JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

DEUS É O MESMO, É FIEL E VERDADEIRO

Muitas vezes pensamos que as dificuldades que enfrentamos são maiores do que realmente podemos enfrentar, e nos esquecemos que Deus não nos prova além do que podemos suportar.
Apesar que muitas vezes, nós mesmos nos colocamos em dificuldades, por não dar ouvidos à Deus, ou seja, porque em vez de obedecermos as ordens do Pai Eterno, preferimos fazer a nossa própria vontade, e assim por esse motivo nos embaraçamos com as coisas dessa vida.
Deus é amor, Ele não muda.  A Palavra de Deus nos diz que ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo..
Se ao invés de fugirmos da presença de Deus, buscassemos a sua face, pedindo ao Pai, em o nome de Jesus, por seu perdão, por misericórdia, certamente não teríamos tantas decepções.
Deus não muda, e jamais mudará.  A sua vontade é que cada um de nós sejamos salvos, estejamos no centro da sua vontade.
Quando houver tropeço por falta de vigilância, por falta de fé, devemos confiar na sua bondade,na sua misericórdia, crer que se confessarmos os nossos pecados, certamente seremos perdoados, restaurados e poderemos continuar usufruindo da sua graça.
Deus é bom, e a sua misericórdia dura para sempre, e crendo nessa verdade, precisamos cada dia mais nos aproximar dele, crendo que Ele é o galardoador dos que o buscam.
Deus é real.  Ele é fiel, e as suas palavras jamais irão cair por terra.
O amor de Deus é infinito, não faz acepção, e nem se esquece do ser humano. O homem que por Ele foi criado, foi e sempre será importante para o Criador.
Porém, se o homem e a mulher não der ouvidos a Palavra de Deus, jamais poderão salvar-se por sí só, pois somente através de Jesus, o Filho unigênito do Pai, todos os seres humanos poderão se salvar, porque somente Jesus, é o caminho, a verdade, e a vida, e ninguêm vai ao Pai, a não ser pelo Filho.
O Pai olhou para a terra, e não viu um justo sequer, e por amor deu o seu único Filho para morrer por nós, para que, através dele fossemos reconciliados com o nosso Criador.
Deus continua esperando que todos nós nos convertamos a Ele, e o busquemos de todo o nosso coração.  Ele tem bençãos para toda a humanidade, basta que creiamos no nome do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Deus é fiel, sempre será o grande EU SOU, o Grande Pastor, o Grande e Eterno Pai.
Busquemos a sua presença para que dia a dia sejamos cada dia mais restaurados, e andemos em novidade de vida, para que possamos obter  vida eterna.
Deus é o mesmo, Ele é Santo e Verdadeiro.  Creiamos Nele, e Obedeçamos a Ele, pois Nele há abundância de alegria, e somente Nele está a nossa salvação.

Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teoligia - baseado na Palavra de Deus

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SOMENTE UM SALVADOR(JESUS), PARA GRANDES PECADORES

A vontade de Deus para o ser humano, sempre foi de paz e comunhão com o seu Criador, porém o homem preferiu desobeder a Deus e seguir seus próprios intentos.
A má escolha dos primeiros habitantes da terra, trouxe sérios problemas para sí próprio, e para tudo o que foi criado.
Deus criou o homem reto, mas o homem fez muitas invenções. e preferiu virar as costsas para o seu Criador, tapando os ouvidos para as ordens que lhe foi determinada.
Mas Deus, por amor a humanidade que desviou-se da sua vontade, enviou ao mundo o seu Filho, que, tão amorosamente aceitou resgatar o homem perdido.
Jesus, nasceu em um lar cujo pai e mãe eram tementes ao Deus Eterno, o Deus que havia feito um pacto com o povo que escolhera para levar a sua vontade a todos os homens.
O povo escolhido tropeçou, e não guardou os mandamentos do Senhor, mas havia os remanescentes que confiavam na promessa de um salvador.
Jesus, o Filho de Deus, o Messias prometido, trouxe salvação a todos os homens, e somente Ele pode reconcliar todos a humanidade com Deus.
Ele cumpriu perfeitamente a vontade do Pai, foi obediente até a morte, e morte de cruz.
O Filho de Deus, por amor executou a vontade do Pai.  Somente Ele podia realizar essa obra, porque Ele é Deus verdadeiro, o Deus que cuida dos seus.
A promessa do Pai foi cumprida, e todos os seres humanos podem alcançar a salvação por meio de Jesus, crendo no sacrifício realizado no calvário, um sacríficio perfeito, que  fez com que o homem pudesse ser restabelecido a sua orígem.
Jesus, o nome que está sob todos os nomes, e somente Ele é o nosso Redentor, o que restaurou todas as  coisas, junto a Deus.
O homem desviou-se, mas Deus por sua misericórdia, pelo seu amor, arquitetou o meio pelo qual o homem e a mulher tornariam a ter comunhão com Ele.
Jesus é o amor de Deus manifestado ao homem.  Ele, e somente Ele, é o caminho, a verdade, e a vida, e é através dele que o homem se torna nova criatura e se torna capaz de agradar ao Pai, porque o Espírito Santo habita na vida de todos que aceitam ao Filho de Deus, Jesus Cristo, como seu único e sufuciente salvador.
Jesus, o Deus-Homem, que habitou entre nós.  Nos deu exemplo de como agradar ao Pai, e deixou claro que Ele é o único meio para nossa salvação.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira, bacharel em Teologia

sábado, 30 de setembro de 2017

JESUS, O NOSSO RECONCILIADOR

Deus criou o homem do pó da terra, e a mulher da costela do homem, assim o primeiro casal criados pelo Eterno, usufruiram do amor e da bondade do Pai celeste, até que escolheram dar ouvido ao adversário, o inimigo de Deus.
Desobedeceram ao Criador, e como consequência da desobediência foram expulsos do Paraíso, e tiveram assim a comunhão perfeita que tinham outrora, cortada.
Através da queda do primeiro casal, a morte, a violência e todo tipo de maldade passou a fazer parte do ser humano.
Porém, o Pai amoroso, já havia preparado o meio pelo qual o homem voltaria a ter sua comunhão reestabelecida com o seu Criador.
Deus proveu para o homem rebeliado, a reconciliação através de seu Filho unigênito, Jesus Cristo, que por amor aceitou morrer pela humanidade caída, e assim restaurar todas as coisas.  O homem pecador, ganhou de presente do Criador, um grande Salvador.
O único meio pelo qual o homem pode ser salvo, é pelo vivo caminho que Deus abriu, através de Jesus, que por amor morreu em uma cruz, vertendo sangue inocente, e assim por meio da sua morte, trouxe ao homem o direito de reconciliar-se com Deus.
O sangue de Jesus purifica o homem arrependido de todo pecado e dá o direito ao pecador arrependido de se tornar uma nova criatura, quando esse, se arrepende de seus pecados, e aceita a Jesus como seu único e suficiente salvador, crendo no sacrifício que Ele fez pela humanidade na cruz.
Com o sacrifício de Jesus, morrendo pelos pecados da humanidade, todos tem a oportunidade de se arrependerem, e de através de Jesus, tornarem-se uma nova criatura, deixando a vã maneira de viver, para viver uma vida santa diante do seu Criador.
Jesus morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou, e está assentado a direita de Deus Pai todo poderoso, intercedendo por toda a humanidade.
Após a sua ressurreição, com a sua ascenção ao céu, o Pai, pela interseção do Filho, enviou o Espírito Santo, para estar conosco todos os dias.
O Espírito Santo, ajuda o homem e a mulher que crê e aceita o sacrificício que o Filho fez na cruz a favor da humanidade, a prosseguir nessa jornada de uma maneira digna e aceitável diante do Pai, pois o Espírito Santo, capacita o homem e a mulher arrependidos, de servir a Deus conforme o estabelecido na sua Palavra.
Creiamos no sacrifício que Jesus fez por nós, e reconheçamos os nossos pecados, nos arrependamos, e que possamos aceitar o Cristo em nossa vida, pois somente através dele, podemos voltar a ter comunhão com o Pai Eterno, o Criador do céu e da terra.

Fonte: Texto feito por Edilberto Pereira, bacharel em Teologia, baseado na Palavra de Deus

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

TEOLOGIA DO CULTO - MODELO CO CULTO - 1ª PARTE

Texto Básico: Neemias  8:1-13
8:1  E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro trouxe da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
8:2  E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
8:3  E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
8:4  E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
8:5 E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pós em pé.
8:6 E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra.
8:7 E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
8:8 E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
8:9 E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
8:10 Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força.
8:11 E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
8:12  Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
8:13  E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
8:1 Todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, para ouvir a palavra da lei
          O culto do povo de Israel teve início mediante um autêntico retorno à Palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (Ne 8:8).
           Todos reunidos unidos em um só propósito para ouvir a Lei. Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir e ler a Palavra de Deus. No primeiro dia do sétimo mês, todo o povo se reuniu para uma convocação solene, a Festa das Trombetas ( Lv 23:24,25), que simbolizava o ajuntamento de Israel dentre as nações gentílicas. O ajuntamento do povo para ouvir a Palavra de Deus naquela ocasião tem 4 características distintas que devem servir de modelo para a igreja contemporânea.
a) Foi espontâneo (8:1). Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados e não a verdade; coisas materiais e não a Deus; benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não o Deus das bênçãos. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
b) Foi coletivo (8:2,3). Todo o povo, homens e mulheres, reuniram-se para buscar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres, jovens e crianças. Eles tinham um alvo em comum: buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvir a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
c) Foi harmonioso (8:1). "Todo o povo se ajuntou como um só homem" (8:1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam perto uns dos outros, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em torno da Palavra de Deus.
d) Foi proposital (8:1): "[...] e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel" (8:1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
8:2 Trouxe a Lei perante a congregação,  (v. 3) E todo o povo estavam atentos ao livro da Lei
O avivamento teve início mediante um autêntico retorno à  Palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (v.8). Durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei (vv.3,18). Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir a Palavra de Deus.
O povo estava atento à leitura da Lei – “E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei” (Ne 8:3). De pé sobre um púlpito de madeira, durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei(8:3,18). O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (8:7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração nem enfado. Eles estavam atentos não apenas ao pregador, mas sobretudo ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra. Eles queriam Pão do Céu, a Verdade de Deus. Só o Pão nutritivo da Verdade pode saciar a fome daqueles que anseiam por Deus.
8:4 O sacerdote-escriba estava de pé, sobre um púlpito de madeira.
   Para melhor se fazer ouvir pelo povo. A seu lado, á direita e a esquerda, estavam homens de confiança, líderes auxiliares, que compunham "o minis­tério local" (Ne 8.4). Vale a pena lembrar que a leitura e explicação dos textos do livro duraram sete dias, durante seis horas por dia (Ne 8.3,18).O clima era de reverência, de respeito e atenção à Palavra de Deus. As pessoas não ficavam andando de um lado para o outro, nem conversando distraídas. Todos queriam ouvir e entender a mensagem de Esdras. Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé em reverência à leitura da Palavra de Deus.
8:5  Abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
O clima era de reverência, de respeito e atenção à Palavra de Deus. As pessoas não ficavam andando de um lado para o outro, nem conversando distraídas. Todos queriam ouvir e entender a mensagem de Esdras. Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé em reverência à leitura da Palavra de Deus Certamente esse é um fundamento bíblico para o saudável hábito de se colocar de pé quando é lida a Palavra de Deus Esse deve ser o comportamento dos crentes em Jesus nas igrejas.
8:6 E, levantando as mãos; inclinaram-se e adoraram o Senhor.
Este capítulo da Bíblia descreve um dos maiores cultos de adoração ao Senhor, de todos os tempos. DEUS deseja a adoração do seu povo e o conclama a adorá-lo continuamente ( Sl 29.2; ) Daí ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade. ( Sl 96.9) Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra.
Um culto avivado sem adoração não atende aos requisitos do verdadeiro culto a Deus, Cultuar significa adorar, Por ocasião da leitura do livro da lei, o escriba louvou a Deus e foi correspondido pelo povo que o acompanhou na adoração a Deus com jubilo louvor, cantando e se expressando com decência e ordem (1 Co 14. 40). A proporção que a palavra era ministrada, o povo se enchia de júbilo e de satisfação. Vendo a alegria da multidão, ali, em pé, em plena praça, atenta, dando ouvido à ministração da Palavra de Deus, Es­dras louvou ao Senhor. E o fez com brados de "Amém!", "Amém!", enquanto levantavam as mãos para o alto.
 Sem dúvida, dá para imaginar um espetáculo de rara beleza plás­tica, como uma coreografia santa no levantar das mãos em glorificação a Deus. Muitas pessoas foram de todas as cidades, e não apenas os habitantes de Jerusalém. Provavelmente, para que o povo ficasse durante seis horas "desde a alva até ao meio-dia" (Ne 8.3), a reunião não foi monótona como ocorre em muitos cultos em que o povo dor­me de tédio ou de apatia durante uma mensagem sem graça e sem unção. Podemos crer que houve, de fato, um culto de doutrina pleno de avivamento e glorificação intensa.
8:7 Ensinavam ao povo na Lei.      
 Homens preparados para o ensino - “E Jesua, e Bani, e Serebias, e Jamim, e Acube, e Sabetai, e Hodias, e Maaséias, e Quelita, e Azarias, e Jozabade, e Hanã, e Pelaías, e os levitas ensinavam ao povo na Lei; e o povo estava no seu posto”(Ne 8:7).
              Vemos aqui neste versículo que Neemias e Esdras designaram instrutores para ensinar a Palavra de Deus em todas as cidades de Judá. Até os levitas que serviam no Templo foram envolvidos neste mister (11:1). Estes líderes tinham plena consciência de que a base do avivamento espiritual é o ensino da Palavra de Deus e a sua obediência.
Para cumprir a tarefa do ensino da Palavra, é preciso, em primeiro lugar, que a Igreja se veja dotada de homens e mulheres preparados para ensinar. Um dos grandes problemas que temos visto nas igrejas locais da atualidade é o despreparo das pessoas para ensinarem a Palavra de Deus. Quando falamos em preparo, não estamos nos referindo à escolaridade ou ao conhecimento secular de alguém, mas, sobretudo, ao seu conhecimento bíblico, à sua capacidade de manejar bem a Palavra da Verdade (1Tm 2:15).
 8:7 E o povo estavam no seu posto.
O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (8:7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração nem enfado. Eles estavam atentos não apenas ao pregador, mas sobretudo ao livro da Lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra. Eles queriam Pão do Céu, a Verdade de Deus. Só o Pão nutritivo da Verdade pode saciar a fome daqueles que anseiam por Deus.
8:8  E leram o livro, na Lei de Deus, declarando e explicando.           
 O culto de doutrina. Nestes nossos dias, é de se notar um certo "fastio" ou cansaço da congregação concernente à forma com que alguns líderes expõem a Palavra de Deus. Em muitos santuários, há líderes que apresentam a Palavra de Deus sem o devido preparo, sem se preocuparem em estudar de forma correta as Escrituras e sem aplicá-la à vida de seus ouvintes. O resultado desse descaso por parte desses líderes é a baixa assiduidade aos cultos de doutrina e ensino, onde deveria a igreja estar reunida para aprender a Palavra de Deus. Esses líderes responsabilizam o povo como que se este fosse o vilão que despreza a Palavra, mas na verdade, tais líderes é que deixaram de apresentar a Palavra de Deus como Palavra que transforma o ser humano. Quando a Palavra é ministrada e ensinada com unção, o povo não sente "fastio" dela, pois Deus sempre tem algo novo a nos trazer por meio das Escrituras. Em Neemias lemos que os líderes leram a Lei de Deus, explicaram o sentido dela e à medida que era lida, era entendida (Ne 8:8). O que faz diferença em nossa vida é o que aprendemos..
A  pregação fiel das Escrituras atinge o nosso intelecto (8:8). A pregação é dirigida à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (8:2,3,8,12). O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
8:9 Este dia é consagrado ao Senhor,.  Todo o povo chorava, ouvindo as Palavras da Lei.                                                                                                                        
O primeiro resultado mencionado a respeito da leitura da Lei é que ela causou muita tristeza, pois tomaram consciência de que a Lei de Deus havia sido infringida. ‘Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei’ (Ne 8.9). Mas essa tristeza não durou muito tempo: ‘Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados’ (Mt 5.4). Uma comunidade sem alegria é uma comunidade derrotada. Uma das principais razões da ausência de alegria é a presença do pecado; Davi, depois de pecar, orou ao Senhor: - “Lava-me completamente do meu pecado... Purifica-me com hissopo... Esconde a Tua face do meu pecado... Cria em mim um coração reto e puro...Torna a dar-me a alegria da Tua salvação”. Há uma necessidade urgente de reavivamento em nossos meio; o genuíno avivamento ocorre quando a Palavra de Deus é estudada e compreendida pelos seus servos. “Não se pode esperar nenhum movimento significativo em direção a Deus enquanto as coisas permanecerem como estão”
Quando o povo ouviu e entendeu a Palavra de DEUS, todos experimentaram uma profunda convicção do pecado e da culpa. (1) Os trechos da lei que continham uma clara revelação da condição espiritual do povo podem ter sidos Lv 26 e Dt 28; trechos estes que falam da bênção ou juízo divino, conforme a obediência ou desobediência do povo à Palavra de DEUS. (2) Nos avivamentos, o choro, quando acompanhado de profundo arrependimento .( cap. 9), é um sinal da operação do ESPÍRITO SANTO (João 16.8). Sentir tristeza pelo pecado e abandoná-lo resulta em perdão divino e alegria da salvação.
8:10  Ide, e comei  as gorduras, e bebei as doçuras.
“ Comei as gorduras, e bebei as doçuras“ (Ne 8.10) Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “os judeus gostavam muito de alimentos preparados com bastante gordura e bebidas bem doces. Muitos dos vinhos antigos eram fervidos e concentrados até ficarem doces e espessos, como mel ou geleias. Tinham que ser bem diluídos para serem consumidos”. Neemias exorta aos mais ricos a enviar uma generosa porção de alimento aos seus irmãos mais necessitados.
"O principal fim do homem é glorificar a Deus e deleitar-se nele para sempre." Em vez de ser introspectivo e egocêntrico, o homem deve estar voltado para os outros ( Tiago 1:27). Quando nos interessamos pelo próximo, começamos a experimentar verdadeira alegria. A alegria não é "algo" intangível e separado da realidade. A alegria é parte vital da nossa experiência quando nos regozijamos por nos encontrar perante o Senhor. Isto ocorre enquanto aprendemos mais sobre o que ele tem feito por nós e entramos na realidade do que significa pertencer a ele e ser aceito por ele. Quando isso acontece, experimentamos verdadeira alegria. Dali por diante nosso trabalho caracteriza-se por esquecermo-nos de nós mesmos. Agora estamos capacitados a viver para sua glória. O povo dos dias de Neemias experimentou a alegria porque mais uma vez o Senhor se tornou centro de suas vidas. Eles sentem segurança em sua relação com Deus. Isto dá-lhes sentimento de bem- -estar, proteção, cuidado, e liberdade de preocupações. Cônscios disso, tornam-se cônscios de seu valor. Com sua bênção sobre eles, estão capacitados para enfrentar o futuro. O resultado é força (1 Crônicas 16:27), e sua resposta natural é de obediência à vontade de Deus. Eles vão para casa "a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque eles tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas".
8:10  E enviai porções aos que não têm nada preparado para si.
Esdras e Neemias despediram o povo, a fim de que este, segundo o costume judaico, saísse a celebrar as vitórias conquistadas no Senhor. No entanto, havia muitos pobres entre os israelitas. Então, numa demonstração de amor e fraternidade, Neemias exorta aos mais ricos a enviar uma generosa porção de alimento aos seus irmãos mais necessitados. A Palavra de Deus ensina-nos a respeito do socorro que se deve prestar aos mais carentes: “Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas” (Is 1.17). Não podemos ser omissos em relação ao sofrimento alheio (Tg 4.17).
 8:11 Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
“A alegria do Senhor é a nossa força” O povo judeu estava desfrutando de grande alegria. Havia um clima de festa e de comemoração. E toda aquela felicidade era resultado do genuíno avivamento espiritual produzido pela exposição da Palavra de Deus. Era a alegria vinda de cima, do céu, da parte de Deus. Era “a alegria do Senhor”.
8:12 O entendimento da Palavra gerou o avivamento.
           Porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber” (Ne 8:12).       
Por meio de Esdras e dos levitas, vemos o que deve acontecer sempre que a Palavra de Deus for ministrada aos fieis. Muitos dos que voltaram do exílio, já não entendiam o hebraico, uma vez que o seu idioma era agora o aramaico. Por isso, quando as Escrituras eram lidas em hebraico, um grupo de homens dedicados fazia a interpretação para o aramaico, de tal maneira que os fiéis pudessem compreendê-las e aplicá-las à sua vida. Deste modo, o povo se regozijou “porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber” (8:12). A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavivamento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento.
Citando o rev. Hernandes Dias Lopes, a pregação fiel das Escrituras atinge as três áreas vitais da vida humana:
1. Atinge o intelecto (8:8). A pregação é dirigida à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (8:2,3,8,12). O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a emoção (8:9-12). Esse fato pode ser provado por duas reações do povo ao ouvir a exposição da Palavra:
            a) A primeira reação foi choro pelo pecado (8:9). A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento e choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador e mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte essencial do cristianismo. E impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A segunda reação foi a alegria da restauração (8:10). As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14). A alegria tem três aspectos importantes: (1) Uma origem divina - "A alegria do Senhor". Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental; é a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. (2) Um conteúdo bendito — Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: Sua graça, Seu amor, Seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. (3) Um efeito glorioso — "A alegria do Senhor é a nossa força"(8:10). Quem conhece essa alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte. Era “a alegria do Senhor”. Aleluia!
3. Atinge a vontade (8:11,12). Isso pode ser provado por duas decisões tomadas pelo povo depois de ouvir a Palavra: Primeira, obediência a Deus (8:12). O povo obedeceu à voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se. Segunda, solidariedade ao próximo (8:12). O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
8: 13 Ajuntaram-se.... para atentarem nas palavras da Lei.          

             O líder deve ser apto para ensinar. Entre os crentes sempre há a necessidade de ensino e esta oportunidade não deve de forma alguma ser negligenciada pelo líder; ele deve procurar aproveitá-la ao máximo possível. O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo afirma que o verdadeiro líder deve estar apto para ensinar (1Tm 3:2). Ele deve ensinar a outros e treinar líderes (Tt 1:9). Neemias 8:13 indica que depois do trabalho de massas do dia anterior, Esdras promove uma oficina intensiva de estudo da Palavra para os líderes.

Fonte:  Trabalho pesquisado por Maria de Fátima, bacharelando em Teologia

TEOLOGIA DO CULTO - MODELO DO CULTO - 2ª PARTE


Texto Básico: Atos 2: 41 a 47.   
2;41  De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas
2:42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
2:43  Em cada alma havia temor; e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
2:44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
2:45 Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
2:46   E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
2:47 Louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias  acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.
O modelo do avivamento apostólico (At. 2:42-47)
O avivamento apostólico é o melhor referencial de avivamento da história. Ele é bíblico, inspirado, modelo para todos os outros avivamentos.
Quais eram as suas marcas. Quais eram os seus sinais distintivos.
 1. Firmeza doutrinária.
“E perseveraram na doutrina dos apóstolos” (v. 42);
Uma igreja impactada pelo avivamento é uma igreja que leva a sério a Palavra de Deus. É uma igreja que bebe a largos sorvos deste manancial límpido e inesgotável. É uma igreja que tem intimidade com a Palavra e firmeza na doutrina apostólica.
2. Comunhão profunda.
“E perseveraram na comunhão, no partir do pão..... todos os que creram estavam juntos....” (v. 42,44).
Uma igreja avivada experimenta não apenas ajuntamento, mas conhece profundamente o que é ter uma só alma, ser unido de pensamento e desfrutar da comunhão do Espírito.
Onde desce o óleo do Espírito e o orvalho do Hermon, aí há união entre os irmãos, aí há vida de Deus, aí o Senhor ordena a sua bênção para sempre (Sl. 133).
3. Perseverança na oração.
“E perseveraram nas orações...” (v. 42).
Uma igreja avivada ora. Sem oração, avivamento é apenas tema de palestra e debate, nunca uma realidade experimentada. O avivamento vem pela oração e dura enquanto dura a oração. A oração é a chave para o avivamento e o combustível que o alimenta. Ao longo do livro de Atos, vemos a igreja apostólica em oração. (At. 1:14; 3:1; 4:31; 2036). Uma igreja vivificada marcha de joelhos, tem prazer na oração e nela persevera.
4. Temor a Deus.
“E em cada alma havia temor” (v. 43).
Uma igreja que conhece a santidade de Deus não brinca com o sagrado e nem trata com leviandade as coisas de Deus. É uma igreja que teme e treme diante de Deus em santa reverência.
A igreja apostólica tinha temor de Deus e este temor é o princípio da sabedoria (Pv. 1:7).   
5. Presença do extraordinário.
“E muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (v. 43).
O livro de Atos está pontilhado de milagres. O sobrenatural transborda na vida e da vida da igreja apostólica.
Vemos em Atos 3 o paralítico curado. Em At. 5:12, 15 muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo. Em At. 6; 8 Estevão fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Em At. 8: 6 Felipe realiza em Samaria sinais extraordinários: possessos eram libertos, coxos e paralíticos eram curados.
Hoje vivemos na igreja dois extremos: aqueles que negam os milagres e aqueles que só vivem correndo atrás dos milagres.  Devemos buscar a Deus por aquilo que Ele é, e, então, conheceremos o Deus que faz maravilhas.
6. Ajuda real aos necessitados.
“E tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (v. 44,45).
Na igreja apostólica, o amor não era apenas discurso, mas prática. Eles converteram a Deus não apenas o coração, mas também o bolso. O avivamento trouxe a eles desapego aos bens e apego às pessoas. O avivamento aprofundou neles a compaixão ao ponto de não haver entre eles necessitados. Eles encarnaram a graça da contribuição e legaram para nós este grande exemplo de dar com abnegação e liberalidade.
7. Apego à casa de Deus.
“Diariamente perseveraram unânimes no templo” (v. 46).
O culto daquela igreja era uma delícia. Tinham prazer de estar todos os dias no templo. Deleitavam-se na adoração a Deus e na comunhão fraternal. Eles amavam a casa de Deus.
Hoje há crentes que sentem cansaço e fadiga ao entrarem no templo. Sentem sono e tédio na hora da oração e pregação. Uma igreja avivada tem prazer e entusiasmo de estar com Deus, na casa de Deus .
8. Alegria e singeleza de coração.
“Tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (v.46).
Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja alegre, porque a alegria é fruto do Espírito Santo. Os apóstolos, mesmo açoitados e humilhados, não perdiam a alegria (At. 5;40-42; 16:22-25). Atos 13:52 diz que os discípulos transbordavam de alegria e do Espírito Santo. A alegria daquela igreja era contagiante. Estevão, na hora do encurralamento psicológico do Sinédrio, ao invés de estampar tristeza no rosto, seus  inquisitores  olharam para ele e viram seu rosto como se fosse de anjo.(At. 6-15).
9. Louvor a Deus.
“Louvando a Deus” (v. 47).
Uma igreja avivada é uma igreja alegre, e uma igreja alegre canta. Uma igreja cheia do Espírito deixa de lado toda murmuração e queixumes para tributar a Deus um louvor ardente, puro, fervoroso, contagiante e restaurador. A igreja que foi visitada pelo orvalho fresco do céu não canta por entretenimento, nem canta para agradar os gostos e preferências de pessoas, mas canta para louvar a Deus, canta para celebrar as virtudes de Deus.
10. Simpatia de todo o povo.
“Contando com a simpatia de todo o povo” (v. 47).
Certamente a igreja apostólica não era uma igreja legalista, farisaica, trombeteando uma santarronice autoproduzida. Os crentes não eram pessoas fechadas, casmurras, mal-humoradas, frias sisudas e alienadas. Eles contagiavam os de fora pela maneira simpática com que viviam. Eles trescalavam o perfume de Cristo. Eles refletiam a beleza de Jesus. Eles exornavam a doutrina que pregavam com a vida que viviam e este estilo de viver impactava as pessoas.
11. Crescimento numérico.
“Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).
O crescimento da igreja é consequência do estilo de vida da igreja. Onde há crescimento qualitativo, Deus dá crescimento quantitativo. Onde há crescimento na graça de Jesus, Deus dá o crescimento numérico.
Por isso, em todo avivamento autêntico, ocorrem muitas conversões legitimas. Vidas são salvas e liberta, corações são transformados.Igrejas vão se abarrotando de vidas sedentas e o número dos salvos vai se multiplicando.

Quando o avivamento vem, multidões se ajuntam com sede de Deus e são salvas.

Fonte:  Trabalho pesquisado por Maria de Fátima, bacharelando em Teologia

TEOLOGIA DO CULTO - MODELO DO CULTO - 3ª PARTE

Texto Básico: Romanos 12:1, 2
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" Romanos 12.1
 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”  Romanos 12:2.
1- Chamado ( “Rogo-vos”, gr. Parakalo, lit. “chamar ao lado”) para uma vida comprometida.
.           1- Rogo-vos...” (exorto... a vós): (v.1)      No original grego, Paulo usou a palavra exortação. Porém, no contexto, percebemos que ela tem um tom de pedido. É que a compreensão geral que se tem da palavra “exortação” é equivocada, pois não quer dizer “repreensão”, mas sim, “chamar para perto, auxiliar, ajudar, consolar, encorajar”. Portanto, neste texto, estamos diante de uma autêntica exortação.
O texto se inicia com um pedido de Paulo aos irmãos de Romanos, um apelo. Podemos perceber o tom que Paulo trata os irmãos a partir da primeira palavra do texto que é 'rogo-vos'. Esta palavra exprime uma súplica aos irmãos e esta súplica, por sua vez, objetiva aquilo que fazemos com a nossa vida diariamente.
 2-Que apresenteis o vosso corpo (Escolhendo ser o sacrificio ) (v.1)
Paulo está tratando de um tema muito conhecido dos judeus que é o sacrifício. Mas o que ele pede como sacrifício não é um animal, mas o nosso próprio corpo. Paulo está suplicando aos irmãos que seus corpos sejam oferecidos completamente a Deus. Se assim fizermos sacrificaremos a nossa vida por inteiro, pois tudo está retido em nosso corpo. Assim o nosso sacrifício deve corresponder todas as áreas do nosso corpo, ou seja, todos os meus membros, as minhas habilidades, escolhas, e tudo aquilo que está em nossas vidas.
3- Sacrifício Vivo, Santo e Agradável a Deus.(v.1)
O sacrifício do nosso corpo possui três características distintas: vivo, santo e agradável. Vejamos um pouco sobre cada uma destas características.

 Sacrifício Vivo.                             
Este sacrifício é vivo, pois não precisaremos ser oferecidos sobre o altar das oferendas no templo de Salomão para que nosso corpo físico seja literalmente queimado. Isso não faria sentido algum, pois se perdermos nossa vida então não mais serviremos a Deus. Sendo assim, este é um sacrifício vivo e que faremos diariamente em nossas vidas e caminhada.
 Sacrifício Santo.                                            
Também precisamos oferecer nosso corpo em sacrifício de santidade. O sacrifício precisa santificar todo nosso corpo. A palavra santidade significa 'separação' no original. Isso significa que para ofereceremos o nosso corpo em santidade a Deus devemos separá-lo deste mundo e das coisas pecaminosas deste mundo. Devemos considerar todo o nosso corpo e capacidades como sendo exclusivamente para o Senhor. Não se trata de fazer coisas para o Senhor. Não é tão simples assim. Não é uma questão de fazer ou deixar de fazer. É uma questão de entender que o nosso corpo, habilidades e faculdades estão sujeitas ao Senhor e a sua vontade.
Na prática significa que todas as minhas atitudes devem ser santificadas. Neste aspecto o contrário da santidade é a rebeldia e o mundo. Talvez alguém tente fazer várias coisas para Deus, mas não se submete à sua vontade. Consequentemente esta pessoa ainda não vive em santidade. A santidade significa que meu corpo, habilidades e atitudes tem um único objetivo que é o de agradar a Deus e fazer a sua vontade.         Uma das coisas que nos impede de agradar a Deus e fazer sua vontade é o pecado. Se o pecado me afasta de Deus, então ele deve ser arrancado da minha vida. Mas também devemos fugir das outras coisas que nos separam da comunhão verdadeira com Deus como as religiões. Ser separado para Deus significa que tudo aquilo que me afasta de Deus deve ser arrancado. Não importa o que seja. Este é o nosso sacrifício.
  Sacrifício Agradável a Deus.                                                          
"Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro [...]" Gênesis 8:20-21.
Por fim o nosso sacrifício também deve ser agradável a Deus. No texto de Gênesis Noé levanta um altar ao Senhor e oferece alguns animais no altar. O texto fala que o Senhor aspirou o cheio suave do sacrifício. É interessante perceber que o nosso sacrificio  também deve subir como um cheiro agradável para o Senhor. E para que o nosso sacrifício suba como cheiro agradável o nosso corpo precisa estar limpo. Nos sacrifícios do antigo testamento os holocaustos oferecidos eram sempre dos melhores animais que haviam no rebanho. Animais limpos, conforme o Senhor ordenou na lei de Moisés.
Hoje nós também devemos nos limpar através da água da palavra e do sangue de Jesus. Conforme Jesus disse aos discípulos, nós somos limpos pela palavra que ouvimos (João 15:3). Assim devemos caminhar ouvindo a palavra de Deus para que a nossa vida seja limpa pelo seu poder e o nosso sacrifício seja agradável ao Senhor.
O Culto Racional. ( Razão )
O culto racional, em outras palavras, é por escolha própria se oferecer a Deus em sacrifício para que a vontade Dele seja superior às minhas próprias vontades e escolhes da carne. É me voltar para Deus em santificação não usando da razão para dar lugar à carne. Pelo contrário, o nosso culto racional nos levará a um lugar de arrependimento e santificação para que a carne não tenha mais domínio sobre o meu corpo físico. É racionalmente escolher viver a vida de santificação, a vida no Espírito Santo, para que em tudo seja Deus glorificado no meu corpo físico.
Devemos entender que somos um sacrifício vivo e ambulante e que temos que nos apresentar dessa forma a Deus. Apresentar a nossa vida em santidade para que sejamos agradáveis a Deus através do limpar da palavra e do sangue do Cordeiro. A decisão não pode ser feita por Deus. Somos nós que devemos escolhê-Lo todos os dias. O caminho para essa santidade começa na nossa escolha. Sem essa escolha inicial não existe possibilidade de viver em santidade. Mas se buscarmos com diligência a santidade certamente a encontraremos.
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”  Romanos 12:2.
4- E não vos conformeis com este século, (v.2)
 Ao contrário do que foi tratado na primeira parte deste estudo, o segundo versículo do capítulo 12 de Romanos não trata sobre as nossas escolhas ou sobre a minha vida de santidade unicamente. Ele fala sobre este século e retrata a nossa luta para não nos igualar a este mundo.
O exemplo de Daniel.
Quando consideramos a realidade deste mundo e até mesmo a realidade das denominações evangélicas, percebemos que a nossa situação presente se assemelha muito ao tempo em que Daniel viveu. Àquela época o Reino de Judá, que havia se separado do Reino de Israel, foi levado cativo para a Babilônia. Na Babilônia física os filhos de Israel puderam reproduzir suas vidas tranquilamente e até ofereciam sacrifícios ao Senhor ali. Eles viveram acomodados porque aparentemente tinham alguma liberdade. A verdade, porém, é que eles eram escravos.
Na nossa atualidade a situação é bem semelhante ao tempo de Daniel. Vivemos em um tempo onde a liberdade, mesmo no meio dos irmãos em Cristo, é posta em xeque, uma vez que os limites cristãos estão sendo deteriorados pela libertinagem da nossa era. O mundo nos impõe regras e padrões para que eu seja infrutífero e derrotado. A ideia do diabo é nos engodar nestas coisas para que nós não tenhamos tempo para considerar as coisas de Deus. Para isso ele nos dá todas as iguarias que quisermos e todo o vinho que conseguirmos beber. Todo mundanismo e secularismo é dominado pelas forças do mal e o príncipe deste império é Satanás, o inimigo das nossas almas. Não podemos nos deixar levar pelos mundanismos, pois certamente seremos tragados pelos prazeres destas iguarias.
Como lemos no livro de Daniel o Rei Nabucodonosor ordenou que fossem dadas das iguarias reais e do vinho que ele bebia aos jovens que haviam sido trazidos de Judá. Tudo isso ele fez para que as pessoas que ali chegassem também se adentrassem na cultura de Babilônia. Quando Paulo nos incita a não nos conformar a este século o que ele quer dizer é que não devemos nos alimentar das iguarias nem do vinho do rei. Paulo está nos dizendo para fugir do padrão deste mundo, dos seus prazeres e concupiscências. Ele deseja que tenhamos uma vida separada para Deus não apenas no nosso coração, mas nas nossas atitudes e nas coisas que tocamos neste mundo. Todo modismo, secularismo e mundanismo vão passar, mas nós não devemos confiar nestas coisas. "Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João 2:17).
5- Mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (v.2)
 Nós verificamos que para comprovar a vontade de Deus nós não podemos nos conformar a este século. A religião tenta continuamente macular a realidade da vida de Deus. Foi assim no tempo de Daniel, de João Batista e também é assim no nosso tempo. Perceber esta realidade é base para grande parte da compreensão daquilo que se tornou o cristianismo nos nossos dias. Mas isso não é tudo. O texto de Romanos complementa esta instrução nos dizendo que devemos também renovar a nossa mente. Ou seja, não adianta apenas perceber a realidade do mundo à nossa volta e fugir dos seus padrões. Se não renovamos a nossa mente, será impossível experimentar a vontade de Deus.
O que costuma acontecer é que as pessoas se magoam com alguma denominação e tendem a ter este discurso de que tudo é religião. Apesar deste pensamento ser verdade na maioria das vezes ele, por si só, não te levará a experimentar a vontade de Deus. Se percebermos o que está à nossa volta mas não renovamos a nossa mente então não somos melhor que ninguém. Na verdade seremos piores porque a nossa tendência será criticar os nossos irmãos independente da denominação. Por isso a necessidade de renovar a mente.
Veja que João Batista, apesar de grande crítico do judaísmos que havia se perdido, não se ateve às críticas, mas se levantou no deserto seguindo o chamado que Deus o havia designado. Por essa razão João foi descrito por Jesus como o maior dos nascidos de mulher. De fato João Batista foi um homem como nenhum outro. Ele abriu mão do judaísmo por entender o plano de Deus e por enxergar segunda a sua perspectiva. Se ele fosse considerar as coisas dos homens certamente ele seria sacerdote como seu pai e nunca pregaria arrependimento batizando no deserto da Judeia. Mas por renovar a sua mente ele percebeu a vontade de Deus e trilhou o caminho pelo qual Deus o designou.
6-  A renovação da mente  , (não nos conformar mais Renovar a mente). (v.2)
"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra" Colossenses 3:1-2.
Na prática renovar a mente é sempre ver as coisas desta vida com a perspectiva celestial. É considerar tudo pela visão de Deus, do alto, onde nós também estamos. Quando consideramos as coisas desta forma podemos confiar a Deus toda a nossa vida.
Renovar a nossa mente é desafiar aquilo que temos como segurança em nossa doutrina cristã para permitir que a água viva flua com liberdade em nosso coração e depois também em nossa mente e razão. Será que estou caminhando corretamente conforme a palavra de Deus? Renovar a mente é julgar todas as coisas conforme a palavra genuína e verdadeira. É considerar apenas a verdade e nada mais. É desestabilizar o seu conhecimento para assumir a visão celestial em relação a alguma coisa. É pensar unicamente na verdade da palavra de Deus e em como praticar a sua verdade.
7-  Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2)
E de repente começa a luta, e você pensa:
– Ora, a vontade de Deus não deveria ser boa, agradável e perfeita? Toda essa luta está me consumindo, estou fraca, triste, sozinha.
Sim, talvez você chegue a questionar tal verdade bíblica. Mas não desanime. A palavra do Senhor é fiel e verdadeira.
A renovação do entendimento é uma prova teórica e prática. E só depois de passar por elas é que você poderá experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
É necessário primeiro que você absorva os desejos do Senhor para a sua vida. É necessário primeiro que você ame a Deus de todo o seu coração, alma e entendimento, com todas as suas forças. Na hora da luta, é hora de por em prática as suas convicções, a sua fé. E depois, certamente vem a bonança.
Depois de ter sido aprovado na luta, você vai olhar para o seu presente, comparar com o seu passado e vai dizer: valeu a pena. Você vai compreender como teria sido ruim se você desistisse de perseverar. E concluirá que sim, a vontade do Senhor é sempre boa, agradável e perfeita.

Ainda que no meio da luta seja difícil visualizar, veja por meio da fé. O Espírito Santo nos fortalecerá. Peça ao Senhor, como Eliseu, diante do impossível, Ele abra os nossos olhos espirituais e  contemplaremos a vitória que o Senhor tem preparado para nós.

Fonte:  Trabalho pesquisado por Maria de Fátima, bacharelando em Teologia.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

OS VETERO CATÓLICOS DO BRASIL


História da Igreja Vétero Católica do Brasil.

A Igreja Católica Apostólica da Holanda foi a primeira a ter a coragem de pedir autonomia, ou seja, a independência da Santa Sé de Roma, para que pudesse ter uma administração mais centralizada e forte na Fé Católica na Holanda.
Então foi feita uma petição ao imperador romano, Conrad, pelo bispo de Utrecht na Holanda Dom Heribert ao Papa Eugene III em 1153. O papa Eugene III atendeu esta petição concedendo a independência da Santa Sé para a igreja Católica holandesa, e para o capitulo geral de Utrecht o direito de eleger os sucessores para a igreja local em tempos de vacância. Este privilegio foi confirmado pelo quarto conselho de Alternai em 1215.
Em 1520 o Papa Leão X fez uma nova concessão a Dom Fhilip de Borgonha, 57° bispo de Utrecht, que tanto ele, como seu sucessor ou qualquer membro de seu clero, deve ter jurisdição, sempre em primeiro lugar sendo sua causa evocada em qualquer Tribunal externo sob pretensão de qualquer carta apostólica, tais outros procedimentos, de ipso facto, deve ser declarados nulos e sem valor em defesa dos direitos da Igreja Católica da Holanda. Armada com esta proteção, a diocese de Utrecht foi elevada à categoria de arcebispado em 1560. O primeiro arcebispo de Utrecht morreu em 1580.
Com o surgimento do movimento da corrente religiosa do Jansenismo na França nos séculos XVII e XVIII, doutrina definida por Cornélio Jansens (1585-1638), professor da Universidade de Lovaina na Bélgica e, posteriormente, bispo de Yprés. Ele pretendia recuperar verdadeiramente a doutrina de Santo Agostinho sobre a graça, os seus ensinamentos se aproximavam bastante das posições calvinistas acerca da graça e da predestinação. Embora condenados pelos papas, o Jansenismo exerceu forte influência entre grandes pensadores e intelectuais da época. O Jansenismo defendia uma reforma da igreja em diversos campos, atacava o laxíssimo, atribuído aos casuístas e defendia uma disciplina rigorosa quanto a moral e a Fé.
O Jansenismo se espalhou rapidamente por outros países, e muitos destes seguidores do Jansenismo tiveram que fugir para a Holanda para escapar das perseguições e da morte imposta pelos Jesuítas e foram bem recebidos pela Igreja Católica de Utrecht na Holanda. A Santa Sé de Roma passou a acusar a igreja Católica de Utrecht na Holanda de herege por apoiar os jansenistas e as suas doutrinas. A Igreja Católica da Holanda, tendo o caráter de independência da Santa Sé de Roma e vendo-se diante das acusações da igreja romana, se separou definitivamente da Igreja Católica Romana, em rejeição à Bula Unigênita que condenava o Jansenismo, resultando num grande Cisma Católico do Ocidente em 1724, nascendo assim a Igreja do Velho Clero Episcopal na Holanda, denominação para designar os membros das igrejas do tipo Católicas, criando mais duas dioceses principais a de Haarlem em 1742 e a de Deventer em 1758, todas na Holanda.
Os capítulos da Igreja holandesa decidiram que se deveria sagrar um novo bispo holandês para Utrecht, elegeram para o cargo o padre mais velho da Igreja Católica da Holanda, Cornélio Steenhoven, que foi sagrado pelo bispo francês da Igreja Católica Apostólica Romana Dom Dominique Marie Varlet em 1724, ano do cisma Católico do ocidente. Tanto Dom Cornélio como dois de seus sucessores morreram antes de transmitir a sucessão apostólica. Mais uma vez o bispo missionário Dom Dominique Marie Varlet veio em auxilio dos Católicos holandeses que já estavam sem bispo e sem Padres há alguns anos, e ministrou o sacramento da ordem (ordenação) a 600 candidatos fieis a Utrecht e consagrou a bispo para a Igreja Católica da Holanda o padre John Meindaats em 1739. Este chegou até a reconhecer e declarar o papa como chefe da Igreja na terra, com autoridade espiritual e, em 1774, se fizeram esforços para curar o cisma entre as igrejas, porém sem nenhum resultado positivo.
Este amável ato de caridade cristã que Dom Dominique Marie Varlet teve com os Católicos holandeses provocou a fúria do papa Clemente XI, pois a Igreja Católica Romana queria tomar de volta a autoridade e o poder sobre a Igreja Católica da Holanda, e suspendeu de ordem o bispo francês Dom Dominique Marie Varlet em 1721. Dom Dominique veio definitivamente para a Holanda depois de sua suspensão e morreu em 1742.
Os Jansenistas atualmente continuam com a sua missão no mundo através dos Velhos Católicos que são os  seus legítimos sucessores.
Surgimento da Igreja Vétero Católica do Brasil.
O Concilio Vaticano I em 1870, convocado pelo Papa Pio IX, não admitiu a participação da Igreja e a Hierarquia da Holanda nos seios do Vaticano, devido a sua autonomia dada pelos papas Eugene III EM 1153 E Leão X em 1520. Este concilio Vaticano I declarou a infalibilidade do Papa, e numerosos bispos da Igreja Católica Apostólica Romana na Alemanha não aceitaram esse dogma por ser oposta á tradição mais pura da Igreja Católica e se recusaram em aceitar que o Papa, agindo por si só, em assuntos de Fé e moral, fosse infalível. E protestaram através da declaração de Nuremberg em 1870. As excomunhões destes bispos ocorreram em 1871, ano que estava sendo celebrado um grandioso Congresso em Munique na Alemanha, com a presença de muitos bispos e intelectuais Católicos da Alemanha, Austrália, Áustria, Suíça e Suécia, rejeitaram a decisão do Concilio Vaticano I (1869  1870). Este congresso foi realizado sob a inspiração do Teólogo e Historiador alemão, o ex-sacerdote Católico Romano Johann Joseph Ignaz Von Dollinger, que defendeu com muita fé a constituição de uma Igreja fossem realmente a Igreja Católica de todos os tempos.
Nasce então a Igreja Vétero Católica, ou seja, a Igreja dos Velhos Católicos em Munique, na Alemanha, em 1871, onde aderiram um grande número de bispos, sacerdotes, teólogos e professores em Bonn, Breslau, Freiburg, Giessen, Hamburgo, Nuremberg e Dortmund, todas na Alemanha.
Johann Joseph Ignaz Von Dollinger (1799 -1890), foi o principal líder dos Velhos Católicos, mas nunca se considerou um cismático da Igreja Católica Romana. As comunidades dos Velhos Católicos da Alemanha, Suíça, Suécia e Austrália, se organizaram e elegeram o mais brilhante teólogo alemão Joseph Hubert Reinkens como bispo da Igreja Vétero Católica (os Velhos Católicos) em 1872 em Colônia na Alemanha. Anos depois a Igreja Vétero Católica, ou seja, os Velhos Católicos uniram-se através da liderança do arcebispo de Utrecht e assinaram a Declaração da União de Utrecht formando assim a união das Igrejas de Utrecht em 24 de setembro de 1889, pela qual se constituem numa comunidade eclesial supranacional.
O atual conjunto das Igrejas Vétero Católicas hoje é formado por grupos denominados de Vétero Católica ou de Comunidade dos Velhos Católicos, ligadas pelos elos da doutrina e pelo respeito ao arcebispo primaz de Utrecht, nascidas em vários lugares e épocas diferentes. A fé dos Velhos Católicos é simplesmente a fé da Igreja Católica, como era ensinada desde os tempos apostólicos até os dias presentes.
A Igreja Vétero Católica ou Igreja dos Velhos Católicos é de tradição episcopal de sucessão apostólica de origem Católica romana. A Igreja Vétero Católica encontra-se no âmbito da grande tradição Católica, é membro do Conselho ecumênico das Igrejas. O ponto central da adoração para esta Igreja é a celebração da Santa Eucaristia, que é chamada também de Santa Missa.
Os sacerdotes Vétero Católicos são chamados de reverendos padres e as mulheres de reverendas ou de sacerdotisas. O celibato é uma questão de disciplina e opcional entre os padres da Vétero Católica, ou seja, os padres podem se casar se assim desejarem e as sacerdotisas também. A Igreja Vétero Católica é a autêntica religião cristã pregada por Jesus Cristo e transmitida pelos apóstolos a sua Igreja através dos séculos.
Em alguns países, até mesmo em alguns estados brasileiros como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e etc, a peregrinação dos Santos (procissão) é feita sem a imagem, e é simbolizada por uma cruz, que vai à frente da procissão.

          A Igreja Vétero Católica, ou seja, a Igreja dos Velhos Católicos no seu conjunto total é uma sociedade de fieis que creem na divindade de Jesus, e seguem os seus ensinamentos e professam a fé dos tempos apostólicos.
A Igreja Vétero Católica é uma parte histórica da Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica e tem suas origens na Igreja Católica Apostólica Romana da Alemanha, com antecedentes na sede episcopal de Utrecht na Holanda.
Atualmente os Vétero Católicos encontram-se em quase todo mundo. Acreditamos fielmente em nosso Senhor Jesus, na fé da Igreja Primitiva, como era ensinada nos tempos dos apóstolos, na conformidade da Bíblia Sagrada e na Tradição apostólica; também que o Santo Batismo e a Eucaristia são necessários para a salvação das almas, pois foram ordenados por Jesus Cristo.
Basicamente, nosso ensinamentos são:
1. A Igreja Vétero Católica ensina todas as verdades contidas na palavra de Deus, e ensina que a salvação é dada pela fé e pela graça, sem esquecer as obras como lembra o apóstolo São Tiago ;
2. Que a veneração por Santos também é opcional, lembrando que Maria Santíssima não é só Santa, é mais que isso, é a mãe da Igreja e nossa.
3. Que todos os Cristãos que se arrependerem de seus pecados e voltarem sua face para Jesus nunca será lançado fora (Jo 6: 37). Todos que recebem Cristo tornam-se filhos de Deus (Jo 1: 12).
4. Que para receber o perdão de Deus, basta confessar ao Senhor Jesus e crer com o coração (Rm 10:9), pois os salvos possuem desde já a vida eterna e não serão julgados no juízo final, porque Jesus morreu por nós (Rm 5:8);
5. A eucaristia é a fonte principal de vida e salvação, e é um ato exclusivo dos que confessam o Senhor Jesus como o seu Salvador.

          Ser Vétero Católico é amar a Deus e a Jesus, e a sua doutrina conforme o ensino da Santa Igreja e suportar o peso da cruz (Mt 16: 24), suportar as perseguições, as críticas contra a Igreja dos Velhos Católicos, a inveja e o ódio de quem não ama Deus e a sua Igreja.
Em assuntos de disciplina, administração e procedimentos os Vétero Católicos são independentes da Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, não aceita a autoridade do Papa, mais respeita o mesmo como sucessor de São Pedro. Mas trabalham juntos pelo mesmo bem em comum, se respeitando mutuamente. Onde houver algum tipo de confusão é por causa da pouca formação ou estudo de alguns padres, ou talvez pela própria ignorância e sequeiro de suas filosofias.
O celibato clerical é uma questão de disciplina e opcional entre os padres Vétero Católicos. Podem ser ordenados ao sacerdócio homens e mulheres casadas com o consentimento do bispo local. Em muitas comunidades dos Velhos Católicos os padres são casados, segundo a bíblia sagrada em (ITm 3:1  13 e Tt 1: 5  9). Pois o primeiro Papa da Igreja, São Pedro, era casado (Tm 8:14  15 ; Mc 1: 29  31 e Lc 4: 34 39).
A comunhão é servida para os fieis Vétero Católicos em duas espécies de pão e vinho, na Igreja Romana é somente o pão. Rejeitamos o dogma da concepção Imaculada promulgado pelo Papa Pio IX em 1854 em desafio aos Santos e a bíblia e em contradição com a Tradição dos séculos. Acolhemos o divórcio em caso de adultérios, e os divorciados que se casarem novamente não são excluídos da vida dos Sacramentos e sacramentais da Igreja.
Devemos: Participar e ouvir as missas e celebrações da palavra em todas as programações da Igreja. Confessar os pecados todos os dias a Deus. Comungar sempre em todas as celebrações eucarísticas. Jejuar ao menos uma vez ao mês, e, em especial na semana Santa. Contribuir com o dizimo, para receber as bênçãos do Senhor. Respeitar os templos e o espaço consagrado a eucaristia. Respeitar e obedecer aos superiores da Igreja, segundo a sua hierarquia. Viver em união e Comunhão com os irmãos e irmãs da comunidade.
A maioria dos Padres Vétero Católicos no mundo são casados, assim também como os padres das Igrejas Ortodoxas e Anglicanas. Os únicos padres que não são casados são os da Igreja Católica Apostólica Romana, mas no passado os padres, bispos e ate os Papas da Igreja Católica Romana eram casados. A proibição do casamento dos sacerdotes em geral da Igreja Católica Romana veio com o Papa Gregório VII que dirigiu a Igreja Católica Apostólica Romana de 1073 a 1085. Em quanto o casamento para os padres da Igreja Vétero Católica é uma virtude e uma questão de disciplina segundo a ordem de Deus na bíblia sagrada. Os padres podem sim se casar segundo a carta do apóstolo São Paulo a Tito (Tt 1: 5-6), os diáconos também podem se casar segundo a primeira carta de são Paulo a Timóteo (1Tm 3: 8-13), assim também como os bispos podem se casar conforme também a primeira carta de são Paulo a Timóteo (1Tm 3: 1-7), ou será que o casamento de padres , bispos e diáconos é pecado? Portanto pelas leis de Deus os Diáconos, Padres e Bispos podem sim e devem se casar, pois Deus fez a mulher para que o homem não ficasse só e vice-versa (Gn 2: 18-24). Pois o primeiro Papa da Igreja São Pedro era casado (Mt 8: 14-15; Mc 1: 29-31 e Lc 4: 38-39) ou será que homem solteiro tem sogra?
Origem da Igreja no Brasil:
Os primeiros grupos de Vétero Católicos a chegarem ao Brasil foram os de origem polonesa em 1932, e se instalaram na cidade de Curitiba - PR.  Anos depois a sede da Igreja foi transferida para São Paulo (capital) e foi registrada com o nome de Igreja Vétero Católica no Brasil.
O segundo grupo de Vétero Católicos a chegar no Brasil data de 1950. De origem Britânica, instalaram-se também em Curitiba-PR, onde permanecem até hoje com Sede e Fórum episcopal e foi registrada com o nome de Igreja Vétero Católica do Brasil (IVCB).
Devido a sua flexibilidade na compreensão das diversas culturas existentes no Brasil, a Igreja Vétero Católica do Brasil cresceu muito entre os imigrantes germânicos, italianos e portugueses nos anos 50, atraindo muitos adeptos brasileiros. Prossegue em todo Brasil com a sua obra de amor e salvação observando os princípios da Igreja Primitiva.
É Canônica, tem seus bispos e sacerdotes, seus sacramentos e sua doutrina legitimamente reconhecida universalmente pela Santa Igreja de Deus. São base da Igreja os Setes Sacramentos (Batismo, Eucaristia, Confirmação ou Crisma, Unção dos Enfermos, Penitencia, Matrimonio e Ordem).

Fonte :  https://velhoscatolicos.blogspot.com.br/2017/ - postado pelo Pe. Ney Oliveira