quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A PIA DE BRONZE (TIPOLOGIA BÍBLICA)



SUMÁRIO


1 - INTRODUÇÃO ......................................................................   4
2 - Seu nome ...............................................................................  6
3 – Sua posição ..........................................................................   7
4 – Seu tamanho .........................................................................  8
5 – Seu propósito ......................................................................... 9
6 – O significado da pia ............................................................... 11
7 – CONCLUSÃO ........................................................................ 15
8 – BIBILIOGRAFIA ..................................................................... 16

  



1. INTRODUÇÃO

Nesse texto vemos os detalhes da construção, as especificações divinas, no tocante à construção do Tabernáculo. Aqui e em outros textos, vemos vários aspectos dessa construção eminentemente divina. Na primeira parte do nosso texto vemos apenas as características de uma só parte dessa construção, mais especificamente de um único utensílio que Deus ordenara colocar ali, na tenda do Tabernáculo: a pia de cobre, também conhecida como a Bacia de Bronze.
Deus, então, estabeleceu essa peça como um utensílio importante para ornamentar o Tabernáculo antigo, sobre o qual deu especificações muito claras e diretas: teria que ser de cobre e ter uma finalidade específica: os sacerdotes Aarão e seus filhos, que ministravam no Tabernáculo, deveriam ali lavar suas mãos e pés antes de iniciarem qualquer ritual. Ao passar pela pia, estariam limpos para oferecer ao Senhor a sua adoração e a sua ministração, o seu louvor, enfim, exercerem o seu ministério.
O versículo 8 do capítulo 38 também faz referência a essa pia de bronze, esse utensílio importante estabelecido por Deus no mobiliário do Tabernáculo mencionando um grupo de mulheres que viriam a se destacar naquilo que era a vontade de Deus para o Seu Povo.
O nome dessas mulheres não é mencionado, sua procedência, a tribo a que pertenciam. Nenhuma referência biográfica... O importante é que quando houve a ordem de Deus de se colocar a pia naquele lugar, esse grupo de mulheres se apresentou para ajudar, para que a vontade de Deus se concretizasse. Como elas não queriam ficar à margem da grandeza daquilo que estava para acontecer, procuraram aos líderes do Povo de Deus para oferecerem a sua ajuda. 

Era, na Pia de bronze que os sacerdotes lavavam as suas mãos e seus pés antes de entrarem e saírem do Santo Lugar. A Pia foi feito com os espelhos de bronze das mulheres, e enchidas de água, para limpeza constante dos sacerdotes que ministravam na Casa do Senhor.
(Êxodo 30:17-21) "E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Farás também uma pia de cobre com a sua base de cobre, para lavar; e a porás entre a tenda da congregação e o altar; e nela deitarás água. E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR. Lavarão, pois, as suas mãos e os seus pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo a ele e à sua descendência nas suas gerações. (Êxodo 38:8) Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se ajuntavam à porta da tenda da congregação."

2. Seu Nome
A palavra "pia" significa um lavador, ou bacia de lavagem que contém água para lavagem. Os sacerdotes judeus foram ordenados a lavar as suas mãos e pés continuamente durante o serviço do tabernáculo.
Material Usado para Fazer a  Pia
A única peça do Tabernáculo sem detalhes das suas dimensões. Feita “dos espelhos das mulheres que se reuniram para servir à porta da tenda da congregação” – Ex 38.8


3. Sua Posição
A pia foi colocada entre a porta do Santo Lugar e o altar.
(1) Ela estava depois do altar (primeiro o sacrifício)
O sacerdote em serviço, que entrava no portão do átrio exterior, tinha à frente o altar onde ele sacrificava como qualquer outro Israelita. Uma vez além do altar ele estava pronto para agir como sacerdote, pois na pia ele se preparou para o serviço de Deus. Então ele poderia ministrar no altar ou no Santo Lugar porque ele estava limpo.
O altar sempre veio primeiro para o sacerdote. Salvação e então o serviço. Deus se aproximou por meio do sangue e da água.
(2) Ela estava antes da porta (lave-se antes de entrar)
Dentro da porta do Santo Lugar haviam vasos que representavam o próprio Deus. Nenhum sacerdote ousaria entrar com qualquer rastro de impureza. " Sede santos como eu sou santo " foi ordenado aos sacerdotes.
(3) Ela vinha logo após a saída do Santo Lugar (lave-se antes de sair)
No átrio exterior tudo era de bronze. Dentro do Santo Lugar tudo era de ouro. Como o sacerdote saía da Presença de Deus após o serviço ele se lavava na pia.

4.  Seu tamanho (Imensurável)
Nenhuma instrução acerca da medida, ou da forma e do tamanho são determinadas sobre a pia. A única coisa mencionada é que tinha uma base (Êx 31:9) o que facilitava o lavar, e foi feita de bronze sólido, sem nenhuma madeira. Também foi feito de espelhos:
Deus deu o tamanho para todos os outros objetos no Tabernáculo, especificando quanto cúbitos deveriam ser eles de altura, comprimento e largura. Mas Ele não especificou o tamanho da pia. Esta é uma característica particular só da pia. Isto manifesta o amor infinito que o Messias deu a nós, que cometemos pecados todos os dias. Neste amor do Messias foi encontrado o Seu batismo, uma forma da imposição de mãos que lava todos nossos pecados. Teria que usar muita água quando os sacerdotes se sujavam enquanto executando seus deveres, a pia sempre deveria ter estado cheia de água. Assim o tamanho da pia dependia desta necessidade. Porque a pia foi feita de bronze, sempre que os sacerdotes se lavavam com sua água, pensavam no juízo pelo pecado.
Ex 38:8 " Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação."
- não teve nenhuma vara
Como a pia era transportada não nos é informado. O altar e os outros vasos tinham varas e anéis pelos quais eles eram transportados, mas nada é mencionado sobre a pia. Talvez havia uma borda ao redor da extremidade superior


5. Seu propósito
A pia tinha um grande propósito, lavar e purificar o sacerdote de toda a corrupção.
- Era só  para os sacerdotes
Ninguém em Israel ou de todo o mundo poderia lavar nesta pia. Isso era um privilégio apenas para a tribo de Levi.
- Moisés só lavou uma vez Arão e seus filhos:
Êx 40:11-16 " Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás. Farás também chegar a Arão e a seus filhos à porta da tenda da congregação; e os lavarás com água. E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio. Também farás chegar a seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações. E Moisés fez conforme a tudo o que o SENHOR lhe ordenou, assim o fez."
Aqui a palavra "lavarás" significa lavar por completo. Isto foi feito uma única vez por Moisés. Lá foram lavados primeiro seus corpos, e então a sua roupa.
- os sacerdotes lavavam apenas as suas mãos e seus pés.
Ex 30:19-20 " E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.
Certamente as mãos dos sacerdotes ficariam sujas de imediato se depois de lavar eles ministrassem no altar. E também os seus pés (pois eles estavam descalços) ficaria sujo a partir do momento que eles tocassem o chão depois de se lavar.  Então qual era o sentido de lavar os pés e as mãos?
- As Mãos
As mãos, (simbolizam as obras) falam do que eles faziam, o seu ministério, o seu trabalho, tudo eles puseram as mãos era importante, e assim as suas mãos precisavam ser limpas sempre, diariamente. A limpeza inicial só era uma vez acabado, o limpar diariamente era continuamente acabado.
- Os Pés 
Os pés, ( o caminhar) representavam onde eles iam, suas vidas e caminhos. O seu andar tinha que ser um andar santo, assim os seus pés eram sempre  lavados, todos os dias
Material: Feito de bronze estava sempre cheio com a água.
Significado espiritual: O bronze significa o julgamento de todos os pecados da humanidade. Para suportar a condenação de todos os pecados da humanidade, Jesus tomou os pecados do mundo nele Mesmo sendo batizado por João. Como tal, o significado da pia é que nós podemos ser lavados de todos os nossos pecados crendo que todos estes pecados nossos foram passados sobre Jesus com Seu batismo.
Os sacerdotes que serviram no Tabernáculo também lavavam suas mãos e pés na pia antes de entrar no Tabernáculo e assim evitavam sua morte. O bronze se refere ao julgamento de todos os pecados, e a água da pia se refere ao batismo que Jesus recebeu de João e por que Ele tomou os pecados do mundo nele Mesmo. Em outras palavras, a pia diz a nós que Jesus aceitou todos os pecados passados sobre Ele e eliminou a condenação desses pecados. A água na pia se refere, no Antigo Testamento, ao fio azul do Tabernáculo, e no Novo Testamento, o batismo que Jesus recebeu de João (Mateus 3:15, 1 Pedro 3:21).
Então a pia se refere ao batismo de Jesus, e Ele é o lugar onde nós confirmamos nossa fé no fato que Jesus elimina todos nossos pecados, inclusive nossos verdadeiros pecados, e que os eliminou de uma vez por todas pelo batismo que Ele recebeu de João Batista há 2.000 anos atrás.


6. O Significado da Pia de Cobre
A água na Pia de Cobre, como a água no batismo, representa a obra de Cristo ser suficiente de lavar-nos da condenação dos nossos pecados. A água do batismo manifesta como Cristo foi sepultado por nossos pecados e a Sua saída da água como Ele foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai (Rm 6.3-6). Assim “andemos nós também em novidade de vida”!
O fato que a Pia de Cobre era cheia de água e não de sangue representa que a lavagem constante que o povo de Deus necessitava é para ter comunhão e não para ser regenerado repetidamente. O sangue foi posto no Altar dos Holocaustos. A salvação não precisa ser refeita. Mas a água da Pia de Cobre nos ensina da necessidade de purificação constante para sermos aptos a servir e comungar com Deus. Isso se entenda também quando contempla que a Pia era feita dos espelhos das mulheres piedosas.
O fato que a Pia de Cobre foi feita dos espelhos das mulheres que serviram à porta da tenda da congregação deve nos ensinar de Cristo. Como qualquer mulher olha num espelho, e como as mulheres piedosas servindo ao Senhor ao redor da porta da congregação, os que olham à Palavra de Deus, que é como um espelho (Tg 1.23-25), se vêem necessitados a serem lavados repetidamente. Contudo que somos uma vez para sempre justificados pelo sangue de Cristo (I Co 6.11, “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”; Hb 10.10, “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez”), somos purificados continuamente quando confessamos nossos pecados, reivindicando o poder do Seu sangue (I Jo 1.8,9; Sl 51.2, “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado”; Ef 5.26, “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,”; Sl 119.9; Tt 2.14, “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”). Assim entendemos como a Pia de Cobre ensina-nos da salvação de Cristo. Aprendemos também o bom proveito de olharmos continuamente à Palavra de Deus (Sl 119.9, “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”).
Desde que a Pia de Cobre estava entre o Altar dos Holocaustos e o Santuário, somos também ensinados de Cristo. Entre o fato que Cristo é nosso Sacrifício idôneo no Altar dos Holocaustos e a verdade que Ele é o Nosso Grande Sumo Sacerdote ministrando por nós diante de Deus, temos o fato que Cristo, como Sacrifício e Mediador é inteiramente aceitável e santo ou limpo, algo que garante a satisfação do Pai. Se desejar ser aceita diante de Deus, é necessário ser primeiramente lavado pelo sangue de Cristo (Jo 13.8, “Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se Eu te não lavar, não tens parte comigo”. Uma vez lavado os pés, ou seja, regenerado, não é necessário de lavar repetidamente (Jo 13.10). Todavia, se desejar ter comunhão com Deus é necessário ser continuamente lavado pela água da Palavra de Deus (Ef 5.25-27).
As mãos e os pés dos sacerdotes tinham que ser lavados constantemente para não morrerem os Sacerdotes quando entraram na tenda para ministrar nas coisas sagradas, ou para não morrerem quando chegarem ao altar para ministrar, nisso aprendemos da natureza de Jesus Cristo (Ex 30.20, 21). Por Jesus ser divino e, ao mesmo tempo, ser homem sem pecado, Ele é completamente e constantemente limpo - I Pe 2.22, “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. A palavra ‘engano’ “dolos” significa no grego engano, traição, deslealdade, cilada astuta, perfídia,  Não há como Nosso Mediador ser pego na iniqüidade e assim ser condenado e morto algo que resultaria em nós ser deixados sem nenhuma salvação.
A lavagem das mãos e dos pés dos sacerdotes era muito importante ao Senhor; a atenção ou desatenção ao deste único detalhe fazia a diferença entre a vida ou a morte dos sacerdotes. Tal atenção de Deus Pai sobre os atributos daqueles que ministravam as coisas sagradas nos ensina várias verdades. Primeiramente a santidade de Deus Pai Quem exige tal lavagem constate é manifesta (I Pe 1.16, “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”). Em segundo lugar, entendemos a pureza de Cristo Quem é o nosso Mediador entre o homem e Deus (I Pe 2.22) e, finalmente, como o povo de Deus em geral, e o ministrante da Palavra de Deus em particular, devem ser constantemente adentro da Palavra de Deus para manterem-se capazes de entrar e sair da presença de Deus. O salmista nos relembra da necessidade de ser limpos quando diz: “Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação”, Sl 24.3-5). Note também como Davi ensina essa verdade pela sua pratica: Sl 26.6, “Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar”. Essas três verdades são enfatizadas pela qualificação: “será por estatuto perpétuo” (Ex 30.21).
Cristo não apenas nos lavou dos nossos pecados pelo Seu sangue (At 20.28; Ap 1.5), que foi aspergido no altar dos holocaustos (Hb 9.11-14; 10.10-14), mas Ele mesmo é lavado, ou seja, tem mãos santas e pés santos. Isso quer dizer que Ele é imaculado em tudo que opera e em qualquer lugar que for.
Cristo é qualificado para ser O Sumo Sacerdote dos pecadores arrependidos por ser limpo de todo e qualquer mancha, ruga ou algo irrepreensível (Hb 7.23-27). Se dependermos em Cristo para operar a nossa salvação (as Suas mãos), temos verdadeira esperança, pois o Seu trabalho satisfaz O Santíssimo Deus Pai (Is 53.10, 11; At 2.29-36). Se dependermos em Cristo para ir adiante de nós na presença de Deus (os Seus pés), temos uma verdadeira salvação, pois Cristo está assentado à destra de Deus e é certo que estaremos aonde Ele estiver. (Jo 14.3; 17.24; Hb 10.11-13)
Ez 36:25-27 " Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis."
Ef 5:25-26 " Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra"
NOTA: O grego da palavra "lavar" aqui é o mesmo de "pia".
Jo 15:3 " Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado."
Tito 3:5 "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo"
Hb 10:22 " Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa"
Jo 7:38 " Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre."


7. CONCLUSÃO
Por meio deste estudo, podemos vislumbrar diversos ensinamentos que Deus nos dá através das figuras do Tabernáculo
Assim é hoje em dia com cada ser humano. Todos se contaminaram com o pecado e necessitam ser lavados para poder se aproximar do Deus Santíssimo (Rm 3.23). O autor de hebreus  usa esse símbolo para evocar o ministério purificador do Senhor Jesus. Ele é aquele  que pelo sangue nos lavou dos nossos pecados.  Aqueles, pois, que aceitam para si o sacrifício de Cristo estão limpos e estão incluídos no convite: ¨... aproximemos-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura ¨(Hb.10.22).  



8. BIBLIOGRAFIA

http://inojoza.wordpress.com/os-utensilios-do-tabernaculo-hoje/
http://biblicasimagens.blogspot.com.br//tabernaculo-israelita-deserto.html
BÍBLIA  de Estudo Pentecostal  Almeida Revista Atualizada.
www.jesusnet.org.br/tabernaculo/piadeb.htm 
bjnewlife.org/portuguese/bstudy/tabernacle_study_05.php
bvir.com.br/tabernaculo/tabernaculo_a_pia.htm
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Pesquisa feita  por Maria de Fátima Santos Pereira

    

domingo, 16 de agosto de 2015

A OBRA DO DEUS TRINO

Deus Pai criou o mundo e tudo o que nele há, o Filho e o Espírito Santo estiveram presentes na obra da criação,e ainda hoje o Deus trino está presente, operando no meio de seu povo.
O Pai enviou o seu Filho Amado para morrer por nós, pelos nossos pecados, e nos resgatar da mão do inimigo, para que novamente o homem tivesse comunhão com Ele.
O Filho consumou a sua obra morrendo em uma cruz por amor a humanidade, mas após três dias da sua morte, Ele reviveu, voltou para o Pai, e está intercedendo por nós.  O Pai pela intercessão do Filho nos enviou o Espírito Santo para estar conosco, Ele é o Consolador que Jesus quando  estava na forma humana disse que o Pai enviaria.
Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, um só Deus, e não três deuses.  Ele é o Senhor dos Exércitos, o Deus que trabalha em nosso favor.
Creiamos nas suas promessas, pois Ele é fiel no que promete, e apto para cumprir tudo em todos, pois o Eterno é Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente.
Ele nunca perdeu uma batalha e nunca perderá, pois o Eterno Deus é perfeito, e grandes coisas pode fazer em nossa vida, se nós confiarmos e obedecermos a sua palavra.  Fazer a vontade de Deus, é algo difícil, mas não impossível, pois quem nos ajuda é o próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo.
O Deus Filho nos faz mais que vencedores, pois Ele venceu por nós, derramando seu sangue puro e inocente para tirar os pecados do mundo, e todos que O aceitam como Senhor e Salvador, arrependidos dos pecados, pelo sangue de Jesus são purificados de seus pecados, e esse sangue dá-nos ousadia para entrar no santo dos santos.
Maravilhoso é para todos que se aproximam de Deus pai por intermédio do seu Filho Amado Jesus, pois o Espírito Santo enviado pelo Pai pela intercessão do Filho vem habitar em nosso ser, e esse Espírito nos fortalece, nos ajuda em todos os momentos, inclusive nas adversidades.
João Batista disse ;  Eis ai o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.  Todos os que crêem no Filho lhes são tirado os pecados e por Deus são lançados no mar do esquecimento, fazendo assim que em Jesus o homem e a mulher se tornem novas criaturas.
Deus continua trabalhando na vida de todos que ouvem a sua palavra e as pratica, e está aguardando aqueles que ainda não se arrependeram, que se arrependam, para que possam gozar das bençãos do Senhor, a qual a mais importante é a benção da salvação.
Jesus salva, perdoa, cura, liberta e leva o homem para o céu, mas para que isso aconteça na vida das pessoas, é necessário que cada um passe pelo novo nascimento que Jesus disse a Nicodemos.
O novo nascimento ocorre quando o homem e a mulher se arrepende de seus pecados e aceita a Jesus como Salvador, quando isso ocorre o homem e a muher são transformados por Deus, passando assim a fazer a vontade de Deus Pai Todo Poderoso.
Todos os que são novas criaturas em Cristo Jesus, gozam da paz, do gozo do Espírito, experimentando assim o amor de Deus em sua vida.
Sejamos gratos ao Deus trino, que está conosco todos os dias e nos faz triunfar.

Fonte :  Edilberto Pereira, baseado na Palavra de Deus

ALCANÇANDO A VITÓRIA EM JESUS

O mundo está passando por momentos conturbados, estamos vendo o aumento de crises em muitos lugares, e quase não vemos uma solução.   Crises muita das vezes nos ajudam a crescer, e procurar uma maneira de melhorar a situação em que nos encontramos.  Nós não podemos ficar estáticos diante das dificuldades, precisamos tomar uma posição para vencer as barreiras que vêm ao nosso encontro, e muitas das vezes em momentos que mais precisamos de um alento para vencer.
Deus deixou-nos através de seus servos, pelos quais chegaram até a nós os escritos sagrados, que cremos que é pela inspiração do Espírito Santo a receita para que possamos vencer.
Disse Deus em sua palavra :  Esforça-te que eu te ajudarei. E como podemos nos esforçar em momentos tão difíceis ?  Está registrado no evangelho do Apóstolo João, uma palavra proferida por Jesus que diz :  Sem mim, nada podereis fazer.
Tomando por base essas duas palavras inseridas nas sagrada letras, podemos deduzir que, quando deixamos de lamentar a má sorte, e passamos a confiar em Deus, e começamos a agir conforme os ditames de Deus, encontramos força para continuar essa jornada.
Sem Jesus nada podemos fazer, pois Ele é o meio pelo qual Deus nos proporcionou a nossa vitória, pois Jesus venceu por nós, morrendo em uma cruz, mas ressuscitando ao terceiro dia, e hoje está à direita de Deus Pai intercedendo por nós e pronto está para ajudar a todos que buscam a Deus por intermédio dEle, e nEle, todos os que crêem em seu nome que é o nome sobre todos os  nomes, obtêm a vitória tão necessária para sua vida.
Em momentos de crises, no nome de Jesus podemos ser e somos vitoriosos, porque Ele é vitorioso, e quando estamos na presença de Deus e o buscamos de todo o nosso coração, Ele nos ouve e nos atende segundo a sua vontade, e nos dá a benção que almejamos, pois Ele é fiel em suas promessas.
Esforçando para estar na presença do Senhor, não olhando para as dificuldades, para os problemas que muitas vezes nos sufocam, tomando uma posição diante das lutas e pedindo direção de como agir nos momentos difíceis, Deus certamente nos orientará e seremos abençoados em nossas decisões.
Jesus Cristo é o caminho que nos conduz ao céu e seus ensinamentos nos dão a direção correta à seguir, e quando O obedecemos, seremos beneficiados por Ele.
Esforcemo-nos para alcançar a nossa vitória, que somente em Jesus Cristo, que é o autor e consumador da nossa fé podemos obter com êxito e para a glória de Deus.

Fonte :  Edilberto Pereira, baseado na palavra de Deus

sábado, 15 de agosto de 2015

O PLANO DE DEUS (SALVAÇÃO)

O ser humano têm a tendência de abandonar a fé, e muitas vezes por motivos banais, e muitos também abandonam por experimentar momentos de decepções com o seu próximo.
Por causa da desobediência do primeiro casal, ou seja, Adão e Eva, a maldade entrou no mundo e assim o homem têm dado mais valor as coisas que não agradam a Deus, e muitas vezes se engando que é o caminho a ser seguido.
Há coisas que ao homem parece direito, mas o fim é a destruição, e o ser humano por não dar ouvido ao seu Criador têm feito escolhas que o afastam do caminho que lhe é proposto por Deus Pai, o criador do céu e da terra.
O Pai das luzes desde o princípio já havia traçado um plano para resgatar a humanidade, pois Ele na sua Onisciência já sabia que o homem iria falhar no jardim do Éden, e realmente o primeiro casal falhou e escolheram a desobediência, trazendo assim trágicas conseqüências para eles próprios e para toda a humanidade.
O Pai Eterno, junto com o Filho e o Espírito Santo criou o homem perfeito, porém, quando tentados pelo inimigo de Deus e nosso, cederam a tentação e erraram o alvo, ou seja, desobedeceram o mandado de Deus Pai Todo Poderoso.
Assim como Deus proveu para o primeiro casal após a queda vestimenta para cobrirem a nudez, Ele enviou o seu Filho amado para não só cobrir a nossa nudez, como pelo sangue derramado na cruz do calvário, purificar o homem pecador e fazê-lo uma  nova criatura.
O Filho Amado de Deus Pai se fez homem e habitou entre o homens. Ele sendo Deus, humilhou-se a sí mesmo, tomou a forma humana, nasceu de uma virgem, cresceu, por volta dos 30 anos começou o seu ministério pelo qual foi enviado pelo Pai, foi rejeitado, escarnecido, e por amor a humanidade morreu pelos pecados de todos, mas ressuscitou ao terceiro dia, trazendo assim a solução completa para a restauração de todos os que nele creem.
Após três dias no seio da terra, Ele ressurgiu vitorioso, andou no meio daqueles que o seguiram por alguns dias e retornou para a glória que um dia tinha deixado por amor a humanidade.
Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, cumpriu a sua missão aqui na terra, e agora por intermédio dEle podemos ter comunhão com o Pai Eterno.
O Filho retornou para a glória, mas por sua intercessão o Pai enviou o Consolador que é o Espírito Santo, e esse Espírito é o que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.
Hoje o homem pode ser restaurado e ter a sua comunhão com Deus Pai, através do seu Filho, se arrependendo de seus pecados e O aceitando como Salvador e Senhor.
Cabe a nós, fazer a escolha, pois o Pai já nos preparou a saída e o caminho, e que sejamos sábios nessa escolha e de todo nosso coração escolhamos o caminho que nos conduz ao céu, que é somente por intermédio do Filho Amado de Deus Pai, Jesus Cristo, que foi morto, mas ressuscitou e está assentado à direita de Deus Pai, intercedendo por nós.

Fonte :  Edilberto Pereira, baseado na Palavra de Deus

JESUS CRISTO, A SOLUÇÃO PARA O PECADO

O que é pecar ?
Pecar é errar o alvo, desobedecer à Deus, deixar de fazer a vontade de Deus.
Adão e Eva por terem desobedecido a ordem de Deus de que não comessem do fruto do conhecimento do bem e do mal, perderam com isso a comunhão com o Criador, e ainda por causa da desobediência a morte, o sofrimento, doenças e outros males passaram a fazer parte da vida do homem.
Deus em sua infinita bondade proveu para o homem, a solução para trazer o homem à comunhão com Ele.  Enviou seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que em tudo foi obediente ao Pai e com sua morte na cruz, consumou a obra pra a qual foi designado.
O filho foi obediente ao Pai, e com sua  morte e ressurreição, hoje podemos ser libertos do pecado, se nos arrependermos e o aceitarmos como nosso Salvador e Senhor.
Adão pecou e isso trouxe muitas consequências negativas, mas Jesus, o Filho amado de Deus Pai, nasceu de mulher, se fez homem, habitou entre nós, nasceu sem pecado e nunca pecou, e nenhum engano  saiu da sua boca. Jesus nascido sem pecado, se fez pecado por nós, e nos resgatou da maldição do pecado.  Através dEle, somos feitos filhos de Deus, e podemos vencer o pecado, pois Ele que é o que nos salva e nos liberta, nunca pecou, e é apto para nos ajudar em todas as coisas, inclusive resistir o pecado que tão de perto nos rodeia.  Jesus ainda na forma humana disse que quando ele partisse, o Pai enviaria outro consolador para estar conosco, e esse consolador que o Pai nos enviou com a intercessão do Filho, é o Espírito Santo que está conosco, nos guiando, nos fortalecendo, nos ajudando a vencer, pois o Deus Filho triunfou e foi vitorioso sobre todas as coisas, e todos os que nEle crê são mais que vitoriosos nEle, que morreu mas ressuscitou e está á direita de Deus Pai intercedendo por todos que por Ele se chegam a Deus.
O pecado entrou no mundo pela desobediência de um homem, mas Jesus, o homem perfeito, foi enviado para tirar o pecado do mundo.
Adão e Eva vivendo no Paraíso, optaram pela desobediência, mas Jesus, vivendo  entre os homens, optou pela obediência e foi vitorioso, em tudo foi tentado, mas nunca cedeu as tentações e sempre alcançou a vitória pois dedicou sua vida ao Pai.
Creiamos e dedicamos a nossa vida ao Pai Eterno que deu seu Filho por amor à humanidade,e nos enviou o Consolador que é o Espirito Santo para estar conosco todos os dias e nos fazer vencedores em Cristo Jesus.

Fonte : Edilberto Pereira, baseado na Palavra de Deus

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LOUVOR E AGRADECIMENTO A DEUS

A Deus, o Pai Eterno, que enviou seu amado e único filho Jesus, chamado o Cristo, exalto e dou louvor ao seu excelso nome, agradeço pela sua rica bondade.
Ele têm sido o meu alto refúgio e a minha fortaleza, o meu socorro bem presente na angústia.
O Espírito Santo, a terceira pessoa da trindade, que Deus, o Pai Eterno enviou pela intercessão de Jesus, nos alegra a cada dia e nos dá força para continuar essa jornada, ainda que não somos merecedores, mas a sua misericórdia tem nos alcançado e em nome de Jesus, tem nos feito mais que vencedores.   Jesus Cristo, o Sumo Pastor, é o Senhor.
O Senhor dos Exércitos está conosco, e Ele é o nosso Salvador.
Ainda que estejamos passando por lutas e dificuldades, Ele estende a sua forte mão, e nos faz vencedores, porque Ele é fiel e a sua misericórdia dura de geração em geração.
Graças damos a ti Senhor, pelo seu grande e infinito amor.

sábado, 8 de agosto de 2015

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL


SUMÁRIO




1 - INTRODUÇÃO ...............................................................................................  4

2 – Cenário Histórico das Setenta Semanas – Dn 9.1-2 ...................................... 5

3 – Porque Setenta Anos de Cativeiro ................................................................. 6

4 – Propósito das Setenta Semanas – Dn 9.23-24 .............................................. 7

5 –  A Divisão das Setenta Semanas – Dn 9.25-27 ............................................. 8

6 - CONCLUSÃO ................................................................................................ 11

7 - BIBLIOGRAFIA ............................................................................................  12




1. INTRODUÇÃO

Este trabalho diz respeito a um assunto complexo e de suma importância, descrito no Livro de Daniel no capítulo 9. 20-27: a profecia das “Setenta Semanas de Daniel”.

Nessa profecia Deus mostra a Daniel um quadro geral dos eventos futuros relacionados com Israel, com as nações em geral e com a Igreja.

Precisamos entender bem esse assunto, para não termos dificuldades em entender o Sermão profético: O Princípio das Dores (Mateus 24), e nem o livro de Apocalipse capítulos 6 ao 19, uma vez que essa profecia abrange esses dois livros.

O estudo desta profecia torna-se mais edificante e empolgante quando consideramos que já se cumpriram 69 semanas das Setenta Semanas. Com a morte de Jesus o relógio parou sua marcação e deu início a “era da igreja”, ou seja, vivemos hoje o período de pausa dessa contagem.

Quando a igreja for arrebatada começa a contagem da última semana das 70 semanas, dando inicio a “era de Israel” (Ap 6 a 19), também conhecida como Grande Tribulação .Será uma semana de sete anos divididos em dois períodos de: 3 ½ Três anos e meio de paz e 31/2 Três anos e meio de aflição.

Na Bíblia encontramos os seguintes termos: Anos – Meses – Dias.

Anos – Um tempo, tempos e metade de um tempo. Dn. 7.25; Ap. 12.14.

Meses – 3 ½ Três anos e meio eqüivale a 42 meses Ap. 11.2; 13.5.

Dias – 3 ½ Três anos e meio = a 42 meses = a 1260 dias. Ap. 11.3; 12.6; Dn. 12.11; 9.27

Durante essa semana de 07 anos o Anticristo fará uma aliança com Israel, porém, na metade dessa semana essa aliança será quebrada por ele, dando início a “Grande Tribulação”.

Vale a pena lembrar que:

- As 69 semanas são históricas e somente a última é profética e

- As Setenta semanas estão sobre Israel e não tem relação nenhuma com a igreja.



2. CENÁRIO HISTÓRICO DAS SETENTA SEMANAS – Dn 9. 1-2

(Dn.9:1-2).." No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,

(V.2).." no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.

Explicando.

(V.1).." No ano primeiro de Dario........Isso teve então lugar após (Dn.5:31).

Estava chegando o final dos Setenta anos de Cativeiro do povo judeu.

(V.2).." eu, Daniel, entendi pelos livros......Daniel possuía uma biblioteca, cujos livros ele estudava, e entre esses estavam os da Bíblia de então.

Daniel menciona aqui, no (V.2), as profecias de Jeremias.

Hoje podemos Ter mais conhecimentos ainda, porque dispomos de livros das Escrituras como o Apocalipse, que ele não tinha.

A profecia de Jeremias, mencionada diz:

(Jr.25:11-12).." E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto, e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos".

(V.12).." Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei da Babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniqüidade, e a da terra dos caldeus; farei deles um deserto perpétuo.

(Jr.29:10).." Porque assim diz o SENHOR: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar.

Esse rei de que fala a profecia já fora castigado. Então Daniel chegou a conclusão que já estava no tempo para terminarem as "Assolações de Jerusalém", a qual continuava destruída.



3. PORQUE SETENTA ANOS DE CATIVEIRO?

Tratava-se de disciplina da parte de Deus para com Israel por quebra deliberada dos preceitos divinos exarados em Lv 25.3-5; 26.14,33-35; 2 Cr 36.21.

O cativeiro de Judá foi, em grande parte, fruto da desobediência dos judeus quanto às palavras do Senhor, nos textos acima mencionados. Vemos nas passagens de Levítico, acima, que Deus determinou a observância de um ano sabático, ou ano de descanso, quando a terra descansava um ano. Isso devia ser observado a cada 7 anos. Ora, durante os quase 500 anos que vão do inicio da monarquia de Israel ao seu cativeiro eles não cumpriram este preceito do Senhor. Resultado: Deus mesmo fez a terra repousar, mantendo seus maus “inquilinos” fora, por 70 anos. Portanto, 70 anos é o total de anos sabáticos ocorridos no espaço de 490 anos.

Partindo do inicio do reinado de Saul, 1050 a.C. até o inicio do cativeiro, 606 a.C. dá em de 490 anos. Todo sétimo ano a terra não deveria ser cultivada, e se produzisse alguma coisa, era dado aos pobres e estrangeiros. Depois de 7X7 anos sabáticos vinha o ano de jubileu, quando toda a terra vendida ou confiscada seria devolvida aos seus donos originais, e os escravos seriam postos em liberdade.

Os 70 anos de cativeiro na Babilônia foram tão cruéis e marcantes na história de Israel, pois se tornou o principal motivo que levou os israelitas a perderem a nacionalidade e a religiosidade.

A proibição de viverem a própria cultura e a "necessidade e obrigatoriedade" de utilizarem um outro idioma, deixando o hebraico para segundo plano, foi também uma das piores de todas as consequências possíveis e imagináveis de toda este episódio histórico.

Este cativeiro não foi tão doloroso quanto ao período no Egito, pois não ficou tão explicito o sofrimento físico, o que ficou bem evidente foram ás regalias que tiveram em terras babilônicas (comércio, propriedades, posses), mas para usufruirem destas regalias tiveram que se adaptarem as condições daquelas terras e pior, tiveram que se curvar as suas culturas, línguas e costumes.
Isto é facilmente aceitável, uma vez que foram deportados para Babilônia os inteligentes, ricos e os que tinham condições de, no mínimo, produzirem algo para o sucesso dos babilônicos. Os pobres, doentes e os que apresentavam qualquer tipo de dificuldades ficaram em Jerusalém, na "miséria".
Em outras palavras, os cativos judeus, se tornaram a mola propulsora da economia da Babilônia, mas por outro lado, este status doeu, lá no fundo da alma de todos os filhos de Abraão. Era Deus trabalhando na vida e na história do seu povo.



4. PROPÓSITO DAS SETENTA SEMANAS – Dn 9.23-24
As 70 semanas que estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade (Dn 9.24), tem como propósito:

1) "Fazer cessar a transgressão" . O tipo de transgressão do seu povo, que Daniel acabava de confessar em Oração.

2) "Dar fim aos pecados". O sentido original é de deter, restringir. O mesmo vocábulo original é traduzido " Tornar inativo" .

3) "Expiar a iniquidade". A obra realizada por Cristo no Calvário operará então em favor de Israel.

4) "Trazer a justiça eterna". Isto terá lugar em Israel pela transformação interior, conforme o que está escrito em...(Jr.31:33-34)

5) "Selar a visão e a profecia". Quando o povo andar em retidão, abandonando as suas transgressões, a visão e a profecia podem ser seladas..(Jr.31:34).

6) "Ungir o Santo dos santos". Certamente isto tem a ver com a purificação do templo de Jerusalém que foi profanado pela "Abominação desoladora" mencionada em Dn.11:31 e Mt 24.15.



5. A DIVISÃO DAS SETENTA SEMANAS – Dn 9. 25 – 27

As 70 Semanas estão divididas em três grupos. Sendo Semanas de anos e totalizam 490 anos.


Os três grupos são:


1º Grupo - 07 Semanas = 49 anos

2º Grupo - 62 Semanas = 434 anos 70 Semanas = 490 anos.

3º Grupo - 01 Semana = 7 ano


Comparando-se (Ap.12:6 com 13:5) vê-se que o ano Bíblico ou profético é de 360 dias, pois 1.260 dias dá 42 meses de 30 dias.

Também em (Gn. 7:11 e 8:4) temos a expressão "Cinco Meses", e em (Gn.7:24 e 8:3, vemos que esses cinco meses equivalem a 150 dias, ou seja, 5 meses de 30 dias, o que significa anos de 360 dias na Bíblia.

O calendário religioso de Israel era lunar.

A lua nova marcava o início dos meses, sendo essa uma ocasião festiva.

Esse ano era de 354 dias, mas nos fatos gerais e nas profecias era arredondado para 360 dias.

O calendário solar é posterior, e é relacionado comas estações do ano.

a) O Primeiro Grupo de Semanas - 7 semanas ou 49 anos (Dn. 9:25).

Esse período começaria com a expedição do decreto de reconstrução de Jerusalém, o qual foi baixado em 45 a.C por Artaxerxes Longímano, de acordo com as maiores autoridades no assunto. Esse decreto foi descrito em Neemias

2. Neemias foi comissionado pelo rei para dar cumprimento a esse ato.

De acordo com a profecia em estudo, no fim dos 49 anos a cidade de Jerusalém estaria reconstruída (ano 397 a.C).



Houve dois decretos ligados à reconstrução de Jerusalém, que muitos estudiosos da Bíblia confundem. Um em 457 a.C, de embelezamento do templo e restauração do culto, a cargo de Esdras (Ed.7) e o outro foi o da reconstrução dos muros e, portanto, da cidade, a cargo de Neemias.

É deste que estamos tratando, foi baixado o ato em 445 a.C. A partir daí, começaria a contagem das (70) Setenta Semanas Proféticas.

b) O Segundo Grupo de Semanas - 62 Semanas ou 434 anos (Dn.9:25-26).

As (62) sessenta e duas semanas seguintes (434 anos) estendem-se desde o término da reconstrução de Jerusalém, 396 a.C até a vinda do Messias que aconteceu no ano 33 d.C com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, completando assim as 69 semanas.

Segundo período da profecia. “Então, 434 anos após o cumprimento das primeiras sete semanas, nosso Senhor Jesus Cristo entrou montado sobre um jumentinho (Mt 21.4), em Jerusalém e foi aclamado pelas multidões como rei, o filho de David, mas alguns poucos dias mais tarde, exatamente uma semana Ele foi rejeitado e crucificado, assim o Messias foi morto.

Logo depois ocorreu a destruição de Jerusalém pelos Romanos, em 70 d.C. e houve muitas guerras.

(V.26).." E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

Conforme o versículo acima, após a morte de Jesus seguiu-se a destruição de Jerusalém. Assim, de acordo com a profecia lida (V.26), o Messias morreria antes da destruição da cidade, o que de fato ocorreu.

d) Intervalo entre a 69 semana e a 70 semana – Era da Igreja

Antes que se cumpra a 70ª semana haverá um intervalo. Indicado em Dn 9. 26 – “Até o Fim”. Este intervalo encerra com o arrebatamento da igreja. Somente Deus sabe o tempo do seu cumprimento (Rm 11.11 - 25).

O relógio que registra as Semanas proféticas para Israel, para. E começa então a era da Igreja.

Note-se que a morte do Messias, a destruição de Jerusalém e o tempo da Igreja estão incluídos neste período entre o fim da 69 semana e o começo da última semana, ou seja a septuagésima semana.



Este tempo é também chamado de intervalo profético, mas conhecido como a “era da igreja”, período exclusivamente reservado para a Igreja, pelo fato de Israel haver rejeitado o messias, pois veio para o que era seu e os seus não o receberam, Jo 1.12.

d) O Terceiro Grupo de Semanas - o de uma semana, isto é 7 anos. (Dn.9:27).

(V.27).."E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

A última das 70 Semanas de Daniel ocupam os capítulos de 6 à 19 de Apocalipse. Será uma semana de sete anos e ainda não se cumpriu, pois, terá o seu início com o arrebatamento da igreja.

Esta semana de sete anos está dividida em duas partes, ou dois períodos (Dan 9.27). O primeiro período se chama “O Tempo da Falsa Paz”, que durará acerca de três anos e meio (42 meses = a 1260 dias. Ap. 11.3; 12.6; Dn. 12.11). E o segundo período é denominado: “O Tempo da Grande Tribulação, ou Aflição”, que também durará três anos e meio.

No versículo 27 de Daniel, notamos cinco coisas que acontecerão na última semana , ou seja, os sete anos de reinado do anticristo, no tempo do fim:

1) Fará uma aliança com os judeus por sete anos;

2) A aliança será quebrada na metade da semana, isto após três anos e meio;

3) A grande tribulação será terrível, principalmente para o povo judeu. Sobre as asas da abominação virá o assolador (Mt 24.15.22);

4) O anticristo dominará, até a consumação (Ap 2.16,17);

5) Cristo aparecerá para destruir o Anticristo e suas hostes, livrando assim Israel da destruição total quando toda esperança de salvação estiver perdida. "Até que a destruição que está determinada, se derrame sobre ele". Isso ocorrerá na Batalha do Armagedom.

A profecia relaciona-se diretamente com a nação de Israel e a cidade de Jerusalém (Dn 9.24), nada tem haver com a igreja.



6. CONCLUSÃO

Ao concluirmos este trabalho percebemos que as Setenta Semanas de Daniel foi a profecia mais importante do seu livro descrita no Capítulo 9.20-27, pois, revela o futuro da nação de Israel como plano de Deus e inclui também o período da Igreja aqui na terra, quando em Dn 9.26 é mencionado o termo “até o fim”.

Esta profecia é uma das belezas da Palavra de Deus, quando Ele discorre para o futuro. Nenhum outro jamais poderia fazer tal coisa, pois, a Onisciência é um dos atributos exclusivos de Deus, e nos mostra também a veracidade da Bíblia, pois muitos fatos preditivos dessa profecia, já se cumpriram.

Verificamos também que a profecia das setenta semanas refere-se ás provações e sofrimentos pelos quais Israel terá de passar antes que o seu libertador apareça e tem como propósito: cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniquidade, trazer justiça eterna, selar a visão e a profecia, bem como ungir o Santo dos Santos. Todos esses propósitos se cumprirão na última semana na Grande Tribulação.

Esta “profecia” não se refere à Igreja, somente a nação de Israel. Terá seu fiel cumprimento, pois está determinada por Deus para o seu povo e para a santa cidade (Dn 9.24).

O fim da septuagésima semana terminará com a vinda de Jesus em gloria com todos os seus santos para resgatar Israel, destruir o Anticristo e seu ministério e julgar as nações vivas.



7. BIBLIOGRAFIA



- Material da Internet: http://ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2010/11/o-cativeiro-babilonico.html.

http://pbgerardo.blogspot.com.br/2012/06/por-que-70-anos-de-cativeiro.html.

http://pt.slideshare.net/ESTUDANTETEOLOGIA/70-semanas-de-daniel.

http://assembleiadedeuscidadenova.blogspot.com.br/2011/01/as-70-semanas-de-daniel.html. .

http://escatologiaplena.blogspot.com.br/2011/11/entendendo-profecia-das-70-semanas-de.html#.U4pdI2q5fmQ.

http://pt.slideshare.net/ESTUDANTETEOLOGIA/70-semanas-de-daniel. .

- Livro

A Bíblia da Mulher – Texto Bíblico: “Tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada – Segunda Edição 1993 – Sociedade Bíblica do Brasil

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Trabalho apresentado por Maria de Fátma.

    

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