JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS

Em toda nossa caminhada devemos ter sempre Cristo como nosso guia. Ele nos guarda a cada dia. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois a ele eternamente. Amém." Sejam bem vindos ao nosso blog em o nome do Senhor Jesus !!! Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Amo ao Senhor Jesus Cristo, porque Ele me amou primeiro e trouxe-me para a sua maravilhosa presença. Deus é tremendo !!!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

OS VETERO CATÓLICOS DO BRASIL


História da Igreja Vétero Católica do Brasil.

A Igreja Católica Apostólica da Holanda foi a primeira a ter a coragem de pedir autonomia, ou seja, a independência da Santa Sé de Roma, para que pudesse ter uma administração mais centralizada e forte na Fé Católica na Holanda.
Então foi feita uma petição ao imperador romano, Conrad, pelo bispo de Utrecht na Holanda Dom Heribert ao Papa Eugene III em 1153. O papa Eugene III atendeu esta petição concedendo a independência da Santa Sé para a igreja Católica holandesa, e para o capitulo geral de Utrecht o direito de eleger os sucessores para a igreja local em tempos de vacância. Este privilegio foi confirmado pelo quarto conselho de Alternai em 1215.
Em 1520 o Papa Leão X fez uma nova concessão a Dom Fhilip de Borgonha, 57° bispo de Utrecht, que tanto ele, como seu sucessor ou qualquer membro de seu clero, deve ter jurisdição, sempre em primeiro lugar sendo sua causa evocada em qualquer Tribunal externo sob pretensão de qualquer carta apostólica, tais outros procedimentos, de ipso facto, deve ser declarados nulos e sem valor em defesa dos direitos da Igreja Católica da Holanda. Armada com esta proteção, a diocese de Utrecht foi elevada à categoria de arcebispado em 1560. O primeiro arcebispo de Utrecht morreu em 1580.
Com o surgimento do movimento da corrente religiosa do Jansenismo na França nos séculos XVII e XVIII, doutrina definida por Cornélio Jansens (1585-1638), professor da Universidade de Lovaina na Bélgica e, posteriormente, bispo de Yprés. Ele pretendia recuperar verdadeiramente a doutrina de Santo Agostinho sobre a graça, os seus ensinamentos se aproximavam bastante das posições calvinistas acerca da graça e da predestinação. Embora condenados pelos papas, o Jansenismo exerceu forte influência entre grandes pensadores e intelectuais da época. O Jansenismo defendia uma reforma da igreja em diversos campos, atacava o laxíssimo, atribuído aos casuístas e defendia uma disciplina rigorosa quanto a moral e a Fé.
O Jansenismo se espalhou rapidamente por outros países, e muitos destes seguidores do Jansenismo tiveram que fugir para a Holanda para escapar das perseguições e da morte imposta pelos Jesuítas e foram bem recebidos pela Igreja Católica de Utrecht na Holanda. A Santa Sé de Roma passou a acusar a igreja Católica de Utrecht na Holanda de herege por apoiar os jansenistas e as suas doutrinas. A Igreja Católica da Holanda, tendo o caráter de independência da Santa Sé de Roma e vendo-se diante das acusações da igreja romana, se separou definitivamente da Igreja Católica Romana, em rejeição à Bula Unigênita que condenava o Jansenismo, resultando num grande Cisma Católico do Ocidente em 1724, nascendo assim a Igreja do Velho Clero Episcopal na Holanda, denominação para designar os membros das igrejas do tipo Católicas, criando mais duas dioceses principais a de Haarlem em 1742 e a de Deventer em 1758, todas na Holanda.
Os capítulos da Igreja holandesa decidiram que se deveria sagrar um novo bispo holandês para Utrecht, elegeram para o cargo o padre mais velho da Igreja Católica da Holanda, Cornélio Steenhoven, que foi sagrado pelo bispo francês da Igreja Católica Apostólica Romana Dom Dominique Marie Varlet em 1724, ano do cisma Católico do ocidente. Tanto Dom Cornélio como dois de seus sucessores morreram antes de transmitir a sucessão apostólica. Mais uma vez o bispo missionário Dom Dominique Marie Varlet veio em auxilio dos Católicos holandeses que já estavam sem bispo e sem Padres há alguns anos, e ministrou o sacramento da ordem (ordenação) a 600 candidatos fieis a Utrecht e consagrou a bispo para a Igreja Católica da Holanda o padre John Meindaats em 1739. Este chegou até a reconhecer e declarar o papa como chefe da Igreja na terra, com autoridade espiritual e, em 1774, se fizeram esforços para curar o cisma entre as igrejas, porém sem nenhum resultado positivo.
Este amável ato de caridade cristã que Dom Dominique Marie Varlet teve com os Católicos holandeses provocou a fúria do papa Clemente XI, pois a Igreja Católica Romana queria tomar de volta a autoridade e o poder sobre a Igreja Católica da Holanda, e suspendeu de ordem o bispo francês Dom Dominique Marie Varlet em 1721. Dom Dominique veio definitivamente para a Holanda depois de sua suspensão e morreu em 1742.
Os Jansenistas atualmente continuam com a sua missão no mundo através dos Velhos Católicos que são os  seus legítimos sucessores.
Surgimento da Igreja Vétero Católica do Brasil.
O Concilio Vaticano I em 1870, convocado pelo Papa Pio IX, não admitiu a participação da Igreja e a Hierarquia da Holanda nos seios do Vaticano, devido a sua autonomia dada pelos papas Eugene III EM 1153 E Leão X em 1520. Este concilio Vaticano I declarou a infalibilidade do Papa, e numerosos bispos da Igreja Católica Apostólica Romana na Alemanha não aceitaram esse dogma por ser oposta á tradição mais pura da Igreja Católica e se recusaram em aceitar que o Papa, agindo por si só, em assuntos de Fé e moral, fosse infalível. E protestaram através da declaração de Nuremberg em 1870. As excomunhões destes bispos ocorreram em 1871, ano que estava sendo celebrado um grandioso Congresso em Munique na Alemanha, com a presença de muitos bispos e intelectuais Católicos da Alemanha, Austrália, Áustria, Suíça e Suécia, rejeitaram a decisão do Concilio Vaticano I (1869  1870). Este congresso foi realizado sob a inspiração do Teólogo e Historiador alemão, o ex-sacerdote Católico Romano Johann Joseph Ignaz Von Dollinger, que defendeu com muita fé a constituição de uma Igreja fossem realmente a Igreja Católica de todos os tempos.
Nasce então a Igreja Vétero Católica, ou seja, a Igreja dos Velhos Católicos em Munique, na Alemanha, em 1871, onde aderiram um grande número de bispos, sacerdotes, teólogos e professores em Bonn, Breslau, Freiburg, Giessen, Hamburgo, Nuremberg e Dortmund, todas na Alemanha.
Johann Joseph Ignaz Von Dollinger (1799 -1890), foi o principal líder dos Velhos Católicos, mas nunca se considerou um cismático da Igreja Católica Romana. As comunidades dos Velhos Católicos da Alemanha, Suíça, Suécia e Austrália, se organizaram e elegeram o mais brilhante teólogo alemão Joseph Hubert Reinkens como bispo da Igreja Vétero Católica (os Velhos Católicos) em 1872 em Colônia na Alemanha. Anos depois a Igreja Vétero Católica, ou seja, os Velhos Católicos uniram-se através da liderança do arcebispo de Utrecht e assinaram a Declaração da União de Utrecht formando assim a união das Igrejas de Utrecht em 24 de setembro de 1889, pela qual se constituem numa comunidade eclesial supranacional.
O atual conjunto das Igrejas Vétero Católicas hoje é formado por grupos denominados de Vétero Católica ou de Comunidade dos Velhos Católicos, ligadas pelos elos da doutrina e pelo respeito ao arcebispo primaz de Utrecht, nascidas em vários lugares e épocas diferentes. A fé dos Velhos Católicos é simplesmente a fé da Igreja Católica, como era ensinada desde os tempos apostólicos até os dias presentes.
A Igreja Vétero Católica ou Igreja dos Velhos Católicos é de tradição episcopal de sucessão apostólica de origem Católica romana. A Igreja Vétero Católica encontra-se no âmbito da grande tradição Católica, é membro do Conselho ecumênico das Igrejas. O ponto central da adoração para esta Igreja é a celebração da Santa Eucaristia, que é chamada também de Santa Missa.
Os sacerdotes Vétero Católicos são chamados de reverendos padres e as mulheres de reverendas ou de sacerdotisas. O celibato é uma questão de disciplina e opcional entre os padres da Vétero Católica, ou seja, os padres podem se casar se assim desejarem e as sacerdotisas também. A Igreja Vétero Católica é a autêntica religião cristã pregada por Jesus Cristo e transmitida pelos apóstolos a sua Igreja através dos séculos.
Em alguns países, até mesmo em alguns estados brasileiros como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e etc, a peregrinação dos Santos (procissão) é feita sem a imagem, e é simbolizada por uma cruz, que vai à frente da procissão.

          A Igreja Vétero Católica, ou seja, a Igreja dos Velhos Católicos no seu conjunto total é uma sociedade de fieis que creem na divindade de Jesus, e seguem os seus ensinamentos e professam a fé dos tempos apostólicos.
A Igreja Vétero Católica é uma parte histórica da Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica e tem suas origens na Igreja Católica Apostólica Romana da Alemanha, com antecedentes na sede episcopal de Utrecht na Holanda.
Atualmente os Vétero Católicos encontram-se em quase todo mundo. Acreditamos fielmente em nosso Senhor Jesus, na fé da Igreja Primitiva, como era ensinada nos tempos dos apóstolos, na conformidade da Bíblia Sagrada e na Tradição apostólica; também que o Santo Batismo e a Eucaristia são necessários para a salvação das almas, pois foram ordenados por Jesus Cristo.
Basicamente, nosso ensinamentos são:
1. A Igreja Vétero Católica ensina todas as verdades contidas na palavra de Deus, e ensina que a salvação é dada pela fé e pela graça, sem esquecer as obras como lembra o apóstolo São Tiago ;
2. Que a veneração por Santos também é opcional, lembrando que Maria Santíssima não é só Santa, é mais que isso, é a mãe da Igreja e nossa.
3. Que todos os Cristãos que se arrependerem de seus pecados e voltarem sua face para Jesus nunca será lançado fora (Jo 6: 37). Todos que recebem Cristo tornam-se filhos de Deus (Jo 1: 12).
4. Que para receber o perdão de Deus, basta confessar ao Senhor Jesus e crer com o coração (Rm 10:9), pois os salvos possuem desde já a vida eterna e não serão julgados no juízo final, porque Jesus morreu por nós (Rm 5:8);
5. A eucaristia é a fonte principal de vida e salvação, e é um ato exclusivo dos que confessam o Senhor Jesus como o seu Salvador.

          Ser Vétero Católico é amar a Deus e a Jesus, e a sua doutrina conforme o ensino da Santa Igreja e suportar o peso da cruz (Mt 16: 24), suportar as perseguições, as críticas contra a Igreja dos Velhos Católicos, a inveja e o ódio de quem não ama Deus e a sua Igreja.
Em assuntos de disciplina, administração e procedimentos os Vétero Católicos são independentes da Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, não aceita a autoridade do Papa, mais respeita o mesmo como sucessor de São Pedro. Mas trabalham juntos pelo mesmo bem em comum, se respeitando mutuamente. Onde houver algum tipo de confusão é por causa da pouca formação ou estudo de alguns padres, ou talvez pela própria ignorância e sequeiro de suas filosofias.
O celibato clerical é uma questão de disciplina e opcional entre os padres Vétero Católicos. Podem ser ordenados ao sacerdócio homens e mulheres casadas com o consentimento do bispo local. Em muitas comunidades dos Velhos Católicos os padres são casados, segundo a bíblia sagrada em (ITm 3:1  13 e Tt 1: 5  9). Pois o primeiro Papa da Igreja, São Pedro, era casado (Tm 8:14  15 ; Mc 1: 29  31 e Lc 4: 34 39).
A comunhão é servida para os fieis Vétero Católicos em duas espécies de pão e vinho, na Igreja Romana é somente o pão. Rejeitamos o dogma da concepção Imaculada promulgado pelo Papa Pio IX em 1854 em desafio aos Santos e a bíblia e em contradição com a Tradição dos séculos. Acolhemos o divórcio em caso de adultérios, e os divorciados que se casarem novamente não são excluídos da vida dos Sacramentos e sacramentais da Igreja.
Devemos: Participar e ouvir as missas e celebrações da palavra em todas as programações da Igreja. Confessar os pecados todos os dias a Deus. Comungar sempre em todas as celebrações eucarísticas. Jejuar ao menos uma vez ao mês, e, em especial na semana Santa. Contribuir com o dizimo, para receber as bênçãos do Senhor. Respeitar os templos e o espaço consagrado a eucaristia. Respeitar e obedecer aos superiores da Igreja, segundo a sua hierarquia. Viver em união e Comunhão com os irmãos e irmãs da comunidade.
A maioria dos Padres Vétero Católicos no mundo são casados, assim também como os padres das Igrejas Ortodoxas e Anglicanas. Os únicos padres que não são casados são os da Igreja Católica Apostólica Romana, mas no passado os padres, bispos e ate os Papas da Igreja Católica Romana eram casados. A proibição do casamento dos sacerdotes em geral da Igreja Católica Romana veio com o Papa Gregório VII que dirigiu a Igreja Católica Apostólica Romana de 1073 a 1085. Em quanto o casamento para os padres da Igreja Vétero Católica é uma virtude e uma questão de disciplina segundo a ordem de Deus na bíblia sagrada. Os padres podem sim se casar segundo a carta do apóstolo São Paulo a Tito (Tt 1: 5-6), os diáconos também podem se casar segundo a primeira carta de são Paulo a Timóteo (1Tm 3: 8-13), assim também como os bispos podem se casar conforme também a primeira carta de são Paulo a Timóteo (1Tm 3: 1-7), ou será que o casamento de padres , bispos e diáconos é pecado? Portanto pelas leis de Deus os Diáconos, Padres e Bispos podem sim e devem se casar, pois Deus fez a mulher para que o homem não ficasse só e vice-versa (Gn 2: 18-24). Pois o primeiro Papa da Igreja São Pedro era casado (Mt 8: 14-15; Mc 1: 29-31 e Lc 4: 38-39) ou será que homem solteiro tem sogra?
Origem da Igreja no Brasil:
Os primeiros grupos de Vétero Católicos a chegarem ao Brasil foram os de origem polonesa em 1932, e se instalaram na cidade de Curitiba - PR.  Anos depois a sede da Igreja foi transferida para São Paulo (capital) e foi registrada com o nome de Igreja Vétero Católica no Brasil.
O segundo grupo de Vétero Católicos a chegar no Brasil data de 1950. De origem Britânica, instalaram-se também em Curitiba-PR, onde permanecem até hoje com Sede e Fórum episcopal e foi registrada com o nome de Igreja Vétero Católica do Brasil (IVCB).
Devido a sua flexibilidade na compreensão das diversas culturas existentes no Brasil, a Igreja Vétero Católica do Brasil cresceu muito entre os imigrantes germânicos, italianos e portugueses nos anos 50, atraindo muitos adeptos brasileiros. Prossegue em todo Brasil com a sua obra de amor e salvação observando os princípios da Igreja Primitiva.
É Canônica, tem seus bispos e sacerdotes, seus sacramentos e sua doutrina legitimamente reconhecida universalmente pela Santa Igreja de Deus. São base da Igreja os Setes Sacramentos (Batismo, Eucaristia, Confirmação ou Crisma, Unção dos Enfermos, Penitencia, Matrimonio e Ordem).

Fonte :  https://velhoscatolicos.blogspot.com.br/2017/ - postado pelo Pe. Ney Oliveira

domingo, 10 de setembro de 2017

DEUS É O MESMO

Ao Deus Eterno, que por amor criou todas as coisas, devemos tributar honra e glória, pois o seu amor é infinito e a sua misericórdia de geração a geração
A Ele, que é o Todo Poderoso sejamos gratos, pois nos acumula de muitos benefícios, e nos concede suas bençãos,  e não acrescenta dores, e nem lança em rosto as bençãos que nos concede.
Deus criou o céu e a terra, e tudo o que foi criado, ele viu que era bom.
Em sete dias criou todas as coisas, e no sexto dia, criou o homem a sua imagem e semelhança.
Dentro do padrão estabelecido para o homem, Ele criou o primeiro homem e a primeira mulher perfeitos, sem pecado, pois Deus é santo, reto, perfeito, certamente não criou nada errado, e muito menos para que caíssem.
Infelizmente o primeiro casal deram ouvido para o adversário, e trocaram a benção do Criador, pelo erro e soberba do adversário de Deus, e por isso foram expulsos do Paraíso, que foi criado por Deus para que eles vivessem em perfeita comunhão com o Criador.
Séculos se passaram, e Deus continua sendo o mesmo.  Ele não muda, jamais mudará.
Mesmo com todos os erros cometidos pela humanidade, Deus continua com as mãos estendidas para a humanidade.  Através de seu filho unigênito, Jesus Cristo, que foi enviado pelo Pai, para trazer a humanidade de volta ao Pai, o Deus amoroso, justo, permanece para sempre, aguardando que o homem e a mulher se volte para Ele, se arrependendo de seus pecados, e reconhecendo o sacrifício que o Filho executou, morrendo em uma cruz  em favor da humanidade.
O Filho cumpriu a sua missão com toda fidelidade, sem mancha e sem pecado, o Homem-Deus perfeito, nos resgatou da condenação eterna, se dando por amor a humanidade.
Ele nasceu, viveu, cumpriu com perfeição a obra para a qual o Pai o enviou, morreu em uma cruz pelos nossos pecados, mas ao terceiro dia ressurgiu novamente.  Após sua ressureição continuou por cerca de 40(quarenta dias) cooperando com seus discípulos, e após esses dias, voltou para o Pai, e está assentado a direita de Deus, intercedendo por nós, por toda a humanidade caída, que agora, pode ser restaurada através do sacrifícios de Jesus Cristo, o Filho amado, o homem perfeito, o Deus encarnado, o Emanuel, que significa, Deus conosco.
Hoje, após Cristo voltar para o Pai, o Espírito Santo, que o Pai enviou pela interceção do Filho, está no nosso meio, convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo.  Ele, o Espírito Santo, é o Consolador prometido.  Ele consola, ajuda, convence, intercede, está preparando a igreja de Cristo para um dia ir morar para sempre na glória.
Deus é o mesmo, e aguarda que nos arrependamos dos nossos pecados e nos voltemos para Ele, pois Ele é o nosso Criador e anseia que todo o homem se salve e chegue ao conhecimento da verdade, e que o homem e a mulher estejam preparados para o dia da sua volta, ou seja no arrebatamento da igreja, onde todos os salvos em Cristo irão se encontrar com Jesus nos ares.

Fonte :  Edlberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO


I. A JUSTIFICAÇÃO DEFINIDA
A justificação é aquele ato de Deus instantâneo, eterno, gracioso, livre e judicial, pelo qual, devido ao mérito do sangue e da justiça de Cristo, um pecador arrependido e crente é livrado da penalidade da Lei, restaurado ao favor de Deus e considerado como possuindo a justiça imputada de Jesus Cristo; em virtude de tudo de que recebe adoção como um filho.
II. O AUTOR DA JUSTIFICAÇÃO
Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: “É Deus que justifica” (Rom. 8:33). E outra vez lemos: “Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus” (Rom. 3:24).
De Cristo se pode dizer que nos justifica só no sentido que Ele pagou o preço da redenção.
III. A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO
1. É INSTANTÂNEO
É um ato e não um processo. Ocorre e está completa no momento em que o indivíduo crê. Não admite graus ou fases. Do publicano se diz ter descido à sua casa justificado. Ele foi justificado completamente no momento em que colocou sua fé na obra propiciatória de Cristo. A justificação do crente está posta sempre em tempo passado. Em toda a Bíblia não há o mais leve vislumbre de um processo contínuo na Justificação.
2. É ETERNA
Quando alguém se justifica, justificado está por toda a eternidade. A justificação não pode jamais ser revogada ou revertida. É uma vez por todo o tempo e eternidade. Por essa razão Deus pergunta: “Quem lançará qualquer acusação contra os eleitos de Deus?” (Rom. 8:33). Cristo pagou inteiro resgate e fez completa satisfação por todos os crentes; doutra maneira Cristo teria de morrer outra vez, ou então o crente cairia em condenação pelos seus pecados futuros. Mas lemos que a oblação de Cristo se fez uma vez por todas (Heb. 10:10), e que o crente “não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).
Tanto quanto a posição do crente está em foco, ele já passou o juízo. Foi julgado e absolvido completamente e eternamente. Que Paulo ensinou uma justificação eterna e imutável mostra-se no fato de ele sentir-se chamado a defender sua doutrina contra os ataques dos que contenderiam que ela dava licença ao pecado. Isto é a acusação que se faz hoje contra a doutrina que ora estabelecemos.
Finalmente lemos: “Por uma oblação Ele aperfeiçoou para sempre aos que se santificam” (Heb. 10:14). Verdade é que são os santificados que estão sob consideração nesta cita, mas é aplicável aos justificados também; porque, santificados e justificados são um. Se os santificados são aperfeiçoados para sempre, assim são os justificados. A perfeição aqui é a de estar diante de Deus.
3. É GRACIOSA E LIVRE
O pecador não merece nada às mãos de Deus, exceto condenação. Logo, a justificação é inteiramente de graça. Está assim estabelecido em toda à parte na Escritura, exceto por Tiago que empregou o significado secundário do termo. No sentido primário do termo a justificação nunca está representada como sendo através das obras ou obediências do homem. Vide Rom. 3:20; 4:2-6; Tito 3:5.
E, enquanto que a justificação é na base da obra meritória e expiatória de Cristo, contudo, da parte de Deus, é livre e espontânea, tanto quanto Deus não estava sob nenhuma obrigação de aceitar a Cristo como nosso substituto.
4. É SOMENTE JUDICIAL E DECLARATIVA
A justificação, no sentido primário, é um termo forense ou legal. É um ato do tribunal do céu. Não faz o crente internamente justo ou santo. Fá-lo justo apenas quanto à sua posição. Muitos confundem sem cessar justificação e santificação; mas não são a mesma coisa. Justificação é apresentada como o oposto de condenação, ao passo que santificação como o oposto de uma natureza pecaminosa. Vide Rom. 5:18.
IV. O FUNDAMENTO DA JUSTIFICAÇÃO
O fundamento da justificação é o sangue e a justiça de Jesus Cristo. A fé é um meio de justificação, mas não é o fundamento dela. Nada no homem é fundamento da justificação. Deus requer perfeição. O homem, por causa da depravação da carne, não pode render obediência perfeita até mesmo depois da regeneração. Daí a justificação deve achar seu fundamento fora do homem.
A justificação toma tanto o sangue como a justiça de Cristo para constituir o seu fundamento. O Seu sangue nos justifica negativamente ; Sua justiça, positivamente. Em outras palavras, o sangue paga a penalidade pelos nossos pecados e a justiça dá posição positiva perante Deus.
Não há contradição entre Tiago e Paulo quanto ao fundamento da justificação. Paulo simplesmente usou a palavra grega “dikaioo” no seu sentido primário, para significar fazer alguém legalmente justo, ao passo que Tiago a usou no seu sentido secundário, para significar como mostra e prova estar alguém justo ou tal como devera estar. O mesmo uso que Tiago faz do termo pode-se achar também em Mat. 11:9 e 1 Tim. 3:16. Paulo ensina que nos é dada uma posição justa diante de Deus pela fé; Tiago ensina que provamos nossa justificação pelas nossas obras.
Tanta necessidade há de reconciliar Tiago consigo mesmo como de reconciliar Tiago com Paulo; porque Tiago afirma que “Abraão creu em Deus e que isso lhe foi reconhecido como justiça” (Tiago 2:23). Vide Rom. 4:3.
V. O MEIO DE JUSTIFICAÇÃO
A fé em Cristo é o meio de justificação. Isto é, pela fé é que a justificação é aplicada ou feita experiencial. Ninguém se justifica senão os que crêem. A fé é logicamente anterior à justificação, ainda que não cronologicamente anterior. A justificação é através da fé porque a justificação é só uma de uma série de atos pelos quais Deus nos ajusta para Seu reino aqui e além. Sem fé a justificação se estragaria e não ajudaria a realizar o propósito de Deus em nós.
A fé não tem mérito em si ou de si mesma. Ela não é aceita em lugar da nossa obediência. Nem ela produz um rebaixamento do padrão de Deus, de modo que possamos ganhar favor com Deus pelas nossas obras.
VI. OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
1. LIBERDADE DA PENALIDADE DA LEI
Em Rom. 10:4 lemos: “Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê”. E Gal. 3:13 diz: “Cristo nos remiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” Isto quer dizer que, para o crente, a Lei não é mais um instrumento de condenação. Cristo arrancou-lhe as garras para o crente. O Monte Sinai ajuntou-se em tremenda fúria e atirou seus dardos de condenação contra Cristo sobre o madeiro. Ele recebeu esses dardos no Seu próprio corpo na cruz, consumiu sua força e robou-lhes o poder de condenarem o crente. Por essa razão o crente nunca entrará em condenação (João 5:24; Rom. 8:1). Cristo morreu como substituto do crente; daí o crente é para a Lei como um já morto.
2. RESTAURAÇÃO AO FAVOR DE DEUS
A justificação não só alforria meramente o homem da penalidade da Lei: fá-lo à vista de Deus como um que nunca quebrou a Lei. A justificação torna o crente tão inocente perante Deus em relação à sua posição como Adão foi antes de cair.
3. IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO
As passagens seguintes ensinam que, na justificação, a justiça de Cristo nos é imputada ou reconhecida: Rom. 3:22, 4:3-6, 10:4; Fil. 3:9.
Estas passagens nos ensinam que o crente não só é inocente perante Deus, mas é considerado como possuindo a perfeita justiça de Cristo; logo, tanto quanto se considera a posição e o destino do crente, ele é reconhecido como sendo tão justo como Cristo. Sua posição perante Deus é a mesma como aquela de Cristo. Nesta conexão o imortal Bunyan escreveu: “O crente em Cristo está agora, pela graça, envolto sob uma justiça tão completa e abençoada que a Lei do Monte Sinai não pode achar nem falta nem diminuição nele. Isto é o que se chama a justiça de Deus pela fé.”
4. ADOÇÃO DE FILHOS
Lemos: “Deus enviou Seu Filho… para remir os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gal. 4:4,5). É na base desta redenção que somos justificados. A adoção é o topo da justificação. Cristo tomou nosso lugar; portanto, quando cremos nEle, tomamos Seu lugar como um filho. É assim que recebemos o direito de nos tornarmos filhos. Está em ordem a adoção para que sejamos “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rom. 8:17), e para que tenhamos um direito legal à herança “incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu” para nós (1 Pedro 1:4). Quando fomos justificados, já éramos filhos do diabo. Não podíamos ser inascíturos como tais; daí tínhamos de ser transferidos da família do diabo para a de Deus por adoção. Tornamo-nos filhos experiencialmente pela regeneração, mas legalmente pela adoção. Regeneração e adoção não são as mesmas.
5. PAZ COM DEUS
Rom. 5:1. O crente tem paz com Deus por causa do conhecimento e através do conhecimento de todos os benefícios precedentes.
Um sumário: De maneira a ajudar o estudante a agarrar melhor o que temos dito, damos o seguinte sumário, o qual é adaptada da discussão de Bancroft sobre o método da justificação (Elemental Theology, pág. 206).
Somos justificados:
1. Judicialmente por Deus. Rom. 8:33
2. Causalmente pela graça. Rom. 3:24
3. Meritória e Manifestamente por Cristo.
(1). Meritoriamente pela Sua morte. Rom. 5:9
(2). Manifestamente pela Sua ressurreição.
Rom. 4:25. A ressurreição de Cristo manifestou o valor justificante de Sua morte.
4. Mediatamente pela Fé. Rom. 5:1.
5. Evidencialmente pelas Obras. Tiago 2:14-24.
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos – 10/12/05
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

sábado, 9 de setembro de 2017

A ESTRELA HEBRAICA DE DAVID

A Estrela Hebraica de David

Por incrível que pareça, o uso da estrela de seis pontas como símbolo judaico tem apenas algumas centenas de anos. Para complicar ainda mais, em Hebraico a estrela não é chamada de "Estrela de David" e sim magen david מָגֵן דָּוִד - o "Escudo de David". Por que essa diferença é importante? 

A palavra Hebraica para escudo, magen, significa literalmente uma cobertura de proteção. Em Gênesis 15, Deus faz um pacto com Abraão dizendo: "Não tenha medo Abraão, eu sou seu escudo (magen)". Nos Salmos, encontramos outro uso da palavra relacionado com Deus feito pelo próprio David, repetindo várias vezes que apenas Deus é "nossa ajuda e nosso escudo" (magen), quem nos oferece segurança de verdade. Portanto, a "Estrela de David" é na verdade um símbolo da proteção Divina. 

Fonte :  Israel Institute of Biblical Studies

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O REINO DE DEUS


A GRANDEZA DO REINO DE DEUS

O mundo já presenciou a elevação e a queda de grandes reinos e potencias mundiais, isto não é fato desconhecido para qualquer pessoa que conhece um pouco da historia universal.
Dn 2.21:  E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis;
Através da história se levantou 6 (seis) grandes Impérios Mundiais e o sétimo está vindo aí.
Vejam quais são eles:
  • Império Egípcio (Egito) – Representado pelos Faraós que se diziam deuses;
  • Império Assírio (Assíria) – Representado por reis cruéis, que acabaram com a supremacia do Império Egípcio;
  • Império Babilônico (Babilônia) – Representado por Nabucodonozor, que deu fim à supremacia do Império Assírio;
  • Império Medo-Persa – Representado por Dario e Ciro, deram fim a supremacia do Império Babilônico;
  • Império Grego-Macedônio (Grécia) – Representado por Alexandre Magno, o grande, que acabou com a supremacia do Império Medo-Persa;
  • Império Romano (Roma) – Representado pelos Césares, que deu fim a supremacia do Império Grego-Macedônio;
  • Império do Anticristo – Representado pelo Anti-Cristo, que poderá ser uma espécie de um “Novo Império Romano”, que será destruído por Cristo na sua vinda pelo sopro de sua boca. (2 Ts. 2.8).
Um dos livros da bíblia que nos trás luz sobre as grandes potencias mundiais é o livro de Daniel. No cap 7 ele tem sonhos e visões dos acontecimentos futuros, dos reinos que estavam para governar a terra e também do fim desses reinos.
Daniel já não era mais um jovenzinho. Achava-se por volta dos setenta anos quando recebe de Deus uma revelação profundo dos acontecimentos finais. Ele vê 4 reinos surgindo simbolizados por animais. 7:3
.
A ordem de aparecimento dos animais coincide com a ordem cronológica dos seus domínios: Babilônia (leão) de 606 a 539 a.C.); Medo-Pérsia (urso) de 539 a 330 a.C.; Grécia (leopardo) de 330 a65 a.C. eRoma a partir de 65 a.C.
A historia mostra que havia (7: 4)  estátuas colossais de leão com asas de águia e cabeça humana que adornavam os palácios de Nínive e Babilônia, o que não deixa em dúvida sua identidade; (veja também Jeremias 4:7,13.) O leão indica força, e as asas de águia, velocidade.
.
Jr 4.7: Subiu um leão da sua ramada, um destruidor de nações;
Jr 4.13: os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias
7:5 O império Medo-Persa se expandiu lentamente, com exércitos numerosos, consumindo muitas vidas; o urso é um símbolo dele, conhecido por sua força e ferocidade em combate. O lado do urso que se levantou deve representar a Pérsia, que era mais poderosa, e as três costelas correspondem aos reinos da Lídia, Babilônia e Egito que se aliaram contra os Medo-Persas mas foram derrotados.
7:6  Como o leopardo, o macedônio Alexandre o Grande era ágil à testa do exército grego e, como se tivesse asas, ele conquistou seu território rapidamente. Chorou por não haver mais terras para conquistar. As quatro cabeças correspondem à divisão do seu império após sua morte: Ásia Menor, Síria, Egito e Macedônia.
7: 7 O quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, diferente de todos os anteriores, corresponde ao império romano.
No versículo 12 Daniel vê que o domínio desses reinos foram tirados para que um outro reino fosse estabelecido.

O Reino de Deus é o centro da mensagem do Novo Testamento. Ele foi anunciado por João Batista (Mt.3:2) e era a essência do ensino de Jesus – o que devemos buscar em primeiro lugar e acima de tudo (Mt.6:33).
Quando ensinou seus discípulos a orar, disse-lhes que pedissem a Deus: “Venha o teu Reino” (Mt.6).
Mateus usa o termo “reino dos céus” 34 vezes, mas “reino de Deus” apenas 4 vezes. Marcos, Lucas e João usam “reino de Deus”.

QUAL ERA O TEMA DA PREGAÇÃO DOS APÓSTOLOS?
PEDRO NO PENTECOSTES: Apresentou a Jesus como aquele que se assentou no trono de Davi, para Reinar para sempre. Concluiu a sua mensagem apresentando a Jesus como SENHOR – Atos 2:29-36
FELIPE EM SAMARIA: Pregou o Evangelho do Reino de Deus – Atos 8:12
PAULO EM ÉFESO: Primeiro, por três meses na sinagoga falou sobre o Reino de Deus (Atos 19:8). E logo define o seu ministério de três anos nessa cidade dizendo: Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto. (Atos 20:25)
PAULO PRESO EM ROMA: Pregou o Reino de Deus: Atos 28:23 e 30-31.

O TEMA NAS EPÍSTOLAS:
A expressão Reino de Deus, ou Reino dos céus, ou simplesmente Reino, aparecem 133 vezes no novo testamento. Na maioria das vezes no quatro evangelhos e no livro de Atos.
Nas epístolas o tema segue sendo o mesmo, porém o que muda é só a expressão. Se bem que, a expressão Reino de Deus aparece nas epístolas, como em Rm.14:17/I Cor.4:20,6:9, Col.1:13, e outros, no entanto não é freqüente como nos evangelhos.
A síntese do Kerigma (proclamação) de Jesus Cristo era: “O Reino de Deus é chegado”. A diferença da proclamação do Kerigma dos apóstolos era: “Jesus Cristo é o Senhor”. Estas duas expressões: Reino e Senhorio são sinônimos, como podemos observar a expressão do Salmo 145:13.
A palavra “Senhor” (KIRIUS no grego) no novo testamento, quando se refere a Cristo ela se repete mais de 600 vezes. Dessas 600 vezes, 260 estão nas epístolas de Paulo.
Porque os apóstolos, e especialmente Paulo, preferiram usar mais a palavra KIRIUS que REINO? O Reino de Deus não era só um tema do novo testamento, mas sim, O TEMA de todo novo testamento.

O Reino de Deus é o tema de todas as pregações de Jesus e seus ensinos.
“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei- vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt4.17)
“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” (Mt 4.23)
Veja algumas características da grandeza do reino de Deus:
  1. O reino foi dado a Jesus. 
    E foi-lhe outorgada toda a autoridade, glória e posse do Reino, para que todos os povos, nações e línguas o adorem e o sirvam; o seu domínio é domínio eterno, que jamais terá fim; e o seu Reino jamais será destruído. Dn 7:14
-O que foi dado? E a quem foi dado?
O reino foi dado. Deus deu o reino a seu filho. Quem reina não é satanás, quem está no controle deste mundo não é o mal nem as trevas, é Jesus.
-Todo o poder foi dado a Ele, o seu nome está acima do todo o nome.
-Quando Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho as multidões, clamavam bendito é o rei que vem em nome do Senhor. Lc 19.38
-Toda a língua precisa declarar que Ele é o Senhor.

  1. O reino é o domínio dos céus sobre a terra.  Dn 7.14.
Temos no texto a palavra domínio. Reino, basileia, significa monarquia, império, poder real, domínio. Portanto, o governo do céu chegou à terra. Mas o reino celestial não é como os reinos mundanos. O governo de Deus se dirige ao coração (espírito) do homem.
E Deus reinando na terra, o Diabo perdeu o seu domínio.
Jesus veio trazendo o Governo dos céus sobre a terra. Ele veio para tomar das mãos de satanás o domínio que ele tinha sobre a terra.
– Domínio este que fora dado ao homem:
“Deus os abençoou, e lhes disse: ´Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’.”  Gênesis 1:28. A palavra “domínio” usada no original hebraico é “radhah” que quer dizer “reinar sobre”. Em outras palavras, o homem era o DONO DA TERRA.
Antes do pecado o homem estava debaixo do governo de Deus. O governo do homem era o governo de Deus. Quando o homem peca ele perde esse domínio.
Jesus veio para restaurar isto. Porque dEle, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas.
É o céu que precisa governar a sua casa, porque o céu já chegou aqui na terra.
Quando os céus começam a governar sobre a nossa vida as coisas são diferentes. Ex: Zaqueu. Saulo de tarso. Maria madalena.
O Diabo não quer que você entenda esta verdade. Ele não quer que você entenda o reino de Deus.
Ouvindo alguém a Palavra do Reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; MT 13.19
Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.  MT 13.15
Só Há cura, só há transformação de vida quando se compreende o reino de Deus.
Quando o reino chega as coisas acontecem.
Em Isaías 6.1 o profeta vê Deus no trono. Em Ap 4.2  João percebe que alguém esta sentado no trono. O trono não está vazio.

  1. O reino agora é dos santos. Dn 7; 18,27.
Mas os santos do altíssimo receberam o reino…. v18
O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo do altíssimo. v27
Lc 12.32:  Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.
Lc 22.29:  Assim como meu pai me confiou um reino, eu vo-lo confio.
O reino é nosso, hoje somos representantes do reino de Deus. Onde você for você vai levando o reino, onde você chegar o reino chega também.
Lc 17.21 O reino de Deus está dentro de vós.
A grande verdade é que o pai já colocou a nossa disposição todas as coisas. Mais a maior questão é que somos ignorantes em relação a esta verdade.
Como já falamos o inimigo não que quer você compreenda o reino.  A bíblia diz o meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento. Precisamos pedir a Deus para que os olhos do nosso entendimento sejam abertos, para compreendermos a grandeza do reino de Deus.
2 Pedro 1.3 diz que nos foi doadas, dado todas as coisas que diz respeito a vida e a piedade… pelo conhecimento.
Precisamos conhecer o que está a nossa disposição.
O reino já é seu. Ninguém vai tirar isso de você. Você precisa ter a consciência dessa verdade. Você é herdeiro do reino e representante do reino de Deus na terra!

Fonte :  Universidade da Bíblia - www.universidadedabiblia.com.br

BÍBLIA - O LIVRO DOS LIVROS (2ª PARTE)

Estrutura da Bíblia: Origem e Forma
A bíblia possui uma estrutura singular. Dividida em dois blocos distintos, Antigo e Novo Testamento, sua origem tem como ponto de partida o fato de ter sido escrita por cerca de quarenta autores diferentes envolvidos nas mais diversificadas tarefas da vida diária (política, serviço militar, serviço publico, sacerdócio, saúde etc.) e cada um deles, distintamente, agentes de seu proprio momento histórico. Entre estes autores estão eles: Moises, um político; Josué, um general; Samuel, um sacerdote; Neemias, um copeiro; Mateus, um coletor de impostos; Lucas, um medico; Paulo, um rabino.
Em linhas gerais, a origem dessa estrutura que a Bíblia evidencia, tem na unidade seu elemento diferenciador, uma vez que diante da imensa diversidade de textos que eka engloba( diferentes autores com estilos literários diversos e separados por décadas, séculos e milênios de historia), percebe-se uma concordância plena, uma espécie de “fio de ouro” que percorre suas paginas denunciando a autoria suprema de Deus. Neste sentido, a unidade, conjugada com a diversidade de textos divinamente coordenados, constituem a origem da estrutura da Bíblia.A final de contas não estamos diante de um livro qualquer, mas perante uma obra forjada durante cerca de mil e quinhentos nas e que embora expresse a irrefutável verdade divina, resguarda os traços literários e a capacidade intelectual de seus autores humanos.
A estrutura da Bíblia, na forma como é apresentada: uma seqüência de livros, dos mais diversificados gêneros( lei, historia, profecia, poesia, etc.), e que tratam unicamente da salvação dos homens mediante a pessoa de Jesus ( esse é o tema central das Sagradas Escrituras), não constitui mera adequação cronológica como todos imaginam. Isto é, a ordem em que a Bíblia se encontra, iniciando com o livro de Gênesis e terminando com o Apocalipse, não seguiu meramente a ordem lógica dos fatos narrados, o inicio (Gênesis) e o fim de todas as coisas (apocalipse). Isto é uma concepção simplória da verdade pó trás da disposição dos livros sagrados na forma como se apresentam.
O oposto deste entendimento mais simples, é o fato de que por trás da organização dos livros na seqüência em que se encontram se acha um fundamento essencialmente teológico , e não uma mera disposição cronológica, ou seja, a crença em um Messias e no cumprimento das profecias relacionadas a Ele. É em virtude disto que a Bíblia, tal como utilizada pelos cristãos, diverge de forma estrutural da Bíblia utilizada pelos Judeus não que haja um choque de entendimentos a respeito da realidade do Messias prometido e de sua missão de salvamento (Gn.3.15), afinal de contas, tanto os judeus como os cristãos acreditam nisso, mais em relação a identidade desse Messias: para os judeus o Messias ainda não veio; para os cristãos Jesus é o Messias prometido.
É a partir desse entendimento, ou seja, desse ponto de vista teológico, que os livros que compõem a Bíblia Hebraica seguem uma seqüência diferente daquela apresentada pela Bíblia Cristã. Portanto quando o assunto é a estrutura das Sagradas Escrituras, é pertinente iniciarmos para efeito de comparação, com informações pertinentes a organização dos livros que compõem a Bíblia Hebraica e, em seguida a composição estrutural da Bíblia Cristã.
A Bíblia Hebraica também conhecida como Tanack, apresenta os mesmos livros que compõem nosso Antigo Testamento. A difenrença entre ambas é a ordem em que esses livros aparecem. A hebraica, que segue a divisão citada por Jesus em Lucas(24.44)”[…]convinha que se cumpri-se tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moises, e nos profetas e nos Salmos”, dispõe os livros proféticos(Isaias, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Amós, etc.), que falam do Messias, no meio da Biblia Hebraica (entre a Lei e os Escritos), dizendo com isso que o Messias ainda não veio, que as profecias a Seu respeito ainda não se realizaram. Esta é a razão da ausência dos livros do Novo Testamento n a Bíblia Hebraica, afinal de contas Jesus nunca foi aceito como o Messias para os Judeus (Jô.1.11) e ate a noticia de sua ressureição (Mt.28.10; Mc.16.1-8; Lc.24.1-12; Jô.20.1-10) foi deturpada pelos lideres religiosos judeus (Mt.28.11-15).
A ordem dos Livros obedece ao seguinte padrão:
A Bíblia Cristã
A Bíblia Cristã tal como a conhecemos, é diferente da Hebraica. A diferença esta na disposição dos livros que compõem o Antigo Testamento ( os mesmos livros contidos na Bíblia Hebraica) e no acréscimo do Novo Testamento. A Bíblia Cristã desloca os livros proféticos do meio para o fim do Antigo Testamento, não é por acaso que, imediatamente a esses livros proféticos temos, os Evangelhos que abrem o Novo Testamento, e ainda que a vida de Cristo constitui o cumprimento das profecias citadas nas paginas do Antigo Testamento.
A Bíblia Hebraica, quando comparada a Bíblia Cristã, difere-se em dois pontos fundamentais: A ordem dos livros e a ausência do Novo Testamento. Portanto, a disposição dos livros da Bíblia tal como a conhecemos, não é obra de mera causalidade, mas resultado de um principio teológico bem definido, ou seja, a crença de que Jesus Cristo é o Messias prometido e que, assim sendo, a disposição dos textos sagrados deve ser ordenada a partir dessa premissa. Afinal de contas, Cristo é o personagem central das profecias e n`Ele, e para Ele, convergem todas as coisas.

Fonte:   Universidade da Bíblia - www.universidadedabiblia.com.br

BÍBLIA - O LIVRO DOS LIVROS ( 1ª PARTE)

Por que a Bíblia, como um livro, é tão diferente dos outros?
A Bíblia é diferente de todos os outros livros pelo fato de conter as origens da criação, as alianças de Deus com os homens, a história de Israel e da Igreja Apostólica, as profecias reveladoras do futuro, bem como por revelar o insondável amor de Deus na pessoa de Jesus Cristo como o Salvador do mundo. Portanto, a Bíblia Sagrada poderia ser definida como uma só frase – Ela é a Palavra de Deus.
Como Palavra de Deus, ela não contém erro de qualquer espécie. Um exemplo – Em 1865, críticos da Bíblia relacionaram “50 erros científicos” encontrados nela. Vinte anos mais tarde, nenhum daqueles supostos erros ficou confirmado.
Vale a pena ouvir o que algumas pessoas célebres falaram acerca da Bíblia.
Cardeal Arcoverde disse: “Que regra mais pura e santa, que caminho mais seguro para o homem público, para o político, do que a verdade vinda do céu, pregada e ensinada pela boca de um Deus e registrada no livro do evangelho? Leia-se, pois, medite-se no livro santo do evangelho!”
Ivan Espíndola de Ávila, meu colega da Academia Evangélica de Letras do Brasil, disse: “Impressiona-nos, na contemplação do mundo atual, a exatidão das Sagradas Escrituras. Nestes nossos tempos, com a precisão admirável, cumprem-se previsões do velho e bendito livro. Páginas proféticas assumem o sabor de crônicas contemporâneas, em que fatos e feitos, na história e através dos homens, proclamam a veracidade da eterna palavra, que não falhou e nem falhará. Por isso é tempo de voltar à Palavra de Deus. E é isso que a humanidade está fazendo, depois de tantas fugas. Depois de procurar tantos caminhos, onde a frustração lhes foi fatal, os homens retornam ao caminho, ao único e verdadeiro caminho. E, nesse caminho, em sentido de libertação e esperança, brilha a palavra, que é luz e lâmpada de Deus.”
Charles Spurgeon, famoso pregador inglês, escreveu: “Depois de ter pregado o evangelho por quarenta anos, e de ter impresso os sermões que preguei semanalmente durante trinta e seis anos, tendo estes alcançado o número de 22 mil, creio que devo ter direito a dizer algo sobre a riqueza e plenitude da Bíblia como o livro do pregador. Irmãos, ela é inesgotável. Não haverá perigo de ficarmos secos se nos apegarmos ao texto deste volume sagrado. Não haverá dificuldade em arranjar assuntos totalmente distintos dos já usados; a variedade é tão infinita como a sua plenitude. Uma longa vida mal dá para ladear as margens deste continente de luz. Nos quarenta anos do meu ministério tenho podido apenas tocar a orla das vestes da verdade divina, mas que virtude já fluiu dela! A Palavra é como o seu Autor – infinita, imensurável, eterna. Se fosses ordenado ao ministério por toda a eternidade, terias na mão tema suficiente para as exigências eternas.”
Em que Sentido a Bíblia é a Palavra de Deus?
A Bíblia é a Palavra de Deus por ter sido inspirada por Ele. Ao longo de suas páginas afirma-se duas mil e oito vezes que Deus é seu Autor. No Novo Testamento, essa autoria divina é reclamada 225 vezes, cerca de 50 vezes pelo próprio Senhor Jesus.
Sendo a Palavra viva de Deus, é de se esperar que encontremos nela um vínculo que unifique todos os seus livros, apesar de estes terem sido escritos em épocas diferentes e em lugares distintos. Esse vínculo é a apresentação, direta ou indireta, que cada livro bíblico faz da pessoa de Jesus.
Que Tipo de Influência Exerce a Bíblia em Nossa Sociedade?
Caro leitor, como Palavra de Deus, a Bíblia exerce poderosa e benéfica influência onde quer que é difundida. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12,13).
Deus mesmo afirma – “Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia” (Is 55.11), e o apóstolo Paulo fala do evangelho como o “poder de Deus” e da transformação gerada por este mesmo evangelho na vida do que o aceita – “É nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

A Bíblia apresenta a sí mesmo como alimento (Am 8.11), como fogo (Jr 23.29), como luz (Sl 119.105), como leite (1 Pe 2.2), como mel e como ouro (Sl 19.10), como espelho (Tg 1.23-25), como martelo que esmiúça a penha (Jr 23.29), como espada (Ef. 6.17) e como semente (1 Pe 1.23).
A Bíblia é um todo e não pode ser alterada. Acrescentar-lhe ou tirar-lhe algo, seria danificar sua perfeição absoluta (AP 22.18,19). O cânon da Escritura está fechado. Outras obras lançam luz valiosa sobre ela, mas a Bíblia permanece incomparável, única e completa.
Outra razão que torna-a o mais precioso livro do mundo é a sua atualidade. Embora escrita há milênios, sua mensagem é hoje mais atual “do que o jornal que vai circular amanhã”, usando as palavras do evangelista Billy Graham. As outras obras, mesmo as mais famosas, perdem a atualidade porque se prendem unicamente à vida presente. A Bíblia, no entanto, trata tanto desta como da outra vida, abrangendo o presente e o futuro.
Analisando a situação mundial à luz da Bíblia, percebe-se que os ensinos desta, se adotados pelas nações, resolveriam os seus principais problemas. Eis alguns problemas:
Provérbios 22.6 – ordena aos pais que instruam os filhos no caminho reto;
Romanos 13.6,7 – ensina aos industriais e comerciantes a pagarem devidamente as taxas impostas pela lei;
1 Timóteo 6.1 – ordena que os empregados trabalhem honestamente;
Romanos 13.1-5 – ordena ao povo em geral que ore pelos governantes e obedeça às autoridades;
1 Timóteo 2.1-3 – ensina que todos devemos colaborar com o Governo, orando por ele, para que Deus lhe dê uma administração sábia e segura. Tanto este texto como o de Romanos 13.1-5 partem do princípio de que as autoridades, como ministros de Deus, devem ser justas, que castigam os maus e louvam os bons;
Estas passagens da Bíblia, se postas em prática, modificariam completamente a situação do mundo, eliminando a corrupção e as injustiças sociais.
Qual o Significado da Palavra “Bíblia”?
A palavra bíblia, como plural de biblion, que no grego significa “livro”, sugere a idéia de livros ou biblioteca. Jerônimo usou a apropriada expressão “biblioteca divina” para as Escrituras. A Bíblia, na realidade, compõem-se de uma coleção de 66 livros, sendo 39 no Antigo e 27 no Novo Testamento.
Para redigir a sua Palavra, Deus inspirou mais de 40 autores, dentre eles os estadistas Josué e Daniel, o legislador Moisés, o poeta Davi, o sábio Salomão, os profetas Isaías e Jeremias, o médico Lucas, o filósofo Paulo, o coletor de impostos Mateus, e os pescadores Pedro, Tiago e João. Estes e muitos outros gastaram, ao todo, dezesseis séculos na redação da Bíblia, começando por volta de 1500 a .C. e terminando no final do primeiro século da nossa era.
A Bíblia divide-se em duas grandes partes – Antigo e Novo Testamentos. O primeiro foi escrito originalmente na língua hebraica, com algumas passagens em aramaico, e se completou cerca de 434 a .C. O Novo Testamento foi escrito no grego popular, o koinê, contendo também algumas frases em aramaico. Teve o seu surgimento entre os anos 53 e 96 d.C. Portanto, entre o último livro do Antigo Testamento e o primeiro do Novo, há um lastro de quase quinhentos anos, no qual se insere um período de tempo chamado interbíblico, em que surgiram os principais livros apócrifos, ou seja, não inspirados por Deus.
Acredita-se que foram os escribas Esdras e Neemias que, por volta de 480 a.C., na grande reforma religiosa daquela época, agruparam os livros do Antigo Testamento na forma como hoje se encontram na Bíblia. Até aquela data, os livros sagrados dos judeus permaneciam separados uns dos outros.
Esses livros agrupados receberam o nome de Texto Massorético (a Massora, corpo de tradições), o único reconhecido pelos judeus como verdadeiro e digno de toda confiança. Nesse texto, ou nas cópias dele, baseiam-se as Bíblias modernas.
Não havendo imprensa de qualquer espécie no período em que foram escritos, todos os livros bíblicos foram redigidos à mão e divulgados por meio de cópias manuais. Os copiadores, chamados escribas, copistas ou massoretas, tinham tal respeito pelo texto sagrado e tão grande cuidado em não alterá-lo que, antes de iniciarem a cópia de qualquer parte da Bíblia, contavam o número de palavras e letras nelas contidas. Dessa forma, esses homens sabiam o número exato das palavras e letras de cada um dos trinta e nove livros do Antigo Testamento. Sabiam também quantas vezes ocorria cada letra.
Os copistas não admitiam rasuras de espécie alguma. Se, depois de pronta uma cópia, fosse constatada nela algum erro, mesmo o mais simples, tal cópia eram totalmente destruída. 
Apesar das épocas remotas em que foram copiados os livros bíblicos, a arte da escrita já havia alcançado significativo progresso, principalmente quanto à qualidade da tinta – uma mistura de carvão com um líquido desconhecido, capaz de conservar-se maravilhosamente durante muitos séculos.
Quais Foram as Primeiras Traduções da Bíblia?
Como conseqüência dos setenta anos de cativeiro na Babilônia, e em virtude da forte influência do aramaico, a língua hebraica se enfraqueceu. Todavia, os fiéis à tradição de preservar os oráculos em sua própria língua, os judeus não permitiam, ainda, que fossem esses livros sagrados vertidos para outro idioma. Alguns séculos depois mais tarde, porém, essa atitude exclusivista e ortodoxa teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal. Com o estabelecimento do império de Alexandre o Grande, a partir de 331 a.C., o grego popularizou-se a ponto de tornar imprescindível uma tradução da Sagrada Escritura para essa língua.
Segundo o escritor Aresteas, a tradução grega foi feita por setenta e dois sábios judeus (daí o seu nome Septuaginta), na cidade de Alexandria, a partir de 285 a.C., a pedido de Demétrio Falário, bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo. Terminada trinta e nova anos mais tarde, essa versão assinalou o começo de uma grande obra que, além de preparar o mundo para o advento de Cristo, deveria tornar conhecida de todos os povos a Palavra de Deus. Na igreja primitiva, era essa versão conhecida de todos os crentes.
Nem todos os livros do Antigo Testamento, infelizmente, foram bem traduzidos da “Septuagina”, razão pela qual Orígenes, por volta de 228 d.C., compôs a Hexapla, ou versão de seis colunas, contendo a versão grega dos Setenta e as três traduções gregas do Antigo Testamento efetuadas por Áquila do Ponto, Teodoro de Éfeso e Simaco de Samaria. Estas Três últimas foram realizadas, respectivamente, em 130, 160 e 218 d.C. Além destas constavam nas duas últimas colunas o texto hebraico e o mesmo texto em grego. Esta grandiosa obra, constituída de cinqüenta volumes, perdeu-se provavelmente quando os sarracenos saquearam Cesaréia em 653 d.C.
Em 382 d.C., o bispo Dâmasco encarregou Jerônimo de traduzir da Septuaginta para o latim o livro dos Salmos e o Novo Testamento, o que ele fez em três anos e meio. Mais tarde, um novo bispo assumia a direção da Igreja em Roma e percebia, com inveja, a grande cultura e influência de Jerônimo. Este, perseguido e humilhado, se dirige a Belém, na Terra Santa, e ali estuda e trabalha durante trinta e quatro anos na tradução de toda a Bíblia para a língua latina. Jerônimo escreveu ainda vinte e quatro livros de comentários bíblicos, um conjunto de biografias de eremitas, duas histórias da igreja primitiva e diversos tratados.
Mais tarde, a Bíblia de Jerônimo ficou conhecida como Vulgata (vulgar), e foi a base de todas as traduções durante os mil anos seguintes. No Concílio de Trento (1545-1547), a igreja católica proclamou a Vulgata como a autêntica versão das Escrituras em latim, e pronunciou um anátema “sobre qualquer pessoa que afirmasse que qualquer livro que nela se achava não fosse totalmente inspirado em toda a parte”.
Discordando da posição do concílio tridentino, muitos eruditos modernos acham a Vulgata uma tradução pobre, com algumas falhas graves.
O que Vem a Ser os Códices e Manuscritos Bíblicos?
A partir do quarto século depois de Cristo, os livros cristãos passaram a ser escritos em códice, do latim códice, palavra derivada de caudex, que era uma tabuinha coberta de cera, na qual se escrevia com um estilete metálico denominado stylus.
O códice era a “forma característica do manuscrito em pergaminho, e assim denominada por oposição à forma do rolo” (Aurélio). Reunidos por um cordão que passava por orifícios feitos no alto dos exemplares, à esquerda, os códices ficavam em forma de livro, portanto bem mais práticos de serem manuseados que os antigos rolos.
Os mais importantes códices são:
– O Sinaíticus: Produzido cerca de 325 d.C., contém todo o Antigo Testamento grego, além das epístolas de Barnabé e parte do Pastor de Hermas. Foi encontrado pelo sábio alemão Constantino Tischendorf, em 1844, no mosteiro de Santa Catarina, situado na encosta do Sinai. Tischendorf viu 129 páginas do manuscrito numa cesta de papel, para serem lançadas no fogo. Percebendo o seu enorme valor, levou-as para a Europa. Em 1859 voltou ao mosteiro e encontrou as páginas restantes. Doada pelo seu descobridor a Alexandre II, da Rússia, essa preciosidade foi posteriormente comprada pela Inglaterra pela vultosa quantia de cem mil libras esterlinas. Está no Museu Britânico desde 1933.
– O Alexandrino: De meados do quarto século d.C., contém o Antigo Testamento grego e quase todo o Novo, com omissões de 24 capítulos de Mateus, cerca de quatro de João e oito da Segunda Carta aos Coríntios. Contém ainda a Primeira Epístola de Clemente de Roma e parte da Segunda. Está no Museu Britânico.
– O Vaticano: Do quarto século d.C., contém o Antigo e o Novo Testamento com omissões. Está na Biblioteca do Vaticano.
– O Efraemi: Produzido por volta de 450 d.C., acha-se na Biblioteca Nacional de París.
– O Baza: Encontrado por Teodoro Baza no mosteiro de Santo Irineu, na França, em 1581, está vinculado ao quinto século d.C., e encontra-se atualmente na Biblioteca de Cambridge, Inglaterra.
– O Washington: Produzido nos séculos quarto e quinto d.C., acha-se no museu Freer, na capital dos EUA.
Há, ainda, vários outros códices de menor importância, expostos em museus e bibliotecas de várias partes do mundo. Somente de livros do Novo Testamento, completos ou em fragmentos, conhecem-se hoje 156.
Em se tratando de manuscritos em rolos, o mais antigo e o mais importante de todos foi encontrado casualmente em 1947 por um beduíno, numa bem dissimulada gruta, nas proximidades de Jericó, junto ao Mar Morto. Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou-se pertencer ao terceiro século antes de Cristo. Contém o livro completo de Isaías e comentários de Habacuque, além de outras importantes informações sobre a época em que foi escondido. É mais conhecido como – Os Rolos do Mar Morto.
Quais e o Que são os Chamados Livros Históricos da Bíblia?
Os hebreus denominavam de Primeiros Profetas os livros Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, considerando-os, porém, como quatro. Eles contrastam esses livros com os Últimos Profetas, que eram Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze Profetas Menores, também considerados como quatro livros.
Os termos primeiros e últimos não se referem necessariamente à sua cronologia histórica, mas ao primeiro e segundo grupo de livros. Os primeiros fornecem o cenário histórico aos últimos.
A designação desses livros históricos como “profetas” enfatiza o fato de que apresentam uma história religiosa ou com um objetivo religioso. Os primeiros profetas são históricos; os últimos, exortativos.
É interessante observar que Jesus, na parábola dos lavradores maus, que vem a ser a história resumida de Israel, menciona que o proprietário da vinha enviou seus servos em dois grupos, os primeiros e os últimos. Afirma a Bíblia que “os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas entenderam que era a respeito deles que Jesus falava” (MT 21.45).
A denominação de históricos classifica em geral os doze livros de Josué a Ester. Diferem dos livros de Moisés, os quais também são históricos quanto à ênfase fundamental.
O Pentateuco traça a história redentora desde a criação até a morte de Moisés, mas dá destaque à aliança e aos alicerces legislativos de Israel. Os livros históricos, por outro lado, dramatizam o movimento histórico da nação durante toda a sua história na Palestina. Embora contenham temas religiosos e interlúdios exortativos (vários ciclos de juízes e profetas), a investida maior é no desenvolvimento histórico de Israel.
Sua autoria – Todos os doze livros históricos são anônimos, em contraste com os últimos profetas, todos identificados. Foram visivelmente escritos ou compilados por vários indivíduos que possuíam o dom profético.
Quatro desses são geralmente considerados como tendo como autores principais – Josué, Samuel, Jeremias e Esdras. Este último com o auxílio editorial do sumo sacerdote Eleazar, além dos profetas Natã e Gade.
É evidente que Jeremias foi auxiliado na compilação de Reis pelo seu secretário, Baruque. Na maioria dos casos, foram aproveitados nesses livros vários documentos e crônicas, usados sob a orientação do Espírito Santo pelos autores ou compiladores.
Movimento Histórico – Estes livros registram a história de Israel desde a ocupação da Palestina sob a liderança de Josué, passando pelas apostasias que levaram o povo a ser expulso pelos assírios e babilônios, até a restauração parcial pelos persas. O período cobre cerca de 1000 anos, de 1405 até 425 a .C.
Estes livros dão a estrutura histórica ao restante do Antigo Testamento até a época de Neemias e Malaquias. Vão de Moisés, o legislador, até Esdras, mestre da lei. As palavras finais de Moisés, em Dt 20-30, constituem uma introdução excelente aos livros históricos. Ou, digamos, os livros demonstram exatamente o que Moisés disse naqueles capítulos sobre o que seria feito pelo Senhor no caso de serem ou não obedientes.
Fonte: Universidade da Bíblia - www.universidadedabiblia.com.br