JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

domingo, 12 de abril de 2015

A REFORMA PROTESTANTE

NA ALEMANHA

Os alemães viviam em regime de diferentes principados dotados de ampla autonomia e cidades livres pertencentes ao Sacro Imério Romano-Germânico.  O imperador dependia dos principis nobres para exercer seu pode; suas decisões precisavam ter o consentimento dos príncipes germânicos.  Essa estrutura inviabilizava qualquer forma de centralização política em torno do imperador.  Tal divisão política favorecia o poder  da igreja que, além de ser a maior proprietária de terras, cobrava impostos, recolhia esmolas, vendia relíqueas e indulgências.
A economia do Sacro Império preservava características comuns ao período medieval como a servidão em larga escala e os vínculos de fidelidade existentes naquele período.
Quando os imperadores do Sacro Império preservava características comuns ao período medieval como a servidão em larga escala e os vínculos de fidelidade existentes naquele período.
Quando os imperadores do Sacro Império, Maximiliano I (1493-1519) e Carlos V (1519-1556), tentaram compreender a centralização, estendendo seu poderio sobre a nobreza alemã, o processo da Reforma estava em voga.  A dinastia Habsburgo, à qual pertenciam os dois reis citados, dominava a Espanha e era vista com desconfiança pelos nobres alemães.
Foi nesse contexto que o religioso Martinho Lutero, um monge agostiniano, promoveu o movimento reformista que abalou a cristandade europeía.  Lutero vivia atormentado com a teoria do pecado original e não acreditava na possibilidade da redenção humana apenas por suas próprias forças.  Para ele, o homem era indigno da salvação; portanto ela não poderia vir pelas obras como ensinava a igreja católica, mas apenas pela sua fé (solifideísmo).  Os ensinamentos teológicos de Lutero se completam com outros dois pontos:  a visão que só a escritura, ou sejam apenas os textos bíblicos têm autoridade religiosa; e que só a graça, um favor divino, poderia garantir aos homens a salvação.
Por esses princípios, Lutero desqualificava a Igreja como instituição visível detentora de algum poder na comunicação entre os homens e Deus.  Isso, por sua vez, acarretou desdobramentos políticos.  Entre eles estava o repúdio à noção de que a Igreja possuía poderes para regular a vida cristã na Terra.  Para Lutero, a Igreja abusava desse princípio e, por isso, não tinha sentido a venda de indulgências (prática essa que também não é aceita pela Igreja Ortodoxa) e nem a interferência da Igreja nos assuntos terrenos.  Ele propunha que a autoridade dos reis fosse legítima, sem contar contar com o reconhecimento desse poder por parte da Igreja.  Sua discordância dos ensinamentos da Igreja levou-o a afixar, em 1517, suas "95 teses" na porta da catedral de Wittemberg.
Nessas teses estão a condenação das indulgências, críticas  à hierarquia católica, à existencia do papa(A Igreja Ortodoxa também não reconhece o papa como autoridade máxima do cristianismo), à necessidade de dar esmolas e ao uso da Bíblia em latim.  a livre interpretação dos textos sagrados, sem o auxílio do clero, e celebrações religiosas mais simples, baseadas exclusivamente no texto bíblico também eraam defendidas.

REAÇÃO CATÓLICA ROMANA E DO IMPERADOR

A Igreja não assistiu passiva a essas críticas.  O papa Leão X redigiu uma bula em 1520 e declarou heréticas as propostas de Lutero.  Ele devia se retratar sob pena de excomunhão.  Mas ele recusou a fazê-lo e queimou a bula papal em público, em nome da liberdade espiritual.  Esse gesto tido como o marco do protestantismo.  Lutero foi excomungado.
O Imperador V convocou-o a se pronunciar em uma reunião imperial e de nobres, conhecida como a Dieta de Worms, por ter sido realizada na cidade de mesmo nome, em 1521, para se retratar.  Ele compareceu e manteve suas ideias.  Condenado pela Dieta, graças ao apoio de Frederico da Saxônia, refugiou-se em seu castelo, onde se dedicou à tradução da Bíblia para o alemão.

A REFORMA NA SUÍÇA E A PROPAGAÇÃO DO CALVINISMO

As ideias reformistas de Lutero espalharam-se por outras regiões europeias.  Na Suíça, as ideias reformistas foram implantadas por Ulrich Zwinglio (1484-1531), que pregava a obediência radical às Escrituras.
Outro nome importante na Reforma na Suíça foi o do francês João Calvino (1509-1564), que após a sua conversão ao protestantismo, foi perseguido por suas ideias e refugiou-se na Suíça.  Em Genebra adotou um modelo religioso e político para construir uma "cidade-igreja", que interferia na vida das pessoascom a proibição, por exemplo de jogos e de festas.
Calvino é considerado o principal formulador do pensamento teológico reformado pelas ideias apresentadas na obra Institutas da Religião Cristã.  A teoria calvinista concordava com o princípio da justiticação pela fé e incorporava um outro elemento:  a teoria da predestinação, segundo a qual Deus, por ser onisciente, sabe o destino que cada pessoa terá e, portanto, nada podem fazer os homens para alterar o que lhes irá acontecer.  Para identificar o sinal da graça, os homens devem seguir uma disciplina rígida que enfatiza o trabalho intenso e o controle de gastos levam à riqueza, que seria um sinal de predestinação.
No campo político, a principal contribuição do calvinismo está na defesa do direito à resistência política diante dos governantes, quando estes excedem suas funções.  No entanto, para evitar uma abordagem mais radical, cada grupo deve resistir "a partir de seu lugar".  Assim, um magistrado deve ser advertido inicialmente por outro magistrado.  A participação popular deve ocorrer apenas quando há uma usurpação e nenhum magistrado se interpõe ao usurpador, tornando ilegítimo o exercício dessa autoridade.
Os calvinistas tiveram papel diferente em cada país:  na França, eram conhecidos como huguenotes e, em troca da libertado de culto maquele país católico, eles não deferenderam radicalmente a ideia de resistência política, mesmo quando os governantes não agiam de acordo com a "vontade divina".
Na Escócia, onde já contavam com ampla base naquela sociedade, eram chamados de presbiterianos e tiveram a lideranla de John Knox (1505-1572).  Defendiam o direito à resistência quando uma autoridade superior fosse um homem "ignorante de Deus" ou "perseguidor dos membros de Cristo"
Na Inglaterra, os calvinistas foram chamados de puritanos, pois após o cisma de Henrique VIII, que fundou a Igreja anglicana, os puritanos queriam "purificar" essa Igreja, estabelecer as bases para uma nova ordem social e realizar o plano divino, ao qual eles acreditavam ser os predestinados.

A REFORMA NA INGLATERRA

A Reforma religiosa na Inglaterra não foi protagonizada por um debate teológico, mas pela ação do próprio rei, Henrique VIII.  O rei, pretendendo um herdeiro masculino, apresentou ao papa um pedido de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão.  O papa rejeitou esse pedido e o rei rompeu com Roma e casou-se com Ana Bolena.
Na disputa entre o rei e o papa havia motivações maiores que a questão do matrimônio.  Ao se opor à Igreja e envolver a pequena nobreza, o rei desencadeou um movimento nacionalista e proclamou-se líder supremo da Igreja anglicana, em 1534.  Pouco depois, confiscou as terras e propriedades da Igreja, dissolveu mosteiros e consolidou o seu poder o seu poder na Inglaterra ao tornar-se o chefe da Igreja Reformada, a Igreja anglicana.
Os aspectos teológicos e litúrgicos da Igreja anglicana pouco divergiam daqueles da Igreja católica, mas os bispos que juravam lealdade a Henrique VIII para preservar seus postos não criaram um Igreja com ensinamentos próximos aos ideiais reformados, como a ênfase em rituais simplificados e sem a intermediação eclesiástica.  Estes são alguns questionamentos feitos pelo espírito reformista dos puritanos ingleses e que, associados a questões políticas e religiosas, levaram a conflitos no século XVII.


Obs: Infabilidade papal, purgatório, indulgência, são ideias que não são aceitas por ortodoxos e Igrejas reformadas.
Sobre Maria a Igreja Ortodoxa acredita que ela é a mãe de Deus, mas não aceita que ela foi gerada sem pecado, como pensa o romanismo, mas sim que ela foi purificada na ocasião que o Espírito Santo desceu sobre ela.
A ideia de Maria ser a mãe de Deus, continou sendo aceita pelos reformadores, embora alguns deixaram de acreditar nisso com o passar do tempo.
Quase 470 anos após o Cisma do Oriente, reformadores como Lutero e outros,romperam com o romanismo, assemelhando-se com os Ortodoxos em alguns aspectos que estão citados acima, provando assim, que sempre houveram controversas a respeito de algumas doutrinas romanas.
Segundo se lê a respeito da Igreja Ortodoxa, os livros considerados apócrifos, sempre foram aceitos pela igreja, porém, não eram considerados canônicos, eram vistos em importância como inferiores aos livros canônicos.
Esses livros foram aprovados como canônicos pela Igreja de Roma, em 8 de abril de 1546.

Uns dos testemunhos sobre os apócrifos:

 ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Éster. Mencionou também alguns livros dos apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que recentemente se uniram a nós e que desejam instrução na palavra de bondade". 

JERONIMO: Jerônimo (340-420.dc.) propugnou, no Prologus Galeatus. A citação pertinente de Prologus Galeatus é a seguinte: "Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os Livros que traduzimos do Hebraico para o Latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os Apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em Hebraico; o Segundo foi escrito em Grego, conforme testifica sua própria linguagem". Jerônimo, no seu prefácio aos Livros de Salomão, menciona ter descoberto Eclesiástico em Hebraico, mas declara em sua; convicção que a Sabedoria de Salomão teria sido originalmente composta em Grego e não em Hebraico, por demonstrar uma eloqüência tipicamente helenística. "E assim", continua ele, ("da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"). e noutros trechos, prima pelo reconhecimento de apenas os vinte e dois livros contidos no hebraico, e a relegação dos livros apócrifos a uma posição secundária. Assim, no seu Comentário de Daniel, lançou dúvidas quanto à canonicidade da história de Suzana, baseando-se no fato que o jogo de palavras atribuído a Daniel na narrativa, só podia ser derivado do grego e não do hebraico (inferência: a história foi originalmente composta em grego). Do mesmo modo, em conexão com a história de Bel e a do Dragão, declara; "a objeção se soluciona facilmente ao asseverar que esta história especifica não está incluída no texto hebraico do livro de Daniel. Se, porém, alguém fosse comprovar que pertence ao cânone, seríamos obrigados a buscar uma outra resposta a esta objeção"


Fonte : História Geral e do Brasil -  2ª edição - 2011.

Fonte sobre apócrifos :  Universidade da Bíblia.

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