terça-feira, 24 de março de 2020

COMO ERA O ENSINO NOS TEMPOS BÍBLICOS ?


Embora o ensino religioso do povo bíblico haja nascido com Adão e Eva, nem sempre teve um caráter formal. No tempo de Abraão, a educação espiritual e moral das crianças hebreia era responsabilidade dos patriarcas. Eram estes considerados não apenas os chefes de suas famílias como também: profeta, sacerdote e professor do lar.

Eles detinham um poder irresistivelmente monárquico:

a. ditavam as normas;
b. arranjavam casamentos;
c. comandavam pequenos exércitos;
d. negociavam a paz;
e. estabeleciam tratados e alianças com outros clãs;
f. Orientavam a vida econômica de seus descendentes.


1. O Ensino no Antigo Testamento

O que mais os caracterizava, porém, era a sua responsabilidade espiritual e pedagógica. Sua missão era educar os filhos nos caminhos do Senhor, para que o conhecimento divino não viesse a perder-se entre a gente idólatra de Canaã e do Egito.

O Antigo Testamento registra a pedagogia de Deus em relação a Israel - cuja direção é interpretada pelo sacerdote, pelo profeta e pelo rei -assinalando um tipo de ensino mais pessoal e imediato:

“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o maior até o menor deles, diz o Senhor; Pois perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34).


Na verdade, a docência no AT significa o caminho pelo qual Deus conduz seu povo. São lembradas a cada geração, as maravilhas que o Senhor fez e cantadas suas bênçãos para o povo (SI 78). Esta recordação do povo judeu não é um mero exercício intelectual, mas uma dramatização na qual a geração mais jovem participa desses fatos.
A medida que se relata a história, o jovem israelita cruza com o povo o Mar Vermelho, acampa no deserto, recebe a Lei, entra no Pacto da Aliança com Deus e é introduzido na Terra Prometida. Trata-se, pois, de um relato que possibilita as novas gerações de participar da história de Israel, em Javé.

Por esta razão, a instrução tem lugar no culto, tanto no comunitário quanto no familiar. Essas cerimônias suscitam explicações, e estas levam à confissão e à esperança (Dt 6.20-25).

O período intertestamentário deu lugar à progressiva legalização do ensino religioso. A Torá (Pentateuco, Lei) perdeu muito de seu caráter dinâmico, transformando-se num emaranhado de conceitos que eram cumpridos mecanicamente.

A vontade de Deus viu-se cada vez menos como sua direção bondosa, e cada vez mais como um complexo de preceitos que exigiam um esforço penoso do ser humano. Reside aqui a essência do conflito entre Jesus e os escribas e fariseus (Mt 23).


1.1. Nos dias de Moisés

Além de promover o ensino nacional e congregacional de Israel, Moisés atribuiu muita importância à instrução domesticai Aos pais, exorta-os a atuarem como professores de seus filhos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.6-7). Isto é clara e solenemente reiterado em Deuteronômio 11.19,20.

As reuniões públicas ecebiam igual incentivo: “Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir” (Dt 31.12,13).

O sistema educacional de Moisés foi eficientíssimo. Antes, os hebreus não passavam de um bando de vassalos; nem pela liberdade ansiavam de tão acostumados que estavam à servidão egípcia. Era-lhes suficiente a comida de Faraó. Sua noção de um Deus Único e Verdadeiro era precária, como precária sua percepção vocacional de povo santo, sacerdotal e profético. Com o surgimento de Moisés, todavia, começaram eles a olhar além das pirâmides e das margens do Nilo.

1.2. No tempo dos Reis, profetas e sacerdotes

Alguns reis de Judá, estimulados pelos profetas, restauraram o ensino da Palavra de Deus, encarregando desse mister1 os levitas. Eis o exemplo de Josafá: “No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Ben-Hail, Obadias, Zacarias, Natanel, Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias, Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da Lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo” (2Cr 17.7-9).

O bom rei Josafá incumbiu os príncipes do ensino da Lei de Deus.

1.3. Na época de Esdras
Foi Esdras um dos maiores personagens da história hebréia. Entre as suas realizações, acham-se os estabelecimentos das sinagogas em Babilônia,(cTensin5~5isteffiatíco3e popularizado da Palavra de Deus na Judeia e, cléTacordo com a tradição, a definição e fixação do cânon do Antigo Testamento.

Provavelmente foi ele também o autor dos livros de Crônicas, Neemias e da porção sagrada que leva o seu próprio nome.

Nascido em Babilônia durante o exílio, Esdras viria a destacar-se como escriba e doutor da Lei (Ed 7.6). No sétimo ano de Artaxerxes Longímano (458 a.C.), recebe ele a autorização para transferir-se à terra de seus antepassados. Acompanham-no grande número de voluntários, que, consigo, trazem dinheiro e material para reerguer o templo e restabelecer o culto sagrado.

Se a tradição judaica estiver correta, a maior realização de Esdras, como pedagogo, foi o estabelecimento das sinagogas durante o exílio judaico em Babilônia. Os judeus longe de sua terra, distantes do Santo Templo e afastados de todos os rituais do culto levítico, através de Esdras, juntamente com outros escribas e eruditos, fundaram uma escola para funcionar como lugar de adoração, como local de instrução e alfabetização e como centro de preservação da cultura hebréia. Nasce, assim, a sinagoga.

Foi no âmbito desse edifício, muitas vezes simples e rústico, que a religião mosaica pôde manter-se incontaminada numa terra onde prevalecia a vil idolatria.

A Escola Bíblica Dominical, como hoje a conhecemos, tem muito da antiga sinagoga. Dedicam-se ambas ao ensino relevante e popularizado da Palavra de Deus.

Já na Terra de Promissões, Esdras continuou a ensinar a Palavra de Deus aos seus contemporâneos. Em Neemias capítulo oito, deparamo-nos com uma grande reunião ao ar livre.

2. O Ensino no Período Inter-Bíblico

O período helenista começou com Alexandre, o Grande, passando pelo período grego romano, num tempo aproximado de trezentos anos. Corresponde mais ou menos ao período inter-bíblico. Foi nesse tempo que a língua e cultura gregas se espalharam pelo mundo civilizado da época.

O helenismo foi um fenômeno cultural, militar, religioso e político e, naturalmente, influenciou o judaísmo e o cristianismo. No tocante a educação, os sistemas do helenismo tinham suas raízes nos sistemas radicalmente diferentes de Esparta e Atenas.

• Esparta: frisava o aspecto militar e o indivíduo era subjugado, tornando-se subserviente ao Estado.

• Atenas: enfatizava a filosofia, as artes e as ciências. A idéia era o máximo de treinamento e desenvolvimento do indivíduo, de maneira tal que pudesse produzir o máximo, em benefício da cultura geral.

* Platão foi um pioneiro na filosofia da educação. Em sua obra, República, ele oferece detalhes sobre suas idéias educacionais, enfatizava o aspecto científico.

* Sócrates foi o mestre de Platão, e também foi supremo mestre da ética.

* Aristóteles foi pupilo deste e tornou-se o maior cientista da época. Ambos elaboraram teorias arrojadas sobre o conhecimento.
* Alexandre, o Grande, foi aluno de Aristóteles e tornou-se um propagador da cultura grega de todos os tipos, em todo o mundo conhecido de seus dias.
As filosofias de Platão e Aristóteles continuaram a dominar o pensamento do mundo civilizado por muitos séculos, juntamente com o (estoicismo e o epicurismo). Platão exerceu uma imensa influência sobre o pensamento religioso e o neoplatonismo foi uma adaptação de suas idéias.

3. No período do ministério terreno de Cristo

O ensino de Jesus restabeleceu a finalidade central da ação redentora da graça de Deus (Rm 5.1-11; 17-20). Os Evangelhos revelam Jesus como o Mestre que, com seu exemplo e sua autoridade, veio transformar as pessoas de maneira total e absoluta (Jo 3.16-17).

Para Jesus, o ensino era a ilustração do comportamento de Deus em relação aos homens na manifestação de seu Reino sobre a totalidade da vida do ser humano. Assim, a ação de Deus é, a um só tempo, a doutrina de Deus e o ensino de Deus: Jesus Cristo é o Mestre, de modo bem distinto dos escribas e fariseus.

A promessa contida em Isaías 54.13 foi cumprida integralmente pelo Nazareno: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23).

A Bíblia Sagrada mostra-nos Jesus como o Mestre que transforma as pessoas de maneira completa (2Co 5.17). E o seu ministério é tipicamente um ministério docente: ensinava pregando e, pregando, ensinava (Mt 11.1).

Suas memoráveis parábolas (Mc 4.2), seus diálogos inesquecíveis em situações e circunstâncias das mais diversas (Mt 15.21-28; 16.13-20; 20.20-28; Mc 2.23-28; 5.35-43; Lc 18.18-30; 22.14-18; Jo 3.1-21; 4.1-41) e sua doutrina ensinada aos discípulos de ontem, de hoje e de sempre o credenciam como o Educador por excelência. Por meio de Jesus, é o próprio Deus quem nos ensina!

4. Jesus Cristo, o educador por excelência!

Foi o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, reconhecido como o Mestre por excelência. Afinal, Ele era e é a própria sabedoria. NEle residem todos os tesouros do conhecimento, da sabedoria e da ciência (Cl 2.3).

No final do século II, Clemente de Alexandria intitulava-o de Educador por antonomásia: O Guia celestial, O Verbo, uma vez que começa a chamar os homens à salvação... cura e aconselha ao mesmo tempo. Devemos chamá-lo, então, com um único título: Educador dos humildes...

“Como ousaremos tomar para nós mesmos, como indivíduos e como Igreja, o título que corresponde somente a Ele? Que implicação tem este título para cada um de nós? Não é este o grande desafio da educação cristã?”.

Era o Senhor admirado por todos, pois a todos ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus (Mt 7.29).

Em pelo menos 60 ocasiões, é o Senhor Jesus chamado de Mestre nos Evangelhos. Pode haver maior distinção que esta? Isto, porém, era insuportável aos escribas e rabinos por não terem condições de competir com o Filho de Deus.

Jesus não se limitava a ensinar nas sinagogas. Ensinava nas casas, nas mais esquecidas aldeias, à beira mar, num monte e até mesmo no Santo Templo. Sempre encontrava ocasião e oportunidade para espalhar as boas novas do Reino de Deus.

Ele curava os enfermos, realizava sinais e maravilhas e operava singulares prodígios. Mas, por maiores que fossem suas obras, jamais comprometia o ministério do ensino.

Antes de ascender aos céus, onde se acha à destra de Deus a interceder por todos nós, deixou com os apóstolos estas instruções mais que explícitas:

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28.19,20).

Reverberação: Subsídios EBD | Referência: Educação Cristã – IBADEP.

Fonte: https://www.subsidiosebd.com/2020/02/como-era-o-ensino-nos-tempos-biblicos.html

domingo, 15 de março de 2020

JÚNIA ERA UMA APÓSTOLA ?


UMA ANÁLISE EXEGÉTICA DO USO EQUIVOCADO DE ROMANOS 16.7 PARA SUSTENTAR O PASTORADO FEMININO

Ao serem analisados de forma honesta e acurada, os argumentos usados a partir da Bíblia - nossa única regra de fé e prática - para defender a ordenação feminina ao pastorado mostram-se nada convincentes extremamente forçados.
Via de regra, ou são pura eisegese ou interpretações temerárias, isto é, interpretações elásticas a partir de eventuais aplicações que um determinado texto pode sugerir.  Nada sólido.  Por isso na maioria dos principais ramos das maiores denominações evangélicas do mundo, as nossas irmãs em Cristo não são ordenadas ao pastorado.
Isso significa que as mulheres não devem exercer um papel importante na vida da igreja, inclusive liderando determinadas áreas, ou que denominações que não ordenam pastoras não valorizam as mulheres ?  Claro que não.  O cristianismo de forma geral, sempre valorizou o trabalho da mulher e sempre teve mulheres se destacando na obra de Deus.  Há uma lista imensa de mulheres que se destacaram na obra de Deus em todos os período do cristianismo, que dentre muitas outras podemos destacar as evangelizadoras e mártires cristãs Blandina, Perpétua e Felicitas....
É lamentável que geralmente as pessoas que se envolvem fervorosamente na defesa da ordenação de mulheres ao pastorado não percebam que estão se prendendo, na verdade, mais a uma mera discussão sobre a concessão ou não de um título do que mesmo a uma valorização maior do trabalho das mulheres nas igrejas, porque o trabalho das servas de Deus na igreja, historicamente e de forma geral, nunca deixou de acontecer e ser valorizado na maioria esmagadora das igrejas locais.  E se este não for o caso em algum lugar, não seria a mera concessão de um título que reverteria concreta e equilibradamente uma situação de desvalorização do trabalho feminino em uma igreja, mas, sim, conscientização bíblica.
Uma mulher só pode ensinar, pregar,  ou ocupar algum cargo na igreja se for pastora ?  Nossas irmãs fazem isso brilhantemente e sem terem o título de pastora, ou seja, nas igrejas que não ordenam mulheres a pastoras.  E a bíblia, por acaso, impõe tais atividades a um crente - seja homem ou mulher - apenas se exercer uma posição de oficialato eclesiástico ?
As mulheres na igreja nunca precisaram de qualquer título eclesiástico para fazerem a obra de Deus.  Elas sempre trabalharam na obra independente de títulos, e por uma simples razão:  a Palavra de Deus não lhes veda fazerem a obra do Senhor, nem as vincula à necessidade de possuir alguma posição de oficialato eclesiástico.
Defender a ordenação feminina ao pastorado não significa "resgate da valorização da mulher na igreja" e também não é uma luta pela ortodoxia bíblica, porque não há uma base real bíblica para a defesa da ordenação feminina, só existe no máximo, inferências extremamente forçadas de um texto aqui ou acolá, nada mais.
Uma coisa é valorizar o trabalho das irmãs, outra é adaptar a Bíblia à moda dos nossos tempos.
Esse texto não visa desvalorizar o trabalho desenvolvido por irmãs das denominações que são ativas e fazem a obra com amor nas suas igrejas e receberam eclesiasticamente o título de pastoras, mas certamente elas não precisam do título de "pastoras" para exercerem seu trabalho na obra de Deus.
Ordenar mulheres ao pastorado não afeta nenhuma doutrina fundamental da Bíblia, logo não afeta nenhuma a igreja seriamente, mas é um equívoco que traz complicações.

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE AS ATIVIDADES DAS IRMÃS NA IGREJA

À luz da Bíblia, a mulher obviamente pode e deve evangelizar e testemunhar (Jo 4.28-30); se dedicar à área social (At 9.36,39); Rm 16.1,2; 1 Tm 5.10); dar assistência aos obreiros do Senhor, tais como fizeram Febe e as mulheres que auxiliavam Jesus e os Doze (Lc 8.1-3; Rm 16.1,2); discipular novos convertidos (At 18.26); profetizar e fazer orações públicas (At 2.17;21.9; 1 Cor 11.5); ensinar a criança como fizeram a mãe e a avó de Timóteo, cujo pai era pagão (At 16.1; 2 Tm 1.5; 3.15); ensinar as outras mulheres e também exercer liderança sobre mulheres (Tt 2.3-5).  Ela só não poderá:
(1) Exercer um miinistério autoritativo de ensino sobre os homens na igreja (1 Tm 2.12) - o que é diferente de ter a oportunidade de pregar e ensinar a ajuntamentos de homens e mulheres estando sob a orientação, cobertura e autoridade de líder da igreja;
(2) E liderar igrejas, ou seja, pastorear (1 Tm 2.12).  Só os presbíteros podiam governar igrejas (1Tm 3.4,5; 5.17) e estes só poderiam ser homens (1 Tm 3.1,2; Tt 1.6).  E quando o apóstolo Paulo ensinou isso, não apelou  à cultura da sua época.  Não é a cultura de cada época que julga a Bíblia, mas é a Bíblia que julga a cultura de todas as épocas.  A cultura muda , mas os princípios bíblicos permanecem (Sl 119.89; Is 40.6; Ml 3.6; Mt 24.35; Tg 1.17).  Em Éfeso, eram os gnósticos que estimulavam a liderança das mulheres sobre as comunidades  cristãs e a autoridade delas sobre o homem no ensino, o que Paulo claramente combate em 1 Timóteo.  Mas que fique claro:  Paulo não é contra as mulheres ensinarem de forma geral.  Ele mesmo diz, por exemplo, que elas devem ensinar outras mulheres (Tt 2. 3-5).
Como já foi adiantado, o princípio da subordinação, isto é, da autoridade do homem sobre a mulher, não significa superioridade.  Paulo inclusive, cita como exemplo desse princípio de subordinação a relação entre Deus Pai e Deus Filho (1 Cor 11.3).  Esse princípio não deve ser ignorado.
Um dos textos mais usados pelos defensores  da ordenação feminina para tentar provar sua posição não só é bíblica como supostamente era considerado normal  pela igreja primitiva é Romanos 16.7, onde escreve Paulo.  "Saudai a  Andrônico e Júnias, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em  Cristo".  Os que usam esse passagem para sustentar a ordenação feminina argumentam que a tradução certa do segundo nome seria "Júnia", que é um nome feminino, e não, "Júnias", que é masculino, e que, portanto, tratava-se de uma mulher, que seria esposa ou irmã de Andrônico.  Como supõem ainda que nesse texto ambos estariam sendo considerados apóstolos tal como Paulo, infere-se que "Júnia" seria um exemplo claro e forte do reconhecimento da ordenação feminina no Novo Testamento.  Mas, será  isso mesmo ?
Entre os Pais da Igreja, até os que pensavam ser "Júnia" um nome feminino), não defendia a ordenação feminina.  Todos os Pais da Igreja se opuseram a ordenação feminina.  Mesmo os poucos Pais da Igreja que achavam que o nome alí era "Júnia" se opunham bíblica e unanimemente à ordenação feminina, pois criam como a maioria dos expositores bíblicos até o dia de hoje, que, em Romanos 16.7, o vocábulo grego apostolos é usado em um sentido mais amplo, descrevendo de forma genérica auxiliares na obra de Deus.
Os Pais da Igreja não entendiam  Andrônico e Júnias (ou Júnia) como apóstolos  no sentido estrito de líderes da igreja, e há a possibilidade concreta de que o versículo em apreço não está dizendo que Andrônico e Júnias foram apóstolos, mas apenas que eram estimados por estes.
Pelo que foi exposto, não há base  para afirmar que Romanos 16.7 fala de uma "apóstola".

Fonte :  Pesquisa realizada por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - na revista Obreiro - Ano 38 - nº 77 - CPAD, por Silas Daniel, Pastor e Jornalista, Chefe de Jornalismo da CPAD

O texto completo se encontra nas páginas 22 - 33 da citada revista

sábado, 29 de fevereiro de 2020

O CONVITE DO ETERNO


Deus nos convida com todo o seu amor a nos aproximar dele.
Buscai a Deus enquanto se pode achar disse o profeta Isaías; Vinde a mim a mim todos vós que estais cansados..., disse o salvador Jesus Cristo.
O chamamento do Eterno já está feito, agora cabe ao homem e a mulher dar ouvido e obedecer ao chamado do Todo Poderoso;
Enquanto podemos achar, busquemo-lo de todo nosso coração, pois o buscando certamente encontraremos descanso para a nossa alma.
Na presença do Senhor há abundância de alegria,há paz e esperança, por isso vale a pena obedecer ao seu chamado e assim fazendo desfrutaremos das suas bençãos.
Buscai primeiro o reino de Deus....., certamente todas as coisas nos serão acrescentadas.
Façamos como Davi, que disse:  Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias ...
Se imitarmos os bons exemplos dos servos e servas do Senhor do passado, iremos contemplar as maravilhas do Senhor, pois Ele tem prazer em nos abençoar.  Certamente bem nenhum negará o Senhor a aqueles(as) que o buscam.
Sejamos sábios e prudentes e obedeçamos o chamado do Altíssimo, e certamente o desejo dos nossos corações Ele irá cumprir segundo o seu querer.
Quem busca ao Senhor de nada tem falta, porque Ele é o Pastor por excelência e nos faz habitar em segurança e nos guia mansamente as águas tranquilas.
Jesus disse: pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
É o convite do Pai Eterno, do Deus de misericórdia, que tudo fez para que toda a humanidade fosse reconciliado com Ele através do sacrifício que Jesus fez, morrendo em uma cruz, derramando seu sangue inocente para perdoar nossos pecados e nos limpar de toda mancha e para fazer de nós novas criaturas.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito fala, atenda o chamado do Eterno, busque a sua presença, porque Ele tem cuidado daqueles(as) que nele se refugiam.
Ao Grande Pastor e Bispo das nossas almas, ao Sumo Pastor, o Guarda de Israel, seja dada honra, glória e louvor, pois por Ele e para Ele são todas as coisas.
A Ele sejamos gratos, para Ele vivamos e por Ele sejamos obedientes a vontade santa do Deus Eterno e Poderoso.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

TESTEMUNHA DE JESUS


Há algum tempo atrás, houve um jovem que achava que estava tudo perdido e que não haveria mais solução para sua vida.  Pensava consigo mesmo que, quando completasse a maioridade iria se perder completamente, pois não via solução para sí.
Porém, Deus estendeu a sua mão de misericórdia sobre a vida desse jovem, e o que havia pensado não se concretizou porque a palavra final para a vida do ser humano vem da parte de Deus, como diz em provérbios: "que do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca."
Deus tinha outros planos para a vida desse jovem, então, após a sua data natalícia, Jesus o encontrou e transformou a sua vida.
De um jovem derrotado, transformou-se em um jovem vencedor, porque diz as escrituras que em "Cristo somos mais que vencedores".
Passaram-se os anos e o jovem mesmo às vezes tropeçando permaneceu na presença de Deus e quando já adulto passou por alguns problemas na vida, mas Deus continuou com as mãos estendidas e o ajudou suportar a fase difícil que atravessou.
Diz a palavra de Deus que ainda que o homem seja infiel, Ele continua fiel, pois não pode negar a sí mesmo, e assim, Deus permaneceu e permanece fiel na vida desse jovem que hoje já é um adulto experiente na jornada, mas que só suportou e suporta porque Deus o ajuda e certamente se não houver  desistência por  parte da pessoa, certamente o Eterno  continuará o ajudando e fortalecendo as suas mãos e pés para continuar a jornada.
A promessa de Deus de estar todos os dias com todos os que nele crê é real, pois a cada dia, Deus o anima e não deixa que a pessoa desista.
A alegria do Senhor é a força daqueles que confiam em Deus, o Espírito Santo é o bálsamo para o coração do salvo em Jesus.
Ao Eterno Pai seja dada toda honra, glória e louvor.  A Ele pertence todo poder.
É Ele e não nós que nos fez ovelha do seu pasto.
Firmado em Cristo, crendo na sua palavra e perseverando em seguí-lo é a solução para todos os que querem ser abençoados e continuarem com a firme esperança de que um dia Jesus voltará, e que todos os que a Ele pertencem estarão para sempre com Ele no céu.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

BREVE HISTÓRIA DE JESUS, SEGUNDO O ALCORÃO


A história do Profeta de Deus Jesus, começa quando sua mãe Maria foi para baixo da palmeira.
Deus a chamou de que ele a fez um filho de sua alma e Maria disse: Ó meu Senhor, o que eu digo ao meu povo para olhar para ela que está grávida de uma criança que me acusará de imoralidade ?
Então Deus disse a ela que, se o seu povo lhe perguntar sobre a criança, não fale com eles, apenas aponte o dedo para a criança ISA, que ele falará.
As pessoas que viram o filho dela ficaram maravilhadas com o assunto e disseram a Maryam Bint Imran: você veio negar algo.
Maria então apontou o dedo para o menino Jesus, e seu povo lhe disse como conversar com uma criança no berço.  Jesus respondeu no berço e disse:  "Eu sou o Profeta de Deus, e Abdullah ordenou que você adorasse a Deus, o Único."
Quando Jesus cresceu, Deus lhe deu milagres: ele cumprimenta os mortos com a permissão de seu Senhor e cura os cegos, os mudos e os leprosos.
Seu povo o acusou de ser fascinante, mas ele lhes disse que são milagres do meu Senhor, isso não é mágico como você afirma.
Mas o seu povo dos filhos de Israel não acreditou nele como profeta e disseram-lhe: Você é cristão e não de nós.
Então seu povo se levantou para crucificá-lo, mas Deus os fez como Jesus e elevou Jesus ao céu.
Segundo o Alcorão, Jesus foi ressuscitado por Deus para o céu e aparecerá no final dos tempos salvando os mulçumanos.  
Segundo o Alcorão, Jesus está vivo, ele não morreu até agora, e os judeus não o mataram, e eles não o crucificaram, mas o compararam a eles.  Jesus não é o filho de Deus, mas um profeta como os profetas restantes, como o profeta de Deus, Davi, Moisés, Abraão e o profeta Muhammad.

Fonte:  O Alcorão - O livro sagrado dos mulçumanos
Texto fornecido por Yousif, um jovem mulçumano

Obs:  Sou cristão e creio que Jesus é o Filho de Deus, o salvador da humanidade e que somente o sacrifício que Jesus fez por nós na cruz é o meio pelo qual fomos reconciliados com Deus.

Assim creio :

Jesus nasceu da virgem Maria, por obra do Espírito Santo;
Jesus é o Messias que foi profetizado pelos profetas de Israel;
O verbo(Jesus) se fez carne e habitou entre nós;
Jesus é o filho de Deus;
Jesus foi enviado para salvar toda a humanidade;
Jesus morreu pelos nossos pecados;
Jesus morreu mas ao terceiro dia ressuscitou e está assentado a dextra de Deus, e está intercedendo por nós;
Deus enviou o Espírito Santo pela intercessão de Jesus;
O sangue de Jesus derramado na cruz nos purifica de todo pecado;
Que todo ser humano precisa nascer de novo para herdar a vida eterna;
Jesus breve virá para buscar o seu povo(a igreja do Senhor, formada por todas as pessoas que aceitam a Jesus como Salvador) para morar com Ele eternamente no céu.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

DEUS É MAIOR


Diz-nos a Bíblia Sagrada que os filisteus levaram a arca da aliança que é o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo(Israel) para o templo do deus Dagom, o deus dos filisteus.
Pelo episódio ocorrido no templo de Dagom, aonde acharam o deus Dagom caído com o rosto em terra diante da Arca da Aliança e após ter sido posto no seu lugar,  no outro dia caído novamente, de bruços com a cabeça cortada e as duas mãos cortadas sobre o limiar, podemos perceber que o deus dos filisteus não suportou a grandeza e a força do Deus de Israel, que é o Deus que criou todas as coisas.  Assim como Deus mostrou que é maior que os deuses dos egípcios, assim também ocorreu ao deus dos filisteus.
O Deus do povo de Israel, que é o mesmo Deus dos gentios que se convertam a Cristo é maior que todas as coisas, mais poderoso de que qualquer deus que o ser humano levanta para si.
Deus é maior que tudo e que todos, é um Deus que não necessita da ajuda humana para ser vitorioso, Ele por sí só é vitorioso e provou isso diante dos deuses das nações.
Ele cuida do seu povo e faz todos os que o temem habitar em segurança, pois Ele é o guarda fiel do seu povo, o povo que se chega a Ele através do Senhor Jesus, que é a porta que Deus nos abriu para que tenhamos comunhão com Ele.
Os deuses das nações sucumbiram diante da força e da majestade do Deus Eterno, assim também as dificuldades, as enfermidades e seja qual for os problemas enfrentados por aqueles(as) que servem a Deus com sinceridade também sucumbem diante do poder do Altíssimo, o Todo Poderoso.
Não há Deus maior que esse Deus, que trabalha em favor dos que nele espera.  Ele é o que peleja em favor do seu povo e sempre foi e sempre será o vencedor.
Ele não deixa que sejamos provados além do que suportamos, antes nos dá vitória porque Ele é o Grande EU SOU, o Rei e Senhor, que sempre trabalhou em favor do seu povo e ainda hoje continua trabalhando em favor de todos(as) que confiam no seu poder e nas suas promessas que nunca falharam e jamais falharão.
Deus é maior, Deus é melhor, Deus é soberano. Só Ele resgata o seu povo, só Ele concede vitória aqueles(as) que o buscam, confiando na sua bondade e na sua providência.
Deus é fiel, Ele salva, perdoa, cura, transformando o mais vil pecador em uma nova criatura, dá força e coragem para o homem e para a mulher que nele se refugia.
Confiai nesse Deus, pois Ele está acima de qualquer outro deus que é levantado na terra.
A Ele toda honra, glória e louvor.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

LOUVEMOS O NOSSO CRIADOR


Ao Deus Poderoso e Santo rendei-lhe louvor vós todos moradores da terra.
Ao Pai, Filho, Espírito Santo, o Deus trino que criou todas as coisas e por Ele fomos criados, quando disse: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança, e assim fomos formados do pó da terra para glorificar e adorar ao Criador de todas as coisas.
Louvai ao Senhor, pois só Ele é digno de todo louvor e somente Ele é merecedor de toda honra, glória e louvor.  Ele é tremendo, justo e santo. Ele é amor, bondoso e misericordioso. E está conosco para nos ajudar em todo tempo.
Ele é soberano, tudo pode e tudo faz conforme o seu querer.
Conhece-nos por dentro e por fora, e antes que saia qualquer palavra da nossa boca Ele já sabe o que vamos falar.  Ele é Onipotente, Onisciente, Onipresente. Ele é o grande EU SOU, o Senhor dos Senhores, Rei dos Reis.
Deus é Grande, é Eterno, Ele é o nosso Redentor.
Todo ser que respira louve ao Senhor, homens e mulheres adorem e exaltem ao nosso Senhor e Salvador, que nos resgatou e hoje podemos ser reconciliados por Ele, se aceitarmos o plano que Ele estabeleceu através de Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, o nosso glorioso salvador, que morreu pelos nossos pecados e faz com que nos tornemos novas criaturas pelo seu imenso poder.
Ele é Rei, Ele é Senhor. Nele temos vitória sobre a carne e somos perdoados de nossos pecados, se nos arrependermos e confessarmos a Ele, Ele é fiel, misericordioso e poderoso para nos perdoar.
Ele nos amou nós ainda estando em pecado e o desagradando, mesmo assim se fez homem e habitou entre nós, e deu a sua vida por nós.
Glória a Deus nas alturas que tudo criou, Glória ao Filho amado que nos resgatou, Glória ao Espírito Santo que nos consola e nos dá a certeza que somos filhos de Deus.
Homens e Mulheres rendei graças ao Eterno, sejais gratos(as) ao Todo Poderoso, pois Ele tem derramado em nossos corações do seu amor.  Mas lembremos que somente homens e mulheres que aceitam o chamado do Deus vivo usufruem dessa grande e maravilhosa promessa.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

A BÍBLIA E JESUS

A Bíblia e Jesus !                                      1. Em Gênesis Jesus é: O nosso Criador (Gn 1) e A Semente da mulher. (3:15)...