sábado, 31 de agosto de 2019

JESUS, O NOSSO RECONCILIADOR


Deus nos reconciliou com Ele por meio de Jesus, o Cristo.  Jesus fez o sacrifício vicário por toda a humanidade, porém somente as pessoas que creem nesse sacrifício recebem Dele, a salvação.
A salvação em Jesus, por meio da sua morte em uma cruz, foi a maior prova do amor de Deus por nós, pois Ele deu o seu filho para morrer por nós.
Adão e Eva desobedeceram o Criador no Paraíso, mas Jesus O obedeceu até o fim, nos dando a possibilidade de nos reconciliar com o Eterno,  
O mais sublime desse acontecimento é que Jesus morreu pela humanidade mesmo sabendo que muitos iriam o rejeitar, mesmo a humanidade estando caída em delitos contra o Criador, assim mesmo Ele se deu por nós, morrendo em uma cruz, porém, Ele não ficou na sepultura que foi colocado o seu corpo, pois ao terceiro dia Ele ressuscitou.
Hoje, todos nós temos a oportunidade de vivermos uma nova vida, através de Jesus, que é o nosso Salvador, o único caminho que nos leva ao Pai.
Ele salva o mais vil pecador, e também salva o homem mais honrado da face da terra, pois diante de Deus todos pecaram, o ser humano mais vil e o mais honrado, ambos precisam passar pela experiência do novo nascimento.
Em Cristo nos tornamos novas criaturas, pois o Espírito Santo passa a habitar na vida daqueles(as) que aceitam a Ele como Salvador.
Por mais que o homem e a mulher possam se achar justos, isso não é uma realidade, pois todo homem e toda mulher só são justificados por Deus, quando se arrependem dos pecados e aceitam a Jesus, como Senhor e Salvador, fazendo isso o homem e a mulher se tornam justos diante de Deus.
Em Jesus nos tornamos mais que vencedores, em Jesus temos paz com Deus, em Jesus somos transformados e restaurados para a glória do Pai Eterno.
Que todo ser humano saiba agradecer a Deus por esse tão grande benefício, e O honre, crendo e aceitando o presente que Deus nos deu, que é a salvação em Jesus Cristo.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

DEUS É BOM EM TODO TEMPO

Quando não vemos mais saída para nossos problemas, quando parece que as pessoas ao nosso redor não nos entende, é a hora de voltarmos para Deus que é o único que tem poder para mudar todas as coisas em nossa vida.
Porém, devemos nos lembrar do Criador, o Eterno em todos os momentos, sejam momentos bons ou ruins.
Lembrando-nos de Deus, buscando a sua face, fazendo o seu querer, certamente seremos renovados em força, e teremos a cada dia a esperança renovada.
Deus é fiel e prometeu estar conosco todos os dias, e quando damos ouvido a essa tão maravilhosa promessa, não há problema que possa nos barrar, porque a nossa frente está o Senhor dos Exércitos, o Deus forte e poderoso.
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos e são novas a cada manhã.  Cada dia temos a rica experiência de sentir a presença de Deus bem pertinho de nós, mostrando o quanto nos ama.
Deus é o nosso escudo, Ele é a nossa vitória, só Nele somos vitoriosos diante das lutas, e com Ele, mesmo estando em dificuldades temos paz e conforto, pois Ele cuida de nós.
Na nossa caminhada encontramos pedras e espinhos, e muitas das vezes nos machucamos, mas em Deus encontramos o bálsamo para as nossas feridas.
Servir a Deus é gratificante, pois sabemos que Ele nos ama e opera maravilhas na vida dos seus servos e servas.
O povo que busca a Deus com sinceridade, em espírito e em verdade, sempre tem o que testemunhar sobre a bondade do Eterno, pois Ele cuida dos seus nos mínimos detalhes.
Bom e maravilhoso é servir ao Senhor, andar na sua presença, O adorando na beleza da sua santidade porque Ele é fiel em todas as suas promessas.
O eterno é bom em todo tempo e com Ele somos beneficiados aqui na terra e por fim habitaremos com Ele para sempre no céu.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

quarta-feira, 31 de julho de 2019

JESUS BREVE VEM

Muito em breve Jesus virá buscar o seu povo.
A palavra de Deus nos afirma que Ele subiu aos céu mas virá novamente para buscar os seus escolhidos para estar com Ele para sempre.
Breve a trombeta soará e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, e os que estiverem vivos serão transformados, para se encontrarem com Cristo nas nuvens.
Somente serão arrebatados as pessoas que perseveraram em seguir o Salvador, os que creram e os que creem que através do sacrifício que Jesus fez pela humanidade, morrendo em uma cruz pelos nossos pecados, irão participar desse maravilhoso dia.
Jesus morreu por toda a humanidade, porém, somente os que creram e creem poderão usufruir dessa maravilhosa benção.
Ele convida a todos para participar dessa benção, Ele  não faz acepção de pessoas, não lançará fora os que se chegam a Ele.
Deus é bom e a sua misericórdia é para sempre.  Ele amou a humanidade de tal maneira que deu seu filho para morrer por nós.
Somente os que reconhecem esse amor, os que dão valor ao sacrifício que Ele fez, serão bem-aventurados e contemplarão o Senhor face a face.
A vinda do Senhor não é um sonho, é uma realidade, e o prazer dEle é que todos nós desfrutemos dessa benção, porém, somente os que creram e os que creem poderão usufruir dessa tão grande benção.
Estejamos preparados para esse grande dia, sejamos fiéis a Deus e que sempre estejamos com a nossa vestimenta espiritual limpa, e que não falte o óleo sobre a nossa cabeça.
A realidade é uma só:  JESUS BREVE VIRÁ.
Sejamos praticantes da sua Palavra, não somente ouvintes, para que sejamos dignos de participar desse maravilhoso evento.  E que possamos dizer: Ora vem Senhor Jesus.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - Baseado na Palavra de Deus

DEUS É O SENHOR


Ao Deus Criador, Santo, Poderoso, que era e que é, o Eterno rendemos o nosso louvor, pois só Ele é digno de toda nossa adoração.
Só Nele e somente por Ele todas as coisas estão firmadas.  Ao Eterno Deus que nos fez sua imagem e semelhança devemos depositar toda a nossa confiança.
Ele é o que nos guarda, só a Ele devemos ter como o nosso guia, pois Ele sabe todas as coisas e o seu querer é o melhor para nós.
Se de todo o nosso coração o buscarmos, certamente Ele inclinará para nós os seus ouvidos e responderá as nossas orações.
Perto Ele está de quem tem o coração contrito, de todos os que o invocam em verdade, de quem reconhece nele a real segurança.
Ele é real e a sua presença na vida de todos que a Ele buscam é real.
As misericórdias do Senhor dura para sempre, e o seu amor por nós não tem limite.
A vontade dEle é que sejamos prósperos, que estejamos na sua presença continuadamente, para por Ele sermos protegidos.
Enquanto estivermos peregrinando nessa terra, tenhamos em mente que a Ele devemos temer, a Ele devemos honrar, a Ele devemos ser gratos eternamente.
Não sabemos qual será o tempo de nossa peregrinação, mas enquanto vivermos precisamos obedecê-lo para termos direito à vida eterna.
O prazer de Deus é de nos abençoar, cuidar de nós como o Pai amoroso que Ele é.  Ele é fiel e toda a sua obra é verdade.
A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, porém, só seremos salvos se colocarmos a nossa confiança nEle, O obedecendo piamente.
Ele é fiel, e ainda que não sejamos fiéis, Ele continua fiel, pois Ele é Santo eternamente.
Os anjos o adoram, e nós devemos adorá-lo na beleza da sua santidade.
Sejamos gratos a Ele e sejamos perseverantes em obedecê-lo, pois breve vêm o dia que todos nós estaremos diante dEle, e se formos fiéis estaremos para sempre com Ele.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

domingo, 30 de junho de 2019

A PRESENÇA DO SENHOR

Em tudo na nossa vida precisamos nos deixar sermos guiados pelo Espírito Santo de Deus, para que façamos somente a vontade de Deus.
Andar na presença de Deus nos enche de alegria, pois somente Ele pode encher a nossa alma de paz e alegria, e a nossa vitória vem somente Dele.
O homem e a mulher que busca fazer a vontade do Pai, mesmo em meio as dificuldades da vida, sempre será vitorioso, porque de Deus vem o socorro.
A presença de Deus nos torna fortes porque Ele é a nossa fortaleza, o nosso escudo, a nossa torre forte, o abrigo em meio a tempestade.
Todas as pessoas que em Deus se refugiam jamais serão desamparadas,

e sempre triunfarão, pois quem está na frente é o Senhor dos Exércitos, o Deus poderoso na batalha.
Não há barreiras para aquele(a) que anda diante do altíssimo, porque o Altíssimo abre os caminhos e nos ajuda a passar em segurança e obter a vitória.
Jesus veio ao mundo na forma de homem, sendo Deus humilhou-se a sí mesmo, nos dando exemplo de fidelidade, de uma vida plena em Deus.
Sendo Deus, se fez homem, habitou entre nós e nos reconciliou com o Pai, por amor no resgatou da maldição do pecado nos dando uma nova oportunidade de termos comunhão com o Deus Eterno.
Como diz o salmista Davi:  "Bendize ó minha alma ao Senhor e não se esqueça de nenhum dos seus benefícios".
Em agradecimento ao Senhor por todos os seus benefícios, devemos obedecê-lo voluntariamente e por amor, pois Ele tem cuidado de nós.
Ele está conosco todos os dias nos fortalecendo, nos guardando e nos dando vitória nessa jornada, que as vezes por alguns momentos parece que não teremos vitória, mas pela fé no nome de Jesus, vivemos de vitória em vitória.
Guiados pelo Espírito de Deus as lutas jamais nos farão desistir de seguir o nosso Deus, pois é Ele que sustenta e ajuda todas as pessoas que a Ele se achegam.
"Torre forte é o nosso Deus".  A nossa rocha inabalável.  Com Ele somos mais que vencedores porque na cruz Ele deu o brado de vitória, consumando a nossa salvação.
Lembremos sempre que na presença de Deus até a tristeza salta de alegria, e todo ser humano que a Ele aceita e anda diante Dele não tem lugar a tristeza, pois a alegria do Senhor é a nossa força.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira -  Bacharel em Teologia  -  baseado na Palavra de Deus

sábado, 29 de junho de 2019

JESUS: A NOSSA ESPERANÇA


Ouvimos muitas pessoas dizerem que a esperança é a última que morre, essa expressão é muitas das vezes é usada até por algumas pessoas que já tiveram um encontro real com Jesus, porém, não buscam conhecer a sua Palavra.
Verdadeiramente a esperança do cristão nunca morrerá, pois a nossa esperança é Cristo, e Ele está vivo eternamente, pois Ele é o Deus Eterno.
Por mais que sejam as aflições, as necessidades, o homem e a mulher que busca a Deus, sempre terá uma saída, uma solução para os problemas, porque Ele é a porta de escape para todos que nele confia.
A real esperança daqueles(as) que já tiveram um encontro pessoal com Jesus, recebendo-o como seu salvador é um dia estar para sempre com Ele.  Enquanto esse dia não chega, os verdadeiros servos e servas de Deus, caminham louvando e bendizendo a Deus, pois sabem que aqui são peregrinos, e em meio aos problemas e dificuldades sempre terão a ajuda do Espírito Santo para os consolar e os fortalecer a cada dia para vencerem os dias maus, pois em Cristo Jesus, homens e mulheres que servem a Deus, são mais que vencedores, pois um dia em uma cruz, Jesus deu o brado:  ESTÁ CONSUMADO.  Ele morreu pelos nossos pecados, mas ressuscitou ao terceiro dia e vive eternamente, e por Ele a vitória de todos(as) que Nele se refugia é certa.
Ele é o Deus do impossível, o Deus que não perde batalha, assim, não há como perdermos a nossa esperança, pois Ele é fiel.
"A nossa esperança é a sua vinda", e sua vinda é certa.  Um dia a trombeta soará, e todos os que morreram em Cristo serão ressuscitados e os que estiverem vivos serão transformados para se encontrarem com Cristo nas nuvens.
É essa esperança que faz com milhões de pessoas perseverem em servir a Deus, pois nessa caminhada Deus sempre estará com o seu povo, abençoando, fortalecendo, animando até chegar o grande dia da sua vinda.
Jamais diga em seu coração ou com os próprios lábios que perdeu a esperança, pois a esperança do homem e da mulher de Deus não está nas coisas dessa terra, mas sim no autor e consumador da fé, JESUS CRISTO, O FILHO DO DEUS ETERNO, que vive e reina eternamente.  Amém.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus


DEUS CONOSCO, O NOSSO SALVADOR


Deus veio ao mundo em forma de homem através de seu Filho Jesus Cristo.
O mesmo Deus que falou com Moisés no monte desceu à terra e se fez homem e habitou entre nós nos ensinando o caminho que devemos andar.
Jesus fez muitos milagres no meio do povo, pregou e ensinou a Palavra de Deus, mostrando qual é a perfeita e agradável vontade de Deus.
Sem mancha, sem corrupção, sem pecado, Ele foi o único que podia fazer um sacrifício perfeito ao Pai por toda a humanidade.  Feito o sacrifício pelos nossos pecados, e agora por meio do sacrifício realizado por Ele, tempos paz com Deus e livre acesso a presença do Pai celeste, o Todo Poderoso.
Diz a Palavra de Deus, que Ele "veio para os seus, mas os seus não o receberam, mas todos quantos o receberam deu-lhes o poder de ser feitos filhos de Deus".
A porta se abriu para toda a humanidade, e agora todos nós temos livre acesso ao Pai por meio de Jesus Cristo, seu Filho amado.
Outrora não tínhamos esse privilégio, mas agora, nos arrependendo dos nossos pecados, aceitando  a Cristo como nosso Salvador, o privilégio que pertencia momentaneamente somente aos judeus tornou-se também o privilégio de todas as pessoas que se chegam a Deus por meio de Jesus.
Só em Deus temos paz e segurança, somente Nele devemos confiar, e só a Ele prestar o nosso culto de louvor e adoração, pois somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.
A humanidade outrora perdida, hoje, pode, se entrar pela porta verdadeira que é Jesus Cristo, entrar no santuário do Altíssimo pelo sangue vertido na cruz por todos nós.
Todo ser humano que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, recebe de Deus a benção da salvação, da reconciliação, e o Espírito Santo vem habitar no coração de todos(as) que entram por esse caminho, e esse mesmo Espírito Santo testifica no coração do que crê, que ele ou ela é filho(a) de Deus.
Incontáveis são os benefícios dessa rica decisão, cujo benefício maior é a salvação da alma, que um dia, se permanecer na presença de Deus, o verá como Ele é, e estará para sempre com Ele.
Glória a Deus por essa maravilhosa benção, benção essa que pode ser alcançada por todos(as) que vierem a Jesus, para obter perdão e salvação, e certamente se transformarão em uma nova criatura.

Fonte:  Texto redigido por Edilberto Pereira  -  Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

quinta-feira, 30 de maio de 2019

MUDANÇA DE VIDA EM JESUS


Quando por motivos de fraquezas, incredulidades ou até mesmo por rebeldias, o ser humano se afasta do seu Criador, a tendência é se viver uma vida de derrotas e fracassos.  Precisamos ter em mente que o viver de aparências é hipocrisia, e isso não agrada ao Criador do Céu e da Terra.
A aparente felicidade que as vezes o dinheiro, a fama e o ser reconhecido pelos homens traz para aquele(a) que se afasta da presença de Deus não dura para sempre.  Acabando o dinheiro, a fama, certamente há de desaparecer também os falsos amigos que, enquanto a vida boa de quem tem dinheiro para gastar proporcionava as vezes, alegrias passageiras.
Deus é o único que não nos trata segundo o que aparentamos ser, pois Ele conhece o que está no mais íntimo do coração do ser humano.  Ele sabe muito bem quem é sincero(a) e quem não é.
Por Deus ser onisciente, aos olhos dele nada escapa.  Ele tudo vê.
O ser humano por sí só, não consegue agradar a Deus, ainda que muitas das vezes praticam obras de caridades, parecendo se preocupar com o próximo, mas na realidade, até mesmo sem perceberem,estão agindo como verdadeiros hipócritas.
Com todas essas imperfeições, ainda existe uma saída para o homem e para a mulher.  Jesus Cristo é a saída para todo ser humano, até mesmo aqueles(as) que são marginalizados pela sociedade.  
Em Jesus, o homem e a mulher, se quiserem, se se arrependerem dos seus pecados, e aceitarem a Jesus Cristo como Salvador, esse quadro certamente mudará. 
A humanidade passará da morte(espiritual) para a vida, pois Jesus é a vida, e quem crê nEle tem vida abundante.
A resposta para todos os males da humanidade está em entregarem a vida para Jesus, O aceitando como Salvador e Senhor,  homens e a  mulheres cheios de malícias e enganos, tornar-se-ão novas criaturas em Cristo Jesus.
Há solução para os problemas da humanidade, e todas as pessoas que voluntariamente servem ao Deus Eterno serão recompensados não só nessa terra, como também serão recompensados no porvir.
Despertemos enquanto é dia, pois a noite vem, e ninguém poderá fazer mais nada.  Enquanto é dia, esforcemo-nos para agradar ao Pai Eterno para receber dEle não só as bençãos que precisamos aqui como também a vida eterna, aonde estaremos para todo o sempre com Ele.

Fonte:  Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

sábado, 25 de maio de 2019

O VÉU DO TABERNÁCULO


O VÉU DO TABERNÁCULO

ÊXODO 26.31-37

Entendendo que Deus já está agradado completamente pelo sacrifício de Cristo, que é bem constado pelo Novo Testamento, por quê voltar ao passado e estudar as figuras que apontam a este sacrifício de Cristo no Velho Testamento?
É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais de nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco) tem “a sombra dos bens futuros” (a Pessoa e Obra de Cristo) e conhecendo essas sombras perceberemos melhor o Real (Hebreus 10.1). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.
Introdução
O titulo dessa mensagem sobre o véu do Tabernáculo poderia ser: De Separação À Entrada Ousada. O véu era posicionado entre o santuário, onde o sacerdote ministrava pelos outros, e o lugar santíssimo, onde Deus habitava entre os querubins sobre o propiciatório da arca do testemunho ou da aliança. Fez separação entre o que não era santo e Aquele que é santíssimo.
O Tabernáculo, com todas as cerimônias ritualísticas, não passou a ser nada mais além de “a sombra dos bens futuros” (Hb 1.1; 10.1). Por mais bela a sombra esteja, ela não é o Verdadeiro.
O véu do Tabernáculo representava uma triste verdade: o homem é pecador e é vedado O caminho para ele ir sozinho a Deus (Ex 26.33; Lv 16.2, “que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque Eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”; Is 59.1-3, “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”; Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”).
Enquanto o véu ficava no seu lugar a consciência pesada do homem existia. Enquanto o véu separava o homem pecador do Deus santo, o pecador teve medo do julgamento do seu pecado por este Deus que é um fogo consumidor (Hb 10.2,3).
A entrada ousada na presença deste Deus é uma realidade hoje através de umas condições, condições estas que foram preenchidas completamente e somente por Jesus Cristo.
O Material Usado na Construção do Véu do Tabernáculo – Ex 26.31
O véu do Tabernáculo era feito de linho fino torcido com azul, púrpura, carmesim, com a imagem de querubins de obra prima bordada nele. Desde que tudo no Tabernáculo eram sombras ou tipos simbólicos de Cristo, esse material apontava ao Cristo.
O azul representava: Natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou homem celestial, I Coríntios 15.47,48; João 1.18; Hebreus 7.26; a origem celestial de Cristo.
A púrpura representava: Realeza, Soberania de Cristo, o “Rei dos reis, e Senhor dos senhores”, Apocalipse 19.16; Marcos 15.17-18.
O carmesim representava: Sacrifício, Apocalipse 5.9-10; Números 19.6; Levítico 14.4; Heb 9.11-14, 19, 23, 28.
O linho fino representava: Justiça, Cristo é o Justo, e os que são dEle tem a Sua justiça, II Coríntios 5.21; Apocalipse 19.8; I Coríntios 1.30. Sendo torcido, era dobrado o fio seis vezes fazendo o véu grosso e pesado (Gill).
O branco, do linho fino torcido representava: perfeição, pureza e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Cristo (Ap 7.9-17; Sl 132.9).
Os querubins representavam: somando tudo que fala dos querubins pela Bíblia podemos resumir que eles representam a autoridade e poder judicial de Deus (Gn 3.24). Não há como chegar a Deus sem responder pelo julgamento dos pecados. Pelos querubins terem presença no véu do Tabernáculo entende-se que a entrada à presença de Deus é somente através do julgamento dos pecados. Assim aponta ao Cristo: O Espiritual com natureza celestial (azul), O Soberano (púrpura), O Sacrifício idôneo (carmesim), O Justo (linho fino) e O Perfeito (branco do linho fino). Cristo, nessas qualidades, deu-Se a Si mesmo na cruz, recebendo assim o julgamento do pecado de todo pecador arrependido (II Co 5.21; Tt 3.5; I Pd 1.18-21) e repassando à estes as Suas justiças (II Co 5.21; I Pe 3.18).
A Posição do Véu no Tabernáculo – Ex 26.32-35
O véu do Tabernáculo fazia separação entre o santuário e o lugar santíssimo. Dentro do véu era a Arca do Testemunho. Fora do véu eram a mesa e o candelabro.
O véu do Tabernáculo foi pendurado debaixo dos colchetes sobre quatro colunas de madeira de Acácia, representando a humanidade incontaminável de Cristo. Essas colunas eram cobertas de ouro, representando a divindade pura de Deus. Cristo é tanto homem quanto Deus, fatos declarados pela simbologia destas colunas que existem para que o véu do tabernáculo fosse pendurado.
As bases que fixava as colunas no lugar eram de prata. Prata representa a redenção por ser ela a moeda da expiação (Levítico 5.15; 27.3; 6,16; Êxodo 30.12-16; Números 18.16).
O fundamento destas bases era a redenção. A redenção, representada pela prata, é a base da encarnação de Cristo, representado pelas colunas. A entrada à presença terrível de Deus é somente pelo julgamento dAquele que é Celestial, Soberano, o Puro Sacrifício Eterno e Justo, o Único que pode agradar a Deus, o Seu Filho Unigênito, O Jesus Cristo.
A Representação do Véu do Tabernáculo – Hb 10.1-23; Is 53.10-12
O véu a todos mostrava a separação do homem do Santo Deus. Por Deus ser santo, e o homem ser destituído da glória de Deus, ou seja, da glória da santidade, há separação (Is 59.1-3).
O véu mostrava a maneira de aproximação do homem pecador para o Santo e Glorioso Deus. Essa aproximação era somente por um sacerdote idôneo e somente com sangue (Lv 16.14; Jo 9.7, 14).
Cristo é Quem foi representado pelo véu do Tabernáculo (Hb 10.19, 20, “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,”; Ef 2.12-16; Cl 2.13-15; 3.7-11). Cristo é a Entrada – Isa 53.10, 11. Por Ele, o pecador arrependido e crente pela fé em Cristo Jesus, não apenas tem entrada à presença de Deus, mas, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus (Hb 10.19).
Cristo, em Hb 10.10-23, é o grande Sacerdote que se ofereceu a Si mesmo como o verdadeiro sacrifício aceitável que purifica os nossos corações da má consciência (v. 12-14, 21, 22). Ele é o sangue que abriu o caminho pelo véu (v. 19), sendo Ele mesmo o próprio véu e o Caminho novo e vivo a Deus (v. 20; Jo 1.29; 14.6). Tudo o que Ele é foi aceito pelo Pai e percebemos isso na Sua morte (Mc 15.38, “E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”), na Sua ressurreição (At 17.30,31, v. 31, “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos), e na Sua ascensão (Jo 7.39; At 2.31-36, v. 33, “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis”).
Por Cristo ser tudo na aproximação do pecador remido a Deus, somos incentivados a reter firme a confissão da nossa esperança, a estimular uns aos outros às boas obras e congregar sempre que temos oportunidade; porque fiel é Ele que prometeu tais bênçãos (v. 23-25).
Conclusão
Cristo é a gloriosa e única entrada à presença de Deus. Ele é somente a entrada para os que se arrependeram dos seus pecados e creram nEle pela fé. Como é contigo e Deus? É ainda separado, ou tem ousadia para entrar? O diferencial é Cristo, o próprio véu e o caminho para Deus.

Autor: Pr Calvin Gardner
Ortografia e correção grammatical: Brenda Lia de Miranda 04/2007
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

sábado, 18 de maio de 2019

O CRISTIANSMO ANTIGO



1 O CRISTIANISMO ANTIGO:
1.1 A ORIGEM, PERSEGUIÇÕES E ENSINAMENTOS (PRIMEIRAS REFERÊNCIAS AOS EVANGELHOS) E O SURGIMENTO DAS HERESIAS

PROBLEMATIZAÇÃO
Desde os primeiros séculos, houve algumas divergências entre alguns grupos do cristianismo causando divisão nas igrejas surgindo vários grupos, e cada grupo dava uma interpretação para os ensinamentos da religião, assim para resolver esse problema foi criado em 434 o cânon vicentino.

JUSTIFICATIVA.

Demonstrar a relevância  do cristianismo sendo uma religião fundamentada em um homem, que com suas ideias mudou o rumo da história tendo uma grande influência no mundo contemporâneo.
Sabendo que, é uma religião que milhões de pessoas afirmam terem suas vidas transformadas quando passaram a acreditar nos ensinos expostos na principal literatura cristã que é a Bíblia Sagrada, principalmente o Novo testamento que traz todo o ensinamento a respeito de Jesus e suas obras.

OBJETIVO GERAL

Apresentar que apesar da perseguição á religião, os ensinamentos do cristianismo antigo, é muito eficaz nos primeiros séculos.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Esse trabalho não tem o foco de desmerecer outras religiões, somente mostrar aos leitores que o cristianismo que outrora foi considerado lenda pelo Império Romano, resistiu todas as perseguições contra ela levantada na antiguidade, foi e ainda continua tendo uma grande influência no modo de viver das pessoas. Esse trabalho está limitado somente ao mundo antigo devido a influência que o cristianismo teve na antiguidade, mas ainda hoje é grandemente influente.
Não há como negar a realidade histórica a respeito do homem chamado Jesus, e como no mundo antigo as pessoas que Nele acreditaram, defenderam as suas crenças baseadas nos ensinos de Jesus e enfrentaram a fúria dos opositores.

ORÍGEM DO CRISTIANISMO
O cristianismo, religião fundamentada na pessoa de Jesus, nascido em Belém por volta do século IV a.C, atualmente é a religião com o maior número de seguidores em todo o mundo, e os seguidores da religião são chamados cristãos.  Segundo a Bíblia Sagrada, assim está escrito em Atos dos Apóstolos 11:26 :“E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente.  Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Almeida, 2009, pág. 1445)
Embora haja discordâncias de pensamentos por parte de todos os ramos do cristianismo, todos acreditam que Jesus é o Messias prometido, o Filho de Deus, o Salvador do mundo.
No entanto a verdade é que, pouco se sabe historicamente sobre Jesus, porém é certo que foi um personagem histórico, real e que mudou o rumo da história da humanidade.
Os maiores relatos sobre Ele está contido na Bíblia, o livro sagrado do cristianismo. Sabe-se que Ele nasceu de uma virgem chamada Maria, casada com José, seu pai adotivo.  Maria deu a luz ao menino milagrosamente como afirmam os escritos bíblicos, pouco é relatado sobre a sua infância, o último relato bíblico da sua infância foi a respeito de uma festa em Jerusalém quando Ele estava com 12 anos.
A Bíblia relata que com quase 30 anos, Jesus passou a ensinar sobre o reino de Deus, período esse que efetuou muitos milagres, curas e maravilhas. No início escolheu 12 homens que foram seus discípulos, que o acompanharam durante 3 anos e meio.
No entanto Jesus foi perseguido pelos religiosos da época, e que tentavam desacreditá-lo diante do povo que muito o estimava. Ele foi traído por um dos seus discípulos por nome Judas Iscariotes, e injustamente, mediante falsas acusações foi entregue as autoridades da época, onde foi morto em uma cruz.
Porém, como Ele mesmo avisava seus discípulos que iria ressuscitar ao terceiro dia e que tudo o que aconteceu já estava predito pelos profetas do Velho Testamento, Ele ressuscitou segundo as escrituras e isso é a crença de todo cristianismo.
Afirma as escrituras que após a sua ressurreição, andou entre os seus seguidores por 40 dias, e logo após subiu ao céu na presença de seus seguidores. Ele deixou aos seus discípulos a ordem de levar a mensagem de salvação a toda a humanidade, ordem essa que foi cumprida pelos discípulos que passaram a ser chamados de apóstolos.
Antes de subir ao céu, Jesus disse aos seus seguidores para que ficassem em Jerusalém, porque eles seriam revestidos de poder, e essa promessa se cumpriu no dia de Pentecostes ou festa das colheitas, uma festa realizada pelos judeus anualmente para agradecer a Deus pela colheita realizada.
No dia de Pentecostes estavam em um cenáculo, quase 120 pessoas, as quais receberam a promessa da vinda do Espírito Santo, dentre as quais os discípulos, a mãe de Jesus e seus irmãos.
Nesse dia um dos seus discípulos por nome Pedro se levantou e falou ao povo sobre o que estava acontecendo.  Haviam pessoas de várias nações na festa de Pentecostes, e todas as pessoas ouviam na sua própria língua o que estava sendo falado pelas pessoas que estavam no cenáculo
Os ouvintes pensavam que essas pessoas estavam embriagadas, porém Pedro explicou ao povo que o que estava acontecendo já tinha sido predito pelo profeta Joel no Velho Testamento e que naquele dia estava se cumprindo.
Nesse dia quase 3.000 pessoas se converteram ao cristianismo com a pregação de Pedro.  No Atos dos Apóstolos, um dos livros Inseridos na Bíblia, há o relato de como foi o início da igreja, o registro dos milagres, das curas, das perseguições que os apóstolos sofriam por anunciar a mensagem do evangelho (boas novas).
No princípio da igreja cristã Pedro e Paulo foram os mais que mais influenciaram nas suas mensagens. Pedro foi discípulo de Jesus, andou com seu Mestre durante o ministério de Jesus, porém Paulo só veio a se converter anos mais tarde.  Paulo por ser um fariseu, uma das seitas do judaísmo, perseguiu a igreja, consentindo na morte de Estevão, um dos seguidores de Jesus, que foi o primeiro mártir, ou seja, morreu por defender os ideais do cristianismo.  Porém Paulo no caminho de Damasco quando ia prender os cristãos teve um encontro com Jesus, e a partir daí passou a ser um fiel seguidor e passou a ser um dos principais anunciadores da mensagem de Jesus.
Conta-nos a tradição da igreja que todos os discípulos foram martirizados, exceto João, que morreu de morte natural, porém a igreja continuou crescendo, e mesmo mediante as perseguições que vieram sobre os cristãos, o cristianismo nunca foi contido.
PERSEGUIÇÕES CONTRA O CRISTIANISMO

A perseguição de Nero (64)
Nero para se livrar de suspeitas de ter ordenado o incêndio de Roma, culpou e castigou cruelmente os cristãos, que eram vistos como detestáveis abomináveis, eram considerados o opróbrio do gênero humano.
De início todos foram presos todos os que confessavam ser cristãos.  Por serem acusados de serem o opróbrio do gênero humano uma multidão foi condenada à morte, uma vez condenados à morte se tornaram objetos de diversão. Alguns, costurados em peles de animais, expiravam despedaçados por cachorros.  Outros morriam crucificados.  Outros ainda eram transformados em tochas vivas para iluminar a noite.
Durante o reinado de Nero os apóstolos Pedro e Paulo foram martirizados.

A política de Trajano contra os cristãos
Para Trajano os cristãos não deveriam ser perseguidos, porém, se houvesse denúncias procedentes contra eles, era autorizado que se aplicasse castigo, com a ressalva de que, se alguém negasse ser cristão, e adorassem os deuses, seriam perdoados.
Em 155, Policarpo o Bispo de Esmirna foi martirizado.  Foi queimado vivo, embora segundo testemunhas foi preciso um verdugo para matá-lo com a espada no meio do fogo.  Assim disse Policarpo diante da insistência do procônsul para que ele insultasse a Cristo, segundo o Livro Documentos da Igreja Cristã: “Jura e te soltarei.  Insulta a Cristo”. “Oitenta e seis anos há que sirvo a Cristo.  Cristo nunca me fez mal.  Como blasfemaria contra meu Rei e Salvador ? (Bettenson, 2001, pág. 41)
Várias perseguições contra os cristãos surgiram:
          A perseguição em Lyon e Viena (177)
          A perseguição no tempo de Décio (249-251)
          A perseguição no reinado de Valeriano (253-260)
          A perseguição diocleciana (303-305)
          Alguns dos imperadores perseguidores de início eram favoráveis aos cristãos como Valeriano e Diocleciano que sua esposa e filha eram catecúmenas.
Como vemos nesse trabalho os cristãos foram duramente penalizados por sua crença em um único Deus no meio de um Império que adoravam vários deuses.  Cumpriu-se assim o que foi predito por Jesus, conforme a Bíblia Sagrada em João 16:2: “Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus.”(Almeida, 2009, pág. 1415)
E segundo o livro Documentos da Igreja Cristã, assim está escrito: “Desse modo sofreram os santos mártires tais tormentos que não podem ser expressos em nenhum discurso.” (Bettenson, 2001, pág. 44)
As perseguições, os martírios não abalou a fé de muitos cristãos até que no ano 311 aconteceu o Edito de Tolerância, pelo qual os cristãos obtiveram autorização para retornarem ao correto uso de sua religião.

O EDITO DE MILÃO (Março de 313)

Depois de tantas perseguições e proibições aos cristãos de prestarem seu culto ao Deus único, Constantino e Lecínio, Imperadores, encontraram-se em Milão para conferenciar a respeito do bem e da segurança pública do Império, decidiram que, entre tantas coisas benéficas à comunidade, o culto divino deveria ser a primeira e principal preocupação do Império. 
No entanto, pareceu justo aos Imperadores que todos, inclusive os cristãos gozassem da liberdade de seguir o culto e a religião de sua preferência.
Os cristão receberam autorização para abraçar sua religião sem estorvo ou empecilho e que ninguém os impedissem ou os molestassem e todos os que compraram os locais de cultos dos cristãos restituíssem os locais sem qualquer pretensão ou pagamento.
Percebemos que, a liberdade de culto garantida aos cristãos e a outras religiões da época, porém o foco desse trabalho é o cristianismo.
Pode-se dizer que aqui se iniciou uma nova era para os crentes em Jesus, homens e mulheres que mesmo outrora tendo sua liberdade tirada, continuaram perseverando na fé e certamente essa atitude desses Imperadores foi resposta de oração dos cristãos da época. O cristianismo resistiu a fúria de muitos Imperadores e pode-se dizer que como recompensa divina obtiveram sua liberdade de cultuar a Deus da maneira que eles criam.
AS PRIMEIRAS REFERÊNCIAS AOS EVANGELHOS
Papias, bispo de Hierápolis (c. 130) e Irineu, bispo de Lyon (final do 2° século), e o cânon de Muratori, que o original grego possivelmente seja do final do 2° século norteiam como chegaram até nós os evangelhos e as demais cartas neotestamentárias.
Papias não afirmou ter sido discípulo ocular e auricular dos santos apóstolos, mas declarou apenas ter recebido a norma da fé de familiares dos apóstolos. Ele não hesitou em comunicar tudo quanto outrora aprendeu diligentemente dos mais antigos e memorizou com cuidado, tendo plena certeza de sua fidelidade. Gostava de seguir homens que ensinavam a verdade, homens que recordavam os mandamentos que o Senhor confiou a fé cristã.
Todas as vezes que se encontrava com alguém que conversou com os antigos, perguntava diligentemente acerca dos ditos destes, do que André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus ou qualquer outro discípulo do Senhor costumava narrar. Sempre pensou que tiraria menos proveito de livros e muitos mais da palavra viva dos sobreviventes.
Papias transmitiu-nos outras narrativas do citado Aristião relativas aos discursos do Senhor e às tradições derivadas de João, o ancião.  Prazeroso em indica-las aos estudiosos que as consultarão.  Papias anotou com respeito a Marcos, o evangelista.  Eis sua palavra: “O ancião João contava que Marcos se tornou o intérprete de Pedro e diligentemente, embora sem ordem, escreveu todas as coisas que, sobre ditos e fatos do Senhor, confiara à sua memória; pois, pessoalmente, nunca viu nem seguiu ao Senhor, mas, como acabo de dizer, viveu com Pedro.  Pedro pregava o Evangelho para benefício dos ouvintes e não para formular alguma história sistemática das palavras do Senhor. 
Portanto, Marcos não errou escrevendo as coisas conforme as tirava da memória.  Preocupava-o uma só coisa: nada omitir de tudo quanto tinha ouvido e não lhe acrescentar falsidade alguma”.  Isto é o que conta Papias sobre Marcos. Quanto a Mateus, informa o que segue; “Mateus, de início, escreveu os ‘logia’ ou oráculos do Senhor na língua hebraica e cada qual os interpretou da melhor forma possível”. Papias utilizou ainda testemunhos tirados da primeira carta de João e da primeira de Pedro.

OS EVANGELISTAS E SUAS FONTES

Irineu, bispo de Lyon (fim do segundo século)
Mateus publicou entre os hebreus um Evangelho escrito na própria língua deles, enquanto Pedro e Paulo anunciavam Cristo em Roma e lançavam os alicerces da Igreja.  Depois da morte destes, Marcos, discípulo e intérprete de Pedro, nos entregou escrito o essencial da pregação de Pedro.  Lucas discípulo de Paulo, registrou em um livro o Evangelho pregado por seu mestre.  João, o discípulo do Senhor, que se reclinou em seu seio, produziu, por último, seu próprio Evangelho, quando habitava em Éfeso, na Ásia.

HERESIAS

Entende-se por heresia toda doutrina oposta aos ensinamentos divinos e que tendem a promover facções.
Percebe-se a preocupação de se alertar aos cristãos a respeito desse assunto desde a Era Apostólica aonde o Apóstolo Pedro em sua segunda carta escreveu:
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre sí mesmo repentina perdição.(João Ferreira de Almeida, 2001, pág. 1604)
Será exposto nesse trabalho somente três das várias heresias surgidas nos primeiros séculos.
Após a Era Apostólica alguns grupos se levantaram e foram considerados hereges como por exemplo os montanistas, por volta do ano 155, na Frígia, cujo o membro mais celebre foi Tertuliano, considerado um dos pais da igreja. 
Montano não tinha cargo eclesiástico e percorria os lugares acompanhado de duas mulheres, Priscila e Maximila, promovendo o que chamou de "Nova Profecia", conclamando pessoas para a volta de Cristo. Isso era feito através da voz do "Parácleto", uma manifestação profética que falava através das duas mulheres na primeira pessoa. Montano colocou a si mesmo como parácleto através de quem o Espírito Santo falava à Igreja, do mesmo modo que falara aos apóstolos. Ele tinha uma escatologia extravagante. Acreditava que o reino celestial de Cristo seria instaurado brevemente em Pepuza, na Frígia, e que ele teria um papel de proeminência nesse reino. Para que estivessem preparados para aquele acontecimento, ele e seus seguidores praticavam um rigoroso ascetismo. Não se permitia novo casamento se um dos cônjuges morresse.
A Igreja reagiu as essas extravagâncias condenando o movimento. O Concílio de Constantinopla, em 381, declarou que os montanistas deviam ser considerados pagãos.

2 - O GNOSTICISMO (do grego “gnosis”, sabedoria)

Filosofia como instrução reveladora das coisas de Deus, que leva ao entendimento do mistério da salvação. Nas Escrituras pode ser identificado o gnosticismo baseado na filosofia helenistíca e nos sábios judeus, em quem se originaram os "cultos de mistérios" dos místicos. Os gnósticos não priorizavam apenas o "conhecimento", mas a mortificação da carne, o que os dificultava crer que Deus veio em carne por meio de Jesus Cristo.
Foi uma das heresias mais perigosas dos dois primeiros séculos da Igreja. Não eram fáceis de definir, por serem demasiadas variadas suas doutrinas, que diferiam de lugar para lugar, nos diversos períodos. Surgiram na Ásia Menor, e eram como que um enxerto do Cristianismo no paganismo. Criam que do Deus supremo emanava um grande número de divindades inferiores, algumas benéficas e outras malignas. Criam que por meio dessas divindades o mundo foi criado com a mistura do bem e do mal. Interpretavam as Escrituras de forma alegórica, de modo que cada declaração das Escrituras significava aquilo que ao intérprete parecesse mais acertado. Eles diziam possuir capacidades e conhecimentos espirituais superiores que os cristãos não possuíam. Os gnósticos seguem líderes divulgadores de conhecimento espiritual que transcendem o entendimento normal, geralmente considerado secreto.

DOCETISMO

O docetismo tem grande ligação com o gnosticismo, para quem o mundo material era mau e corrompido. O nome vem do grego dokeo e significa “parecer”. Os docetistas defendiam que o corpo de Jesus Cristo era uma ilusão e sua crucificação teria sido apenas aparente.
Para os adeptos dessa heresia, a matéria é ruim e que o espírito não se envolveria com a matéria, que é o princípio do pecado, por isso Cristo parecia estar numa matéria carnal, mas na verdade não estava, era ilusório.
Na concepção desse movimento herético, sendo Cristo bom e a matéria essencialmente má, não haveria possibilidade de união entre Ele e um corpo terreno. Portanto os docetistas negavam a humanidade de Cristo, dizendo que Ele parecia ser humano, mas era divino. Afirmavam que o corpo de Jesus não passava de um fantasma, que sofrimento e morte eram apenas meras aparências. Se sofria, então não podia ser Deus; ou era verdadeiramente Deus e então não podia sofrer.
Não houve uma condenação oficial a esse pensamento, mas Irineu e Hipólito foram os opositores dessa ideia filosófica grega e pagã da época.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada para a realização deste trabalho, foi através de pesquisa bibliográfica em livros e sites.  Foram utilizados nesse trabalho a Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, Jessé Hulburt Lyman e outros.  É uma pesquisa qualitativa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Almeida Vieira João, Bíblia Sagrada, 4ª edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2009
Bettenson H. Documentos da Igreja Cristã, 4ª edição, editora Aste, São Paulo 2001
Hulburt Lyman Jesse, História da Igreja Cristã, 9ª impressão, editora Vida, 1966
Bruno Alexander – Tradutor, O livro das religiões – 1ª edição, Globo Livros, 2014
www.ecclesia.com

Pesquisa feita por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia







A BÍBLIA E JESUS

A Bíblia e Jesus !                                      1. Em Gênesis Jesus é: O nosso Criador (Gn 1) e A Semente da mulher. (3:15)...