JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

KARL MARX, FREUD, EVOLUÇÃO X RELIGIÃO (CIÊNCIA DA RELIGIÃO)


INTRODUÇÃO

Segundo grandes cientistas a religião é um invento do ser humano, pois os homens vivem aprisionados e a religião é um meio pelo qual ilusoriamente cada ser consegue se libertar.
Segundo Karl Marx a concepção de céu se deve ao fato do homem ser oprimido pela sociedade, buscando a assim algo que ele se sinta livre.
Para Freud a religião é um mecanismo de defesa, pois o ser humano se sente inseguro e busca proteção em grupos religiosos.  Segundo Freud o homem precisa enfrentar a realidade sem apego a religião.
A Teoria da Evolução busca provas cientificas, a razão do acontecimento, de onde originou-se, vindo na contramão da religião que vê explicação no ato de se crer no acontecido sem que precise uma prova científica.

1  KARL MARX: «A RELIGIÃO É O ÓPIO DO POVO»

"O fundamento da crítica irreligiosa é: o homem cria a religião; não é a religião que cria o homem. E a religião é, bem entendido, a autoconsciência e o autosentimento do homem que ainda não é senhor de si mesmo ou que já voltou a perderse.  A religião é o soluço (o suspiro) da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de um estado de coisas carente de espírito. A religião é o ópio do povo. A abolição da religião enquanto felicidade ilusória do povo é uma exigência que a felicidade real formula. Exigir que renuncie às ilusões acerca da sua situação é exigir que renuncie a uma situação que precisa de ilusões. A crítica da religião é pois, em germe, a crítica deste vale de lágrimas de que a religião é a auréola.»
Marx considera que a religião é uma forma de alienação. Nela verifica-se a fractura entre o mundo concreto e um mundo ideal, entre o mundo em que o homem vive e o mundo em que ele desejaria viver. Por que razão surge esse mundo ideal? Marx diz que o mundo celeste é o resultado de um protesto da criatura oprimida contra o mundo em que vive e sofre. Ou seja, procura-se um refúgio no mundo divino porque o mundo em que o homem vive é desumano. Num mundo em que "o homem é o lobo do homem", não há "família humana", o homem não se sente neste mundo como em sua casa.
A procura de uma família celeste deve-se à perda da família terrestre, à separação do homem do seu semelhante. São essencialmente as degradantes condições materiais de vida, a exploração do homem pelo homem, com o consequente desprezo pela vida humana, que levam o homem a sentir-se órfão na terra e a procurar um pai no céu.
O mundo religioso, o "Reino de Deus", não tem consistência própria, não é verdadeiramente real. É um "reflexo" de degradantes condições materiais de vida, da opressão da grande maioria dos homens por outros. É a "flor imaginária" que decora os grilhões que oprimem os explorados; é o "suspiro" de quem se vê degradado na sua humanidade, transformado em objecto e máquina produtiva que quanto mais enriquece os exploradores mais se empobrece a si mesmo. Segundo Marx, da religião o homem não pode esperar a sua libertação e emancipação. Ela é um "sintoma" da desumanidade do mundo dos homens e não o remédio para esse mal. Mais do que isso, ela é um "ópio", um produto tóxico, que entorpece, aliena e enfraquece  porque a esperança de consolação e de prometida justiça no "outro mundo" transforma o explorado e oprimido num ser resignado, tende a afastá-lo da luta contra as causas reais do seu sofrimento.
Marx sempre considerou a religião como uma super - estrutura, i. e., uma dimensão que reflecte e é condicionada pela infra-estrutura de uma determinada sociedade, ou seja, pelo modo como se verificam as relações entre os homens no processo econômico ou produtivo.
Nesse processo produtivo há uma classe dominante: aquela que detém a propriedade privada dos meios de produção (instrumentos, máquinas, fábricas, etc.) e que por isso submete ao seu poder aqueles que não podendo produzir por si mesmos a sua subsistência têm de vender a sua força de trabalho. A exploração do homem pelo homem tem a sua raiz no facto de a propriedade dos meios que permitem produzir e assegurar a subsistência ser privada e não social, i. e., de alguns e não de todos. Ora, segundo Marx, as ideias dominantes (religiosas, filosóficas, morais, etc.) são o reflexo ou, pelo menos, são condicionadas pelos interesses económicos da classe materialmente dominante. Assim, a religião é um instrumento que, apesar de apelar à benevolência dos poderosos, ao apresentar o Céu como lugar da justiça e da compensação, justifica o estado de coisas existentes, o domínio de uma classe sobre outra. A ilusão de um mundo transcendente e justo serve para que as injustiças se perpetuem na sociedade humana. Por isso, segundo Marx, não basta criticar a religião: é preciso não só criticar a raiz material (a alienação do trabalho, a exploração econômica) da alienação religiosa, como também eliminar revolucionariamente as condições de miséria terrestre das quais deriva a necessidade do "mundo celeste".
Atacar diretamente a miséria terrestre (a alienação económica) é destruir indiretamente a necessidade do mundo celeste.

2         FREUD:  A RELIGIÃO É UMA ILUSÃO DISPENSÁVEL

Para Freud, a religião é uma ilusão que tem as suas raízes profundas no psiquismo humano. Uma das experiências fundamentais do ser humano é a sensação de insegurança e a necessidade de protecção e de amparo. A religião surge como mecanismo de defesa perante as ameaças da natureza e a dureza das relações sociais. Deus será assim concebido como o Protector supremo, o ser todo-poderoso que alivia a angústia e o medo do homem perante a realidade, que consola e ampara. Tal como o pai está para o filho, assim Deus está para o homem.
Para a criança o pai é um ser poderoso (logo, protector) e exigente (que o pode castigar e punir). A sensação de impotência, de fragilidade e debilidade que leva a criança a sentir a necessidade de protecção e amparo (satisfeita pela figura paterna) persiste ao longo da vida e conduz o homem "a forjar" a existência de um pai imortal muito mais poderoso (Deus). A religião corresponde, assim, a um estádio infantil da humanidade, à constante necessidade de ter um Pai na relação com o qual se vive um sentimento ambivalente: amor e medo. Nasce dos desejos mais intensos do ser humano, mas não passa de uma ilusão, de uma projecção ilusória da situação do filho perante o pai. Recorre-se a ela para acalmar a angústia, o medo perante a imensidade desconcertante do universo e a imprevisibilidade da vida. A religião é um remédio ilusório para as dores e a frustração do ser humano.
Qual o futuro desta ilusão? Poderá prescindir-se da ilusão religiosa? Freud afirma que é dever do homem aceitar a sua dura condição e enfrentar a realidade sem recorrer a consolações celestes. Mas como suportar o peso da vida e a crueldade da realidade? Através de uma educação "em vista da realidade", que não fabrique doentes que depois precisem do narcótico religioso para entorpecer e anestesiar a angústia e a ansiedade. Só uma educação fundada na verdade pode encaminhar o homem para a maturidade e superar a necessidade da religião. Esta, enquanto ilusória realização do desejo de ser amado e protegido perante um meio hostil, não nos ensina a enfrentar a realidade, é uma fuga para um além imaginário, uma constante e sempre frustrada necessidade de paz e tranquilidade. Por isso ela é a neurose obsessiva da humanidade.

3  EVOLUÇÃO X RELIGIÃO

O conceito de evolução biológica consiste na derivação das espécies de organismos vivos, de outras já existentes através de um processo de mudança mais ou menos gradual e continua.
Nesta teoria, a vida comporta-se de forma muito semelhante em escala micro e macro, por que é a própria vida que se manifesta. Um elemento chave do que é a evolução biológica é a sua caracterização como dinâmica interna ou como percepção externa, assim, referindo-se à mudança global das coisas e não só a mudança de sua aparência. 
Primeiramente, pura combinação de um conjunto de elementos gera sempre um subconjunto do mesmo, ou seja, nunca aparecerá na combinação nenhum elemento diferente dos iniciais, impossibilitado a evolução.
A genética encontra-se numa escala diferente da nossa e nas teorias sobre a evolução humana necessita-se a análise em longo prazo.
Segundo a teoria Darwinista os indivíduos apresentam variações aleatórias e a evolução está determinada pela seleção natural. Estas variações denominam-se também mutações aleatórias, para sublinhar o seu caráter não dirigido. Esta teoria impôs-se sobre a teoria propostas por Lamarck, segundo a qual, os caracteres adquiridos durante a vida dos indivíduos passavam a descendência, onde a frase “a função cria o órgão” considera-se válida, mas não geral.
Juntamente com as teorias acima, encontram-se as leis de Mendel, sobre a herança genética, cujos elementos fundamentais são a combinação dos genes e o seu caráter dominante ou recessivo.
Já o Neo Darwinismo é a teoria ou corrente cientifica que engloba as teorias da evolução que de alguma maneira mantêm a essência da teoria Darwinista. Baseiase no desenvolvimento da ciência, como as leis de Mendel e a genética, e limita-se a constatar que as variações do seres vivos se produzem no seu estado germinal quando o verdadeiro problema é quando e por que se produzem as variações na informação genética e suas condições associadas para conseguir o desenvolvimento efetivo, incluindo depois de várias gerações.
Como se pode observar, o Neodarwinismo mantém-se porque se adapta a quase tudo seguindo o seu próprio principio de adaptação tautológica. Quando não se pode adaptar recorre aos paradoxos biológicos, ainda que se lhes chame casos isolados para evitar que se pareça com certas teorias físicas modernas.
Por tudo isso, pode-se considerar tanto a Teoria Neodarwinista com a moderna Teoria Sintética da Evolução, como atualizações naturais ou evoluções condicionadas da Teoria de Darwin pelos avanços científicas posteriores á mesma.
Na atualidade, temos uma grande referência no mundo cientifico: o cientista Richard Dawkins nos mostra de forma clara com base nas teorias evolucionistas, a incompatibilidade metódica e conceitual entre Fé e Ciência. Seu estudos geraram o livro “Deus, um delírio” e, uma de suas entrevistas ele comenta: 
"As pessoas gostam de dizer que fé e ciência podem conviver, mas eu não concordo. São coisas totalmente opostas. A Ciência é uma disciplina de investigação e dúvida construtiva, usando lógica, evidência e racionalidade para tirar conclusões. A fé, ao contrário, exige uma suspensão da capacidade de crítica”.
A Ciência trabalha criando hipóteses, idéias e modelos, e então tenta contestá-los. Assim, um cientista está sendo questionando, sendo cético. Já a Religião transforma crenças não testadas em verdades inabaláveis pelo poder das instituições e pela passagem do tempo. Por exemplo: a história da Assunção de Maria. Os católicos acreditam que Maria, mãe de Jesus,foi tão importante que não morreu fisicamente. Em vez disso, seu porpo ascendeu ao céu. Claro, não há nenhuma evidência disso. Nem mesmo a Bíblia conta como Maria morreu. A crença de que seu corpo se elevou ao céu surgiu cerca de cinco séculos depois do tempo de Jesus.Uma história inventada e espalhada boca a boca, mas que estabeleceu-se como tradição.
Essa história foi repassada ao longo dos séculos. E o engraçado das tradições é que quanto mais tempo passa, mais as pessoas as levam a sério, como se a pura passagem do tempo transformasse algo que começou como uma inveção em algo que as pessoas aceitam como fato. Por volta de 1950, a tradição estava tão fortemente estabelecida que se tornou verdade oficial, impositiva. O Vaticano decretou que os católicos romanos agora deveriam acreditar na Doutrina da Assunção da Virgem. Mas se você perguntasse ao papa Pio XII como ele sabia que isso era verdade, ele diria que vocẽ deve aceitar a palavra dele, porque isso foi revelado a ele por Deus. Ele se isolou e ficou pensando sobre isso, pensamentos privados, apenas na cabeça dele, e convenceu a si mesmo, em base teológica, que tinha que ser assim.
Nada disso é muito perigoso se limitado à ida de Maria ao céu. Mas o que dizer da convicção pessoal do papa quando se trata, por exemplo, de desencorajar o uso de camisinha na África afetada pela AIDS? Aí, o poder da igreja pela tradição, autoridade e revelação vem com um alto custo em vidas humanas. Seria injusto falar apenas dos católicos. Todas as religiões usam esses mesmos truques. Poderiam ser imãs muçulmanos decretando fatwas, o princípio é o mesmo. São coisas decretadas por uma autoridade, repassadas ao longo da hierarquia até a base, ao pais, às crianças. Tudo sem um mínimo traço de evidência. 
Ao contrário da Ciência, que os vê como um desafio, a religião se baseia em mistérios não resolvidos. Para os primeiros humanos, o número de coisas misteriosas e sem explicação era tão vasto que apenas um ser superior igualmente vasto, um 'macho alfa' no céu, poderia preencher essa lacuna. 
Como nossos ancestrais teriam reagido ao nascer do sol? Devia ser o condutor de uma carruagem de fogo, um deus-Sol que aceitaria nossos sacrifícios. Um ser supremo, que no primeiro dia da criação anunciou: "Faça-se a luz!" 
Mas a investigação científica desvendou aquele mistério. Hoje sabemos que o Sol é um gigantesco reator nuclear, apenas um entre bilhões de estrelas emitindo radiação eletromagnética; calor e luz. 
Como os cientistas sabem todas essas coisas sobre o mundo e o universo? Como sabemos, por exemplo, que a Terra tem 4,5 bilhões de anos de idade, e que orbita o Sol que a nutre? Como sabemos que os dinossauros têm centenas de milhões de anos de idade? A resposta é: evidência. Muitas toneladas de evidências que apóiam umas às outras. A Ciência trata de testar, comparar e confirmar todas essas evidências, ou usá-las para atualizar teorias sobre o funcionamento das coisas.
Eu me lembro de uma influência que tive na minha época de aluno universitário. Havia um velho professor no meu departamento que era apaixonado por uma determinada teoria havia anos. Certa vez, um pesquisador americano visitou a universidade, e ele derrubou completamente aquela hipótese do professor. Então ele deu um passo à frente, apertou a mão do pesquisador e disse: "Meu caro colega, quero lhe agradecer. Eu estive enganado por quinze anos!". E todos nós aplaudimos. Aquele era o ideal científico de alguém que investiu muito, quase uma vida, em uma teoria. E ele estava contente por mostrarem que ele estava errado, e que a verdade científica havia avançado. "
Em todo o caso, autores como Dom Antonio Affonso de Miranda, membro da
Academia Taubateana de Letras, em seu livro “Gêneses- O Romance das Origens”, afirma, citando o Pontífice Pio XII, em sua encíclica Humani generis: “O Magistério da Igreja não proíbe que a doutrina do evolucionismo seja objeto de pesquisas e debates [...] desde que ela busque em matéria já existente e viva a origem do corpo humano, pois as almas são criadas imediatamente por Deus, conforme a fé católica nos leva a sustentar”.
Em outra ocasião, a revista eclesiástica francesa L’Ami du Clergé, falando sobre o “Gêneses”, esclarece: “Não é necessário, nem rigorosamente imposto pela fé que se recorra à interpretação estritamente literal do texto sagrado para explicar, por exemplo, a maneira como o corpo de Eva de originou do corpo de Adão”. 
Assim, Dom Antonio, em seu livro citado a cima, junto de questões levantadas pela revista francesa, concluiu que se podem manter a teoria criacionista e as restantes posturas religiosas e, ao mesmo tempo, aceitar qualquer outra teoria da evolução, com uma interpretação metafórica de determinadas explicações de caráter religioso para a origem da vida. 
Já Dawkins afirma incompatível o âmbito da ciência com o âmbito da fé, e assim por todo mundo encontram-se pessoas que acreditam numa tese e em outra.
A fé é indiscutível, acredita-se ou não. Já a ciência se alimenta da discussão, onde nenhuma Teoria é indestrutível, pois está passível de mudança com o passar do tempo e novas descobertas, como o próprio Dawkins deixa transparecer ao citar um professor da faculdade que viu anos de estudo serem derrubados em segundos por um jovem cientista. E nessa citação, o autor de “Deus, um delírio” já se adianta, para que, se um dia derrubarem sua teoria ele, como muitos, não seja criticado, nem condenado, mas compreendido em suas limitações e nesse âmbito de que na ciência tudo é mutável.
  

CONCLUSÃO

Segundo a opinião desses grandes pensadores, o ser humano deve se desapegar do mundo ilusório, que no modo de pensar  deles é a religião, na qual o homem vive aprisionado.
O homem se apega a religião pelo fato de se sentir aprisionado, oprimido, buscando assim um meio pelo qual alcance “ilusóriamente” a sua libertação.
A religião é um mecanismo de defesa contra todos os males, sem  precisar algo que comprove a veracidade do que se acredita, enquanto a ciência se preocupa em mostrar a realidade dos fatos e sua orígem.
A ciência é mutável, de tempos em tempos há novas descobertas, confirmando ou não algum fato, enquanto a fé imutável.
Penso eu, que é possível fé e ciência andar juntas, desde que as comprovações científicas não contradiga a Palavra de Deus, pois o seu autor (Deus) criou todas as coisas.

BIBLIOGRAFIA


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