domingo, 12 de abril de 2015

CATÓLICOS ROMANOS E ORTODOXOS (RESPOSTA DE UM ORTODOXO A UM CATÓLICO ROMANO)

Do Facebook



Tiro no pé II - Pio XII e o Patriarca ortodoxo de Constantinopla

Fazer apologética com os ortodoxos é mais trabalhoso e difícil, reconhecemos. Negociar com 15 denominações ortodoxas separadamente é um problema, pois estes cismáticos estão em cisma não somente em relação a Igreja Católica mas entre eles mesmos.

São autocéfalos, étnicos e nacionalistas no cada um por si. E isto é um grande problema.
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Salvo engano, os ortodoxos usam o argumento do patriarcado para negar a jurisdição petrina. Como se para eles o governo da Igreja é dividida por igual aos apóstolos.
Na Igreja Católica, a hierarquia dos Patriarcados continuaram, o que muda é realmente o entendimento d’eles. Porque os Patriarcados católicos são autônomos, já entre os cismáticos há os autônomos, mas também há os autocéfalos como eles continuam tratando a questão.

Os bispos ortodoxos receberam o caráter do sacerdócio episcopal, mas não foram imbuídos da autoridade para ensinar, governar e santificar. E são hereges, porque negam e duvidam de doutrinas que foram solenemente definidas, e impostas a eles mesmos, no Concílio de Florença.

Os fiéis mais próximos de uma futura conversão em massa seriam os do Patriarcado de Constantinopla e o Búlgaro.


Resposta:

Caro Manoel, não sei de onde vc tirou este texto ou se é de sua autoria. Seja lá como for, ele revela uma grande ignorância tanto sobre a Santa igreja Católica Ortodoxa como da própria história. Confundir autocefalia e autonomia com cisma é uma estupidez que só vi igual no Cardeal Humberto (este, sim, um vendeiro cismático), ao acusar os gregos de retirar o "filioque" do Credo. Interessante é que na Ortodoxia não temos entre nós movimento carismático, teologia da libertação, modernista, igrejas particulares com direito canônico próprio e com tradições heterogêneas ou qualquer movimento que dê tom diferente à Fé dos Apóstolos, e nós é que somos cismáticos entre si.

Talvez nós devamos estar perdendo a razão por acreditar que a Fé nasceu em Jerusalém e não em Roma, talvez a oligofrênia nos leve a deduzir que o "primado" petrino seja por sucessão histórica primeiramente em Jerusalém e Antioquia (igrejas que existem) até hoje e são dois grandes Patriarcados.

Quem sabe, se um dia recuperarmos a razão, acreditaremos que Cristo foi crucificado em Roma, que os Apóstolos eram romanos, que o Pentecostes aconteceu no Coliseu, que os Apóstolos usavam a Vulgata e não a Septuaginta e que o Novo Testamento fora originalmente escrito em latim e não em grego.

Também deveremos acreditar que as decisões dos Concílios Ecumênicos que normalizam o governo da Igreja em Patriarcados isonômicos e estabelecem as autocefalias e autonomias sejam falsificações históricas grosseiras e acreditar (contrariando todas as provas históricas) que as "pseudo-decretais" e toda lambança jurídica que procura dar ao Bispo de Roma a sucessão direta do primado petrino e conferir-lhe jurisdição universal é que são as autênticas normas eclesiásticas. Ou talvez devemos pensar que as Assembleias Universais (Concílios Ecumênicos) devam ser vista como particulares e as de Roma (apesar de unilateral) como universais. Ora, convenhamos, é preciso uma dose imensurável de ignorância e imbecilidade para ver as coisas dessa maneira. Caso esses fatores condicionantes e limitantes não existam, deveremos pensar no quê? Desonestidade? Farisaísmo?

E por falar em conversão em massa, o Segundo “segredo” de Fátima falava da conversão da Rússia. Historicamente a Rússia deixou de ser ateia para voltar a ser Ortodoxa. Este fato tem abalado a fé de vários clérigos romano-católicos. Ou a profecia era uma mentira ou estaria nossa Senhora tb em cisma com o Papa de Roma? Veja para onde esses desvarios nos levam.

Fonte :  Observatório Ortodoxo

sábado, 11 de abril de 2015

ROMA E A IGREJA CATÓLICA (I)

Roma e a Igreja Católica (I)

A divulgação da Declaração "Resposta a Questões Relativas a Alguns Aspectos da Doutrina Sobre a Igreja" de autoria da "Congregação Para a Doutrina da Fé" da Igreja Romano-Católica, foi acolhida e divulgada pela imprensa em tons distorcidos e (quem sabe?), talvez, até sob a expectativa de um tiroteio entre as comunidades cristãs. Equívocos, porque a rigor, o Vaticano em momento algum afirma ser a Igreja de Roma a "única igreja verdadeira" como alguns querem compreender. Ela fala em "subsistência", mas, não em verdade, ao contrário, o texto afirma categoricamente:
"...segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes..."
No entanto, a afirmativa posterior a esta é de que a igreja católica subsiste plenamente nas Igrejas sob a chefia de Roma; isto por causa da tradição romana (porém, não católica) de ser o Papa Romano (posto que na Igreja Católica outros bispos também são chamados de Papa) a Cabeça Visível da Igreja e fonte da unidade visível da Igreja de Cristo. Neste mesmo documento, o Vaticano reconhece a legitimidade da Igreja Ortodoxa, admite a existência de laços estreitíssimos entre as duas igrejas e as chamas de irmãs, com a ressalva de que existe uma situação lacunosa pelo fato das Igrejas Ortodoxas não aceitarem a doutrina da chefia do Papa Romano. A dimensão realmente mais desconfortável fica por conta da concepção em relação às comunidades da Reforma, posto que nelas estejam ausentes vários e basilares elementos que caracterizam a identidade católica, mesmo assim, o documento reconhece que o Espírito Santo utiliza-se destas comunidades como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica.
A maioria da população (inclusive muitos líderes de igreja) não leu o texto do Vaticano e absorveu a notícia (veiculada sem dar voz à Roma) permitindo que cada um a entendesse do seu modo e bel-prazer.
A rigor, também, nós Ortodoxos não somos compreendidos perfeitamente, quando afirmamos - por razões teológicas e históricas - ser a Ortodoxia a autêntica fé pregada por Cristo, transmitida pelos Apóstolos e preservada incólume (sem adições e nem subtrações) ao longo de todos os séculos, em legítima e inquestionável sucessão apostólica.
O que é lacunosa, na verdade é a compreensão que muitos católicos romanos têm da identidade de sua igreja. Todos pensam que em toda a parte do mundo a igreja católica romana é uma instituição monolítica, ou seja, que em todos os povos se celebra o mesmo rito, mantêm-se as mesmas tradições e disciplinas que os católicos romanos estão acostumados a ver no Brasil. Na verdade, a Igreja Católica Romana é a maior e a líder de um conjunto de 23 igrejas autônomas (igrejas que se autogovernam - sem a interferência direta do bispo de Roma, onde os sacerdotes podem casar, os féis participam do pão e do vinho, em vez de hóstia come-se o pão com fermento, ao invés de imagens de escultura usam ícones, os clérigos usam barba e etc...). De fato estas igrejas têm a cara da Igreja Ortodoxa, mas estão ligadas a Roma muito mais por razões históricas do que teológicas. É bom lembrar também que a própria Roma por quase mil anos seguia estas mesmas tradições e disciplinas.
Num mundo fragmentado como este que vivemos o diálogo ecumênico se faz mais do que necessário. Todavia o diálogo não pode e nem deve ser um ato teatral e meramente diplomático. É preciso que este diálogo trafegue pela via de um espírito fraterno, respeitoso e ao mesmo tempo claro e preciso (sem ambigüidades e ambivalências de palavras e gestos).
Acredito que o documento do Vaticano é inadequado ao ecumenismo das fotos e das cerimônias públicas e dos gestos externos de deferência e sorrisos largos. No entanto, ele é extremamente útil ao diálogo honesto, onde a consciência de si não é negada e nem mascarada, pois, somente o Espírito da Verdade,procedente do Pai e a nós enviado pelo Filho, pode gerar a consciência comum. Por esta razão, a Liturgia Bizantina - de forma insistente e incessante - inicia-se com as seguintes petições:
Diác. - Em Paz, oremos ao Senhor.
Coro - Kyrieeléison! (Senhor, tem piedade)
Diác. - Para que ele nos conceda a Paz celeste e a salvação de nossas almas, oremos ao Senhor.
Coro – Kyrieeléison. (Senhor, tem piedade)
Diác. - Para que reine a Paz no Universo, pela prosperidade das Santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor.
Diác. - Kyrie, eléison! (Senhor, tem piedade)

Fonte :  Observatório Ortodoxo

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O PRIMADO DE SÃO PEDRO NA IGREJA ORTODOXA

Por Padre Mateus (Antonio Eça)
Vigário do Brasil da Metrópole Ortodoxa do Equador e Amérlica Latina
Santo Sínodo Grego do Calendário Patrístico - GOX

A mídia Ocidental, vez por outra veicula imagens e notícias que mostram uma crescente cordialidade entre o Patriarca de Constantinopla e o Papa de Roma. Estes encontros amistosos e a existência de um canal aberto de diálogo, passam para a população a ideia de que a unidade entre as duas Igrejas está bem próxima; no entanto, a história não é bem assim. Todo esse diálogo e o desejo de reatar a comunhão esbarra bruscamente num ponto: No que vem a ser o Primado Petrino e qual é o papel do Bispo de Roma?

Esta nos parece ser uma discursão sem fim - não porque não haja conhecimento de ambas as partes dos dados da Santa Tradição (e isto inclui as Santas Escrituras) - mas porque outros fatores mediam a interpretação e aplicação desses dados.

Da nossa parte, podemos dizer – sem espírito de soberba e desprezo do outro – que a posição Ortodoxa é inequívoca e sem subterfúgios retóricos e hermenêuticos na abordagem dos dados históricos. E é bom lembrar que a posição que sempre foi - e até hoje é sustentada no Oriente - também foi por vários séculos partilhada pelo Ocidente. Roma somente passou a reivindicar uma jurisdição de caráter universal no séc. IX após a aliança política com o Império Franco (que rivalizava com o Império Romano do Oriente - dito Bizantino pelo Ocidente). Quando a dinastia carolíngia entrou em declínio, os bispos ocidentais buscaram exercer uma primazia sobre o poder temporal com base em uma coleção de documentos jurídicos que mais tarde, em virtude de possuir documentos falsificados - ficaria conhecida como “Decretais do Pseudo-Isidoro”. Esta coleção muniu o Papa Nicolau I (858-867) de base jurídica para reivindicar a primazia papal sobre o poder temporal e uma jurisdição universal.
Tal aspiração papal foi levada pelo Papa Adriano II (867-872) ao III Sínodo de Constantinopla (considerado por Roma como VIII Concílio Ecumênico) e rejeitada pelo mesmo, o qual reafirmou a Pentarquia e o papel do Bispo de Roma como “Primeiro entre Iguais” (Primus inter Pares). Este dado histórico é confirmado na obra “História da Igreja Católica, Edições Loyola (2006), pgs 123, 176”. Tal publicação consiste num ensaio histórico assinado por 10 historiadores (todos com doutorado em teologia, dos quais 9 são Sacerdotes Romanos e vários deles doutores em história eclesiástica com especialização em patrologia). Portanto, isto não é nenhuma digressão Oriental.

A Igreja Ortodoxa entende que Cristo conferiu a Pedro o primado entre os Apóstolos, mas em bases muito distintas do ensino romano:

Primeiramente, primado não é chefia, mas uma posição de honra (como a de um irmão mais velho). As Escrituras narram no Livro dos Atos dos Apóstolos a realização do primeiro concílio realizado na Igreja, ocorrido na cidade de Jerusalém, do qual participaram todos os Apóstolos, vários Presbíteros e irmãos da Igreja local. O interessante é que a narrativa demonstra que, embora Pedro se fizesse presente e usasse da palavra, a presidência do Concílio foi exercida por São Tiago, e é o parecer deste que é acatado, expressando sua fala a unidade do Concílio e a direção do Espírito Santo (Atos 15:1-29). Curioso também, é que na sua fala, São Pedro se refere à sua primazia, não como chefe dos Apóstolos, mas como aquele que teve a honra de ser eleito por Deus para ser o primeiro a anunciar o Evangelho aos gentios (Pedro é quem abre as portas da Igreja para os gentios entrarem, assim como ele no Pentecostes abriu as portas da Igreja para os judeus e prosélitos dispersos entre as nações). Deus lhe conferiu esta primazia, no entanto, tempos mais tarde, o Colégio Apostólico entenderá que a primazia entre os gentios, agora era por Deus conferida ao Apóstolo Paulo, ficando Pedro com os judeus (Gal. 2:7).

Em segundo lugar, na hipótese de ser Pedro o chefe dos Apóstolos, por que razão esta chefia seria herdada pelo bispo de Roma, se Pedro exerceu primeiramente seu pontificado na Palestina e não em Roma?

O Metropolita de Pérgamo, Ioannis Zizioulas diz pertinentemente que “os católicos devem levar a sério a noção de plena catolicidade da Igreja local promovida pelo Concílio Vaticano II, e devem aplicá-la a sua eclesiologia.”Isto é, se cada Igreja Local é verdadeiramente católica - pois ao celebrar a Eucaristia a Igreja Local entra em comunhão com todas as demais Igreja na terra e também com a Celeste - então, os Bispos que as presidem exercem localmente o primado, ou seja, a função de Pedro entre os Apóstolos.

Alban Mosher resume de forma muito feliz como o Primado Petrino é exercido na Igreja Ortodoxa:

“Todo bispo Ortodoxo que partilha corretamente a palavra de Verdade é um sucessor de São Pedro e todos os Santos Apóstolos... Todo bispo Ortodoxo em sua diocese é responsável pela preservação da unidade da igreja local e é a fonte daquela unidade. 
 Dioceses locais então se reúnem e formam um sínodo regional, com o bispo da cidade mais importante sendo o Metropolita daquele sínodo local. O Metropolita também exerce a Cátedra de São Pedro no sínodo local e é responsável pela unidade do sínodo local. 
 Vários sínodos locais então se reúnem e formam um sínodo regional, no qual o primeiro hierarca daquele sínodo regional possui o título de Arcebispo. Ele também é responsável pela unidade do sínodo regional e exerce a Cátedra de São Pedro entre eles. 
 Alguns desses Arcebispos também possuem o título de Patriarca de acordo com a história e lugar de honra pela importância da cidade que ele representa. Esta cidade geralmente é uma capital nacional, ou uma cidade associada com os Apóstolos. Desse modo, Sua Beatitude o Patriarca Ignatius IV é também um sucessor de São Pedro, que foi o primeiro bispo de Antioquia.” [1]

É também muito interessante vermos, de forma resumida, alguns dados históricos:




1.         A igreja indivisa conferiu a Roma uma primazia (e não uma jurisdição universal), de natureza disciplinar e não dogmática; e a Igreja ao se organizar juridicamente, a fim de uma melhor sintonia administrativa com o Imperador, retira do modelo de organização do Império Romano o seu modelo eclesiástico, ou seja, a Tetrarquia (Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém). A Igreja se organiza administrativamente a partir de uma perspectiva teológica que ficou conhecida como"Sinfonia Bizantina" que reza sobre a independência e harmonia entre o poder Patriarcal e o Imperial.

2.         Roma foi escolhida para ser primeira por critério disciplinar e administrativo, e não por critério teológico; por ser a capital do Império, ela também deveria exercer a Primazia Patriarcal. Assim, quando o Imperador institui Constantinopla como Capital do Império no Oriente, os Concílios estabelecem sua paridade eclesiástica com Roma. Isto gerou uma gritaria em Roma porque esta estava sob domínio bárbaro e via dia a dia seu prestígio se esvanecer, e sua glória se transferindo para a nova capital Imperial, Constantinopla.

3.         A primazia na Igreja nunca foi confundida com jurisdição universal. Como bem demonstra Alba Mosher, esta é uma prerrogativa inerente a todos os Metropolitas ou Arcebispos Primazes. Modelo de Primazia partilhada nós já encontramos nas Santas Escrituras quando os Apóstolos reconhecem a primazia de Pedro sobre os cristãos judeus e a de Paulo sobre os cristãos gentílicos (Gálatas 2:7).

4.         Se o critério para estabelecer uma Sé Primaz se firmasse com base histórica na Cátedra Petrina, esta honra deveria caber a Antioquia (onde os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos – Atos 11:26) e não a Roma, pois Antioquia foi a primeira Sé de Pedro (atestada pelas próprias Escrituras), foi nela e por ela que se deu a vocação, ordenação e envio do Apóstolo Paulo aos gentios. Portanto, Antioquia é a mãe da Igreja dos gentios (incluindo Roma). Pedro (o Primaz da circuncisão e Paulo o Primaz da Incircuncisão), tiveram suas primeiras Cátedras em Antioquia. Quando Roma ainda era um centro pagão, Antioquia já refulgia magnânima o seu resplendor para o mundo.

5.         A ideia de infabilidade papal não era desconhecida somente dos Ortodoxos, mas também dos próprios Cristãos Ocidentais, e isto não apenas nos primeiros séculos, mas até o século XIX, precisamente até o ano de 1870, ano em que transcorreu o Concílio Vaticano I, cuja Constituição de Fé promulgou o dogma da infabilidade papal. No entanto, esta decisão conciliar (para qual não faltaram manobras e artifícios políticos), se deu em meio a grande tumulto entre os bispos romanos, gerando até mesmo um cisma. Este cisma fez surgir a Igreja Vétero-Católica, a qual em sua gênesis se constituiu de um grande número de clérigos (bispos e padres) que se opunham a esta inovação sem fundamento eclesiológico convincente e contrária à Tradição. Eis os três primeiros tópicos da Declaração de Fé, firmada pelos Bispos e Padres dissidentes, declaração esta que ficou conhecida como a “União de Utrecht” (1889):

I.          Aderimos a Regra de Fé formulada por São Vicente de Lérins nestes termos: "Teneamus Id, quod quod, semper ubique, quod ab omnibus est Creditum; hoc est etenim Catholicum proprieque vere"(Afirmemos aquilo em que se tem acreditado em todas as partes, sempre e por todos, porque isso é verdadeiro e propriamente Católico). Assim sendo, conservamos e professamos nossa fé nas doutrinas da Igreja Primitiva expostas nos Símbolos Ecumênicos e especificadas nas decisões dos Concílios realizados pela Igreja indivisa do primeiro milênio. 


II.         Por isso, rejeitamos os decretos do Concílio Vaticano, que foram promulgados em 18 de Julho de 1870 relativos à infalibilidade e ao Episcopado Universal do Bispo de Roma, decretos que estão em contradição com a fé da Igreja Antiga, e que destroem sua constituição canônica, atribuindo ao Papa a plenitude dos poderes eclesiásticos sobre todas as Dioceses e sobre todos os fiéis. Pela negação de sua competência primacial, não queremos negar a primazia histórica que vários Concílios Ecumênicos e os Padres da Igreja antiga atribuíram ao Bispo de Roma, reconhecendo-o como o Primus inter pares. 


III.        Rejeitamos o dogma da Imaculada Conceição promulgado pelo Papa Pio IX em 1854, a despeito das Sagradas Escrituras e em contradição com a Tradição dos primeiros séculos.


Acho muito difícil que tal unidade possa acontecer. Por que? Porque do lado Ortodoxo, abrir mão da Santa Tradição é algo que seria negar a nossa própria identidade e alma, isto sem falar da firme convicção de que a Igreja é Fiel Guardiã do Depósito da Fé, não tendo autoridade nenhuma para nele mexer (alterando, somando ou subtraindo), pois, se assim o fizer, cai em apostasia e fica sob Juízo Divino. Do lado Romano,  renunciar ao seu dogma particular, é fazer desmoronar toda uma estrutura sedimentada por cerca de um milênio, o que lançaria descrédito em toda sua história e faria do seu apogeu Ocidental um castelo de areia. Renunciar à riqueza e à glória não é coisa fácil. O Jovem Rico que o diga. No entanto, para Deus, nada é impossível.




Fonte : Observatório Ortodoxo .


quarta-feira, 1 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

ESTAR NA PRESENÇA DE DEUS

Estar na presença de Deus, meditando nas suas maravilhosas obras, faz com que nos sintamos animados, e com a nossa fé em Jesus Cristo renovada. 
A presença do Espírito Santo em nossa vida, nos dá a certeza que a salvação em Jesus Cristo é real, e que Ele trabalha em nossa vida noite e dia.
Ele está conosco, e nos dá vitória todos os dias, fazendo com que sintamos satisfação e alegria por sermos participantes de tão maravilhosa graça.
A misericórdia de Deus nos alcançou, e hoje podemos ter paz e alegria, pois Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus Pai, nos resgatou e nos reconciliou com o Pai.
Estar na presença de Deus, é um privilégio de todos que crêem no sacrifício de Jesus, morrendo por nós, mas ao terceiro dia ressuscitando, e está assentado a direita de Deus Pai, intercedendo por nós.
Quão grande benefício Deus tem concedido a todos que tem crido e buscado a sua gloriosa presença.
Estar na presença de Deus, faz com que sintamos o gozo do Espírito Santo, a alegria do Senhor, e sermos alimentados pela sua palavra, que nos faz sábios e prudentes para enfrentarmos as dificuldades no dia a dia.
A palavra de Deus, a fé em Jesus Cristo, a presença do Espírito Santo em nossa vida, nos faz fortes, e nos anima, nos fortalece e nos ajuda a vencer as barreiras, e com isso podemos ter a certeza que Jesus Cristo vive e por intermédio do seu Santo Espírito, trabalha em nossa vida.
Estar na presença de Deus porque um dia Jesus Cristo nos amou, e esse amor derramado em nossos corações faz com que sintamos prazer em estar adorando e louvando ao Deus Pai Todo Poderoso e recebendo dEle as bençãos que por meio de Jesus Cristo nos foram preparadas e concedidas a todos que pela fé aceitam a Jesus Cristo, como Senhor e Salvador, pois Ele é Senhor e Criador de todas as coisas, e provou o seu amor por nós se fazendo homem, habitando entre nós, nasceu, cresceu, morreu em uma cruz, derramando sangue inocente para purificação dos nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia e vivo está para sempre.  Amém.

Edilberto Pereira

segunda-feira, 30 de março de 2015

BUSCAI AO SENHOR


"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, enquanto Ele está perto".



No dia chamado HOJE, JESUS CRISTO, nos convida a buscar ao Deus Pai, por intermédio dEle, e fazendo isso, seremos por Deus abençoados.
Enquanto podemos achá-lo, saibamos aproveitar a oportunidade e nos acheguemos mais perto de Deus, que nos ama, e nos quer abençoar ricamente.
JESUS CRISTO prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, Ele, através do Santo Espírito tem cumprido a sua promessa e está bem perto de nós, nos ajudando, nos confortando, nos animando, e cada dia nos dando a certeza que Ele é o Salvador e Senhor.
Enquanto Ele está perto de nós, podemos ter a certeza que nEle, podemos alcançar todas as bençãos e que nEle, somos mais que vencedores, pois JESUS CRISTO venceu por nós, morrendo na cruz do Calvário, derramando seu sangue inocente, mas ressuscitando ao terceiro dia, antes de subir para o Céu, apareceu aos seus discípulos e aos seus seguidores e suas seguidoras, confirmando para seus servos e servas no passado, que Ele realmente é o Filho de Deus, o Salvador,  o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o Messias prometido, o Senhor Todo Poderoso.
Ele voltou para o Pai, e está assentado a sua direita, intercedendo por nós.  
Assim como Ele esteve com seus servos e suas servas no passado, Ainda Hoje, Ele está perto de nós, e podemos sentir a sua presença em nosso interior, e a manifestação do seu poder no meio do seu povo.
Tomemos posse das suas promessas, e com fé em nossos corações, busquemos ao Senhor e façamos a sua vontade, para que um dia possamos morar para sempre com Ele na glória.

Edilberto Pereira

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

TRIBUTO AO FILHO DE DEUS, JESUS CRISTO, O NOSSO SALVADOR

Jesus Cristo, o nosso Pastor amado, o Sumo Pastor das nossas almas, o Salvador e Senhor de todos os que O aceitam e pela fé nEle vivem na esperança da vida eterna.
Ele por amor, um dia deixou a sua glória, se fez homem e habitou entre nós.  Na sua via terrena fez obras grandiosas e deu a sua vida por nós, morrendo pendurado em uma cruz e o seu sangue derramado é o que nos purifica de todo pecado e nos dá ousadia para entrar na presença de Deus.
Ele, ao terceiro dia ressuscitou, voltou para o Pai e está assentado a direita de Deus Pai, intercedendo por nós.
Jesus Cristo, na pessoa do Espírito Santo que nos foi enviado, está conosco todos os dias, como prometeu antes de voltar para sua glória junto ao Deus Pai.
O Filho Deus, é o nosso melhor e maior amigo, e está conosco em todas as situações da nossa vida, sejam as situações boas ou más, Ele sempre está presente, e com sua graça vamos vencendo dia a dia em nossa caminhada.
Maravilhoso para nós é folhearmos a palavra de Deus e deparar com suas obras, mas mais maravilhoso é saber e sermos participantes das bençãos que Ele por sua misericórdia nos proporciona, e só a Ele tributamos o nosso louvor.
Jesus Cristo, o Filho Amado de Deus Pai, que está presente no nosso ser através da terceira pessoa da trindade, o Espírito Santo, nos faz mais que vencedores, porque Ele venceu, cumpriu a sua missão aqui na Terra por amor a humanidade e deu o brado de vitória e na cruz exclamou:  ESTÁ CONSUMADO.  Ele consumou o plano da salvação e nEle somos reconciliados com o Deus Pai.
Diariamente somos alcançados por sua misericórdia, que se renova a cada manhã, e nos faz ter esperança, nos anima, nos fortalece para que vençamos na luta de cada dia.
Nós que outrora éramos indignos e não merecíamos desfrutar das bençãos de Deus, hoje em Jesus Cristo somos participantes de todas as bençãos espirituais.
Sentir a presença do Espírito Santo em nosso ser é coisa grandiosa, que somente o Filho de Deus Pai poderia ter conquistado por nós.
A Ele, toda honra, glória e louvor, pois só Ele é digno de ser adorado, e só Ele é o que intercede por nós diante do Pai, pois só a Ele foi dada toda autoridade nos Céus e na Terra.

Edilberto Pereira

domingo, 1 de fevereiro de 2015

JESUS CRISTO, SEGUNDO A VISÃO DA CIÊNCIA

COMO ERA JESUS SEGUNDO A CIÊNCIA

Pesquisadores apontam aqui 11 "descobertas" a respeito da pessoa de Jesus. Penso ser esse assunto muito importante para nós cristãos, que cremos e amamos esse homem por nome Jesus. Respeitando esses pesquisadores, pois sabemos que eles contribuem e muito com suas descobertas científicas que muito nos é proveitoso.
Porém, ressalto aqui, que fatos que discordam dos relatos bíblicos, não há uma confirmação, mas sim suposição a respeito do assunto abordado.
Agradecemos a Deus Pai, que é o Criador de todas as coisas, e também a Ciência, pois por ela(a Ciência), sabemos que não cremos em um mito, mas sim em uma pessoa real que nós cristãos acreditamos ser o Filho de Deus.
Lembremos sempre que nossa fé, não deve estar pautada no que diz o homem, mas sim no que nos é revelado através da palavra de Deus.

QUEM FOI ELE?
São Paulo - Jesus Cristo é um nome que desperta a curiosidade de todos. E, no mundo da ciência, não poderia ser diferente. Em busca dos vestígios deixados por esse homem, diversos pesquisadores já fizeram descobertas interessantes. Reunimos aqui algumas delas.

EXISTÊNCIA
A ciência confirma: Jesus realmente existiu. Em entrevista a VEJA.com, o historiador André Chevitarese explicou que diversos autores (que nunca se conheceram) relataram fatos semelhantes de sua vida, inclusive autores não-cristãos, como o historiador judeu Flávio Josefo, do século I.

NOME
Por que o nome de Jesus é Jesus? Segundo Paula Fredriksen, historiadora da universidade americana de Boston, a escolha tem uma explicação. Em entrevista à revista Superinteressante, a pesquisadora afirmou que o nome "recordava o homem que teria sido o braço direito de Moisés e liderado os israelitas no êxodo do Egito".

CIDADE
Responda rápido: Jesus nasceu em Belém ou Nazaré? Para John Crossan e outros historiadores, a segunda opção é a mais correta. Segundo a Bíblia, Jesus teria nascido durante uma viagem de seus pais até Belém por conta de um censo. Porém, registros romanos indicam que não houve recenseamentos naquela época e que, quando aconteciam, eles não exigiam o deslocamento dos cidadãos.

ANIVERSÁRIO
Então, gente: Jesus não nasceu no Natal. Adotado no século IV, o dia 25 de dezembro foi escolhido em função da Natalis Solis Invicti, festa romana que comemorava o dia mais curto do ano. "No início, o cristianismo não tinha uma data exata para o nascimento de Jesus", afirmou o teólogo da PUCRS Irineu Rabuke em entrevista à Superinteressante.

ANALFABETO?
É muito provável que Jesus não soubesse ler. Em entrevista a VEJA.com, o historiador André Chevitarese afirmou que os analfabetos eram cerca de 95% da população da região onde vivia Jesus. Além disso, trechos bíblicos que relatam Jesus lendo ou escrevendo são alvo de discussão entre pesquisadores.

FISIONOMIA
Richard Neave é um pesquisador britânico especializado em ciência forense. Com base em crânios do século I e softwares de modelagem 3D, ele reconstituiu o rosto de um adulto típico do tempo de Jesus. E o resultado foi um homem moreno e de cabelo curto, bem diferente das representações mais conhecidas de Jesus.

PEDREIRO
Jesus pode ter trabalhado como... pedreiro. Quem afirma isso é o historiador John Crossan. "Em Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, Jesus é chamado de tekton, que no grego do século 1 designava um trabalhador do tipo pedreiro, não necessariamente carpinteiro", afirmou ele em entrevista à Superinteressante.

CASADO?
Um fragmento que indica que Jesus teria tido uma esposa teve sua veracidade confirmada por Karen King, historiadora da Havard Divinity School. De acordo com os pesquisadores, a tinta e a linguagem registradas no papiro indicam que ele deve ter sido escrito no século IX.
Embora não sirva como prova de que Jesus teve uma esposa, a descoberta aponta que cristãos daquela época tinham uma visão diferente da mulher.

TORRADA
Por que algumas pessoas enxergam o rosto de Jesus em... torradas? A pergunta foi respondida por um estudo de neurocientas canadenses da universidade de Toronto em parceria com pesquisadores chineses.
Segundo os cientistas, trata-se de um tipo de pareidolia, fenômeno psicológico no qual nosso cérebro enxerga faces humanas e outras figuras conhecidas nos objetos.

JULGAMENTO
Após 15 anos de escavações, o arqueólogo Amit Re’em e sua equipe localizaram o palácio de Herodes. Situado na parte ocidental de Jerusalém, o palácio é apontado como palco do julgamento de Jesus por historiadores.
Segundo eles, o local foi ponto de partida da Via Dolorosa até a mudança do percurso, no século XIII.

CRUZ
A cruz de Jesus foi uma árvore. É o que defende o arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Após pesquisas, ele descobriu que, naquela época, os romanos costumavam pendurar suas vítimas em árvores - pregando ao tronco uma tábua de madeira para prender os braços do condenado.


Fonte :  MSN. Exame.com

A BÍBLIA E JESUS

A Bíblia e Jesus !                                      1. Em Gênesis Jesus é: O nosso Criador (Gn 1) e A Semente da mulher. (3:15)...