sexta-feira, 10 de maio de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2º TRIMESTRE 2024 - LIÇÃO 5 - ADULTOS

 OS INIMIGOS DO CRISTÃO

TEXTO ÁUREO 

"Se vivermos no Espírito, andemos também no Espírito.  Não sejamos cobiçosos de vanglória, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros." (Gl 5.25,26)

VERDADE PRÁTICA 

Na jornada da fé há inimigos que tentam nos atrapalhar:  o Diabo, a Carne e o Mundo; mas em Cristo somos mais que vencedores


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 6.11-14; 1 Jo 2.5-17


INTRODUÇÃO

A Palavra de Deus identifica três grandes inimigos que se colocam diante de nós ao longo de nossa carreira cristã: o Diabo, a Carne e o Mundo.  Diante de nossa jornada para o Céu, nos deparamos com esses três inimigos.  Dessa forma, devemos estar biblicamente instruídos e, espiritualmente preparados, para enfrentá-los ao longo da caminhada com Cristo. 

O salvo que deseja seguir sua caminhada de modo firme, sólido, precisa cada vez mais achegar-se a Deus com fé, oração e meditação na Palavra, pois caso falte a fé, que é o firme fundamento (Hb 11.1), ele se tornará apático, sem vida e esperança, ficando desanimado.  Por isso, nos acheguemos a Ele com toda confiança (Hb 11.6; 12.1-3), não baixando a guarda, mas estando vigilante, pois esse arqui-inimigo é um adversário sagaz, astuto, que trabalha constantemente para destruir a nossa fé (1 Pe 5.8).

I - O PRIMEIRO INIMIGO DO CRISTÃO:  O DIABO

Trata-se do inimigo de Deus e dos seres humanos, que a Bíblia chama de Satanás, Opositor, Diabo, Inimigo, Belzebu, principe dos demônios, Tentador, Grande Dragão, a Antiga Serpente, Pai da mentira, entre outros.  Ele foi criado perfeito e era o "selo da simetria e a perfeição da sabedoria e da formosura"  (Ez 28.12 - TB), mas o seu orgulho levou-o a considerar-se igual a Deus:  "Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14).  E assim, ele foi expulso do céu:  "Como caíste  do céu, ó estrela da manhã, filha da alva!" (Is 14.12).  A Vulgata Latina emprega "Lúcifer", termo latino que significa "portador de luz", para "filho da alva".  Ele foi expulso do céu com a legião de anjos que se rebelou junto com ele.

Jesus disse que Satanás já está julgado: "e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (Jo 16.11), aguardando o dia do tormento eterno no lago de fogo, tão temido pelos demônios.

1 - O Diabo é real

A existência do Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia.  No Antigo Testamento, as ações de Satanás são descritas em Gênesis, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias.  O Novo Testamento mostra a atuação do Diabo por cerca de 25 vezes das 29 passagens dos Evangelhos em que Jesus o menciona.  Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 13.39; Lc 11.18).

Nós, cristãos que cremos na Palavra de Deus, acreditamos piamente no que ela diz sobre Satanás como um ser real.  As passagens bíblicas que tratam sobre ele, o que é seguido tanto no judaísmo como no cristianismo, evidenciam isso.

Portanto, a questão envolvendo a realidade da existência de Satanás como um ser real e maléfico está descrita na Bíblia.

A Bíblia descreve Satanás como um ser poderoso, mas, ao mesmo tempo, mostra que Deus é soberano sobre tudo e todos, inclusive sobre o Diabo, e os que vivem em Cristo não devem temer o seu poder, pois nEle temos força para vencer o poder do mal ( 1 Jo 4.4; Cl 2.15), de modo que podemos resistir aos intentos do Inimigo e estar firmes na fé (Tg 4.7; Ef 6.10-18).

2 - A descrição de Satanás

As Escrituras Sagradas descrevem Satanás como um ser espiritual que pertencia a uma ordem angelical dos querubins, sendo o mais exaltado deles (Ez 28.12,14).  Em Judas 9, por ele pertencer a uma ordem elevada, está registrado que o Arcanjo Miguel contendeu com Satanás a respeito do corpo de Moisés, mas não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele.  De fato, Satanás é o chefe dos anjos caídos.  Ele possuí poder, porém suas ações são limitadas, mas é visto como o deus deste século, o príncipe da potestade do ar ( 2 Co 4.4; Ef 2.2).  Também podemos afirmar que Satanás é um ser que possui personalidade, ou seja, ele tem inteligência ( 2 Cor 11.3), raiva ( Ap 12.17), desejos ( Lc 22.31) e vontade própria ( Is 14.13,14; 2 Tm 2.26).  Nosso Senhor considerava Satanás como uma pessoa e, por isso, usou pronomes pessoais para se referir a ele ( Mt 4.1-12; cf Jó 1.6-12; 2.1-4).

Esse inimigo é contrário ao bem.  Tudo que é bom, perfeito, justo e verdadeiro, Satanás se opõe.  Seu grande trabalho é estragar a obra perfeita de Cristo em nossas vidas, razão pela qual não podemos descansar, mas estar sempre  vigilantes ( 1 Pe 5.8).

A Bíblia diz quem é realmente o nosso inimigo, o Diabo ou Satanás, que no princípio era bom, mas rebelou-se contra Deus, e atualmente busca destruir o ser humano, contudo, Cristo se manifestou para desfazer as obras do Diabo ( 1 Jo 3.8).

3 - A identidade do Inimigo

Podemos conhecer o Inimigo por meio dos nomes que a Bíblia usa para descrevê-lo:  Serpente, refere-se a sua sagacidade e astúcia (Gn 3.1; Ap 12.9); Satanás, mencionado 52 vezes, adversário ou opositor ( Zc 3.1; Mt 4.10; Ap 20.2); Diabo, aparece 35 vezes, acusador (Mt 4.1; Ef 4.27); Maligno, revela o seu caráter ( 1 Jo 5.18,19); Dragão Vermelho, revela sua ferocidade ( Ap 12.3,7,9,10); Tentador, ação tentadora no campo da mentira e da imoralidade ( At 5.3; 1 Co 7.5); Enganador ( Ap 12.9; 20.2,3); Belzebu, chefe dos demônios (Lc 11.15); Belial, pessoa má, sem valor ( Jz 19.22; 1 Sm 30.22;  2 Co 6.15).  Esses nomes revelm uma naturza cruel, perversa e destruidora do nosso inimigo.

O segredo para vencermos o Maligno é confiarmos na graça que vem de Deus, nos sujeitando a Ele e obedecendo-lhe em tudo.  Assim, em humildade, confiando no seu poder, podemos resistir a qualquer poder do mal, pois essa postura fortalece nossa resistência frente ao nosso grande e real adversário, Satanás ( 1 Pe 5.8,9).

II - O SEGUNDO INIMIGO DO CRISTÃO:  A CARNE 

1 - Conceito bíblico de carne

Há quatro definições para a palavra "carne" na Bíblia: 1) o tecido muscular do corpo humano e dos animais (Gn 2.21); 2) o corpo humano inteiro (Êx 4.7); 3) o ser humano segundo a sua fragilidade e mortalidade (Sl 78.39); 4) a natureza humana pecaminosa (Gl 5.19; 6.8).  Dentre muitas perspectivas da palavra carne na Bíblia, a expressão "concupiscência da carne" tem grande relevância (1 Jo 2.16).  Quando o apóstolo João usa esse termo, ele se refere à satisfação carnal em todas as suas dimensões: glutonarias, sensualidade, bebedeira, relações sexuais ilícitas.  A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que a busca pelo prazer individual dita a tendência.  É o egoísmo em grau elevado.

Em Gálatas 5.19-21, Paulo faz questão de mostrar as obras da carne e o quanto elas são perversas.  Para não cumprir suas concupiscências, é preciso andar no Espírito.  O mais terrível é que os que praticam as obras da carne, além de não agradar a Deus, jamais entrarão no Céu.  A ênfase para andar em Espírito fala tanto de ser guiado, orientado por Ele, mas implica necessariamente um viver de plena santidade, visto que a missão do Espírito Santo é de nos conduzir para Deus da forma que Ele deseja.

2 - A carne no Novo Testamento

Na perspectiva do Novo Testamento. o termo grego sárx, isto é, "carne", é uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo.  Em suas cartas, o apóstolo Paulo evidencia o que uma natureza dominada pela carne pode produzir (Gl 5.19-21; Cl 3.5,9).  A carne opõe-se a Deus e aos seus propósitos, pois ela tenciona caminhar de modo independente do Altíssimo; seu desejo e vontade estão fora dos planos divinos, ela faz com que o ser humano aja como se fosse o próprio Deus.

Há abordagens diferenciadas da expressão carne no contexto teológico, isso relacionado à forma que tal palavra aparece no Novo Testamento.  Ela pode ser apresentada como natureza humana caída, revelando em essência a situação do homem desde a Queda (Gn 3), e é a partir desse momento que se passa a falar sobre inclinação pecaminosa da humanidade.  Nessa situação, o homem se torna um ser incapaz de poder salvar a si mesmo por seus méritos, pois em sí não habita bem algum (Rm 7.18).

A palavra carne também é compreendida na dimensão que envolve a encarnação de Jesus, o que é conhecido como natureza encarnada de Cristo.  Ao vir a este mundo, Jesus humanizou-se para identificar-se com humanidade pecadora, passando a ter uma real experiência com as lutas e dores de todo mortal (Jo 1.14; Fp 2.7).  Ainda na ótica da teologia, a palavra carne pode ser usada para descrever o homem mortal, dando um destaque para sua própria fragilidade humana, a qual é resultado do pecado (Rm 5.12).  O aspecto efêmero da natureza humana é descrito como erva (Is 40.6), grama (1 Pe 1.24). Não há do que o homem se orgulhar, pois é frágil demais, a qualquer momento pode morrer.

Outro sentido da palavra carne no contexto teológico fala de oposição ao Espírito Santo, conforme já tratamos, que fala da natureza pecaminosa.  Todavia, quem já tem um viver transformado pelo poder de Cristo e passa a andar no Espírito sairá vencedor (Rm 8.2).

3 - A perspectiva doutrinária da palavra carne

Doutrinariamente, a "carne" é a natureza humana depois da queda de Adão.  Como vimos, a expressão "carne" pode ser usada para se referir ao corpo humano (1 Co 15.39), mas também à natureza pecaminosa (Rm 8.6).  Nesse sentido, embora uma mesma palavra possa trazer sentidos diferentes, não há razão de confundir-se entre "carne" como corpo e "carne" como natureza pecaminosa, pois o que é produzido pela natureza pecaminosa, logo, é reconhecido; como por exemplo:  a idolatria é uma obra da carne, ou seja, da natureza humana pecaminosa (Gl 5.20).

III - O TERCEIRO INIMIGO DO CRISTÃO:  O MUNDO

1 - Perspectivas bíblicas da palavra "mundo"

Na Bíblia, a expressão mundo tem também seus variados significados, o que vai depender do seu aspecto dentro do contexto ao que está relacionado.

Há cinco conotações bíblicas para a palavra mundo: 1) a terra (Sl 24.1); 2) o conjunto das nações conhecidas (1 Rs 10.23); 3) a raça humana (Sl 9.8; Jo 3.16); 4) o universo (Rm 1.20); 5) os que se opõem a Deus.  Esses têm o Diabo como chefe e vivem na impiedade (Jo 12.31; 15.18).  

O mundo ao qual nos referimos como inimigo do crente trata-se de um sistema  atual que se manifesta contra Deus, seus planos e sua Palavra.

O mundo que é o adversário da nossa vida de fé e comunhão com Deus aparece em 1 Jo 2.15-17.  O apóstolo nos adverte para que não o amemos; este não se trata do mundo físico, mas do mundo pecaminoso.

O mundo com seus valores e práticas pecaminosas, mentalidade diabólicas, sempre será nosso inimigo, foi isso que o próprio Senhor Jesus Cristo falou (Jo 15. 18,19).  Esse mundo é descrito por seus pecados, misérias, ambições, materialismo, ateísmo, imoralidade, orgulho, entre outras coisas.  Paulo alerta a todos os salvos em Cristo para jamais seguirem seus valores e padrões (Rm 12.2), mas alinhar seu viver e práticas, seguindo à risca os ensinos de Cristo Jesus.

2 - Três níveis de vícios infames

As concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida são níveis de vícios infames que todo cristão encontrará diante de sua jornada:

a) A concupiscência da carne. Tem a ver com a natureza humana completamente dominada pelo pecado, corrompida, decaída, todo ato do corpo para fins maléficos e imorais.

b)  A concupiscência dos olhos. Tem a ver com tudo o que envolve a mente e a imaginação.  Ela cria o desejo pelas coisas pecaminosas oferecidas pela mídia, música, filmes, literatura, a arte para ceder aos desejos carnais.

c) A soberba da vida.  Esse nível de vício expressa a autoglorificação do homem no pecado, denotando seu egoísmo, vanglória e ateísmo.  É o homem da atualidade desprezando o Criador em oposição deliberada.

3 - Vencendo o mundo

Há um sistema carnal que age sob o controle do Maligno, que busca nos remover do caminho que leva ao céu por meio de ideologias anticristãs, estilos de vidas que não glorificam a Deus e formas contrárias aos valores do Evangelho.  Para vencer essas investidas é preciso ter uma vida cheia do Espírito (Ef 5.18).  É preciso também viver plenamente em Cristo Jesus, fazendo a vontade de Deus (Mt 7.21).  Sendo assim, precisamos nos sujeitar a Ele, resistir ao Diabo, pois temos a sublime promessa: "ele fugirá de vós" (Tg 5.7).

Andando pela fé e firmado na Palavra, tendo a vida cheia do Espírito Santo, o cristão não vai precisar sair do mundo ou se isolar dele, ainda que esteja na mais terrível podridão do pecado.  No entanto, é bom lembrar que quem é sal nesta terra é a Igreja de Cristo, ela deve dar sabor e brilhar como um farol, indicando aos pecadores qual é o caminho a seguir (Mt 5.14-16; Fp 2.15).

CONCLUSÃO 

O apóstolo Pedro nos adverte a respeito do plano do Inimigo em nos tragar (1 Pe 5.8 ) com o objetivo de destruir a obra realizada por Cristo em nossas vidas.  Ele quer enfraquecer a nossa caminhada rumo aos Céus.  A ação diabólica é feita mediante aos ataques do Inimigo.  Então para não ceder aos seus ardís, precisamos viver constantemente sob a presença do Espírito Santo, preparados e fortalecidos em Deus (Gl5.16; Ef 6.10).


Fonte :  Bíblia Sagrada

Declaração de Fé das Assembleias de Deus -  19ª impressão  - CPAD - Rio de Janeiro - 2023


Lições Bíblicas - Adultos - 2° Trimestre 2024 - CPAD

Osiel Gomes - A Carreira que nos está proposta - 1ª edição - CPAD - 2024 - Rio de Janeiro


quarta-feira, 1 de maio de 2024

O CONSOLADOR PROMETIDO


 O Espírito Santo de Deus intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26,27).

Ele intercede pelos santos ou seja, por homens e mulheres que buscam fazer a vontade de Deus e não a da carne.

O Espírito Santo é o Consolador que Jesus prometeu que rogaria ao Pai, e que o Pai enviaria, quando disse que não nos deixaria órfão, e que o Espírito ficaria conosco para sempre (Jo 14.16-18,26).

Sabemos que para que recebamos o Espírito Santo, precisamos nos arrepender de nossos pecados, crer em Jesus Cristo e aceitá-lo como único e suficiente Salvador.  Fazendo assim, o Espírito Santo vem habitar em nosso ser e nos tornamos uma nova criatura.

O Pai, O Filho, O Espírito Santo é um Só, o Deus Triúno e Único.

Deus Pai planejou, Deus Filho executou, Deus Espírito Santo está nos preparando para que um dia possamos herdar a vida eterna para sempre, quando estaremos para sempre com o Senhor.

Feliz é o homem e a mulher que tem o privilégio de ser morada do Espírito Santo, pois é Ele que nos está orientando e nos consolando, e nos capacitando na nossa caminhada aqui na Terra.

Todas as pessoas que se arrependem de seus pecados e se convertem ao Senhor com sinceridade, recebem o Espírito Santo, e passam a desfrutar da paz e alegria que somente Deus tem para oferecer a nós, pois essa paz e alegria vem dEle, e não das coisas desse mundo.

Tomemos cuidado para não entristecermos o Espírito Santo com atitudes erradas, atitudes que são contra a vontade de Deus. Que cada dia peçamos a Deus, sabedoria para nos portar dignamente diante dEle, e sempre o alegrarmos.

O apóstolo Paulo nos recomendou para nos encher do Espírito (Ef 5.18c). e para sempre dar graças por tudo a nosso Deus e  Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 5.20).

Cristãos e Cristãs em toda a face da Terra, os que realmente temem a Deus e fazem a sua vontade, estão  usufruindo dessa tão maravilhosa benção que Deus prometeu e cumpriu com a promessa, e hoje, está disponível a todas as pessoas que o buscarem, pessoas que se arrependem e creem no nome de Jesus para remissão dos pecados, que perseveram em buscar a Deus e O adorá-lo no beleza da sua Santidade.

Apressa-te a buscar em Deus esse dom precioso, essa dádiva que está disponível a todas as pessoas que se chegam a Ele, pois a graça de Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11). Todos sem exceção podem usufruir dessa benção, pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Fonte :  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus.

sábado, 27 de abril de 2024

GLORIFICADOS EM CRISTO

A Gloriosa Esperança da Ressurreição  dos Santos

"A nossa salvação traz-nos a um novo relacionamento que é muito melhor do que aquele que Adão e Eva desfrutavam antes da Queda.  A descrição da Nova Jerusalém demonstra que Deus tem para nós um lugar melhor do que o Jardim do Éden, com todas as bençãos do Éden intensificadas.  Deus é tão bom!  Ele sempre nos restaura a algo melhor do que aquilo que perdemos.  Desfrutamos da comunhão com Ele agora, mas o futuro reserva-nos a 'comunhão intensificada com o Pai, o Filho e o Espírito Santo e com todos os santos'.  A vida na Nova Jerusalém será emocionante.  Nosso Deus infinito nunca ficará sem novas alegrias e bençãos para oferecer aos redimidos.  E posto que as portas da cidade sempre estarão abertas (Ap 21.25; cf, Is 60.11), quem sabe o que os novos céus e terra terão para explorarmos ?"  (HORTON, Stanley.  Teologia Sistemática. 1.ed.  Rio de Janeiro:  CPAD, 1996, p. 645).

A Plena Salvação nos Céus

"As Escrituras prometem que o céu será um Reio de perfeita bem-aventurança.  Nos novos céus e na nova terra não haverá lugar para lágrimas, dor, tristeza e pranto.  Lá o povo de Deus habitará com Ele por toda a eternidade, completamente livre de todos os efeitos do pecado e do mal.  Deus é retratado secando pessoalmente as lágrimas dos remidos.  No céu, a morte estará completamente aniquilada (1 Cor 15.26).  Ali não haverá doença, fome, problemas ou tragédias.  Haverá apenas a alegria completa e bençãos eternas" (LAHAYE, Tim.  Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed.Rio de Janeiro:  CPAD, 2008, p. 112)

Salvação Completa

A salvação em Cristo é um evento passado, presente e futuro.  É uma obra completa, perfeita e universal.  Por isso, o autor bíblico a denomina de "tão grande salvação" (Hb2.3).  Alguns aspectos dessa gloriosa doutrina são imensuráveis e inexplicáveis, por melhor que se tente explicar (1 Cor 13.12).  São aspectos que transcendem a compreensão humana e que serão revelados em sua totalidade somente no Reino vindouro.  Glória a Deus!

Fonte:  Lições Bíblicas  -  4° Trimestre de 2017  -  Adultos  -  Claiton Ivan Pommerening

segunda-feira, 22 de abril de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2° TRIMESTRE 2024 - LIÇÃO 4 - ADULTOS

 COMO SE CONDUZIR NA CAMINHADA

INTRODUÇÃO

A jornada para o Céu é um itinerário que envolve um viver marcado de fé e desenvolvimento espiritual, isto é, crescimento, inclusive a recomendação petrina é para se crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.16).

Na jornada da vida cristã o Pai Celestial estabelece o padrão de conduta para a vida eterna. Ele sinaliza como devemos agir ao longo desse caminho para o Céu.  Por isso, como evidência do seu amor e cuidado preparando tudo para que trilhemos bem o caminho da verdade, o Pai nos corrige em nossa jornada cristã.

A condução nessa jornada não é algo emotivo, mas envolve renúncia constante, aprendizado e uma decisão séria (Lc 14.26-30), pois esse é o preço de quem escolhe viver na caminhada de fé com Cristo.

I - O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ

1 - Jesus como nosso padrão de conduta

Por padrão entendemos que se refere à forma como a pessoa se porta, a maneira como se conduz e vive.  Para ter um viver que corresponda ao querer de Deus, basta seguirmos o padrão estabelecido por Ele, o modelo adequado que é Jesus Cristo (Mt 11.29).  Jesus é o padrão certo para que a nossa caminhada para o Céu seja bem-sucedida.  Tal padrão está exarado na Bíblia, nos ensinos de Cristo.  Se vivermos segundo os princípios divinos, a viagem terá um epilogo maravilhoso.

A palavra "padrão" expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido.  O Senhor Jesus ensinou o seguinte: "Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Esse texto expressa que Ele é o nosso modelo de conduta, o nosso padrão de vida.  Quem deseja fazer a vontade de Deus neste mundo deve olhar para Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2).

É imprescindível que o cristão esteja sempre confiando em Deus, pois lutas e desafios surgirão, mas com Ele nunca perderemos o controle nas mais laboriosas situações.

2 - Fazendo a vontade de Deus

Como Filho de Deus, Jesus procurou agradar ao Pai na jornada desta vida, fazendo sempre a sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4).  Não por acaso, nosso Senhor nos incentivou a buscar a vontade do Pai na oração que Ele ensinou aos discípulos, o "Pai Nosso" (Mt 6.10; cf Mt 26.39,42).  Aos olhos humanos, parece muito difícil andar no padrão divino de Cristo.  Entretanto, isso é possível quando buscamos o auxílio do alto, coforme oração ensinada por Ele (Mt 6.9-13).

A motivação certa para agradar a Deus é procurar viver e obedecer à sua Palavra.  Por meio dela, tomamos consciência de que Ele é o grande Criador de todas as coisas, o Pai amoroso, bondoso, a fonte de toda a sorte de bençãos (Tg1.17), aquEle que tem o melhor plano para nossa vida:  a salvação(Jo 3.16).  Devemos entender que somos o que somos pela graça de Deus (1 Co 15.10), por sua misericórdia.  Assim, ao buscarmos agradá-lo, devemos ter uma atitude que brote de um coração reverente, certo de que o que vem dEle a nósé por causa do seu grande amor.

3 - Uma vida cristã bem-sucedida

Na vida espiritual o sucesso não quer dizer ausência de lutas, provas, batalhas, desafios; pelo contrário, somos advertidos pelos ensinos de Cristo e dos apóstolos que neste mundo sofreremos lutas e tribulações (Jo 16.33).

O apóstolo Paulo disse que estamos numa "competição espiritual" e, por isso, devemos procurar o caminho certo para nos acharmos qualificados (1 Co 9.24-27).  Dessa forma, o cristão possui um padrão que o levará a uma vida espiritual bem-sucedida.  Sabemos que pessoas bem-sucedidas procuram espelhar-se em outras pessoas ilustres, equilibradas e resilientes (cf 1 Co 11.1).  Em Cristo Jesus temos esse padrão e modelo.  Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre até a morte, de modo que o apóstolo Paulo escreveu sobre o nosso Senhor, exortando que o imitássemos:  "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fp 2.5; cf. Mt 11;29).

O maior sucesso para o cristão é poder no futuro estar junto com Deus e com os demais salvos do mundo nas mansões celestiais (Jo 3.36).  Assim, ainda que haja lutas, problemas, desafios, doenças, perseguições, morte por causa do nome de Jesus (Mt 5.11-12), a vida eterna está garantida.  Paulo assegura que tudo que enfrentamos no tempo presente não é para ser comparado com o peso de glória que iremos receber na eternidade (Rm 8.18).

II - FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA 

Prudência e sabedoria são consideradas virtudes fundamentais para o cristão se conduzir bem na jornada para o Céu.  A primeira, ainda que seja feita em uma definição fora do contexto bíblico, é descrita de modo positivo, visto que se trata da capacidade que uma pessoa possui de tomar decisões de modo prudente, ponderado, já avaliando as consequências das ações antes mesmo de elas acontecerem, isto é, de agir.

Quanto à sabedoria, na definição bíblica e teológica, ela é compreendida como a qualidade que inclui bom senso, atitudes e ações corretas (Pv 4.7; Tg 1.5; 3.17).  Em Provérbio 8, a Sabedoria é uma pessoa, apontando para Cristo(1 Cor 1.30).  Ela é descrita como conhecimento secular, humano (1 Co 1.19), porém na realidade, ela é mais que conhecimento humano; trata-se de uma percepção espiritual que vem de Deus, concedendo aos seus servos um viver justo, reto em toda e qualquer situação.  Salomão nos lembra que essa sabedoria vem para quem tem temor a Deus (Pv 9.10).

1 - O que é prudência ?

A prudência por ser descrita e vista na vida de um servo de Deus quando ele busca em tudo a vontade do Senhor, para que jamais venha a agir precipitadamente.  Também podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras, é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).

Os que vivem dominados pela prudência terão decisões certeiras, éticas e morais, nunca falarão palavras que poderão ferir os outros, pois não agem no calor das emoções e sempre pensam antes de falar, visto que se alicerçam na Palavra de Deus.

Em Efésios 5, o apóstolo Paulo ensina a respeito da caminhada do cristão neste mundo.  Neste capítulo a palavra "prudência" se destaca.  De acordo com o Antigo Testamento, a palavra "prudência" tem conotação de compreensão, discernimento (Pv 9.9).  Em Provérbios 9.10, quando se diz que o justo "crescerá em prudência", o termo traz a ideia de ensino, instrução e capacidade para ensinar.  No Novo Testamento, a palavra remete a algo que Deus derramou sobre nós, ou seja, "toda prudência", entendimento, conhecimento e amor à vontade de Deus (Ef 1.8).

2 - Não andeis como néscios !

O apóstolo Paulo diz que não devemos andar como néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo osophos, traz a ideia de alguém insensato, tolo, ignorante e embotado (Lc 24.25); mas como "sábios", ou seja, diligente, cuidadoso e sábio, cheio do Espírito Santo para fazer a vontade do Senhor.

Ser néscio reflete uma vida de ignorância espiritual, ausência de sabedoria e desprovida de luz divina; significa estar imerso numa jornada de pecado (Ef 2.2,3)

Em Efésios 5.15,16, Paulo está alertando, exortando os irmãos para que de fato andem como cristãos (Ef 4.17; 5.18) e o apelo do apóstolo Paulo para o crente é: "vede prudentemente como andais".  Em outras palavras:  seja prudente.  O apóstolo deixa claro que os que vivem na carnalidade jamais agradarão a Deus (Rm 8.8).

3 - Andeis como sábios !

O adjetivo que Paulo usa para qualificar quem caminha para o céu é "sábio", do grego sophós, uma pessoa hábil, perita.  Esse adjetivo descreve em essência a vida do cristão dirigida pelo Espírito Santo.  Ora, os que andam no Espírito, caminham na luz, na santidade e tem sabedoria (Ef 1.8; Cl 4.5).

Na prática, o andar do cristão se revela por meio de um viver que obedece à Palavra (Jo 14.15); no amor que ele tem para com o próximo (Mt 22.37-39); na busca da santificação, pois sem a ela, ninguém verá a Deus (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16); na humildade, quando coloca os outros como prioridade, e não ele mesmo (Fp 2.5-8); no coração aberto que tem para perdoar, sem qualquer resquício de mágoas (Mt 6.14-15); no tratar com compaixão e agir com justiça; no preservar a comunhão entre os irmãos, sem jamais querer divisão no Corpo de Cristo, na doutrina e na batalha para preservar a unidade no Espírito (Ef 4.3).

Por meio da luz divina, que habita no crente, seu andar é com discernimento, a sabedoria realmente o faz distinguir entre o que deve ou não fazer.  Há um compromisso de jamais voltar a conduta antiga do mundo.  Contudo, é relevante  que essa sabedoria não é  humana, não surge de cursos acadêmicos; ela é espiritual, vem de cima.  Por meio dessa sabedoria, andamos em santidade (Hb 12.14) e nos tornamos semelhantes a Jesus (1 Jo 3.2; Gl 3.26).

III - VENCENDO OS DIAS MAUS

A cada momento em que o cristão vai folheando as páginas das Sagradas Escrituras, prontamente se deparará com as exortações e recomendações para vencer os dias maus.  É preciso ter uma vida ativa de oração e comunhão com Deus, pois, afastado dEle, a derrota é certa (Mt 26.41).  Paulo falou que pela consolação das Escrituras podemos vencer (Rm 15.4).  Nela se encontram os conselhos divinos de renovação para a mente e orientações precisas.  Acrescente-se a isso que Paulo a configura como a arma de ataque (Ef 6.17).  Ainda que os dias sejam maus, o cristão é consciente de que quem está no comando de tudo é Deus, por isso descansa, pois tem plena certeza de que seus projetos jamais poderão ser frustrados (Jó 42.2).

1 - Remindo o tempo

O versículo 16 de Efésios 5 apresenta o verbo remir como tradução do grego exagorázõ.  Ele possui dois sentidos:  1) redimir, resgatar do poder de outro pelo pagamento de um preço; 2) comprar para uso próprio.  Então podemos dizer que remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores que esperavam o momento certo para comprar de acordo com o melhor preço oferecido pelo mercado.  Com a expressão "remindo o tempo", o apóstolo Paulo se refere ao cristão que se conduz de maneira proveitosa e sábia no contexto deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.3).

Um cristão que sabe realmente remir o tempo pode ser descrito como bom mordomo de Deus.  O mordomo é descrito como uma pessoa encarregada da administração de uma casa; administrador (Gn 39.4-8; Lc 12.42).  O Senhor deu um tempo para cada um de nós (Ec 3), logo, saber fazer bom uso dele no bem para com o próximo, na nossa oração e comunhão, cuidar bem de tudo o que Deus colocou em nossas mãos, tudo isso fala de remir o tempo.

2 - Remindo o tempo e a volta do Senhor

Quando se falava a respeito de remir o tempo entre os cristãos primitivos, estes tinham em mente a iminência da segunda vinda do Senhor Jesus, ou seja, esse esperado acontecimento poderia acontecer a qualquer momento (1 Co 15.51).  Por isso, os cristãos eram incentivados a procurar sabiamente aproveitar todas as oportunidades, em especial, no sentido de se prepararem espiritualmente para aquele dia.  Assim, a perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com que não percamos tempo com coisas banais; antes, nos exorta a viver de maneira sábia, santa e piedosa, pois o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento (1 Ts 4.15).  O apóstolo Paulo nos adverte que sejamos irrepreensíveis e sinceros no meio de uma geração corrompida e perversa, resplandecemos como astros no mundo (Fp 2.15,16), o próprio Jesus disse: "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5.14).

Sejamos luz neste mundo porque breve vem o Senhor Jesus, e somente os que andam na luz, e são luz, serão arrebatados e morarão para sempre com o Senhor.

3 - Os dias são maus

Em 2 Coríntios 4.4, compreendemos quem é o deus deste século; o apóstolo João diz que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19).  Paulo aconselha cada cristão a jamais amoldar-se ao padrão do mundo sem Deus, pois ele é mal (Rm 12.2).  Paulo descreve muito bem os dias maus quando fala que Cristo se entregou a si mesmo pelos nossos pecados para nos desarraigar, isto é, arrancar, tirar deste mundo perverso (Gl 1.4).

A expressão "os dias maus" (Ef 5.16), revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar o nosso tempo e nos levar a prática do mal.  Não podemos nos conformar com essa possibilidade, não podemos ser insensatos a tal ponto, mas entender "qual seja a vontade de Deus" (Ef 5.17). Ler e praticar a Palavra de Deus, viver uma vida de intimidade com Deus por meio da oração e do jejum, não deixar de congregar, fazer o bem ao próximo (Gl 6.10; Hb 10.25), isso faz com que fortalecemos a nossa vida espiritual, e assim conseguimos vencer os dias maus.

Reconhecemos que estamos enfrentando os dias maus, porém a Igreja não entra em crise de desespero, de medo, pois é consciente de que já foi tirada do poder do maligno.  Assim um salvo em Cristo pode ficar atribulado, mas não angustiado; perplexo, mas não desanimado; perseguido, mas não desamparado; abatido, mas não destruído (2 Co 4.8,9); pois maior é o que está em nós (1 Jo 4.4).

CONCLUSÃO

Em nossa caminhada para as mansões celestiais precisamos seguir o padrão divino, isto é as normas determinadas pelo Pai, que estão inseridas em sua Palavra (2 Tm 3.16)

Para nos conduzirmos na jornada para o Céu com sucesso, precisamos viver em prudência e sabedoria, mediante o ensino das Escrituras Sagradas, acrescentando a fé em Jesus, sem tirar o olhar dEle (Hb 12.2), orando constantemente (1 Ts 5.17), sendo guiados pelo Espírito Santo (Jo 14.26), tendo o pensamento sempre voltado para as coisas de cima (Cl 3.1,2), vivendo na Igreja desenvolvendo comunhão uns com os outros, aproveitando bem as oportunidades de fazer o bem, incentivando e promovendo a fé dos salvos (Hb 10.24).  Agindo assim, chegaremos lá, pois a Jerusalém Celestial será a nossa nova morada.

Fonte :  Bíblia Sagrada

Lições Bíblicas - Adultos - 2° Trimestre 2024 - CPAD

Osiel Gomes - A Carreira que nos está proposta - 1ª edição - CPAD - 2024 - Rio de Janeiro

sábado, 13 de abril de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2° TRIMESTRE 2024 - LIÇÃO 3 - ADULTOS



 O CÉU - O DESTINO DO CRISTÃO

Ao homem natural é impossível discernir as coisas espirituais, visto que elas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14).  Por isso, a sabedoria humana apresenta diversas concepções enganosas a respeito do céu, a ponto de negar a sua existência.  Contudo, ao cristão é garantido a gloriosa promessa de desfrutar do céu como uma morada na vida eterna com Deus (Jo 11.25,26; 14.2,3; At 1.11).  Em vista disso, o nosso propósito é o de mostrar o céu como destino glorioso de todo cristão peregrino.

Logo que aceitamos a Cristo como Salvador, nossa mente passa a ser transformada (1 Co 2.16), o que nos leva a não desejarmos mais nos moldar ao padrão de vida deste mundo pecaminoso, nem ter mais desejo de ficar aqui, pois, doravante, pensamos apenas nas coisas de cima (Cl 3.1,2), em especial a conscientização de que nossa é na Pátria Celestial.

Os que vivem piedosamente em Jesus Cristo são conscientes de que seu Reino não é deste mundo, como não era de Cristo (Jo 18.36).  Assim, vivemos nesta terra como peregrinos, isto é, a morada deste mundo é temporária, sendo que a nossa verdadeira morada está no Céu, razão pela qual somos vistos como estrangeiros.

I - CÉU: O ALVO DE TODO CRISTÃO

1 - Definindo Céu

A palavra hebraica shamayim, que significa céu, céus (Gn 1.1), aparece 419 vezes no Antigo Testamento.  O termo grego ouranós, céu (Mt 3.2; Ap 21.10), aparece 280 vezes no Novo Testamento .

Nas traduções da Bíblia em língua portuguesa a palavra shamayim foi traduzida por "altura", e ouranós, como "algo elevado".  Ambas as palavras são usadas para se referir a três  locais distintos: 1) céu atmosférico (Dt 11.11,17); 2) universo ou firmamento dos céus (Gn 1.14; 15.5; Hb 1.10); 3) morada de Deus (Is 63.15; Mt 7.11,21; Ap 3.12).  Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o terceiro, a morada de Deus.

Ao se falar do Céu, nossa perspectiva sobre tal temática deve ser totalmente bíblica, visto que é por intermédio das Sagradas Escrituras que nos é assegurada a promessa do Céu e sua realidade.  Como sabemos, a Palavra de Deus é verdadeira, inspirada e fiel (2 Tm 3.16; 1 Tm 4.15; 3.1; 4.9). Fora do padrão das Escrituras, o cristão pode correr o risco de ter uma visão popular sobre o Céu, tendo-o apenas como algo "fantasmagórico", de seres desencarnados, lugar onde as pessoas só vivem cantando o tempo todo, lugar entre as nuvens, onde todos serão anjos.  O crente deve procurar crer no que a Bíblia diz, caso contrário, poderá matizar diversas combinações erradas.

A melhor descrição para o Céu consta na Palavra de Deus:  ele é descrito como uma realidade maravilhosa e física, mas fora desta terra (1 Rs 21.24; Sl 19.1; At 1.11); ele é visto como uma dimensão totalmente espiritual, apontando para um lugar onde Deus habita (1 Rs 8.27; Am 9.6; At 7.55).

2 - O Céu conforme o ensino de Paulo

O apóstolo Paulo foi arrebatado até o terceiro Céu.  Não por acaso, esse céu está enfatizado nas cartas do apóstolo como lugar celestial, o lar dos salvos em Cristo Jesus, onde temos um destino assegurado: o de estar para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6).

O terceiro Céu, para qual Paulo foi arrebatado, é o Céu que está acima do céu atmosférico, no qual os pássaros voam; é o Céu que está acima do que é estrelado, que ornamenta a órbita.  Na verdade, o terceiro céu é descrito como o lugar onde Deus descreve sua glória.

O que podemos dizer do terceiro céu na visão de Paulo é que se trata do lugar onde moram Deus, os seres celestiais e os salvos que morrem (Is 66.1; Mt 24.36; 2 Co 5.1).

3 - O alvo do cristão

O cristão tem como meta as coisas que são de cima (Cl 3.1,2), não se amoldando mais com este mundo pecaminoso (Rm 12.2).

Depois de salvo, não pertencemos mais a este mundo. Por isso, Paulo ensina que prossegue para o alvo, isto é, a linha de chegada que o atleta alcança o prêmio (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8).  Assim, o apóstolo persegue o prêmio com determinação, liberdade, empenho e com os olhos fixos no Autor da Salvação (Hb 12.2). Igualmente, o cristão passa a ter o céu como alvo por causa da soberana vocação, que vem de cima, isto é, de Deus por meio de Jesus Cristo.

O Céu é o alvo daquele crente que procurou viver conforme a Palavra de Deus, que priorizou a vontade do Senhor, que viveu neste mundo vil em total santidade (Hb 12.14).

Pedro diz que nós somos gerados para uma viva esperança (1 Pe 1.3; 2 Co 1.3; Ef 1.3; Jo 3.3; 1 Pe 3.21). 

O desejo que o crente tem de ir para o Céu é consequência da nova natureza que recebeu pelo novo nascimento.

Assim, um cristão que vive sua vida influenciada pelo desejo do céu nesta terra prossegue incólume, não temendo a nada, pois é consciente de que sua pátria definitiva está nos céus (Fp 3.20). A expressão a "nossa pátria está nos céus" sintetiza bem essa nova realidade.  Ao mencionar essa expressão, o apóstolo mostra que temos uma cidadania celestial (Ef 2.19).  Para viver a plenitude dessa cidadania, o cristão peregrina para algo perfeito, absoluto, em que finalmente terá o corpo abatido transformado conforme o corpo glorioso de Jesus Cristo (1 Co 15.44; 1 Jo 3.2).

II - DESCRIÇÃO DO CÉU SEGUNDO O LIVRO DO APOCALIPSE

Os capítulos 21 e 22 do Apocalipse, o livro da Revelação, evidenciam o que João pensava sobre diversos assuntos escatológicos, mas em especial sobre o Céu.

Pelas palavras de João, o Céu é descrito como o lugar em que Deus e o Cordeiro habitam, e que todos os seres angelicais o adoram .  O Céu que João descreve como morada de Deus é santo, belo, perfeito e eterno, é um lugar marcado pela adoração.  É nesse Céu que os crentes que se mantiverem fiéis a Cristo neste mundo irão morar, passando a ter uma comunhão plena e eterna com Deus.

1 - O novo Céu e a nova terra

Depois da abertura dos sete selos, conforme Apocalipse 6, em que predominaram a desordem, a tribulação e o juízo, o quadro revelado na sequência é o de um novo estado eterno. O apóstolo João diz que o primeiro céu e a primeira passaram, o mar não existe mais; esse céu (também ouranós) é o espaço astronômico, não se trata da habitação eterna de Deus.  Então, o apóstolo contempla um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1).  Isaías profetizou a criação de novos céus e nova terra (Is 65.17); o apóstolo Pedro confirmou essa esperança (2 Pe 3.13).  Esse lugar é o destino do cristão, um novo lar completamente redimido, sem qualquer semelhança com o mundo antigo, pois "eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).

O cristão deve ser consciente de que o novo céu e a nova terra são uma promessa bíblica, não se trata de utopia, não é algo simbólico apenas para expressar um tipo de esperança e vida eterna com Deus, mas será, na verdade, o surgimento de uma nova ordem, um estado futuro literal, pois é isso que gera ainda mais no nosso coração a esperança da vida futura e o desejo de continuarmos firmes, constantes e abundantes no trabalho do Senhor até que tudo isso se concretize (! Co 15.58).

2 - A linda cidade como nossa nova morada

No livro do Apocalipse se faz menção à Nova Jerusalém, e o interessante é que ela desce do Céu, é vista como uma cidade santa, a qual é descrita como a habitação do povo de Deus.

Por meio de passagens do Novo Testamento, a Nova Jerusalém pode ser descrita como a morada de Deus, a pátria dos salvos, lugar em que os santos habitarão (Hb 12.23; Gl 4.26; Fp 3.20).  Assim, cremos e afirmamos que essa linda cidade será um lugar em que Deus e o Cordeiro são o seu templo; a glória de Deus a iluminará, e o Cordeiro será a sua lâmpada (Ap 21.22,23). Na Nova Jerusalém não haverá dor, tristeza ou sofrimento (Ap 21.4).  Além disso, depois da ressurreição (Ap 20.4), e quando todas as coisas foram consumadas, essa Jerusalém Celestial descerá do céu e ficará para sempre na nova terra.  O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como o lugar de redimidos que habitam a gloriosa cidade.  Portanto, para nós, a visão descrita em Apocalipse 21 refere-se ao Céu como a eternidade, a Nova Jerusalém como a Nova Cidade, o nosso novo lar criado sem pecado, onde a bem-aventurança eterna será desfrutada pelos santos para todo o sempre.

Essa promessa gera cada vez mais esperança em nossos corações. Portanto, vivamos em santidade e obediência para entrarmos nessa cidade santa pelas portas.

III - CÉU:  O FIM DA JORNADA CRISTÃ

O cristão vive sua vida neste mundo caminhando para uma meta final: estar para sempre na presença do Senhor e viver em comunhão plena com Ele.  O salvo em Cristo tem uma meta, um objetivo, não se restringe apenas as coisas terrenais.  Quando aceitou a Jesus como Salvador já se deu o início da jornada para o Céu.  Ciente de que seus pecados já foram perdoados, o cristão seguirá seu itinerário tendo o Senhor na sua vida e uma esperança futura.

Vivendo a jornada da fé cristã, o salvo precisa ser perseverante - ainda que surjam situações desafiadoras, adversas, perseguições e lutas, vencer tudo é uma prerrogativa divina (Jo 16.33)-, pois tem ao seu dispor o poder e a graça divina para auxiliá-lo nessa caminhada  até chegar ao Céu. 

A nossa jornada cristã pode e findar de duas maneiras: a primeira com a morte de um crente salvo (Ap 14.13), pois ainda estamos sujeitos, e a segunda maneira é com o arrebatamento que poderá acontecer a qualquer momento (1 Co 15.32; 1 Ts 4.17).

1 - Estaremos onde Deus está

Em Apocalipse 21, há uma concretização da jornada cristã em que o crente estará onde Deus habita, conforme o nosso Senhor disse que viria e nos levaria para estarmos com o Pai (Jo 14.3).  Nesse lugar, habitaremos com Deus  em seu tabernáculo, pois nós seremos o seu povo  e Ele o nosso Deus (Ap 21.3).  Tudo isso se tornará realidade no futuro, quando nossa união se dará sem impedimento, cumprindo toda a expectativa tanto do Antigo quanto do Novo Testamento (Lv 26.11-12; Ez 4.3-7; 2 Co 6.16; Ap 7.15).

Viveremos onde Cristo vive desfrutando do seu amor, de sua glória, poder e santidade. Vivemos nossa jornada neste mundo com o coração no Céu. pois lá é que está o nosso tesouro (Lc 12.34).

2 - As lágrimas cessarão

Uma das mais gloriosas bençãos que desfrutaremos no Céu é a de que Deus enxugará de nossos olhos todas as lágrimas (Ap 21.4), na verdade está se referindo ás lágrimas que foram geradas por causa das tristezas humanas, resultado de grandes misérias, tragédias e males que não terão lugar nessa nova realidade de vida, pois todas as primeiras coisas são passadas (1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.39).

Tudo isso será possível porque haverá também uma transformação no mundo físico, de modo que ele será inteiramente transformado e liberto da corrupção, como Paulo esclareceu a respeito da redenção do mundo material (Rm 8.21).

Ainda que enfrentamos lutas e batalhas nesta vida, a promessa que tudo vai mudar para melhor é revigorante e um conforto para nossa alma, razão pela qual Paulo diz que as tribulações do tempo presente não podem ser comparadas com a glória que será revelada (Rm 8.16).

3 - O Céu como repouso eterno

O Céu é o lugar de descanso do crente.  Nele não existirá mais pranto, lutas, dores, sofrimentos, morte e lá viveremos em plena felicidade, não mais sujeitos às lutas desta vida.

A expressão "repouso" nada tem a ver com tédio, pois no Céu haverá constantes atividades: adoração (Ap 19.1-8); serviço (Ap 22.3); ilimitada aprendizagem (1 Co 13.12).  Trata-se de uma dimensão completamente distinta do que conhecemos atualmente.  Por isso, quando afirmamos que o Céu será um lugar de repouso ou de descanso é pelo fato de que o crente descansará de suas fatigas, cansaço e exaustão presentes hoje (Ap 14.13); estaremos plenamente satisfeitos em comunhão uns com os outros e com o Nosso Senhor (Mt 8.11; Ap 19.9).  Esse lugar de repouso é o fim de nossa jornada cristã, é a experimentação da morada dos redimidos.  Portanto, toda nossa vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna do Céu, como verdadeira esperança (Cl 3.2).

Devemos viver o nosso dia como se "Cristo voltasse amanhã", e desfrutar ainda em vida, parte da glória do Senhor em nosso ser.

Não há mensagem mais consoladora para o crente do que a do Céu, pois é uma promessa divina.  Ainda que vivamos os dissabores deste mundo vil, logo estaremos no Novo Céu e nova terra, e veremos o Senhor face a face (Ap 22.4), e estaremos eternamente com Ele.

CONCLUSÃO

Para se viver a esperança celestial é preciso nascer de novo, viver em Cristo e transformar a mente.  É preciso ter uma nova natureza (Jo 3.12).  Sem isso, é impossível crer nas coisas espirituais, pois estas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14).  Portanto, prossigamos a nossa jornada para o Céu de glória, o alvo de todo salvo em Cristo, conforme as regras divinas estabelecidas na Palavra de Deus (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8).

Ainda que enfrentemos lutas e dissabores nesta vida, há uma mensagem profética para nós, a qual gera esperança e consolo em nossos corações/:  que brevemente estaremos para sempre com o Senhor nas mansões celestiais, onde não haverá mais dor, morte, lutas, tribulações, pois todas as coisas serão novas: novo Céu e nova terra.  Nesse lugar como bem destaca Pedro, habita a paz e a justiça (2 Pe 3.13). Anelamos viver no Céu porque é real e é lá que Deus está.

E para alcançarmos essa promessa a nossa fé deve estar cada dia mais alicerçada na Palavra de Deus, precisamos andar na luz e fazer a obra do Senhor enquanto é dia sempre em obediência a Deus, certos de que um poucochinho de tempo, o que há de vir virá e não tardará (Hb 10.37).

Fonte:  Bíblia Sagrada

Lições Bíblicas - Adultos - 2º Trimestre 2024 - CPAD

Osiel Gomes - A Carreira que nos está proposta - 1ª edição - CPAD 2024 - Rio de Janeiro



sábado, 30 de março de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2º TRIMESTRE 2024 - LIÇÃO 2 - ADULTOS


 


A ESCOLHA ENTRE A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA

1 - A porta estreita

O assunto envolvendo a porta estreita, à luz de Mateus 7.13,14, faz parte do Sermão do Monte.  A compreensão desse tema nos remete aos princípios que foram vaticinados por Jesus Cristo aos seus seguidores para terem um viver espiritual e ético nos padrões do Deus Eterno.

Nosso divino Mestre, Jesus, por meio do ensinamento da porta estreita e do caminho apertado, não é vago, mas, sim, direto, evidenciando que o seguimento para uma vida de fé requer sacrifício, compromisso (Lc 1.75).

Assim, o chamado para viver a jornada com Cristo para o Céu envolve a ação de renunciar a si mesmo, os prazeres mundanos, como o tomar a cruz, que é o estar pronto a viver pelo nome de Deus e fé até enfrentar a morte, o que requer dedicação e renúncia 

A Palavra de Deus ressalta que se esperarmos em Cristo somente nesta vida somos os mais miseráveis de todos os homens (1Cor 15.19).  A esperança do salvo não pode estar neste mundo, pois ele passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (1 Jo 2.17).

Nosso Senhor salientou que muitos procurariam entrar pela "porta estreita", mas não conseguiriam em razão de não abdicarem das concupiscências deste mundo (Lc 13.24).

Devemos levar em consideração que a porta aqui representa as escolhas do ser humano, porém, pode-se falar da porta como entrada para o caminho, que simbolicamente expressa o início de uma experiência do homem com Cristo Jesus, razão pelo qual os cristãos primitivos foram chamados de "Caminho" (At 9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14-22).

Os que desejam entrar pela porta estreita precisam nascer de novo, pois irão se despir do velho eu (Gl 2.20), estando prontos para viver uma vida em total e plena obediência aos ensinos de Cristo Jesus, especialmente em poder praticar a justiça e o amor ao próximo, exercendo a misericórdia e a humildade.  A máxima da lei, como bem pontuado por Cristo, está apoiada primeiramente no amor verdadeiro para com Deus, em segundo lugar, no amor ao próximo (Mt 22.37-40).

2 - O caminho apertado

Quando falamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira de viver que evidencia salvação ou perdição.

O caminho é apertado porque não tem facilidade, os que realmente desejam a vida eterna com Deus têm que manter a perseverança, verdade, santidade,disciplina, dedicação, para com os tais que assim vivem, o Senhor jamais os abandonará, mas estará com cada um até o momento final (Mt 28.20).

Assim, o caminho apertado é o que leva a praticar os ensinamentos de Jesus de modo bem concreto:  amar os inimigos, não praticar a hipocrisia, acumular tesouros no céu dentre outros princípios celestiais ensinados no Sermão do Monte (Mt 5.39,48).

3 - Porta larga e caminho espaçoso

Falando de porta larga e caminho espaçoso, falamos de uma vida sem compromisso com Cristo, segundo o padrão do Mundo.

Na entrada que leva à perdição, porta larga e caminho espaçoso, os transeuntes vivem de modo orgulhoso, na arrogância, se acham maiores do que todos, não há qualquer sentimento de humildade, o que era algo prioritário no ensino de Jesus (Mt 11.29). Os que adotam a vida que leva à perdição não possuem qualquer reverência à Palavra, oração, fé, perdão, uma comunhão com Deus.  Os que desejam viver na jornada que conduz ao Céu de glória jamais devem pensar em entrar pela porta larga e pelo caminho espaçoso, pois seus valores são contrários ao querer de Deus.

O servo do Senhor deve atentar para o conselho do salmista, de não andar segundo o conselho dos ímpios, não se deter nos seus caminhos, nem se assentar na roda dos escarnecedores (Sl 1. 1,16).

POR QUE ENTRAR PELA PORTA ESTREITA É DIFÍCIL ?

1 - Uma porta aberta, porém difícil

A porta para a entrada na pátria celestial está aberta.  Porém, há muitos impedimentos para que a alma humana a atravesse: o egoísmo, o ego inflado, a idolatria, dentre outros.

Os que entram pela porta estreita, além de fazer uma renúncia própria, terão que enfrentar oposições oriundas do lado de fora, as quais combaterão fortemente para levar o seguidor de Cristo a negar a fé.  Essa oposição vem do mundo dominado por Satanás (2 Cor 4.4), isso pelo fato de não se coadunarem com os ensinos da Bíblia.

O apóstolo Paulo descreve muito bem como é a sociedade separada de Deus (Rm 1.18-32).

Um cristão que diz que diz que não se envolverá em assuntos que a sociedade tem como normais e que a Bíblia é contra mostra que não tem em sua vida o real evangelho, pois quem vive o evangelho de Cristo jamais compartilhará ou se conformará com este século (Rm 12.2).

Ao se falar da porta larga e do caminho espaçoso, Jesus disse:  "..... muitos são os que entram por ela" (Mt 7.13).

Nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar morrer o que somos para viver a vida com Ele a fim de que resulte uma glória progressiva e indizível (Mt 16.24; Rm 6.6; Gl 5.24).

2 - As oportunidades da porta larga são atraentes

As oportunidades da porta larga são atraentes, pois oferece uma jornada de prazeres, deleites e libertinagens.  Os que andam por este caminho são dominados pelas ilusões da vida, enredando-se numa sedutora fantasia. É um caminho de apego prazeroso ao mundo e de desprezo a Deus (1 Jo 2.15,16). Não terão direito de entrar no céu todos os que amam o mundo (1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21). Por isso o cristão sabe que "o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 Jo 2.17).

Jesus falou que é bem verdade que a porta larga e o caminho espaçoso levam uma multidão maior, porém, deixou claro que o destino final é a perdição.  Na verdade, todos quantos passam a entrar pela porta larga e trilhar o caminho espaçoso têm um destino triste, horrível, pois caminham para a perdição eterna (Dn 12.2; Mt 3.12; 18.8; 25.41,46; Mc 9.43; Lc 3.17; 2 Ts 1.9; Jd 6.7; Ap 14.9-11; 19.3; 20.10).

3 - As razões das exigências

Porque a porta estreita e o caminho apertado tem muitas exigências, e isso requer uma transformação interior, uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria.

Quem deseja seguir a Jesus Cristo precisa alinhar sua vida aos seus ensinos e exigências.  Crer nEle envolve voltar-se plenamente para a Palavra, sem opiniões próprias, conjecturas, achismo (Jo 7.38).  Seja para o mais humilde homem, seja para o mais culto, Cristo só se apresenta como o Salvador.  Foi assim que disse para o letrado e culto Paulo:  "Eu sou Jesus" (At 9.5).  Como bem para Pedro, "em nenhum outro há salvação" (At 4.12).

Só começa a trilhar pelo caminho da porta estreita quem se reconhece em Cristo como um pecador (2 Co 12.9) e com disposição de viver uma vida dirigida por Ele como um novo começo (2 Co 5.17), e andar como Ele andou (1 Jo 2.6).  Então estaremos prontos para criar raízes e enfrentar os obstáculos de nossa jornada cristã (Lc 8.13,14).

ENTRANDO PELA PORTA E PELO CAMINHO  DO CÉU

1 - Arrependimentos de pecados

Arrepender-se dos pecados é a primeira atitude a ser tomada, abandonar totalmente o pecado e voltar-se para Deus.  Esse foi o primeiro tema da mensagem do Divino Mestre, Jesus (Mt 4.17).

Lamentavelmente esse tema já não se faz presente nas mensagens de muitos pregadores da atualidade, pois estes estão priorizando a exaltação pessoal, ou preferem falar aquilo que os outros desejam ouvir.

O arrependimento é descrito biblicamente como aquela atitude verdadeiramente sincera em reconhecer que é um pecador e necessitar de um Salvador.

Por essa razão, é importante ponderar que o arrependimento bíblico não é uma questão meramente emocional, mas uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve o aspecto mental e moral do pecador.

Arrepender-se implica a pessoa reconhecer seus próprios pecados e falhas diante de Deus e ser consciente de que depende dEle para salvação (1 Jo 1.9).  Quando acontece o arrependimento na vida de uma pessoa, prontamente ela está manifestando a busca por uma vida transformada e restaurada para viver em comunhão com o Pai (1 Co 1.9).

O arrependimento não é um remorso, pois ele leva a pessoa a uma reflexão de seus pecados, consciente de que precisa abandoná-los, mudar de vida e compreender que só Jesus é quem pode perdoar os pecados cometidos (Mt 9.6; 1 Jo 1.9).

2 - Confissão de pecados

Biblicamente, o verbo confessar quer dizer declarar o que se crê ou sabe.  A pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) e afirma que crê no Deus Poderoso e Salvador (Rm 10.9,10). O ato de confessar os pecados faz parte do processo envolvendo o arrependimento.

É preciso entender o quanto a confissão de pecados é maravilhosa.  Por meio dela pode acontecer a cura como também a liberdade, como é bem pontuado por Salomão:  "o que confessa e deixa alcançara misericórdia" (Pv 28.13).

Não podemos jamais considerar o ato de confissão como mera religiosidade, um rito; isso resultará em uma prática vazia.

Na Palavra de Deus lemos que as pessoas que iam até João Batista confessavam os seus pecados para serem batizados.  Em Israel, a confissão era nacional e se dava em dia especial como no dia da Expiação (Nm 5.7).  Por meio do modelo de vida de João Batista, a confissão de pecados passou a fazer parte da tradição cristã.

3 - Produzindo frutos de arrependimento

Para João Batista, o batismo e a confissão somente não seriam as provas verdadeiras da mudança de vida.  Era preciso apresentar frutos na vida como a marca de um arrependimento sincero.

Em Lucas, podemos contemplar frutos concretos que João Batista esperava de quem se arrependesse:  honestidade, misericórdia, respeito às autoridades, dentre outros (Lc 3.11-14).

Os que possuem frutos dignos de arrependimento brilham em meio às trevas (Mt 5. 14-16), dando um testemunho verdadeiro (Fp 2.15), influenciando outros por meio de seu viver exemplar e santo, pois tal procedimento revela um viver que se harmonia com os ensinos do amado Mestre, Jesus.

Em Lucas 19.8, podemos observar que Zaqueu, que era chefe dos publicanos e era rico, quando foi salvo por Jesus, não só se arrependeu como também produziu fruto de arrependimento.

CONCLUSÃO

No momento que inicia sua jornada com Cristo, o cristão deve ter a consciência de que escolheu o caminho estreito e a porta apertada para trilhar o caminho do céu.

A mensagem da porta estreita e do caminho espaçoso, expressa duas lições:  na primeira,  requer-se um verdadeiro sacrifício, renúncia para viver a vida que Jesus deseja que cada um de nós vivamos, pois não é fácil seguir a Cristo (Mt 16.24), porém é esse o caminho que conduz a vida; na segunda expressão, o que se tem é uma facilidade total, porta larga e caminho espaçoso, uma vez que não segue os ensinos de Cristo, porém o final dele é a morte eterna.

Procuremos viver a vida cristã de acordo com a vontade de Deus expressa na sua Palavra, manifestando um verdadeiro arrependimento, confessando nossos pecados e produzindo frutos dignos.


Fonte :  Bíblia Sagrada

Lições Bíblicas - Adultos - 2º Trimestre 2024 - CPAD

Revista Ensinador Cristão - Ano 25 - Nº 97 - cpad.com.br

Osiel Gomes - A Carreira que nos está proposta - 1ª edição - CPAD 2024 - Rio de Janeiro

quarta-feira, 27 de março de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2º TRIMESTRE 2024 - LIÇÃO 1 - ADULTOS



 O INÍCIO DA CAMINHADA

i - A caminhada com Cristo

1 - Compreendendo os dois caminhos

Logo nos primeiros capítulos de Gênesis, nos deparamos com a criação do homem, que foi algo totalmente protegido por Deus (Gn 1.26). A princípio Deus criou todas as coisas, o que era bom, mas sem a presença do homem a criação estava incompleta (Gn 1.31). É importante compreender que esse homem não surge por um acidente ou uma ideia vaga, mas é resultado do conselho divino, bem projetado.
Na criação do homem, pelo relato divino, descarta-se qualquer ideia de evolução., não dando espaço para o homem pré-humano, conforme os livros seculares ensinam, relacionando seu surgimento através de um animal. O homem foi criado por meio do poder de Deus de modo muito especial (Gn 2.7), dispensando a ideia de que o primeiro homem foi criadode uma forma pré-orgânica.  O homem foi feito de modo especial, não está no mesmo nível do animal irracional. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26).

2 - Os três companheiros da nossa caminhada

O começo da nossa jornada com Cristo, a salvação, tem a participação conjunta da Trindade.  É necessário uma fé firme no Deus trino e uno, no que envolve nosso relacionamento pessoal com os membros da Trindade.  No que tange ao papel que cada membro desenvolve em prol da nossa salvação, todos os temas da reconciliação, expiação, redenção, justificação e propiciação dependem da cooperação distinta do Deus uno e trino (Ef 1.3-14).
Portanto, compreendemos a doutrina da Trindade como uma realidade bíblica que descreve o relacionamento do Pai com o Filho e com o Espírito Santo.  Essa verdade está revelada na Palavra, dela jamais podemos fugir, não se trata de uma invenção humana nem de algo abstrato.  Nunca podemos nos voltar para a doutrina da Trindade como uma formulação de homens da Igreja, pelo contrário, esse ensino está revelado na Palavra, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

A CAMINHADA CRISTÃ

A caminhada cristã inicia com o novo nascimento, obra efetuada pelo Espírito Santo mediante ao sacrifício de Jesus Cristo no Calvário. A conclusão dessa obra se dará por ocasião glorificação final dos salvos, ou seja, a ocasião em que receberemos um corpo glorioso, semelhante ao do Senhor Jesus quando apareceu aos discípulos após ressurreto.

Nessa jornada, o crente depara-se com muitos obstáculos que desafiam a sua fé e o tentam fazer desistir da esperança vindoura.  

Voltando ao conceito novo nascimento, à luz do que Nosso Senhor explicou ao mestre da Lei, Nicodemos (Jo 3.38). O novo nascimento contrasta com o nascimento natural, bem como das expectativas e inclinações ao pecado. A nova natureza é espiritual, regenerada e resultado da ação divina o interior do ser humano com o fim de que este possa desfrutar do relacionamento com Deus. Esse processo ocorre milagrosamente mediante a fé em Cristo à medida que o crente se dedica com temor a praticar os ensinamentos da Palavra de Deus.

 Stanley M. Horton em sua obra Teologia Sistemática: uma perspectiva Pentecostal (CPAD), elucida que "a regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior.

O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo(2Co 5.17) e da renovação (Tt 3.5), porém o mais comum é a de nascer (gr. gennaõ, `gerar`ou `dar a luz`).  Jesus disse:  "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.3).  Pedro declara que Deus em sua grande misericórdia `nos gerou de  novo para uma viva espernça`(1Pedro 1.3).  É uma obra que somente Deus realiza.  Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda é necessário(mister) um processo de amadurecimento.  A regeneração é o início do nosso crescimento no conhecimento de  Deus. Através dessa experiência temos o nosso caráter moldado por Cristo, através da ação regeneradora do Espírito Santo..  Assim sendo o maior desafio dos crentes é nutrir a nova natureza espiritual regenerada e não perder a esperança do porvir. Através de uma vida diária de vigilância, oração, meditação na Palavra de Deus que é o alimento de todo cristão, pois é através da Palavra que todo cristão conhece a Deus e a sua vontade, como diz o Salmo 119:11, "Escondi (guardei) a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" e ainda as palavra de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo no Evangelho segundo Mateus: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.4b).


Fonte : Bíblia Sagrada

 Lições Bíblicas - Adultos - 2º trimestre 2024 - CPAD

Revista Ensinador Cristão - Ano 25 - Nº 97 - cpad.com.br

Osiel Gomes - A Carreira que nos está proposta -1ª edição - CPAD 2024 - Rio de Janeiro

segunda-feira, 25 de março de 2024

FORTALECEI-VOS NO SENHOR


No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder Ef 6.10.

O apóstolo Paulo nos versículos anteriores dá várias recomendações a igreja de Éfeso em relação a obediência dos filhos aos pais, para os pais não provocarem a ira dos filhos, obediência dos servos aos seus senhores, e nos adverte que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer e no versículo 10 nos orienta a nos fortalecer no Senhor.

Somente no Senhor podemos buscar forças, revestimento para nossa vida, refúgio e fortaleza.

No evangelho segundo João 6.68, Pedro respondeu a Jesus: Senhor, para quem iremos nós ?  Tu tens a palavra de vida.

Não há outro caminho pelo qual teremos força e firmeza para caminhar.

Jesus disse no evangelho segundo João 14.6: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

Sendo Ele o caminho, somente Ele nos direciona para um verdadeiro fortalecimento, uma verdadeira vida agradável ao Pai.

Fortalecer naquele que tudo pode, em Deus que por meio de seu Filho Jesus Cristo nos resgatou, que no tirou das trevas para sua maravilhosa luz.

Ainda que estejamos em situações difíceis, podemos nos fortalecer no Senhor, pois Ele é o nosso Criador, Ele que nos fez e tem prazer em nos ajudar.

Ainda que estejamos fracos, quando voltamos os nossos olhos para o Senhor, confiamos em Jesus o nosso guia, o autor da nossa fé, as nossas forças são revigoradas pois Ele é a nossa torre forte, é o nosso refúgio em tempo de angústia e está conosco em todo tempo.

Nos tempos de bonança Ele está conosco, nos tempos de dificuldades  Ele está conosco, Ele é o nosso Pastor que nunca nos falta.

Busquemos em Deus força e proteção, porque Ele é Todo Poderoso e Jesus disse após sua ressurreição em Mateus 28.18b: É me dado todo poder no céu e na terra.

Glorifiquemos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, o Deus Eterno que nos fortalece, ainda que não somos merecedores, mas quando buscamos refúgio e proteção nele, pronto está para nos ajudar.

Toda adoração, honra, glória e louvor rendamos à Ele que com mão forte nos resgatou das trevas e hoje podemos desfrutar das bençãos que Ele tem preparado para cada pessoa que nele crê, pessoas que um dia se arrependeram de seus pecados e aceitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e perseveram em obedecer a sua Palavra.


Fonte :  Texto redigido por Edilberto Pereira - Bacharel em Teologia - baseado na Palavra de Deus

A BÍBLIA E JESUS

A Bíblia e Jesus !                                      1. Em Gênesis Jesus é: O nosso Criador (Gn 1) e A Semente da mulher. (3:15)...