JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

VIDA E OBRA DE PLATÃO (FILOSOFIA GERAL)


1 - INTRODUÇÃO 
Esse trabalho traz um resumo da vida de Platão, sua infância, juventude, seu afastamento da política por achar o sistema criminoso, sua primeira viagem a Sícilia, sua morte e suas obras.
Platão nasceu em Atenas, provavelmente em 427-428 a.C.
 Por volta de 388 a.C, aos 40 anos, decepcionado com o luxo e os costumes da corte de Dionísio I de Siracusa e de lá é expulso, Platão compra um ginásio perto de Colona, a nordeste de Atenas. Ele amplia a propriedade e constrói alojamentos para os estudantes.    Após a fundação da escola Platão faz mais duas viagens a Sícilia.
Morreu aos 80 anos e foi sepultado no terreno da Academia.
Houve um período na Idade Média em que quase todas as suas obras eram desconhecidas.
Com exceção da palestra sobre o bem, todas as obras de Platão que eram conhecidas foram preservadas.

                     
2 - VIDA
“Quase que fico estrangeiro em meu próprio países”
Origem
A mãe de Platão era Perictone e cuja família gabava-se de um relacionamento com o famoso legislador e poeta lírico ateniense Sólon Perictíone era irmã de Cármides  e sobrinha de Crítias,  ambas figuras proeminentes na época da Tirania dos Trinta,  a breve oligarquia  que se seguiu sobre o colapso de Atenas no final da Guerra do Peloponeso  (404–403 a.C).  Além do próprio Platão, Aristão e Perictíone tiveram outros três filhos: Adimanto, Glaucão e uma filha, Potone, a mãe de Espeusipo  (então o sobrinho e sucessor de Platão como chefe de sua Academia).  De acordo com A República, Adimanto e Glaucão eram mais velhos que Platão.  No entanto, na Memorabilia  Xenofonte  apresenta Glaucão como sendo mais novo que Platão. 
Aristão  parece ter morrido na infância de Platão, embora a data exata de sua morte seja desconhecida.  Perictíone então casou-se com Perilampes, irmão de sua mãe  que tinha servido muitas vezes como embaixador para a corte persa  e era um amigo de Péricles, líder da facção democrática em Atenas. 
Em contraste com a sua reticência sobre si mesmo, Platão muitas vezes introduziu seus ilustres parentes em seus diálogos, ou a eles referenciou com alguma precisão: Cármides tem um diálogo com o seu nome; Crítias fala tanto em Cármides quanto em Protágoras e Adimanto e Glaucão têm trechos importantes em A República. Estas e outras referências sugerem uma quantidade considerável de orgulho da família e nos permitem reconstruir a  árvore genealógica de Platão. De acordo com Burnet, “a cena de abertura de Cármides é uma glorificação de toda (família) ligação...os diálogos de Platão não são apenas um memorial para Sócrates, mas também sobre os dias mais felizes de sua própria família. 
Infância e juventude
Platão nasceu em Atenas, provavelmente em 427-428 a.C. (no sétimo dia do mês (Thargêlion),  cerca de um ano após a morte do estadista Péricles,  e morreu em 348 a.C. (no primeiro ano da 108a Olimpíada).
A data tradicional do nascimento de Platão (428/427) é baseada em uma interpretação dúbia de Diógenes Laércio, que afirma: "Quando Sócrates foi embora, Platão se juntou a  Crátilo e Hermógenes, que filosofou à maneira de Parmênides. Então, aos vinte e oito anos, segundo Hermodoro, Platão foi para Euclides, em Megara."  Em sua Sétima Carta, Platão observa que a sua idade coincidiu com a tomada do poder pelos Trinta Tiranos, comentando: "Mas um jovem com idade inferior a vinte seria motivo de chacota se tentasse entrar na arena política". Assim, a data de nascimento de Platão seria 424/423. 
De acordo com Diógenes Laércio, o filósofo foi nomeado Arístocles, como seu avô, mas seu treinador de luta, Aristão de Argos, o apelidou de Platon, que significa "grande", por conta de sua figura robusta.  De acordo com as fontes mencionadas por Diógenes (todas dam do período alexandrino). Platão derivou seu nome a partir da "amplitude" (platytês) de sua eloquência, ou então, porque possuía a fronte (platýs) larga. Estudiosos recentes têm argumentado que a lenda sobre seu nome ser Aristocles  originou-se no período helenístico.  Platão era um nome comum, dos quais 31 casos são conhecidos apenas em Atenas.  A juventude de Platão transcorreu em meio a agitações políticas e a desordens devido à Guerra do Peloponeso,  à instabilidade política reinante na cidade de Atenas que foi tomada pela Oligarquia dos Qatrocentos  e assim submeteu-se ao governo dos Trinta Tiranos. Apuleio nos informa que Espeusipo elogiou a rapidez mental e a modéstia de Platão como os "primeiros frutos de sua juventude infundidos com muito trabalho e amor ao estudo".  Platão deve ter sido instruído em gramática, música e ginástica  pelos professores mais ilustres do seu tempo.  Dicearco foi mais longe a ponto de dizer que Platão lutou nos jogos de Jogos Istmicos.  Platão também tinha frequentado cursos de filosofia, antes de conhecer Sócrates, mas primeiro ele se familiarizou com Crátilo  (um discípulo de Heráclito, um proeminente filósofo gregopré-socrático) e as doutrinas de Heráclito. 
Afastamento da política e primeira viagem
Após o término da guerra em Atenas, em cerca de 404 a.C, auxiliado pelo reinado espartano vitorioso, o terror da Tirania dos Trinta começou, e entre seu membros, incluía-se parentes de Platão: o primo e o irmão de sua mãe, Crítias e Cármides, que participaram do governo.  Platão foi convidado a participar da vida política, mas recusou porque considerou o então regime criminoso.  Mas, a situação política após a restauração da democracia ateniense em 403 também o desagradou, sendo um ponto de viragem na vida de Platão, a execução de Sócrates  em 399 a.C, que o abalou profundamente, levando-o a avaliiar a ação do Estado  contra seu professor, como uma expressão de depravação moral e evidência de um defeito fundamental no sistema político. Ele viu em Atenas a possibilidade e a necessidade de uma maior participação filosófica na vida política e tornou-se um crítico agudo. Essas experiências levaram-no a aprovar a demanda por um estado governado por filósofos. 
Depois de 399 a.C, Platão foi para Megara com alguns outros socráticos, como hóspedes de Euclides (provavelmente para evitar possíveis perseguições que lhe poderiam sobrevir pelo fato de ter feito parte do círculo socrático). Diógenes Laércio conta que ele "foi a Cirene, juntar-se a Teodoro, o matemático, depois à Itália, com os pitagóricos Filolau e Eurito; e daí para o Egito, avistar-se com os profetas; ele tinha decidido encontrar-se também com os magos, mas a guerras da Ásia o fizeram renunciar a isso".  Apesar desse relato de Diógenes Laércio, é posto em dúvida se Platão foi mesmo ao Egito, pois há evidências de que a estadia foi inventada no Egito, para aproximar Platão à tradição de sabedoria egípcia
Primeira viagem à Sicília
Por volta de 388 a.C, Platão empreendeu sua primeira viagem a Sicília . Em Taranto,  Platão conheceu os pitagóricos, e o mais proeminente e politicamente bem sucedido entre eles, o estadista Arquitas, que o hospedou e protegeu. A mais famosa fonte da história do resgate de Platão por Arquitas está na Sétima Carta, onde Platão descreve seu envolvimento nos incidentes de seu amigo Dion de Siracusa e Dionísio I  o tirano de Siracusa,  Platão esperava influenciar o tirano sobre o ideal do rei-filósofo (exposto em Górgis, anterior à sua viagem), mas logo entrou em conflito com o tirano e sua corte; mas mesmo assim cultivou grande amizade com Díon, parente do tirano, a quem pensou que este pudesse ser um discípulo capaz de se tornar um rei-filósofo.  Dionísio I se irritou tanto com Platão a ponto de vendê-lo como escravo  a um embaixador espartano de Egina, felizmente tendo sido resgatado por Anicérides de Cirene, que estava em Egina,  ou ainda, o navio em que retornava foi capturado por espartanos o que o fez ser mantido como um escravo. 
Este relatos sobre a primeira estadia em Siracusa são, em grande parte, controversos: os historiadores tradicionais consideram assim os detalhes do encontro entre Platão e o tirano, e a posterior ruptura com ceticismo.  Em todo caso, Platão teve contato com Dionísio e o resultado foi desfavorável para o filósofo já que sua sinceridade parece ter irritado o governante. 
Fundação da escola e ensino
Depois de sua primeira viagem à Sicília, por volta de 388 a.C, aos 40 anos, decepcionado com o luxo e os costumes da corte de Dionísio I de Siracusa e de lá é expulso, Platão compra um ginásio perto de Colona, a nordeste de Atenas, nas vizinhanças de um bosque de oliveiras em homenagem ao herói Academo  Ele amplia a propriedade e constrói alojamentos para os estudantes. 
Os membros da Academia não eram estudantes no sentido moderno da palavra, pois aos jovens, juntavam-se também anciãos; provavelmente todos deviam contribuir para o financiamento das despesas; ademais, o objetivo último da Academia era o saber pelo seu valor ético-político. 
Durante duas décadas, Platão assumiu suas funções na Academia e escreveu, nesse período, os diálogos chamados “da maturidade”. Fédon, Fedro, Banquete, Menexêno, Eutidemo, Crátilo; começou também a redação de A República.

Segunda viagem à Sicília
Em 366/367 a.C, com a morte de Dionísio  e encorajado por Dion, Platão transmite a direção da Academia a Edóxio e retorna à Sicília.  O velho Dionísio morrera em 367, logo após ter sabido que sua peça O Resgate de Heitor, ‘111’1tinha recebido o primeiro prêmio no Festival das Lenaias em Atenas. Seu filho, Dionísio II sucedeu-lhe o trono e Dion era seu conselheiro. Dion teve trabalho em convencer Platão a voltar para Siracusa, ele insistiu com argumentos como a paixão do jovem tirano pela filosofia e educação e que a morte do velho tirano poderiam ser o "destino divino" necessário para que enfim se realizasse a felicidade de um povo livre sob boas leis. Platão por fim, embarcou em 366, para sua segunda viagem à Sicília. 
No início a influência de Platão sobre Dionísio II teve algum progresso, mas pouco durou, pois o jovem era um pouco rude e não possuía o vigor mental para aguentar um prolongado tratamento educacional, além de ser, pessoalmente desagradável. Invejoso da influência de Dion e de sua amizade com Platão, o obrigou a se exiliar; Platão então regressou a Atenas. 
Terceira viagem à Sicília
Em 361 a.C, Platão viaja novamente para Siracusa com seus alunos Espeusipo e Xenócrates  em um navio enviado por Dionísio II   numa  tentativa final de pôr ordem as coisas. Passou quase um ano tentando elaborar algumas medidas práticas para unir os gregos da Sicília em face do perigo cartaginês . No final, a má vontade da facção conservadora provou ser um obstáculo insuperável.  Platão conseguiu partir para Atenas em 360 a.C, não sem antes correr algum perigo de morte. Em seguida, Dion recuperou sua posição à força, mas apesar de advertências de Platão, mostrou-se um governante imprudente e acabou assassinado. Ainda assim, Platão incitou os seguidores de Dion a prosseguirem com a antiga política, mas os seus conselhos não foram ouvidos. O destino final da Sicília  foi ser conquistada pelos estrangeiros, como Platão previra. 
Platão escreveu sobre a morte de seu amigo comparando-o a um navegante que antecipa corretamente uma tempestade mas subestima sua força de destruição: "que eram perversos os homens que o puseram por terra, ele sabia, mas não a extensão de sua ignorância, de sua depravação e avidez¨.
Velhice e morte
Ao regressar em 360 a.C, Platão voltou a ensinar e escrever na Academia permanecendo como um autor ativo até a sua morte,  em 348/347 a.C., aos oitenta anos de idade conta-se que fora sepultado no terreno da Academia, para dentro do muro de demarcação da propriedade, ou ainda no jardim da Academia. Com sua morte, a Academia passou a ser dirigida por Espeusipo, forte simpatizante do aspecto matemático da filosofia de Platão.



3 - OBRAS
Houve um período na Idade Média em que quase todas as suas obras eram desconhecidas; mas, antes disso e depois da redescoberta de seus textos (Petrarca, no século XIV, tinha um manuscrito de Platão), Platão foi lido e tomado como ponto de referência.
Tradição e autenticidade
Todas as obras de Platão que eram conhecidas na antiguidade foram preservadas, com exceção da palestra sobre o bem, a partir do qual houve um pós-escrito de Aristóteles,  que se encontra perdido. Há também obras que foram distribuídas sob o nome de Platão, mas possivelmente ou definitivamente não são genuínas; apesar disso, elas também pertencem ao Corpus Platonicum (o conjunto das obras tradicionalmente atribuída a Platão), mesmo com sua falsidade sendo reconhecida mesmo nos tempos antigos. Um total de 47 obras são reconhecidas por terem sido escritas por Platão ou para o qual ele tomado como o autor. 
O Corpus platonicum  é constituído de diálogos (incluindo Crítias, , de final inacabado), a Apologia de Sócrates, uma coleção de 13 cartas e uma coleção de definições, o Horoi Fora do corpus, há uma coleção de dieresis, mais duas cartas, 32 epigramas e um fragmento de poema (7 hexâmetros) que, com exceção de uma parte desses poemas, não são obras de Platão. 
É importante notar que na Antiguidade, vários diálogos considerados como falsamente atribuídos a Platão eram considerados genuínos, e alguns desses fazem parte do Canon de Trásilio, um filósofo e astrólogo alexandrino que serviu na corte de Tibério
Forma literária
Com a exceção das Epístolas e da Apologia, todas as outras obras não foram escritas em forma de poemas didáticos ou tratados - como eram escritos a maioria dos escritos filosóficos, - mas em forma de diálogos. A Apologia contém passagens ocasionais de diálogos, onde há um personagem principal, Sócrates, e diferentes interlocutores em debates filosóficos separados por inserções e discursos indiretos, digressões ou passagens mitológicas. Além disso, outros alunos de Sócrates como Xenofonte, Ésquines, Antístenes, Euclides de Megara e Fédon de Elis têm obras escritas na forma de diálogo socrático (Σωκρατικοὶ λόγοι Sokratikoì logoi).
Platão foi certamente o representante máximo desse gênero literário, superior a todos os outros e, mesmo, o único representante, pois apenas em seus escritos é que se pode reconhecer a natureza autêntica do filosofar socrático, que nos outros escritores, degenerou em maneirismos; sendo assim, o diálogo, em Platão, é mais do que um gênero literário: é sua forma de fazer filosofia. Nem todos os trabalhos no Corpus de Platão são diálogos. A Apologia parece ser o relato da defesa de Sócrares  e seu julgamento, e Menêxeno  é um pronunciamento para funeral. As treze cartas são ditas serem de Platão, mas a maioria são rejeitadas pelos pesquisadores modernos como sendo ilegítimas. A Sétima Carta ou Carta VII é uma das mais importantes cuja disputa permanece por dois motivos: (a) oferece detalhes biográficos de Platão e (b) coloca afirmações filosóficas sem paralelos em outros diálogos. Provavelmente a Sétima Carta é uma obra ilegítima e portanto não é uma fonte confiável para conhecer a biografia e filosofia de Platão.
Cronologia
A questão da cronologia ainda continua a gerar opiniões conflitantes. Análises estilométricas dos diálogos demonstram que eles podem ser agrupados em três categorias definidas como obras do período Inicial, Médio e Tardio, embora exista este consenso comum, não há nenhum consenso sobre a ordem em que as obras devem figurar em seus respectivos grupos. Outro método usado para determinar a ordem cronológica dos diálogos se baseia na conexão entre os vários trabalhos. Os estudiosos têm usado a evidência de pontos de vista filosóficos similares nos diálogos para sugerir uma ordem cronológica interna. As referências textuais dentro dos diálogos também ajudam a construir uma cronologia, ainda que existam pouquíssimos casos de um diálogo se referir a outro. Finalmente, a cronologia pode ser determinada a partir do testemunho de fontes antigas.



Filosofia
Para Giovanni Reale, , os três grandes pontos focais da filosofia de Platão são: a Teoria das Idéias,dos Principios  e do Demiurgo.  A obra Fédon engloba too o quadro da metafísica platônica e enfatiza essas três teorias, mas Platão advertiu os leitores de sua obra sobre a dificuldade existente em compreendê-las                            
 Política
Platão, em sua obra A República, faz uma critica a forma de governo de sua época, pois afirma que os governantes deveriam brigar para não governar, como brigam para chegar ao poder. Diz, ainda, que o verdadeiro chefe não nasce para atender os interesses de si próprio, mas sim de toda a coletividade a ele subordinada.
Dessa forma, entende-se que a critica de Platão estava ligada ao governo que fcriava leis visando seus interesses, e os determinando como justo, entretanto, punindo como injusto aquele que transgredir suas regras, uma vez que o elegido para governar poderia ser o mais votado, mas não sendo, portanto, o mais preparado para aquela função.
Nesse sentido, Platão afirma que " Efetivamente, arriscar-nos-íamos, se houvesse um Estado de homens de bem, a que houvesse competições para não governar, como agora as há para alcançar o poder, e tornar-se-ia, então evidente do verdadeiro chefe não nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus subordinados. (Platão, A República, p. 34)".
Conclui-se que, deve se buscar uma harmonia entre o governante e o seus subordinados, em outras palavras, o ideal de Estado deveria corresponder ao ideal de homem.
Teoria das Ideia
A  Teoria das Ideias ou Teoria das Formas afirma que formas (ou ideias) abstratas não-materiais (mas substanciais e imutáveis) é que possuem o tipo mais alto e mais fundamental da realidade e não o mundo material mutável conhecido por nós através dos sentidos. Em uma analogia de Reale, as coisas que captamos com os "olhos do corpo" são formas físicas, as coisas que captamos com os "olhos da alma" são as formas não-físicas; o ver da inteligência capta formas inteligíveis que são as essências puras. As Ideias são as essências eternas do bem, do belo etc. Para Platão, há uma conexão metafísica entre a visão do olho da alma e o objeto em razão do qual tal visão não existe. Este "mais real do que o que vemos habitualmente" é descrito em sua Alegoria da caverna. 
Epistemologia
Epistemologia platônica
Muitos têm interpretado que Platão afirma — e mesmo foi o primeiro a escrever — que conhecimento é crença verdadeira justificada, uma visão influente que informou o desenvolvimentos futuro da epistemologia.   Esta interpretação é parcialmente baseada na uma leitura do Teeteto, no qual Platão argumenta que o conhecimento se distingue da mera crença verdadeira porque o conhecedor deve ter uma "conta" do objeto de sua crença verdadeira. (Teeteto 201C-d).Essa mesma teoria pode novamente ser vista no Mênon onde é sugerido que a crença verdadeira pode ser aumentada para o nível de conhecimento, se está ligada a uma conta quanto à questão do "por que" o objeto da verdadeira crença é assim definido (Mênon 97d-98a).  Muitos anos depois, Edmund Gettier  demonstraria os problemas das crenças verdadeiras justificadas no contexto do conhecimento.
Dialética
A dialética de Platão não é um método simples e linear, mas um conjunto de procedimentos, conhecimentos e comportamentos desenvolvidos sempre em relação a determinados problemas ou "conteúdos" filosóficos. O papel da dialética no pensamento de Platão é contestada, mas existem duas interpretações principais: a dialética platônica é tipo de raciocínio ou um método de intuição. Simon Blackbum  adota o primeiro, dizendo que a dialética de Platão é "o processo de extrair a verdade por meio de perguntas destinadas a abrir o que já é implicitamente conhecida, ou de expor as contradições e confusões de posição de um oponente". Karl Popper afirma que a dialética é a arte da intuição para "visualizar os originais divinos, as formas ou ideias, de desvendar o grande mistério por trás do comum mundo das aparências do cotidiano do homem."
Ética e justiça
Na República, Platão define a justiça como a vontade de um cidadão de exercer sua profissão e atingir seu nível pré-determinado e não interferir em outros assuntos, Para que a justiça tenha alguma validade, ela terá que ser uma virtude e, portando, contribuidora de modo constitutivo para a boa vida de quem é justo.
Na filosofia de Platão, é possível visualizar duas modalidades de justiça: uma, absoluta, e outra, relativa. A justiça relativa é a justiça humana que espelha-se nos princípios da alma e tenta dela se aproximar. Platão situa a justiça humana como uma virtude indispensável à vida em comunidade, é ela que propicia a convivência harmônica e cooperativa entre os seres humanos em coletividade.

Conceitos
Considerada por Platão como o princípio do cosmos e fonte de todas as almas individuais, o termo é um conceito cosmológico de uma alma compartilhada ou força regente do universo pela qual o pensamento divino pode se manisfestar em leis que afetam a matéria. O termo foi criado por Platão pela primeira vez na obra República ou ainda na obra Timeu.
Demiurgo
O uso filosófico e o substantivo próprio derivam do diálogo Timeu, a causa do universo, de acordo com a exigência de que tudo que sofre transformação ou geração (genesis) sofre-a em virtude de uma causa. A meta perseguida pelo demiurgo platônico é o bem do universo que ele tenta construir. Este bem é recorrentemente descrito em termos de ordem, Platão descreve o demiurgo como uma figura neutra (não-dualista), indiferente ao bem ou ao mal.

CONCLUSÃO
Platão um dos maiores filósofos viveu no período clássico da Grécia antiga, era filósofo e matemático e fundador da Academia de Atenas, a primeira instituição de ensino superior do mundo ocidental.
Junto com Sócrates e Aristóteles foram os maiores pensadores da História.
Percebe-se o quanto ele foi influente na sua época.   Ele não falava apenas de política, era capaz de abordar vários assuntos.
Muito do pensamento de Platão influencia o pensamento atual. Ele defendia por exemplo, que a mulher tivesse a mesma educação que o homem recebe. Ele também acreditava que a ciência seria fruto da inteligência humana e do amor.
Platão nos deixou um legado muito grande através da sua vida e das suas obras.  Podemos ressaltar aqui algumas das suas frases mais ilustres:
 “A harmonia se consegue através da virtude.”
  Vencer a si próprio é a maior das vitórias.”
 “Praticar injustiças é pior que sofrê-las.”
 “O que mais vale não é viver, mas viver bem.”
Vemos com Platão que quando se é discípulo de algum sábio como ele foi de Sócrates, possivelmente trilharemos o mesmo caminho, em busca do conhecimento.

BIBLIOGRAFIA


https://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o#Vida.obras
https://aminoapps.com/page/otanix/3549095/platao/vida.e/obras

sábado, 31 de março de 2018

LOUVAI AO SENHOR

Louvai e engrandecei o nome santo do Senhor.
Ele fez maravilhas no meio do seu povo, e ainda hoje continua fazendo, e enquanto existir a terra, Ele continuará fazendo.
Louvai ao Senhor porque Ele é grande e fiel.
Louvai ao Senhor porque Ele é o Eterno.
Louvai ao Senhor porque Ele nos fez ovelhas do seu pasto.
Louvai ao Senhor porque Ele perdoa nossos pecados.
Louvai ao Senhor porque Ele cura as nossas doenças e enfermidades.
Louvai ao Senhor porque Ele é bom em todo o tempo.
Louvai ao Senhor porque Ele nos resgatou  da mão do inimigo.
Louvai ao Senhor porque Ele é Deus santo e poderoso.
Louvai ao Senhor porque Ele é o grande Rei, Senhor e Salvador.
Louvai ao Senhor pelos muitos benefícios que nos tem concedido.
Louvai ao Senhor pela sua misericórdia.
Louvai ao Senhor porque Ele nos ama.
Louvai ao Senhor porque Ele nos chama para a sua presença.
Louvai ao Senhor porque Ele nos livra dos perigos.
Louvai ao Senhor porque Ele está com suas mãos estendidas para nos abençoar.
Louvai ao Senhor porque só Ele merece todo louvor.
A Ele, glória, honra e louvor.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

BENEFÍCIOS DA OBEDIÊNCIA

Em nossa vida, em determinados momentos precisamos obedecer a princípios humanos para que possamos viver em harmonia na sociedade.
Muitas vezes obedecemos os preceitos do homem forçadamente, ou às vezes até com alegria pois sabemos que através dessa obediência seremos beneficiados de alguma forma.
Somos convidados por Deus a uma obediência que não só nos beneficiará na terra como também nos dará acesso a uma vida plena diante de Deus e eternamente.
Sabemos que o caminho da obediência muitas das vezes é difícil e espinhoso, mas precisamos por em mente que na vida espiritual estaremos sendo ajudados pelo próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo.
O Espírito Santo que o Pai enviou pela a interceção do Filho nos capacita a vivermos uma vida justa e santa, uma vida de obediência ao Pai celeste.
Certamente com a ajuda do Espírito Santo não nos será impossível um viver obediente ao nosso Criador.
Os benefícios que alcançamos pelo ato de obediência a Deus, nos trará grandes alegrias e certamente teremos prazer em obedecer até o que nos é mandado pelo homem, desde que esse mandado não nos faça desobedecer o nosso Senhor e Salvador.
Obedecer a Deus é o dever de cada ser humano, porém, somente os que têm a experiência de um novo nascimento conseguem cumprir esse ato tão nobre.
Deus nos pede para obedecer mas Ele nos recompensa por essa obediência e não nos lança em rosto as bençãos que nos concede.
Obedecer é melhor do que sacrificar.  
Peçamos ao Pai em o nome de Jesus que possamos obedecê-lo de todo nosso coração, pois sabemos que Ele é o nosso Criador e que Ele merece que O obedeçamos.
Através da obediência do Filho, hoje somos libertos da condenação do inferno e também do pecado.  Pela obediência do Filho somos abençoados.  
Jesus o Filho Deus foi obediente até a morte e morte de cruz, para que nós através do seu sacrifício sejamos reconciliados com Deus e alcancemos a nossa salvação, que só é possível se crermos em Jesus o Nosso Senhor e Salvador.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

JESUS, O ENVIADO PARA TODOS

Jesus, o nosso Bom Pastor, que se deu por nós, para a nossa salvação.
Jesus, o nosso melhor e maior exemplo de conduta.
Jesus, o nosso Senhor e Salvador.
Jesus, o nosso firme Guia.
Jesus, o que nos reconcilia.
Jesus, a Rocha inabalável e eterna.
Jesus, o Filho amado do Pai.
Jesus, o que nos justifica.
Jesus, o que nos perdoa.
Jesus, foi morto mas reviveu.
Jesus, o nosso fiel Mediador.
Jesus, a porta que nos foi aberta.
Jesus, o caminho que nos leva ao Pai.
Jesus, o Amigo fiel e verdadeiro.
Jesus, o autor da nossa salvação.
Jesus, o Deus homem,Santo e Verdadeiro.
Jesus, o Cordeiro de Deus.
Jesus, o que nos torna novas criaturas.
Jesus, a nossa esperança.
Jesus, A Ele rendemos graças pelo seu grande amor.  Por ter morrido em cruz em nosso favor e tirado nossa alma da perdição.
Ele nos livrou da maldição do inferno, e somente através dele podemos ter a certeza de vida eterna.
Jesus, o Filho amado, a segunda pessoa da trindade, pois o Pai, Filho, e Espírito Santo são um só, o Deus Eterno.
O Pai enviou o Filho para nos salvar, e o Filho cumpriu a vontade do Pai com perfeição.  O Filho voltou para o Pai, e o Pai pela interceção do Filho nos enviou o Espírito Santo que nos ajuda, nos consola e nos capacita a fazermos a vontade do Pai.
Jesus, a tí agradecemos, pois por amor nos trouxe de volta para a comunhão com o Pai Eterno.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira  Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

quinta-feira, 15 de março de 2018

O NOVO NASCIMENTO

Disse Jesus a Nicodemos:  Necessário te é nascer de novo.
Era Nicodemos mestre em Israel, conhecedor da lei de Moisés.
Observa-se que mesmo ele conhecendo a lei, não conhecia o verdadeiro nascimento espiritual.
Muitas vezes homens e mulheres estão ligados à algum movimento religioso, porém, assim como Nicodemos ainda não nasceram de novo.
Para que possamos nascer de novo precisamos estar em Cristo, reconhecer o sacrifício que Jesus fez no calvário, morrendo por nós.
É necessário arrepender-se e aceitar a Jesus Cristo como único e suficiente salvador.  assim fazendo, o Espírito Santo passa a fazer morada no coração daquele(a) que crê no sacrifício que Jesus fez.
O apóstolo Paulo na carta aos Coríntios diz que 'quem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo".
Todas as pessoas que passam por essa experiência, tornam-se filhos e filhas de Deus, pois creem que realmente Jesus morreu pelos nossos pecados, e que por Ele recebemos o perdão de Deus e somos reconciliados com Deus.
O novo nascimento gera na vida das pessoas, uma nova postura no seu modo de viver, pois passa-se a viver para servir e adorar a  Deus.
Pessoas que nascem de novo em Cristo deixam o seu modo antigo de viver e passam a viver em novidade de vida.  Quem roubava não rouba mais, quem matava não mata mais, quem se prostituia não se prostitue mais, deixando de praticar todo tipo de pecado.
O Espírito Santo ajuda o homem e a mulher a manterem-se na presença de Deus, pois o Espírito de Deus convence o homem e a mulher que é necessário arrepender-se e andar diante de Deus com sinceridade e em verdade, obedecendo as ordens do Pai celestial.
O novo nascimento não é utopia, é uma realidade constante na vida de todos que se chegam a Deus por intermédio de Jesus, o Filho de Deus.
O Pai, O Filho, O Espírito Santo aguarda a nossa decisão de nos tornar novas criaturas e a cada dia agradar a Deus para que um dia sejamos arrebatados e estaremos para sempre com o Senhor

Fonte:  Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus





quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ORAÇÃO

Quando estamos orando, dialogando com o nosso Deus pela intercessão de seu Filho Jesus, sentimo-nos fortalecidos, com o nosso ser transbordando de alegria.
O Pai, em nome do Filho, com a atuação do Espírito Santo nos ajuda, nos dando a certeza que a nossa oração está sendo ouvida e de que no tempo de Deus será respondida segundo a vontade dele.
Orai sem cessar é o que nos aconselha o Apóstolo Paulo.  Somente mantendo a comunhão com Deus por meio da oração conseguiremos vencer as dificuldades.
Através da oração Deus faz maravilhas em nossa vida e também na vida daqueles por quem oramos.
Sejamos perseverantes em buscar a face do Senhor, pois certamente Ele segundo a vontade dele responderá a nossa oração, concedendo a nós o desejo do nosso coração.
Ainda que haja barreiras jamais devemos desistir de estarmos na presença de Deus, pois somente Ele pode nos socorrer e nos fazer triunfar.
Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, esse é o conselho do profeta Isaías inspirado pelo Espírito Santo de Deus.  Enquanto as portas estão abertas entremos por ela.  Enquanto podemos, busquemos ao Senhor, porque dele vem a solução para os nossos problemas.
Todas nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, pois somente Ele tem toda autoridade e acesso direto ao Pai.
Nós pela bondade e misericórdia de Deus temos livre acesso mas somente quando nos chegamos a Ele em nome de Jesus, pois somente Jesus é digno de estar no trono de Deus intercedendo por nós.
Ele venceu por nós e por isso através dele nós também venceremos.
Busque a Deus independente da situação que estás vivendo, pois Deus te ouvirá e te responderá e fortalecerá o teu coração.
Creia que quando você ora, milagres podem acontecer, e os problemas que aos olhos humanos são impossíveis de serem resolvidos certamente serão solucionados.

Fonte : Texto redigido por  Edilberto Pereira  -  Bacharel em Teologia  -  baseado na Palavra de Deus

O AMOR DE DEUS

Deus é a essência do mais puro amor.
Ele é capaz de perdoar os mais vis pecados que possamos cometer, porém Ele quer que andemos em santidade na sua presença.
O ser humano por sí mesmo não é capaz de andar conforme a vontade de Deus, mas através do arrependimento e da fé no Filho de Deus, Ele nos capacita a fazer a sua vontade.
Quando o ser humano reconhece o sacrifício que Jesus fez no calvário em favor de todos os homens, o Deus que é amor, justiça, e bondade nos faz aptos a serví-lo e nos faz dignos de receber todas as bençãos que nos foi prometida.
O amor de Deus por nós nos ajuda a triunfar.  O amor de Deus, o Filho amado Jesus, nos foi dado para nossa reconciliação com o Pai de amor.
Quando o ser humano se converte a Cristo, esse amor faz com que ele consiga amar o seu semelhante, a perdoar aqueles que lhe fizeram mal.  Esse amor traz ao ser humano convertido ao evangelho de Cristo nova perspectiva de vida.  
Deus é amor, e através desse amor somos libertos para viver uma nova vida diante dele.
Tornamo-nos novas criaturas por meio desse amor, que um dia foi manifesto ao mundo na pessoa de Jesus, que morreu pelos nossos pecados em uma cruz, mas ressuscitou ao terceiro dia e vive eternamente, e intercede por nós diante do Pai.
Esse amor quando por nós é reconhecido, nos torna capaz de vencer todas as dificuldades, e as causas impossíveis tornm-se possíveis, pois Deus é o Deus do impossível.
Creiamos e aceitamos o amor de Deus que enche o nosso ser de toda sorte de bens, que nos enche de paz e alegria.
Somente em Jesus, que por amor se deu por nós temos acesso ao Pai Eterno.

Fonte;  Texto redigido por Edilberto Pereira  -  Bacharel em Teologia  -  baseado na Palavra de Deus