nascimento, foi anunciado a alguns pastores que havia nascido um Salvador, que é o Cristo Senhor (Lc 2  :8 - 11)
Quando apresentado no templo, Simeão impelido pelo Espírito Santo, foi até ao templo ver àquele que lhe foi revelado pelo Espírito Santo, que não morreria sem ver primeiro o Cristo do Senhor, Simeão teve o privilégio de antes de sua morte ver a salvação do Senhor, e louvou a Deus pelo privilégio recebido (Lc 2 : 25 - 29).  E também uma profetiza por nome Ana, já de idade avançada, também chegando no templo louvava a Deus e falava de Jesus a todos que esperavam a libertação (Lc 2 : 36-37).
Jesus desde o ventre foi adorado, e reconhecido como o Senhor, e todos aqueles que receberam a revelação, que Ele é o Salvador, o Senhor, o Libertador deram honra e glória ao Seu nome.
Jesus cresceu em estatura, sabedoria, e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2:53).
Percebe-se que todos os que o viram renderam-se somente diante dEle, adorando e louvando somente a Ele, pois somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.
Sejamos imitadores desses que deram o exemplo de quem deve e pode ser adorado, JESUS CRISTO, o Salvador, Senhor e Libertador.
Ele é o verbo que se fez carne (Jo 1 :14), o Deus que se fez homem por amor a humanidade, deixou a sua glória, esvaziou-se de sí mesmo, sendo Deus humilhou-se, mas foi exaltado pelo Pai, tendo sido recebido na glória após sua morte e ressurreição.
Ele foi tentado no deserto pelo demônio (Mt 4 : 1), e foi vitorioso pela Palavra de Deus, e deixou-nos o exemplo que só a Deus devemos adorar, e só a Ele prestar culto (Mt 4 :10; Dt 6 : 13), pois Ele é o Senhor, o Criador de todas as coisas.
Jesus Cristo nos resgatou, e nos reconciliou ao Pai, pela sua morte, o seu sangue derramado dá-nos acesso ao Pai, pois o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (1Jo 1 :9), é o nosso advogado,  intercessor, defensor (1Jo 2 : 1) e nos dá ousadia para entrar no seu santuário (Hb 10:19).  Ele é o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2 : 5), e vive para interceder por nós (Hb 7 : 25).
Jesus Cristo nasceu, cresceu, fez a vontade do Pai, foi traido, morto, crucificado, e tudo por amor à humanidade que estava distanciada de Deus, mas hoje por intermédio de Jesus somos reconciliados e podemos glorificar ao Pai pelo seu grande amor por nós.
Entremos pela porta que nos conduz ao céu, JESUS CRISTO é a porta, Ele é o caminho, a verdade, e a vida, e sem Ele nada podemos fazer.
Estejamos na presença de Deus por intermédio de Seu Filho Unigênito, e que o Espírito Santo que o Pai nos enviou pela intercessão do Filho ache liberdade em nosso ser para operar em nós o novo nascimento, para que as bençãos do Senhor sejam derramadas abundantemente em nossa vida.



Fonte :  Bíblia Sagrada

Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia

CONFIANÇA NAS PROMESSAS DO SENHOR

No relato bíblico no Evangelho Segundo Lucas no cap. 1° ver 46, Isabel disse: Feliz aquela que acreditou; ou bem-aventurada a que creu; ou Bem-aventurada és tu que creste, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!
Por um ato de fé e obediencia a Palavra de Deus, uma serva do Senhor teve o privilégio de ser a mãe do Salvador.  Aos olhos de Maria isso seria impossível, pois ela não conhecia varão, mas Deus que não conhece o impossível, concedeu a sua serva a benção a ela prometida.
Nós que fazemos parte da famíla de Jesus, precisamos crer nas suas promessas, crendo de todo nosso coração que o Deus que fez a promessa é fiel para cumprir o que através da sua palavra nos prometeu.  Pois Ele é fiel e justo, e verdadeiras são as suas promessas.
Sabemos que a fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem(Hb 11:1).
Pela fé em Jesus, alcançamos as bençãos que Deus nos tem prometido.  Uma fé genuína na pessoa bendita do Filho de Deus, Jesus Cristo o nosso Senhor e Salvador, faz com que sejamos fortes, e assim enfrentemos as barreiras e dificuldades do dia-a-dia.  A fé em Jesus é o que nos faz vencer o mundo, e nEle sermos mais que vitoriosos, pois cremos em um Deus Verdadeiro, que se fez homem, habitou entre nós, padeceu e morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou, vivo está, e assentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, intercedendo por nós.
A Palavra de Deus também relata em meio a tantos exemplos de fé, a história de Abrão, posteriormente chamado de Abraão, que foi chamado por Deus, e pela fé também foi obediente, e foi chamado amigo de Deus, e se tornou o pai dos crentes na fé.
Noé, Abraão, José, Moisés, Maria, Pedro, Paulo, etc, e o grande exemplo de fé e obediência ao Pai, o próprio Filho de Deus,Jesus Cristo, que foi obediente até a morte, e morte de cruz.  Ele enquanto homem, deu-nos o maior exemplo que podemos ter em toda as escrituras sagradas, ou seja, a Palavra de Deus.
Cheguemos com confiança na presença do Pai, crendo que Ele nos dá vitória, pela intercessão do Seu Filho Amado Jesus Cristo, e o Espírito Santo nos fortalecendo, nos ensinando, nos capacitando, nos ajudando a andar de glória em glória, na presença de Deus, o Pai Eterno, o Todo-Poderoso, que nos ama e perto está de nós todos os momentos de nossas vidas.
Creia que o Senhor é galadoador dos que a Ele buscam, Ele fez, faz, e fará grandes coisas
na vida de todos os que com sinceridade se chegam a Deus por intermédio de Seu Filho Amado, Santo, o único que em tudo foi tentado, mas nunca pecou, e somente Ele pode dar força ao seu povo, o povo que Ele comprou com preço de sangue, e é esse sangue que nos dá ousadia para entrar no santuário do Altíssimo, ou seja, na presença de Deus.
Sejamos crentes, e não incrédulos, e entreguemos a nossa vida nas mãos de Nosso Deus e Senhor, confiando nEle,  pois assim seremos participantes das suas promessas.


Fonte :  Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia, baseado na Palavra de Deus

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

PENTECOSTALISMO NO BRASIL

Antes da chegada ao Brasil do missionário ligado à igreja Presbiteriana, fundador da igreja Congregação Cristã no Brasil em 1910 Luigi Francescon, e de Daniel Berg e Gunnar Vingren oriundos da igreja Batista, fundadores da Missão da Fé Apostólica, que posteriormente passou a se chamar Assembleia de Deus, há registros históricos do mover do Espírito na vida de alguns pastores batistas no sul do País, mais precisamente em Santa Catarina.  
 O pastor batista Paulo Malaquias recebeu o batismo no Espírito Santo em 1908, Ramada, Ijuí, Rio Grande do Sul, e o pastor leto-batista Pedro Graudin teve a mesma experiência em 1909, em Guaramirim (Bananal), Santa Catarina (Brasil); Neste mesmo ano, Karlis Andermanis, pastor da Igreja leto-batista de Rio Novo (Santa Catarina), recebeu o batismo no Espírito Santo com o falar em línguas estranhas.
Anteriormente aos dois maiores grupos pentecostais no Brasil, Deus pela sua bondade e misericórdia derramara do seu Espírito sobre alguns líderes batistas, não é mencionado aqui se houve derramamento do Espírito sobre outros membros dessas igrejas, mas o certo é que Deus já havia começado a obra no Brasil.
Em 20 de abril de 1910 em Santo Antonio da Platina(PR), e em 20 de junho de 1910 em São Paulo, houve batismos no Espírito Santo no meio dos membros da Congregação Cristã no Brasil, e em 10 de junho de1911, a crente batista Celina Albuquerque, recebeu o batismo no Espírito Santo em Belém do Pará.
Em 1923, o missionário Gunnar Vingren, teve informações que em Santa Catarina havia um movimento pentecostal em andamento.  Vingren viajou para o Sul e pôde constatar a veracidade do fato que o Pentecoste havia sido implantado em solo catarinense. Acredito que esse movimento seja fruto dos que tiveram experência em 1908 e 1909 no Sul.
Hoje, o Brasil é o país com o maior número de Pentecostais no mundo. 
Deus continua operando maravilhas no meio do povo que nele crê.  Como sinal que a obra que começou no dia de Pentecostes, continua viva no seio da Igreja de Cristo, multidões que aceitam a Cristo como Salvador têm sido participantes da promessa do Pai, que prometeu que batizaria os crentes no Espírito Santo, e têm cumprido a sua promessa.
Com a intercessão de Jesus, o Pai ainda continua batizando aqueles que crê, e a sua promessa tem se cumprido na vida de milhões de cristãos.


Fonte :  CPAD 
             Centro de Estudos Pentecostais
              As Assembleias de Deus no Brasil - Sumário Histórico Ilustrado

             Edilberto Pereira (Bacharel em Teologia)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

JESUS CRISTO, O NOSSO MEDIADOR

Jesus Cristo quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, pois só Ele é o único mediador entre Deus e os homens e morreu para resgatar a humanidade da maldição do pecado.
Ele é o único caminho que nos conduz ao Pai, pois através dEle, pelo sangue que foi derramado na cruz para perdão dos nossos pecados, temos livre acesso ao Pai, o Deus Todo Poderoso.
O Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Pai, que nos foi enviado com a interseção de Seu Filho Jesus Cristo é o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e é Ele que nos dá a certeza que somos filhos de Deus.
Jesus Cristo nasceu de mulher, mas por obra do Espírito Santo, se fez homem, o único homem nascido de mulher que nasceu sem pecado e que nunca pecou.
Por amor a humanidade, para salvação de todos, foi tentado por Satanás, foi traído, humilhado, morto e crucificado, mas ao terceiro dia ressuscitou e apareceu para os seus discípulos e para mais 500 irmãos, e por último apareceu para Saulo de Tarso, que passou a se chamar Paulo.  Ele foi assunto ao céu na presença dos seus discípulos, e hoje está à direita de Deus Pai, intercedendo por nós.
Jesus nos deu o exemplo, e através dEle, na pessoa do Espírito Santo que habita em nosso ser, podemos vencer todas as barreiras, vencer o pecado, e viver uma vida agradável à Deus, se a Ele aceitarmos como nosso Senhor e Salvador, e  nEle confiarmos.
Deus enviou o seu Filho para que morresse por nós, e o Filho por amor a humanidade, e por  obediência ao Pai, cumpriu tudo que pelo Pai foi determinado.
O pecado que faz separação entre Deus e o homem, através de Jesus foi vencido, e hoje podemos se crermos nEle viver uma vida apartada do pecado, ou seja, não viveremos mais sob o domínio do pecado, porque o Espírito Santo passa a viver em nós, e se dermos lugar para o Espírito Santo operar em nossa vida, certamente seremos vitoriosos, pois o Espírito Santo nos ajudará a sermos vigilantes e prudentes, e Ele mesmo intercede por nós com gemidos inexpremíveis, e leva nossas orações ao Pai.
Glória ao nome do nosso Deus, Santo e Poderoso, que através de Seu Filho, nos resgatou, e hoje podemos pela bondade e misericórdia dEle, desfrutar todas as bençãos espirituais e materiais, pois Ele é o galadoador de todos os que O buscam com sinceridade.
Como nos disse Isaias :  Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, e nós O achamos quando entamos pela porta que é o Senhor Jesus Cristo, e quando pediamos ao Pai, em nome de Seu Filho Jesus Cristo, certamente Ele nos ouve e nos atende segundo a sua vontade.
Creiamos e sejamos obedientes ao Senhor Nosso Deus, que criou todas as coisas, e que por intermédio de Seu Filho Jesus nos faz mais que vencedores.
Glória seja dada ao nome do Senhor .

Fonte : Edilberto Pereira, baseado nas Santas Escrituras

EM QUE LÍNGUA FOI ESCRITO ORIGINALMENTE O NOVO TESTAMENTO ?

Os cristãos têm feito essa pergunta há anos, na esperança de obter uma compreensão mais profunda da Palavra de Deus escrita.
No último quarto de século, temos visto uma mudança dramática entre os cristãos em todo o mundo. Jesus está sendo visto cada vez mais como um judeu e o Novo Testamento não é mais visto como tendo apenas um fundo greco-romano cultural e histórico, mas bem como um hebraico e judaico.
Mas no fundo o interesse dos cristãos pelo fundo judaico do Novo Testamento não é novidade. Ao longo dos séculos, muitos cristãos ao redor do mundo têm reconhecido a importância de se estudar o contexto histórico do Novo Testamento, seja judeu ou não. Por causa de vários acontecimentos significativos que ocorreram no século 20, a necessidade de compreender o aspecto judeu do evangelho tornou-se ainda mais forte.
Alguns desses eventos podem parecer insignificantes ou irrelevantes, mas estou convencido de que todos eles contribuem em influenciar os corações e mentes dos fiéis. Há quatro eventos, a meu ver: o holocausto judeu, a criação do Estado de Israel, a descoberta arqueológica e disseminação dos Manuscritos do Mar Morto, e ao aumento do número e atividades de organizações dedicadas e relacionadas a causas cristã judaica.
Provavelmente, vou discutir esses temas em detalhe no futuro, mas por agora, eu gostaria de focar em nossa questão principal- foi o Novo Testamento escrito originalmente em grego, hebraico ou aramaico ?
Eu acredito que o Novo Testamento foi escrito por judeus seguidores de Cristo em uma linguagem que é melhor descrita como judaica-grega. Judaico-grego é, essencialmente, como uma língua grega falada por judeus na época. Muito parecido com judaico-alemão (ou ídiche), incluiu muitas palavras hebraicas , frases e estruturas gramaticais , ainda que ao contrário a linguagem judaica- alemã manteve o alfabeto grego, como era de fato o caso em muitas outras línguas judaicas.
Os cristãos que, na minha opinião, por engano, acreditam que o Novo Testamento foi escrito em Hebraico, apontam que o Novo Testamento está cheio de hebraísmos (palavras com etimologia hebraica ) bem como estruturas gramaticais hebraicas usadas um pouco sem jeito no próprio texto grego.
Eu não rejeito esse ponto de vista. Na verdade, eu concordo plenamente com ele. Eu simplesmente sugiro, como outros o fizeram antes de mim, que não é preciso imaginar uma base textual hebraica do Novo Testamento para explicar a presença de hebraísmos e padrões hebraicos na mesma.
Deixe-me explicar.
Os judeus que escreveram os evangelhos e a coleção NT estavam, naturalmente , pensando de uma forma judaica e hebraica, embora eles estivessem escrevendo em grego.
A tradução grega da Bíblia hebraica, Septuaginta (LXX , para abreviar), foi usada livremente pelo autores do Novo Testamento. Devemos lembrar que esta versão grega da Bíblia hebraica também foi traduzida para o grego por judeus. As miríades de hebraísmos poderiam ter simplesmente migradas a partir da Septuaginta para o Novo Testamento por serem traduzidas em primeiro lugar e depois citadas.
Agora, como um aparte, o uso da Septuaginta por escritores do Novo Testamento é um conceito realmente muito emocionante. Veja você, o texto da Bíblia Hebraica mais amplamente utilizado hoje é o Texto Massorético (MT para o short) .
Quando os Manuscritos do Mar Morto foram finalmente examinados, descobriu-se que a biblioteca inter-judaica de Qumran tinha três famílias diferentes de tradições bíblicas- uma que estava estreitamente alinhada ao texto massorético, outra estava estreitamente correspondente com a Septuaginta e uma que parecia estar ligada à Torá Samaritana.
Entre outras coisas, isso mostra claramente que a Septuaginta citada pelo Novo Testamento livremente foi baseada em um texto hebraico que era no mínimo tão antigo quanto o texto massorético, se não for mais velho.
Agora, nos escritos dos pais da igreja primitiva , em várias ocasiões, não há menção de um evangelho em hebraico.
A referência mais importante e precoce é a de Papias de Hirrapolis (125 dC – 150 dC), um dos primeiros autores cristãos, que escreveu: “Mateus reuniu os oráculos em língua hebraica e interpretou cada um deles da melhor maneira que podia”. Isso significa que nós temos um testemunho primitivo Cristão sobre o documento que Mateus recolheu dos ditos de Jesus , mas que também continham interpretações de Mateus desses ditos.
Foi esta uma referência ao Evangelho de Mateus em sua forma original hebraica? Talvez. Foi uma referência a um documento composto por Mateus, mas que é diferente do Evangelho de Mateus? Possivelmente. Isto, claro, torna-se difícil pelo fato de que todos os Evangelhos são anônimos e não contêm qualquer inequívoco que se refere a um determinado autor. O Evangelho de Mateus não é exceção. Chamamos-lhe o Evangelho de Mateus, mas não sabemos quem foi o autor. Aliás, o anonimato dos Evangelhos de se encaixa perfeitamente com a tradição autoral anonima da maioria dos livros da Bíblia hebraica também.
Além disso, a fraseologia utilizada por Papias de Hirrapolis é que menos inspira – “ele interpretou cada um deles da melhor maneira que podia”. Essas palavras não inspiram a imagem do majestoso Evangelho de Mateus que conhecemos.
É possível que Papias estava se referindo a algo menos grandioso. Ou seja, que ele ouviu que Mateus (discípulo de Jesus ) recolheu os dizeres de Jesus em hebraico, montando juntos da melhor maneira possível. Não há nenhuma razão para negar que tal documento algum dia existiu, mas também não há particularmente uma forte razão para identificá-la com o Evangelho de Mateus.
Estudos recentes têm mostrado que o hebraico, aramaico e grego foram todos falada pelo povo que vivia na Terra Santa durante o primeiro século da Era Comum e é lógico que Jesus teria sido fluente em todos eles.
O próprio Novo Testamento, o melhor que posso dizer, foi na verdade, escrito por judeus na língua judaica- grega, o que explica a enorme quantidade de salientados padrões hebraicos de pensamento, raciocínio, gramática e vocabulário, entre muitas outras coisas ,que fazem o Novo Testamento uma coleção completamente judaica.
Agora … quando lidamos com ciências humanas (como história ou teologia histórica ) não lidamos com certezas, mas com probabilidade e plausibilidade. É , portanto, possível que o meu ponto de vista seja alterado por novas evidências que um dia podem se tornar disponíveis. Mas minhas observações hoje são baseados no que sabemos agora, e não o que podemos saber no futuro. Até que maiores informações estejam disponíveis , a única maneira de responder à pergunta sobre a origem do Novo Testamento é uma simples dedução . Quem escreveu isso? Judeus – seguidores de Cristo escreveram. Em que língua eles escreveram ? Em judaico- grego.

Fonte :  Blog do Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg - Estudos judaicos para cristãos

IGREJA DE FILADÉLFIA

Carta a igreja de Filadélfia (Ap. 3: 7-8)


7 “Ao anjo da igreja de Filadélfia escreva o seguinte:
Filadélfia estava situada no sopé do Monte Tmolo em uma colina baixa e ainda facilmente defendida, dominando o território extenso e fértil do rio Hermo. A cidade estava localizada a aproximadamente 45 kms a leste de Esmirna, 15 kms a sudoeste de Sardes e 20 kms a noroeste de Laodiceia. De acordo com um relato, foi originalmente criada pelo Rei Átalo II Filadelfo de Pérgamo em 189 A.C, se bem que outro relato atribua sua fundação a Ptolomeu Filadelfo. (Theocr., xvii.88). Juntamente com Sardes, Pérgamo, Éfeso e Esmirna, Filadélfia fazia parte da província Romana de Lidia.
Foi fundada com a finalidade expressa de se tornar um posto avançado do Helenismo (cultura e idioma Gregos).  Este posto pretendia impactar as províncias da Lídia e Frígia e estabelecer uma nova fronteira para uma condição melhorada da região (Helenização). Podemos ver que a cidade teve sucesso em sua missão porque em  19 C.E. os Lídios já estavam totalmente fluentes em Grego e de acordo com relatos antigos, já tinham esquecido sua língua ancestral. A propagação da cultura Grega para a cidade de Filadélfia tinha chegado de forma pacífica e extremamente bem sucedida. De fato, foi uma história de sucesso da fronteira Helenística.
Por causa de sua terra fecunda bem como outros fatores, esta área era conhecida por todo o Império por exportar vinhos finos. No entanto, em 17 C.E., um forte terremoto danificou seriamente quase todas as cidades da Ásia Menor. (Tac., ‘Ann’, ii.47). Filadélfia foi também muito danificada. Por muitos anos após o terremoto, os moradores sentiram tremores de terra mais fracos. Estrabão escreveu que, “Filadélfia tem paredes não confiáveis, mas diariamente elas estão instáveis e desmoronam em uma direção ou outra.” Ele ficava surpreso que uma cidade tinha sido fundada em tal lugar e questionava a sanidade dos seus cidadãos que  retornavam a ela, repovoando-a repetidamente. Especialmente após 17 C.E., a vida em Filadélfia foi caracterizada por um clima de insegurança constante. A maioria da população vivia fora da cidade em cabanas. O povo até temia andar nas ruas da cidade porque eles podiam ser mortos por queda de alvenaria. Aqueles que ainda se atreveram a viver na cidade foram tidos por loucos; eles gastavam seu tempo escorando os edifícios abalados e freqüentemente fugiam para espaços abertos por segurança. Aqueles dias em Filadélfia nunca foram completamente esquecidos, e os moradores subconscientemente esperavam por tremores de terra, prontos para fugir para os espaços abertos fora da cidade para salvar suas vidas.
Quando o terremoto de 17 C.E. devastou a cidade, o Imperador Tiberius foi tão generoso para com Filadélfia, como ele tinha sido com Sardes. Em gratidão, o Conselho da cidade mudou seu nome para Neocesareia  (a nova cidade de César). Mais tarde, nos dias do Imperador Vespasiano, Filadélfia mudou seu nome novamente para Flavia. Isto foi feito para refletir a conexão entre ela e o nome da família do seu novo patrono imperial (Flavius). Com o tempo, no entanto, a cidade novamente tornou-se conhecida pelo seu nome original de Filadélfia.
Quase nada é conhecido sobre a comunidade Judaica em Filadélfia. A única coisa que talvez possa estar implícita é que não era muito diferente da comunidade Judaica de Esmirna, sobre a qual nós sabemos um pouco mais. Estas são as duas congregações (Esmirna e Filadélfia) a quem Jesus fala palavras confirmando sua verdadeira identidade, repudia as declarações de seus perseguidores não-Judeus e acusa aqueles que agem como se fossem de origem Judaica. (Ap. 2:9b; 3:9). Falaremos mais sobre isso mais tarde. O que é muito  interessante é que estas são as duas únicas congregações da lista de sete que recebe só elogios e não críticas. Em seus discurso a elas, Jesus também se refere à sinagoga de Satanás que mente  sobre  sua identidade Judia/Judaica. Então, vamos explorar a mensagem que  o Sumo Sacerdote do Tabernáculo Celestial tinha para a Congregação em Filadélfia.
Esta é a mensagem daquele que é santo e verdadeiro. Ele tem a chave que pertencia ao rei Davi, quando ele abre,  ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre.
Cristo descreve a si mesmo como santo ou como aquele totalmente verdadeiro. Devemos ver esta descrição levando em conta a referência a ele como tendo a chave de Davi e como aquele que é capaz de abrir e fechar de modo que ninguém seria capaz de reverter a ação. Em Isaías 22, lemos sobre Sebna (22:15), que é o administrador do palácio  e ainda a quem o Senhor planejou depor (22:18-19). Em vez de Sebna o impostor, o Senhor Deus de Israel diz que ele irá chamar seu servo Eliaquim, filho de Hilquias. Lemos em Isaías 22:20-23: “Então ele virá naquele dia, que chamarei a Meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, e vou vesti-lo com sua túnica e amarrar sua faixa seguramente sobre ele. Eu vou confiar a ele sua autoridade, e ele se tornará um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Em seguida, porei a chave da casa de Davi em seu ombro, quando ele abrir ninguém  fechará, quando ele fechar ninguém abrirá. Eu o firmarei como uma estaca em lugar firme, e ele se tornará um trono de glória para a casa de seu pai.” Jesus Cristo afirma aqui que o cumprimento final das palavras de Deus a Eliaquim encontra sua realização no próprio Cristo. Ele é o único que é santo e verdadeiro, ele é aquele que carrega a chave da casa de Davi em seu ombro. Sua autoridade para abrir e fechar é máxima e firme.
8 Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que têm pouca força. Vocês tem seguido os Meus ensinamentos e têm sido fiéis a Mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar.
Uma vez que Cristo afirmou que ele manteve uma verificação minuciosa sobre a vida da congregação em Filadélfia, ele começou a dizer que usando a chave de Davi ele ia abrir uma porta que ninguém seria capaz de fechar.
Em Atos 15 lemos sobre um debate apostólico Judaico interno tratando de questões sobre o estilo de vida Israelita que deve permanecer ligado aos antigos pagãos seguidores do Cristo Judeu. Após uma ampla discussão, Tiago, irmão de Jesus, decidiu  da seguinte forma: “Irmãos, escutem: Simão acabou de explicar como Deus primeiro mostrou os seus cuidados pelos não-Judeus, escolhendo do meio deles um povo que seria dele. As palavras dos Profetas estão bem de acordo com isso, pois as Escrituras Sagradas dizem: Depois disso eu voltarei – diz o Senhor – e construirei de novo o reino de Davi, que é como uma casa que caiu. Juntarei de novo os pedaços dela e tornarei a levanta-la. Assim todas as outras pessoas, todos os outros povos que eu chamei para serem meus, vão procurar conhecer o Senhor. Assim diz o Senhor que anunciou essas coisas desde os tempos antigos” (Atos 15:13-18).
A conversão dos pagãos Romanos ao Deus de Israel, de acordo com Atos 15, constitui nada menos que a reconstrução da tenda de Davi como casa de Deus para todas as nações. A citação acima em Atos 15 é tirada diretamente de Amos 9:11, mas em Isaías 16:5 ´e também referido um outro texto com a mesma idéia da tenda de Davi. Lemos: “então um descendente de Davi será rei. Ele governará com fidelidade, procurará julgar com justiça e se esforçará para fazer o que é direito.” Em outras palavras, os profetas antigos imaginaram um momento no futuro, quando a casa de Davi (tenda de Davi) iria ser mesclada com a casa de Deus e estaria aberta a todas as nações da terra. O último servo Davídico de Deus governará sobre eles com justiça e retidão. Projetando esta conexão; Jesus, portanto, afirmou que esse tempo já chegou – Ele abre a porta para a Congregação em Filadélfia, que ninguém pode fechar – será a porta que acolhe gentios seguidores do Cristo Judeu para a tenda de Davi. O testemunho dele é poderoso: mesmo que tivessem pouca força, eles mantiveram a palavra de Cristo e apesar de pressões incríveis não negaram o nome de Cristo. Ouvir isto dos lábios do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores é uma alegria que não pode ser descrita.

Fonte :  Estudos judaicos para cristãos - Blog por Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg

terça-feira, 15 de setembro de 2015

LOUVORES NA ASSEMBLEIA DE DEUS - CONGREGAÇÃO DA VILA CIDA


2° DIA DA FESTIVIDADE DOS JOVENS E ADOLESCENTES NA ASSEMBLEIA DE DEUS - CONGREGAÇÃO DA VILA CIDA EM 29/08/2015
















BÍBLIA ORTODOXA ETÍOPE

Bíblia da Igreja Ortodoxa etíope e presença de mais livros que outras bíblias


Bíblia da Igreja Ortodoxa etíope e presença de mais livros que outras bíblias

 

            Vemos nos comparativos de números de livros da Bíblia a quantidade maior de livros presentes na Católica, em relação a Bíblia protestante. Contudo não percebemos que existe a versão da Septuaginta, que tem ainda mais livros, e ainda a versão da Bíblia da Igreja Ortodoxa Etíope, que chega a ter mais de 83 livros, por acrescentar alguns chamados ou tidos por apócrifos.
            Já abrindo a septuaginta, se percebe a presença de 4 livros de Macabeus, de Salmos de Salomão, Odes e outros livros. A protestante chegou a tirar todos os livros de Macabeus, bem como Eclesiástico, Sabedoria, em um total de 11 livros que estavam incluídos na Católica. Esses livros já são chamados pelos protestantes de apócrifos. Porém na Septuaginta há mais, e na versão da Igreja Ortodoxa Etíope há bem mais. 

 
 
            Na Bíblia da Igreja Ordoxoxa Etíope há inclusive o Livro de Enoc, bem como alguns como Atos de Paulo, Oração de Manassés, Salmo 151, 1 Clemente, 1 Esdras, Pastor de Hermas, 4 Livros de Macabeus, Bel e o Dragão, Odes e ainda Jubileus. Totaliza assim em torno de 90 livros, mais que as outras bíblias. São muitos dos livros que que cristãos de várias denominações veem como apócrifos ou até mesmo proibidos, ou mesmo heresias. Contudo sabemos que a escolha do que é canônico se fez muito por opções políticas. E são livros que dão muitas respostas históricas não presentes em outras Bíblias, de onde são suprimidos. Já a Bíblia Hebraica nem tem o novo testamento, a não ser que seja de judeus messiânicos. 
 

            Vemos que desde a descoberta de arquivos históricos bíblicos em Nag Hammadi, Egito, em 1945, fica cada vez mais estranho falar em livros apócrifos em comparação aqueles que estão na canônica. Mesmo porque são até muitos deles anteriores e mais puros do que aqueles das Bíblias comuns, já tão alteradas por traduções e gostos de cada seita ou designação cristã. O Evangelho de Tomé é muito bom e tem vários ensinamentos de Jesus que se confirmam em outros Evangelhos. Assim o Livro de Enoc fala dos gigantes e de Noé, temas que não possuímos nas bíblias tradicionais. Não há prejuízo nenhum em se incluir estudos, desde que se tenha o critério de selecionar o que se pode ter como central ou não na evangelização. Fatos como os da infância e período não público da vida de Jesus podem assim estar presentes nesses escritos, auxiliando em estudos e na fé.